{"id":165,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/contra-a-apatia-diante-do-trabalho-infantil\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"contra-a-apatia-diante-do-trabalho-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/contra-a-apatia-diante-do-trabalho-infantil\/","title":{"rendered":"Contra a apatia diante do trabalho infantil"},"content":{"rendered":"<p>Se ficar como est\u00e1 o novo C\u00f3digo de Trabalho \u00e9 um \u201cretrocesso\u201d no que diz respeito ao trabalho infantil, por permitir a um jovem trabalhar antes dos 16 anos e em per\u00edodo de f\u00e9rias. A den\u00fancia \u00e9 feita pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Ac\u00e7\u00e3o Sobre o Trabalho Infantil (CNASTI) que promoveu em Portugal a Confer\u00eancia Europeia \u201cPor uma Europa sem trabalho infantil\u201d. A CNASTI, Teresa Costa, sublinhou que o novo C\u00f3digo de Trabalho permite que um jovem comece a trabalhar logo que conclua a escolaridade obrigat\u00f3ria, o que pode acontecer aos 15 anos. Apesar de interditar o trabalho a menores de 16 anos, permite que os jovens com idade inferior a essa o possam fazer desde que conclu\u00edda a escolaridade obrigat\u00f3ria e mediante uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es. Outro aspecto que a confedera\u00e7\u00e3o contesta neste C\u00f3digo de Trabalho prende-se com a possibilidade de os jovens trabalharem em per\u00edodos de f\u00e9rias, o que no entender de Teresa Costa servir\u00e1 de porta de entrada para o mercado de trabalho e fomentar\u00e1 o abandono escolar, que j\u00e1 chega a 30.000 alunos por ano. As conclus\u00f5es da Confer\u00eancia, realizada em Portugal com o apoio da Comunidade Europeia e que decorreu entre 17 e 18 de Janeiro, n\u00e3o s\u00f3 fazem refer\u00eancias a estes problemas, como afirmam que \u201cem Portugal, cerca de 4,2% da popula\u00e7\u00e3o infantil (50.000), ainda em idade escolar, trabalha em diversos sectores de actividade.\u201d De um total de 73.828 trabalhadores, abrangidos por 10.501 inspec\u00e7\u00f5es, foram detectados entre Janeiro e Outubro do ano passado 371 menores, 63 em situa\u00e7\u00e3o ilegal. Os \u00faltimos n\u00fameros disponibilizados pela Inspec\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho mostram que os distritos com mais casos de trabalho infantil foram os de Braga e Porto.  \u201cVivemos numa Europa onde ainda existe trabalho infantil\u201d, afirma o documento, que acusa o poder pol\u00edtico de fomentar \u201cum desenvolvimento econ\u00f3mico que n\u00e3o tem em conta as crian\u00e7as\u201d. No caso portugu\u00eas o modelo de desenvolvimento tem assentado \u201cno aproveitamento de m\u00e3o-de-obra barata e tem proporcionado que um n\u00famero significativo de crian\u00e7as continue a trabalhar.\u201d  A fase final da Confer\u00eancia foi destinada a identificar medidas que devem ser implementadas para a erradica\u00e7\u00e3o do trabalho infantil, destacando-se as propostas referentes \u00e0 harmoniza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, ao alargamento da escolaridade obrigat\u00f3ria (diminuindo o n\u00famero de alunos por turma, repensando os mecanismos de coloca\u00e7\u00e3o de professores e adequando a legisla\u00e7\u00e3o educativa para responder ao abandono escolar) e ao aumento das san\u00e7\u00f5es \u00e0s entidades que abusem da m\u00e3o-de-obra infantil. Um \u00faltimo reparo foi feito \u00e0 necessidade de que \u201co Governo destaque t\u00e9cnicos credenciados para trabalhar com a CNASTI nas ac\u00e7\u00f5es a desenvolver na preven\u00e7\u00e3o e erradica\u00e7\u00e3o desta praga social\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se ficar como est\u00e1 o novo C\u00f3digo de Trabalho \u00e9 um \u201cretrocesso\u201d no que diz respeito ao trabalho infantil, por permitir a um jovem trabalhar antes dos 16 anos e em per\u00edodo de f\u00e9rias. 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