{"id":16437,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ordem-hospitaleira-celebra-400-anos-de-presenca-no-nosso-pais\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ordem-hospitaleira-celebra-400-anos-de-presenca-no-nosso-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ordem-hospitaleira-celebra-400-anos-de-presenca-no-nosso-pais\/","title":{"rendered":"Ordem Hospitaleira celebra 400 anos de presen\u00e7a no nosso pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>A Ordem Hospitaleira de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus apresenta hoje, dia 15 de Fevereiro, o programa celebrativo dos seus 400 anos em Portugal, no qual se incluem Congressos, Col\u00f3quios, Concertos, encontros, peregrina\u00e7\u00f5es e uma sess\u00e3o solene comemorativa. As celebra\u00e7\u00f5es prolongam-se at\u00e9 2007. A Ordem tem origem na ac\u00e7\u00e3o e exemplo de vida de S. Jo\u00e3o de Deus que, em 1538, em Granada (Espanha), iniciou a nova maneira de tratar e acolher os pobres, os doentes e os necessitados, sendo por isso um marco importante na hist\u00f3ria da medicina. Em 1606, os Irm\u00e3os de S. Jo\u00e3o de Deus v\u00eam para Montemor-o-Novo e, na terra natal do seu fundador, iniciam a expans\u00e3o da Ordem em Portugal. Difundiu-se pela metr\u00f3pole e chegou \u00e0 \u00cdndia e ao Brasil. Nesse per\u00edodo a sua ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o espec\u00edfica como na actualidade. Em Lisboa, os irm\u00e3os dedicaram-se a cuidar de cl\u00e9rigos pobres. No per\u00edodo subsequente \u00e0 Restaura\u00e7\u00e3o da nacionalidade, tomaram conta de v\u00e1rios hospitais, em localidades pr\u00f3ximas da fronteira. O crescimento num\u00e9rico da Ordem e as circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas do tempo aconselharam a que se criasse a Prov\u00edncia de S. Jo\u00e3o de Deus em Portugal. O que veio a acontecer no ano de 1671, libertando assim os Irm\u00e3os portugueses de poss\u00edveis tens\u00f5es de car\u00e1cter pol\u00edtico com os superiores espanh\u00f3is de que dependiam, at\u00e9 essa data. O segundo per\u00edodo de perman\u00eancia em Portugal iniciou-se em 1891 e ainda n\u00e3o terminou. Tudo come\u00e7ou, quando amainada a sanha contra as congrega\u00e7\u00f5es religiosas, o Superior Geral da Ordem, incentivado pelo Papa Pio IX, enviou o P. Bento Menni para Espanha, com a incumb\u00eancia de &#8220;restaurar a Ordem no seu ber\u00e7o&#8221;. Foi na sequ\u00eancia dessa arrojada decis\u00e3o que entraram de novo em Montemor-o-Novo dois irm\u00e3os espanh\u00f3is que a\u00ed restauraram a ermida de S. Jo\u00e3o de Deus. Em seguida, veio a Portugal o pr\u00f3prio P. Bento Menni que, sendo h\u00f3spede do Cardeal Patriarca, em S. Vicente de Fora, colocou tr\u00eas irm\u00e3os \u00e0 frente do hosp\u00edcio de Santa Marta para cuidar dos &#8220;cl\u00e9rigos enfermos&#8221;, mas por pouco tempo. Bento Menni, sacerdote plenamente imbu\u00eddo do carisma de S. Jo\u00e3o de Deus, desejava ardentemente que os Irm\u00e3os se dedicassem aos mais carenciados e menos protegidos socialmente. Em Portugal identificou, ao tempo, duas categorias de exclu\u00eddos sociais que decidiu acarinhar e proteger: as crian\u00e7as e os doentes mentais. Para as crian\u00e7as, criou em Aldeia da Ponte, na Diocese da Guarda, um asilo (col\u00e9gio) para meninos pobres, que apenas funcionou de 1892 a 1897. Por\u00e9m, mais tarde, a assist\u00eancia \u00e0s crian\u00e7as viria a ser retomada tanto no Hospital Infantil de Montemor-o-Novo como noutras institui\u00e7\u00f5es criadas pelas Irm\u00e3s Hospitaleiras e que ainda continuam a funcionar. Para os doentes mentais, depois de aturadas dilig\u00eancias, adquiriu uma quinta no lugar do Telhal, onde, em 1893, com anu\u00eancia verbal do Patriarca de Lisboa, como era praxe da \u00e9poca, por raz\u00f5es pol\u00edticas, se estabeleceu o que viria a ser o centro nevr\u00e1lgico da Ordem em Portugal. A casa do Telhal, que chegou a ser visitada pelo Doutor Afonso Costa, gra\u00e7as \u00e0s dilig\u00eancias do P. Menni e \u00e0 excepcional humanidade com que a\u00ed eram tratados os doentes mentais, passou inc\u00f3lume a onda republicana que decretou a extin\u00e7\u00e3o de todas as congrega\u00e7\u00f5es religiosas. Da\u00ed irradiou para todo o territ\u00f3rio portugu\u00eas de ent\u00e3o o carisma de S. Jo\u00e3o de Deus que est\u00e1 na origem das m\u00faltiplas institui\u00e7\u00f5es da Ordem Hospitaleira, inclusive a casa das Irm\u00e3s Hospitaleiras da Idanha, aberta em 1894. Em 1928, foi restaurada a Prov\u00edncia de S. Jo\u00e3o de Deus em Portugal da qual, durante muitos anos, estiveram dependentes todas as casas do actual territ\u00f3rio portugu\u00eas e bem assim as de \u00c1frica, da \u00c1sia e da Oce\u00e2nia. Em Portugal, nunca se poder\u00e1 escrever nem a hist\u00f3ria da Igreja nem a hist\u00f3ria da Psiquiatria sem ter em conta a gesta de amor, de ci\u00eancia e de humanidade levada a cabo por esses homens e mulheres que, atrav\u00e9s de S. Jo\u00e3o de Deus, descobriram o rosto de Cristo nos pobres e nos doentes. Actualmente, os Irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus est\u00e3o presentes em 8 Centros Assistenciais, dos quais 6 se dedicam \u00e0 Psiquiatria e Sa\u00fade Mental, assim como outras \u00e1reas de actua\u00e7\u00e3o, como as Depend\u00eancias, a Psicogeriatria, a Reabilita\u00e7\u00e3o Psicossocial e os Sem-Abrigo representando 40% do n\u00famero de camas no Continente e 50% nos Arquip\u00e9lagos dos A\u00e7ores e Madeira.    <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=28791\">\u2022 400 anos a fazer o bem em Portugal<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ordem Hospitaleira de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus apresenta hoje, dia 15 de Fevereiro, o programa celebrativo dos seus 400 anos em Portugal, no qual se incluem Congressos, Col\u00f3quios, Concertos, encontros, peregrina\u00e7\u00f5es e uma sess\u00e3o solene comemorativa. As celebra\u00e7\u00f5es prolongam-se at\u00e9 2007. A Ordem tem origem na ac\u00e7\u00e3o e exemplo de vida de S. 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