{"id":16396,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/viver-a-quaresma-como-uma-peregrinacao-interior\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"viver-a-quaresma-como-uma-peregrinacao-interior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viver-a-quaresma-como-uma-peregrinacao-interior\/","title":{"rendered":"Viver a Quaresma como uma \u00abperegrina\u00e7\u00e3o interior\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Cardeal-Patriarca de Lisboa <!--more--> \u201cA urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o da sociedade convida-nos a viver esta Quaresma como uma \u00abperegrina\u00e7\u00e3o interior\u00bb\u201d  1. O Santo Padre, na sua Mensagem para a Quaresma, convida-nos a uma \u201cperegrina\u00e7\u00e3o interior\u201d, caminho espiritual que nos conduzir\u00e1 \u00e0 P\u00e1scoa, e um dos t\u00f3picos que sugere \u00e9 uma reflex\u00e3o sobre os modelos de desenvolvimento, que tanto condicionam a dimens\u00e3o \u00e9tica das sociedades em que vivemos. Reflectir sobre os modelos de desenvolvimento \u00e9, no fundo, exercitar a nossa consci\u00eancia cr\u00edtica sobre a sociedade e o papel prof\u00e9tico dos crist\u00e3os em ordem \u00e0 sua humaniza\u00e7\u00e3o. Somos assim convidados a viver esta Quaresma na continuidade dos desafios da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, conscientes da miss\u00e3o dos crist\u00e3os na cidade. A coer\u00eancia da nossa vida com Cristo morto e ressuscitado, que celebramos na Eucaristia, \u00e9 a luz que ilumina toda a realidade, e que rasga, na complexidade da sociedade contempor\u00e2nea, sulcos de dignidade e de esperan\u00e7a. A Igreja n\u00e3o protagoniza um modelo concreto de organiza\u00e7\u00e3o da sociedade, mas a sua vis\u00e3o do homem, em comunidade, pode influenciar, positivamente, qualquer modelo de sociedade. A convers\u00e3o pessoal dos crist\u00e3os aos valores evang\u00e9licos tem particular import\u00e2ncia na constru\u00e7\u00e3o positiva de uma vida social digna do homem. S\u00f3 as pessoas se podem converter ou deixar-se corromper, arrastando consigo o destino da comunidade. A altera\u00e7\u00e3o dos males de que enferma a nossa sociedade, tais como as injusti\u00e7as, os ego\u00edsmos e a corrup\u00e7\u00e3o, o alheamento do bem-comum e a abdica\u00e7\u00e3o dos valores \u00e9ticos que s\u00e3o os alicerces da dignidade humana, s\u00f3 se corrigem se as pessoas se converterem e aprofundarem os dados positivos da verdade, da justi\u00e7a, da generosidade na solidariedade, do amor fraterno. A celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa \u00e9 a maior for\u00e7a de convers\u00e3o que surgiu na hist\u00f3ria, capaz de nos mobilizar e atrair para essa peregrina\u00e7\u00e3o interior.  2. Trata-se de uma peregrina\u00e7\u00e3o. O peregrino \u00e9 aquele que, num determinado momento da vida, tempo de procura, de inquieta\u00e7\u00e3o, de desejo e atrac\u00e7\u00e3o, se p\u00f5e a caminho em busca de uma nova verdade de si mesmo. A peregrina\u00e7\u00e3o envolve a pessoa toda, o passado, o presente e o futuro, a racionalidade, os sentimentos e a busca da beleza. Sup\u00f5e uma atitude humilde e confiante, de quem volta a acreditar na vida, porque a procura numa nova s\u00edntese. \u00c9 atitude desprendida, que sup\u00f5e austeridade e mesmo penit\u00eancia. Peregrinar \u00e9 aceitar contentar-se, durante um tempo, com o estritamente necess\u00e1rio. O peregrino \u00e9 atra\u00eddo por uma for\u00e7a interior e conduzido por uma luz superior. A peregrina\u00e7\u00e3o gera a harmonia da tranquilidade e da paz. Nesta Quaresma esta luz s\u00f3 pode ser a de Cristo ressuscitado, a apontar os caminhos da salva\u00e7\u00e3o.  3. \u00c9 uma peregrina\u00e7\u00e3o interior. Todas estas atitudes s\u00f3 t\u00eam lugar no cora\u00e7\u00e3o do homem, onde se afirma e define o car\u00e1cter \u00fanico de cada um na sua rela\u00e7\u00e3o com Deus. Situa-se no \u00e2mbito da nossa intimidade insond\u00e1vel, que s\u00f3 Deus conhece e fortalece, onde o mais rec\u00f4ndito da nossa consci\u00eancia e da nossa hist\u00f3ria ganha um ritmo novo, o da abertura \u00e0 surpreendente verdade de Deus. O peregrino \u00e9 sempre um solit\u00e1rio, apenas acess\u00edvel ao olhar de Deus, mesmo quando caminha em comunidade. A pr\u00f3pria partilha com os irm\u00e3os desse seu itiner\u00e1rio interior, o que gera a comunh\u00e3o fraterna, n\u00e3o anula de forma nenhuma esse face a face com Deus, o \u00fanico que l\u00ea o nosso cora\u00e7\u00e3o. Mesmo no sacramento da reconcilia\u00e7\u00e3o, gra\u00e7a com que Deus fortalece os peregrinos, n\u00e3o se quebra o mist\u00e9rio deste a s\u00f3s com Deus. A\u00ed mesmo abrindo o cora\u00e7\u00e3o a um irm\u00e3o, o sacerdote, este escuta em nome de Deus e n\u00e3o quebra, antes acentua, essa exclusividade do di\u00e1logo interior com o Senhor. A peregrina\u00e7\u00e3o interior \u00e9 um caminho de convers\u00e3o, de revis\u00e3o do exerc\u00edcio da liberdade, de mudan\u00e7a de crit\u00e9rios e de ordens de valores, todos inspirados no ideal crist\u00e3o da santidade.  4. A peregrina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma fuga das realidades concretas do dia a dia. \u00c9 antes um retom\u00e1-las todas \u00e0 luz da P\u00e1scoa de Cristo. O rosto vis\u00edvel da nossa sociedade est\u00e1 marcado por vis\u00f5es da realidade que se afastam do ideal crist\u00e3o de vida e, por vezes, agridem a pr\u00f3pria verdade da Natureza. Perante esse ambiente naturalista e materialista, onde nem sequer o car\u00e1cter sagrado da vida humana \u00e9 respeitado, onde a sexualidade se desligou do amor, onde a fam\u00edlia \u00e9 agredida e enfraquecida, onde o dinheiro se tornou rei, onde a verdade foi reduzida \u00e0s vantagens pragm\u00e1ticas de cada circunst\u00e2ncia, onde se adivinha a amea\u00e7a de algumas leis deixarem de exprimir a verdade moral da Natureza, o crist\u00e3o \u00e9 convidado a esta peregrina\u00e7\u00e3o interior, de purifica\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia e da mentalidade, revendo a atitude pessoal perante todas estas realidades. Nunca, como hoje, a purifica\u00e7\u00e3o da liberdade se tornou decisiva, porque a reac\u00e7\u00e3o transformadora ao amoralismo de certos tra\u00e7os da sociedade, s\u00f3 pode vir de homens e mulheres livres, que assumem, com verdade, a responsabilidade da sua liberdade. Nesta peregrina\u00e7\u00e3o da Quaresma ecoa, a orientar-nos, a palavra do Ap\u00f3stolo Paulo: \u201cfoi para a liberdade que Cristo nos libertou\u201d (Gal. 5,1).  5. Nesta medita\u00e7\u00e3o sobre a civiliza\u00e7\u00e3o que estamos a construir, sobre o modelo de desenvolvimento, diz o Santo Padre na sua Mensagem, est\u00e1 em quest\u00e3o o modelo de felicidade por que ansiamos e queremos construir. Onde est\u00e1 a nossa felicidade? O que \u00e9 que nos far\u00e1 felizes? S\u00e3o perguntas que todos aqueles e aquelas que n\u00e3o desistiram de viver n\u00e3o podem deixar de se p\u00f4r. Jesus, no Serm\u00e3o da Montanha, no discurso das bem-aventuran\u00e7as, indicou-nos o caminho onde cada um pode encontrar a resposta. E na sua Carta Enc\u00edclica, \u201cDeus \u00e9 amor\u201d Bento XVI diz-nos corajosamente que s\u00f3 pelo caminho do amor encontraremos uma resposta a todas as interroga\u00e7\u00f5es, resolve todos os enigmas e envolve todas as manifesta\u00e7\u00f5es reais de vidas concretas. E o amor ser\u00e1 sempre mais gesto do que afirma\u00e7\u00e3o. S\u00f3 quem arrisca exprimi-lo em atitudes, aprende a amar.  6. Nesta peregrina\u00e7\u00e3o seremos iluminados pela Palavra de Deus e pela palavra da Igreja. S\u00f3 pode ser um peregrinar ao ritmo da Liturgia, iluminada, ela pr\u00f3pria, pela Palavra da Igreja. Como de costume, em todos os Domingos da Quaresma, farei, na S\u00e9, uma catequese quaresmal. Escolhi como tema geral para estas catequeses a afirma\u00e7\u00e3o de Paulo na Carta aos Romanos: \u201cA Caridade \u00e9 a plenitude da Lei\u201d (Rom. 13,10). Isso levar-nos-\u00e1 a uma medita\u00e7\u00e3o sobre a Lei de Deus, refer\u00eancia fundamental para esta peregrina\u00e7\u00e3o interior dos crist\u00e3os, no contexto concreto da sociedade em que vivemos e que n\u00f3s queremos iluminar com a luz de Cristo. Anuncio j\u00e1 os temas de cada Domingo da Quaresma: 1\u00ba Domingo: A Lei de Deus e as leis dos homens 2\u00ba Domingo: Um \u00fanico mandamento: amar a Deus e ao pr\u00f3ximo 3\u00ba Domingo: A fantasia da caridade: evangeliza\u00e7\u00e3o e predilec\u00e7\u00e3o pelos pobres 4\u00ba Domingo: Honra Pai e M\u00e3e: a Fam\u00edlia, comunidade de amor. Do \u201ceros\u201d \u00e0 caridade 5\u00ba Domingo: N\u00e3o matar\u00e1s. Religi\u00e3o e culturas na promo\u00e7\u00e3o da vida Domingos de Ramos: A verdade \u00e9 a base indispens\u00e1vel do amor  7. Respondendo ao desafio concreto da Enc\u00edclica que nos convida a dar prioridade ao amor nesta peregrina\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o de vida, ganha um sentido novo a nossa tradicional partilha, sob a forma de \u201cRen\u00fancia Quaresmal\u201d. Como habitualmente, e agora motivados pela Carta Enc\u00edclica de Sua Santidade o Papa Bento XVI, \u201cDeus Caritas est\u201d, os crist\u00e3os da Diocese de Lisboa s\u00e3o convidados a renunciarem a parte do que t\u00eam, em favor de outras Igrejas mais pobres. A \u201cRen\u00fancia Quaresmal\u201d de 2005 destinou-se \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de um fundo diocesano de ajuda inter-eclesial, que permita \u00e0 Diocese de Lisboa atender os numerosos pedidos de ajuda que chegam um pouco de todo o mundo. Dessa ren\u00fancia de 2005 receberam-se, at\u00e9 a este momento, 242.987 \u20ac. Est\u00e1 j\u00e1 nomeado um grupo de trabalho para analisar os diversos pedidos que, entretanto, se foram amontoando. N\u00e3o havendo nenhum pedido que justifique ser destinat\u00e1rio \u00fanico da \u201cRen\u00fancia\u201d de 2006, vamos mant\u00ea-la no mesmo quadro de refor\u00e7o do \u201cFundo Diocesano de Ajuda Inter-Eclesial\u201d. Posso, no entanto, indicar algumas necessidades das Igrejas, dificilmente contempl\u00e1veis com a verba at\u00e9 agora reunida, e que estar\u00e3o nas nossas prioridades: a constru\u00e7\u00e3o da Maternidade-Escola em Dili (Timor), agora em processo r\u00e1pido de constru\u00e7\u00e3o civil e j\u00e1 em prepara\u00e7\u00e3o dos projectos de equipamento; ajuda \u00e0 nova Diocese do Mindelo (Cabo-Verde); ajuda \u00e0 Diocese de Palai (\u00cdndia), que est\u00e1 a ajudar a Diocese de Lisboa com o envio de sacerdotes (esperamos mais dois este ano) etc. Lembro, tamb\u00e9m, que por decis\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal, as dioceses contribuir\u00e3o em 5% das \u201cRen\u00fancias Quaresmais\u201d para o \u201cFundo de Apoio Inter-Eclesial\u201d da pr\u00f3pria Confer\u00eancia Episcopal, onde tamb\u00e9m chegam muitos pedidos de ajuda. Acolhamos o desafio do Santo Padre, que nos convida a partilhar com os pobres do mundo, sejam eles quais forem e estejam onde estiverem, pois, segundo as suas pr\u00f3prias palavras, vivendo do amor, faremos entrar a luz de Deus no mundo.  8. A verdade da nossa celebra\u00e7\u00e3o pascal depender\u00e1, este ano, da sinceridade e decis\u00e3o desta peregrina\u00e7\u00e3o interior. A for\u00e7a de Deus, atrav\u00e9s da Palavra e dos Sacramentos, ser\u00e1 a nossa luz. Peregrinar \u00e9 sempre ir ao encontro da luz.  Lisboa, 2 de Fevereiro de 2006, Festa da Apresenta\u00e7\u00e3o do Senhor. <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Cardeal-Patriarca de Lisboa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,127,206,246,268,275,91,294,314],"class_list":["post-16396","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-familia","tag-liturgia","tag-nova-evangelizacao","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-sacramentos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16396\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}