{"id":16374,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/estar-viver-e-sentir-missao-de-um-capelao-no-afeganistao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"estar-viver-e-sentir-missao-de-um-capelao-no-afeganistao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/estar-viver-e-sentir-missao-de-um-capelao-no-afeganistao\/","title":{"rendered":"Estar, viver e sentir: miss\u00e3o de um capel\u00e3o no Afeganist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A passagem do Pe. Const\u00e2ncio Gusm\u00e3o pelo Afeganist\u00e3o, como capel\u00e3o das tropas portuguesas destacadas naquele pa\u00eds, foi \u201cuma das experi\u00eancias de miss\u00e3o mais dif\u00edceis\u201d de realizar, confessou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.  Destacado desde o m\u00eas de Agosto de 2005, o Pe. Const\u00e2ncio Gusm\u00e3o, regressou a Portugal no passado dia 3 de Fevereiro,  com uma experi\u00eancia de pastoral caracterizada pelo apoio moral e acompanhamento das tropas nas v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es. \u201cA presen\u00e7a do capel\u00e3o \u00e9 para estar, viver e sentir a experi\u00eancia de cada um deles\u201d, explicou. \u201cEsta foi uma miss\u00e3o particularmente operacional e o nosso pessoal estava constantemente empenhado\u201d. No dia a dia o Pe. Gusm\u00e3o passava a maior parte do tempo no Campo onde estavam instalados. O \u00abalimento\u00bb que o ajudava a fortalecer e a acompanhar os homens que com ele estavam, encontrava-o no cultivo de uma vida espiritual pela ora\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o t\u00ednhamos muitas sa\u00eddas para o exterior. Por isso, passava a maior parte do tempo no campo onde t\u00ednhamos uma capela deixada pelos espanh\u00f3is, e ali podia passar muitas horas\u201d, contou.  A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia acontecia apenas uma vez por semana, ao s\u00e1bado ao final da tarde, porque, conta o Capel\u00e3o, \u201co domingo era o chamado \u00abrest day\u00bb (dia de descanso), e pessoal aproveitava para descansar um pouco mais nesse dia\u201d. Desta presen\u00e7a de miss\u00e3o, no Afeganist\u00e3o, ao longo de seis meses, o Pe. Gusm\u00e3o ter\u00e1 certamente muitas hist\u00f3rias para contar. Mas o momento que, certamente, n\u00e3o esquecer\u00e1 e que afirma ter sido um dos mais marcantes, foi o \u201cda semana do m\u00eas de Novembro em que desapareceu um dos nossos militares e tr\u00eas ficaram feridos. Foi muito marcante para o pessoal e para mim que tinha de os acompanhar\u201d, desabafou. Na aus\u00eancia das fam\u00edlias e num ambiente diferente, as tropas que o Pe. Const\u00e2ncio Gusm\u00e3o acompanhou celebraram um Natal de caracter\u00edsticas id\u00eanticas ao que seria um Natal em casa porque, relatou o capel\u00e3o \u201cprocuramos faz\u00ea-lo com a maior semelhan\u00e7a do que acontece aqui em Portugal\u201d. Apesar de uma presen\u00e7a de seis meses naquele pa\u00eds, o Pe. Const\u00e2ncio n\u00e3o teve contacto directo com a popula\u00e7\u00e3o civil. Por\u00e9m apercebeu-se que \u201ca maior parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 iletrada, vive muito dependente dos outros e com um ordenado muito baixo que ronda o equivalente a cerca de 40 euros por m\u00eas\u201d, disse.  Nesta miss\u00e3o onde se encontrava o capel\u00e3o Gusm\u00e3o trabalhavam 28 afeg\u00e3os. Para esses, ainda no tempo de Natal, no dia de Reis, \u201corganiz\u00e1mos uns cabazes para ajudar as fam\u00edlias, porque eles s\u00e3o mesmo muito carenciados\u201d, salientou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A passagem do Pe. 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