{"id":163457,"date":"2020-02-24T12:18:14","date_gmt":"2020-02-24T12:18:14","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=163457"},"modified":"2020-02-24T12:18:14","modified_gmt":"2020-02-24T12:18:14","slug":"a-realidade-que-o-sonho-amazonico-pode-despertar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-realidade-que-o-sonho-amazonico-pode-despertar\/","title":{"rendered":"A realidade que o sonho amaz\u00f3nico pode despertar"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O Papa n\u00e3o teve apenas um sonho, mas v\u00e1rios. Na sua Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-Sinodal <em>\u201dQuerida Amaz\u00f3nia\u201d<\/em> partilha-nos quatro sonhos: o social, o cultural, o ecol\u00f3gico e o eclesial. Todos os sonhos est\u00e3o interligados, como interligada est\u00e1 a pr\u00f3pria natureza humana e a f\u00edsica associada ao ambiente que nos rodeia. Gostaria de reflectir sobre alguns dos seus aspectos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-163460\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"798\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia-768x511.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia-1080x718.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia-980x652.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/PovoAmazonia-480x319.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<figure><\/figure>\n<h2>No sonho social<\/h2>\n<blockquote><p>\u00abse queremos dialogar, devemos come\u00e7ar pelos \u00faltimos. (&#8230;) [S\u00e3o] os principais interlocutores, dos quais primeiro devemos aprender, a quem temos de escutar.\u00bb (QA, 26)<\/p><\/blockquote>\n<p>Os \u00faltimos ser\u00e3o os primeiros (Mt 20, 16) a dar voz quando ampliamos o nosso olhar, focando menos naqueles que escutamos por serem as estrelas da comunica\u00e7\u00e3o social, e procurando mais os que t\u00eam menos tempo de antena. Talvez sejam os que est\u00e3o ao nosso lado, e nos cruzamos todos os dias.<\/p>\n<p>O Papa fala dos povos ind\u00edgenas, mas com a massifica\u00e7\u00e3o social na era das <em>selfies, likes<\/em> e afins, sem nos darmos conta, tendemos a uma uniformiza\u00e7\u00e3o no modo de ser e estar. Por isso, os simples e que vivem sem os entretenimentos que se imp\u00f5em atrav\u00e9s da conectividade permanente online, de certo modo, mant\u00eam a sua identidade em desenvolvimento natural e t\u00eam algo a ensinar-nos. N\u00e3o se trata de um retorno ao passado, mas do reconhecimento de que a nossa diferen\u00e7a traz valor ao mundo e \u00e0 cultura, que \u00e9 segundo sonho do Papa.<\/p>\n<h2>No sonho cultural<\/h2>\n<blockquote><p>\u00abdiante duma invas\u00e3o colonizadora maci\u00e7a dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio promover para os povos nativos comunica\u00e7\u00f5es alternativas, a partir das suas pr\u00f3prias l\u00ednguas e culturas, e que os pr\u00f3prios ind\u00edgenas se fa\u00e7am protagonistas presentes nos meios de comunica\u00e7\u00e3o j\u00e1 existentes.\u00bb (QA, 39)<\/p><\/blockquote>\n<p>Com a maior capacidade da humanidade em comunicar, nunca como antes houve a hip\u00f3tese de uma verdadeira <em>\u201dintercultura\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, isto \u00e9, de um enriquecimento rec\u00edproco entre as culturas. Mas a diferen\u00e7a que uma <em>intercultura\u00e7\u00e3o<\/em> gera deve-se a um pequeno, mas significativo acrescento ao acto de comunicar: <strong>comunicar<em>-se<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>A <em>intercultura<\/em> acontece quando nos damos a n\u00f3s mesmo aos outros. Mas, para isso, n\u00e3o podemos ser todos iguais. Pois, em cada pessoa, povo e cultura existe algo que os torna \u00fanicos. Depois, quando nos comunicamos atrav\u00e9s dos meios dispon\u00edveis, damos uma oportunidade aos outros de reconhecerem a sua unicidade ao confrontar-se com a diferen\u00e7a. E at\u00e9 parece que n\u00e3o h\u00e1 nada mais diferente do ser humano do que a natureza que o rodeia, mas ser\u00e1 verdade? Da\u00ed o terceiro sonho.<\/p>\n<h2>No sonho ecol\u00f3gico<\/h2>\n<p>Diz o Papa Francisco que a <em>\u00abvida di\u00e1ria \u00e9 sempre c\u00f3smica\u00bb<\/em> (QA, 41). De facto, cada dia \u00e9 pautado pelas melodias da natureza que nos circunda, muitas vezes abafadas pelos ru\u00eddos de fundo da nossa pressa e acelera\u00e7\u00e3o. Por isso, o Papa continua a insistir na vis\u00e3o de que tudo est\u00e1 interligado (QA, 41). E, por outro lado, que <em>\u00abo cuidado das pessoas e o cuidado dos ecossistemas s\u00e3o insepar\u00e1veis\u00bb<\/em> (QA, 42). Mahatma Gandhi dizia <em>\u00abTu e eu somos uma coisa s\u00f3. N\u00e3o posso maltratar-te sem me ferir.\u00bb<\/em> O Papa amplia o significado desta frase \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s e a natureza e isso \u00e9 significativo em experi\u00eancias como no caso dos japoneses.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos que no Jap\u00e3o se criou uma pr\u00e1tica das pessoas <em>banharem-se na floresta<\/em>, que em japon\u00eas junta as palavra <em>shinrin<\/em> (floresta) com <em>yoku<\/em> (banho). A Arte de Shinrin-Yoku n\u00e3o se refere a fazer exerc\u00edcio, corridas ou caminhadas, mas de um simples <em>estar na natureza<\/em>, conectando-nos a essa atrav\u00e9s dos nossos sentidos, abrindo-os para construir uma ponte entre n\u00f3s e o mundo natural. Num mundo em que 2\/3 da popula\u00e7\u00e3o vive em espa\u00e7os urbanos, e desse grupo de pessoas, 93% passa a maior parte do seu tempo entre quatro paredes, os benef\u00edcios do <em>sonho ecol\u00f3gico<\/em> tornam-se fundamentais para a nossa sa\u00fade f\u00edsica e mental. Mas h\u00e1 uma outra pr\u00e1tica que pode tornar-se uma profecia dos tempos modernos.<\/p>\n<h2>A profecia da contempla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<blockquote><p>\u00abMuitas vezes deixamos que a consci\u00eancia se torne insens\u00edvel, porque a constante distrac\u00e7\u00e3o tira-nos a coragem de advertir a realidade dum mundo limitado e finito. (&#8230;) Por nossa causa, milhares de esp\u00e9cies j\u00e1 n\u00e3o dar\u00e3o gl\u00f3ria a Deus com a sua exist\u00eancia, nem poder\u00e3o comunicar-nos a sua pr\u00f3pria mensagem.\u00bb (QA, 53-54)<\/p><\/blockquote>\n<p>O convite \u00e9 muito claro. Ainda que o Papa Francisco nos diga que <em>\u00abpodemos <strong>contemplar<\/strong> a Amaz\u00f3nia, e n\u00e3o apenas analis\u00e1-la (&#8230;) podemos <strong>am\u00e1-la<\/strong>, e n\u00e3o apenas us\u00e1-la\u00bb<\/em> (QA, 55), poder\u00edamos colocar no lugar da palavra \u201cAmaz\u00f3nia\u201d qualquer ponto do planeta onde a natureza se manifesta diante dos nossos olhos.<\/p>\n<p>O acto de <em>contemplar<\/em> \u00e9 semelhante ao que acontece na pr\u00e1tica do <em>shinrin-yoku<\/em>. \u00c9 um <em>simples estar<\/em> em que <em>\u00abpodemos <strong>sentir-nos intimamente unidos<\/strong> [\u00e0 natureza]\u00bb<\/em> (QA, 55) fazendo com essa uma experi\u00eancia de maternidade natural que desperta a nossa consci\u00eancia para o facto de fazermos parte dela e n\u00e3o sermos uma esp\u00e9cie <em>\u00e0 parte<\/em> dela. E a raz\u00e3o desta contempla\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 simples.<\/p>\n<blockquote><p>\u00abPorque se contempla o mundo, n\u00e3o como algu\u00e9m que est\u00e1 fora dele, mas dentro, reconhecendo os la\u00e7os com que o Pai nos uniu a todos os seres.\u00bb (QA, 55)<\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00f3 quando reconhecemos estes la\u00e7os podemos alguma vez aspirar a exercer a voca\u00e7\u00e3o \u00faltima que Deus nos confiou de elevar o mundo at\u00e9 Ele. Da\u00ed o convite do Papa Francisco a que<\/p>\n<blockquote><p>\u00abDespertemos o sentido est\u00e9tico e contemplativo que Deus colocou em n\u00f3s e que, \u00e0s vezes, deixamos atrofiar. Lembremo-nos de que, quando n\u00e3o se aprende a parar a fim de admirar e apreciar o que \u00e9 belo, n\u00e3o surpreende que tudo se transforme em objecto de uso e abuso sem escr\u00fapulos. Pelo contr\u00e1rio, se <strong>entrarmos em comunh\u00e3o<\/strong> com a floresta, facilmente a nossa voz se unir\u00e1 \u00e0 dela e transformar-se-\u00e1 em ora\u00e7\u00e3o.\u00bb (QA, 56)<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 semelhante a uma vis\u00e3o <em>comunioc\u00eantrica<\/em> da rela\u00e7\u00e3o entre pessoa e natureza que em tempo propus num <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0BzOxbh7KnYrYamg4dDFLTFVIekE\/view?usp=sharing\">artigo<\/a>; publicado na revista <em>Communio<\/em>.<\/p>\n<p>O mundo natural contemplado pode tornar-se um espa\u00e7o de descoberta da nossa uni\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o com Deus, e de O compreender um pouco melhor. Pois, a presen\u00e7a de Deus manifesta-se em cada din\u00e2mica ecol\u00f3gica que nos rodeia. Isso exige uma mudan\u00e7a de mentalidade e cria\u00e7\u00e3o de novos h\u00e1bitos. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil sairmos da nossa zona de conforto urbano, mas isso faz parte do \u00faltimo sonho, o sonho eclesial.<\/p>\n<h2>No sonho eclesial<\/h2>\n<blockquote><p>\u00abOs povos abor\u00edgenes podem ajudar-nos a descobrir o que \u00e9 uma sobriedade feliz. Sabem ser felizes com pouco, gozam dos pequenos dons de Deus sem acumular tantas coisas, n\u00e3o destroem sem necessidade, preservam os ecossistemas e reconhecem que a terra, ao mesmo tempo que se oferece para sustentar a sua vida, como uma fonte generosa, tem um sentido materno que suscita respeitosa ternura.\u00bb (QA, 71)<\/p><\/blockquote>\n<p>Muitos dos n\u00f3s que habitamos nos espa\u00e7os urbanos precisamos de apreciar a sabedoria daqueles que vivem uma rela\u00e7\u00e3o profunda com a natureza. O consumismo que nos leva a elevados n\u00edveis de ansiedade e isolamento digital precisa desta <em>reeduca\u00e7\u00e3o<\/em> que uma pr\u00e1tica contemplativa da natureza nos oferece.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que, por vezes, cobram-nos para visitar espa\u00e7os naturais de beleza extraordin\u00e1ria, mas o mundo natural que podemos contemplar \u00e9 muito mais do que esses espa\u00e7os. H\u00e1 muitos espa\u00e7os naturais onde podemos fazer uma experi\u00eancia de interconectividade e interdepend\u00eancia reais, e n\u00e3o digitais. O Papa Francisco chega mesmo a introduzir algo que um maior relacionamento com a natureza pode suscitar em n\u00f3s: <em>uma espiritualidade da gratuidade<\/em> (QA, 73). Uma espiritualidade onde o acto de <em>admirar<\/em> se torna sagrado porque desperta em n\u00f3s um amor \u00e0 vida impensado. Recordo aquela <em><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-sabedoria-dos-simples-quanto-a-eutanasia-e-ouro\/\">av\u00f3<\/a><\/em>; que evitando o desejo de eutan\u00e1sia do seu pai, leva-o a redescobrir o valor da sua vida com um <em>banho de Sol.<\/em><\/p>\n<p>A dimens\u00e3o eclesial de um novo relacionamento com a natureza abre as portas das igrejas al\u00e9m dos espa\u00e7os de culto, e amplia o espa\u00e7o eclesial a todo aquele em que<\/p>\n<blockquote><p>\u00ab&#8230;esta rela\u00e7\u00e3o com Deus presente no cosmo se torne cada vez mais uma rela\u00e7\u00e3o pessoal com um \u201cTu\u201d, que sustenta a pr\u00f3pria realidade e lhe quer dar um sentido, um \u201cTu\u201d que nos conhece e ama\u00bb (QA, 73)<\/p><\/blockquote>\n<p>Um \u201cTu\u201d que no \u00edntimo de um peda\u00e7o de mat\u00e9ria na forma de p\u00e3o quer chegar ao nosso \u00edntimo (QA, 82) para nos <em>cristificar<\/em>. E, transformados pela Eucaristia, sendo outros Ele, esperar que, chegando ao fim da nossa viagem pela vida f\u00edsica, quando a Terra nos consumir, sejamos g\u00e9rmen de transforma\u00e7\u00e3o do cosmos num novo C\u00e9u e nova Terra, que s\u00f3 Deus pode imaginar e tornar real.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":92442,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-163457","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163457"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163457\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/92442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}