{"id":16294,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/carmelo-de-coimbra-na-hora-da-despedida\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"carmelo-de-coimbra-na-hora-da-despedida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carmelo-de-coimbra-na-hora-da-despedida\/","title":{"rendered":"Carmelo de Coimbra na hora da despedida"},"content":{"rendered":"<p>Poucos dias antes da traslada\u00e7\u00e3o dos restos mortais da Irm\u00e3 L\u00facia para a Bas\u00edlica de F\u00e1tima, a Prioresa do Carmelo de Coimbra, Ir. Maria Celina, revela \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o que sente a comunidade pela partida da Vidente de F\u00e1tima <!--more--> <i>Ag\u00eancia ECCLESIA &#8211; Que import\u00e2ncia teve, para as irm\u00e3s, a perman\u00eancia do corpo da Irm\u00e3 L\u00facia no Carmelo de Coimbra? Irm\u00e3 Maria Celina &#8211;<\/i> Claro que foi de muita import\u00e2ncia para n\u00f3s esta perman\u00eancia, pois por vivermos uma vida de f\u00e9, isso n\u00e3o anula a sensibilidade, pelo contr\u00e1rio, na clausura a sensibilidade apura-se muito mais.  O facto de termos dentro do recinto do Mosteiro o cemit\u00e9rio onde ficam aquelas a quem o Senhor abre as portas da Vida, ajuda-nos a viver uma nova rela\u00e7\u00e3o na &#8220;presen\u00e7a da aus\u00eancia&#8221;. Sabemos que agora a Irm\u00e3 L\u00facia n\u00e3o est\u00e1 ali. Mas est\u00e1 aquele corpo no qual ela viveu, sofreu, amou e viu algo do que agora v\u00ea em plenitude. Por ali passamos muitas vezes ao dia e outras ali vamos de prop\u00f3sito para uma visita, ao visitarmos o Sacr\u00e1rio que fica a poucos metros desse &#8220;relic\u00e1rio&#8221;. Tem sido uma forma de continuarmos com ela\u2026 Teria sido muito doloroso para n\u00f3s se tivesse ido para F\u00e1tima logo ap\u00f3s a sua morte. \u00c9 certo que vamos sofrer uma nova despedida, um novo desprendimento&#8230; Na sua descri\u00e7\u00e3o da subida do Monte Carmelo, S. Jo\u00e3o da Cruz diz-nos que para uma subida mais r\u00e1pida e perfeita \u00e9 preciso n\u00e3o se apegar nem aos bens da terra nem aos bens do C\u00e9u. Ent\u00e3o, vamos aprender a viver com ela na dimens\u00e3o da f\u00e9, embora doa \u00e0 sensibilidade, desprendidas de refer\u00eancias materiais, com os olhos postos na eternidade. Parece-nos ainda escutar o que ela muito gostava de cantar: &#8220;O C\u00e9u \u00e9 minha morada\u2026&#8221; L\u00e1 nos reencontraremos.  <i>AE &#8211; Que sentimentos preencheram os dias seguintes \u00e0 sua morte? IMC &#8211;<\/i> Muita saudade! Aquela cela visitada com tanta assiduidade e agora vazia, era para n\u00f3s uma lembran\u00e7a dolorosa. Faltava-nos algo muito importante e que fazia parte da nossa vida. Estar com ela era j\u00e1 t\u00e3o habitual! Instintivamente aconteceu-me v\u00e1rias vezes dirigir-me para a cela dela para lhe fazer uma visita, como costumava sempre que interrompia algum trabalho\u2026 mas n\u00e3o estava l\u00e1!&#8230; Agora continuamos a visit\u00e1-la e ser\u00e1 sempre um lugar das nossas peregrina\u00e7\u00f5es.  <i>AE &#8211; Sentem responsabilidades por serem as testemunhas e as herdeiras de muitos anos de vida de L\u00facia, a vidente de F\u00e1tima? IMC &#8211;<\/i> Sim, foi connosco que ela viveu a maior parte da sua vida e n\u00f3s fomos recebendo quase sem nos darmos conta gota a gota a sua espiritualidade. Dentro de uma Ordem j\u00e1 de si profundamente mariana, a Mensagem de F\u00e1tima n\u00e3o teve dificuldade em entrar, pois o que Nossa Senhora pediu, \u00e9 o que a nossa Regra nos prop\u00f5e como fundamental para a nossa vida &#8211; ora\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia, vida de uni\u00e3o com Deus, de adora\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o em favor dos irm\u00e3os. A Irm\u00e3 L\u00facia viveu connosco um mesmo carisma ao mesmo tempo que vivia o que a Senhora pediu, sem se ver obrigada a fazer nenhuma &#8220;sobreposi\u00e7\u00e3o&#8221;, pois tudo ca\u00eda natural. Ela foi para n\u00f3s exemplo dessa viv\u00eancia, que n\u00f3s sempre guardaremos como ponto de refer\u00eancia.  <i>AE &#8211; O processo de canoniza\u00e7\u00e3o da Irm\u00e3 L\u00facia poder\u00e1 iniciar. Que import\u00e2ncia tem ver declarada a santidade da Irm\u00e3 L\u00facia? IMC &#8211;<\/i> Quando uma pessoa \u00e9 canonizada \u00e9 apresentada como modelo e a sua vida traz-nos sempre uma mensagem. Um santo fica a ser perten\u00e7a de todos. No caso da Irm\u00e3 L\u00facia, assim como acontece com os j\u00e1 Beatos Francisco e Jacinta, uma canoniza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais um selo na veracidade das apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima e ser\u00e1 um impulsionador da Mensagem. Numa canoniza\u00e7\u00e3o quem beneficia somos n\u00f3s, mas tudo deve ser canalizado para a gl\u00f3ria de Deus.  <i>AE &#8211; A translada\u00e7\u00e3o dos restos mortais da Irm\u00e3 L\u00facia altera a proximidade e o carinho que as Irm\u00e3s do Carmelo de Coimbra expressam pela Irm\u00e3 L\u00facia? O que fica diferente? IMC &#8211;<\/i> Continuaremos muito irm\u00e3s e ela continuar\u00e1 a fazer parte da nossa comunidade espiritualmente. A partir da sua morte ficou diferente a forma de nos relacionarmos; agora ser\u00e1 mais radical, o que nos levar\u00e1 a desprender-nos mais da terra. Mas ela ser\u00e1 sempre a &#8220;nossa&#8221; Irm\u00e3 L\u00facia.  <i>AE &#8211; A tumula\u00e7\u00e3o da Irm\u00e3 L\u00facia no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima poder\u00e1 fazer crescer a venera\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is pela vidente de F\u00e1tima? IMC &#8211;<\/i> N\u00e3o digo que fa\u00e7a crescer, pois sou testemunha que essa venera\u00e7\u00e3o \u00e9 j\u00e1 muito grande desde h\u00e1 muitos anos. O que vai facilitar \u00e9 haver visitas dos fi\u00e9is \u00e0 sua sepultura e certamente com muita aflu\u00eancia, o que aqui n\u00e3o podia acontecer.  <i>AE &#8211; Que mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia permanecem no Carmelo de Coimbra? IMC &#8211;<\/i> No cora\u00e7\u00e3o de cada irm\u00e3 permanecer\u00e1 para sempre a mem\u00f3ria viva dos anos que a cada uma foi dado partilhar com ela esta proximidade; na casa ficam in\u00fameras refer\u00eancias \u00e0 sua pessoa, direi que toda a casa \u00e9 uma rel\u00edquia. Por todos os lados por onde nos movimentamos, temos dela alguma lembran\u00e7a, seja dentro de casa ou no jardim, ficando como cora\u00e7\u00e3o de todos os espa\u00e7os que a lembram, a sua cela, o pequeno santu\u00e1rio da Carmelita, o lugar da maior intimidade com o Senhor. Foi a\u00ed que a M\u00e3e a veio buscar para a levar para a P\u00e1tria h\u00e1 tanto tempo desejada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos dias antes da traslada\u00e7\u00e3o dos restos mortais da Irm\u00e3 L\u00facia para a Bas\u00edlica de F\u00e1tima, a Prioresa do Carmelo de Coimbra, Ir. 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