{"id":16219,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/consagrados-nao-se-devem-esconder\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"consagrados-nao-se-devem-esconder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/consagrados-nao-se-devem-esconder\/","title":{"rendered":"Consagrados n\u00e3o se devem esconder"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Manuel Barbosa, presidente da Confer\u00eancia dos Institutos Religiosos de Portugal <!--more--> No dia em que a Igreja celebra a Jornada da Vida Consagrada, institu\u00edda em 1997 por Jo\u00e3o Paulo II, a Ag\u00eancia ECCLESIA foi ao encontro do presidente da Confer\u00eancia dos Institutos Religiosos de Portugal para falar sobre os desafios que se colocam aos religiosos e religiosas numa sociedade em mudan\u00e7a  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA \u2013 Esta Jornada \u00e9 uma festa de toda a Igreja? Pe. Manuel Barbosa \u2013<\/i> \u00c9 um dia para celebrar, de forma diferente a Vida Consagrada. \u00c9 preciso que n\u00f3s saibamos mostrar a riqueza desta voca\u00e7\u00e3o, com a sua diferen\u00e7a e o seu testemunho. A Jornada \u00e9, de facto, uma festa de toda a Igreja, dado que esta voca\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecida por toda a Igreja. Em praticamente todas as Dioceses os Bispos presidem a uma celebra\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as por esta forma de vida, isso \u00e9 um sinal de reconhecimento.  <i>AE \u2013 Em Portugal, os Institutos t\u00eam, h\u00e1 sensivelmente um ano, uma Confer\u00eancia dos \u00fanica, em vez de duas Federa\u00e7\u00f5es distintas. Como avalia esse caminho? MB &#8211;<\/i> O trabalho conjunto de Institutos masculinos e femininos, numa confer\u00eancia \u00fanica, facilita a dinamiza\u00e7\u00e3o da Vida Consagrada no nosso pa\u00eds. O facto de estarmos unidos n\u00e3o aconteceu de um momento para o outro, houve um processo e uma caminhada que refor\u00e7ou um sentido mais forte de comunh\u00e3o, apesar de cada qual ter os seus carismas pr\u00f3prios. Trabalhar juntos decorre da compreens\u00e3o da comunh\u00e3o que \u00e9 a Igreja, onde estamos inseridos. Outro aspecto \u00e9 o da organiza\u00e7\u00e3o, de coordena\u00e7\u00e3o, que facilita a direc\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia. A CIRP, sem substituir a autonomia pr\u00f3pria de cada Instituto, na sua tarefa de coordena\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o, procura contribuir para dar resposta aos desafios e sinais dos tempos, colocados \u00e0 Vida Consagrada em Portugal, em atitude de abertura \u00e0 mudan\u00e7a  <i>AE \u2013 Como se compreende a chamada \u00abcrise vocacional\u00bb num momento em que surgem novas formas de consagra\u00e7\u00e3o que apelam a tantas pessoas? MB &#8211;<\/i> \u00c9 muito positivo que tenham aparecido novas formas de consagra\u00e7\u00e3o, mesmo numa altura em que h\u00e1 um decr\u00e9scimo quantitativo das voca\u00e7\u00f5es. Esse dado \u00e9 normal, face \u00e0 mudan\u00e7a da pr\u00f3pria sociedade, \u00e9 uma crise que se estende a outras formas de voca\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma crise de valores. Neste sentido, \u00e9 fundamental renovarmos a maneira como estamos a responder, enquanto consagrados, \u00e0 nossa miss\u00e3o no tempo presente. Tenho real\u00e7ado que h\u00e1 necessidade de recorrer a gente do mundo da sociologia, da psicologia, do pr\u00f3prio marketing, como uma ajuda para perceber os dinamismos da voca\u00e7\u00e3o e da pastoral vocacional. O primeiro e fundamental desafio \u00e0 Vida Consagrada centra-se no testemunho fiel no seguimento de Jesus Cristo, segundo o carisma dos fundadores de cada Instituto.  <i>AE \u2013 F\u00e1tima recebe, na pr\u00f3xima semana, Superiores e Superioras Maiores da Europa. \u00c9 uma oportunidade privilegiada de reflex\u00e3o? MB &#8211;<\/i> Ser\u00e1 sem d\u00favida, uma oportunidade para perceber esta Europa onde estamos, de uma maneira atenta, pormenorizada, exaustiva. H\u00e1 problemas comuns, mas tamb\u00e9m h\u00e1 quest\u00f5es diversas, culturalmente. O fundamental \u00e9 encontrar respostas que v\u00e3o ao encontro das interpela\u00e7\u00f5es que nos s\u00e3o lan\u00e7adas, porque \u00e0s vezes h\u00e1 a tenta\u00e7\u00e3o de preparar respostas \u00aba priori\u00bb.   <b>Os n\u00fameros<\/b> Segundo o Anu\u00e1rio Cat\u00f3lico de Portugal \u2013 2005 (www.ecclesia.pt\/anuario), h\u00e1 mais de 8 mil religiosos e religiosas portugueses. Os 38 institutos de vida consagrada masculinos contam, no nosso pa\u00eds, com um total de 1.387 membros e os 106 institutos femininos com 5.664 religiosas. Agregados a estes institutos, residem no estrangeiro 93 homens consagrados e 294 irm\u00e3s, e encontram- se nas miss\u00f5es ad gentes 328 religiosos e 414 mulheres.  Os institutos masculinos possuem, nas respectivas etapas de forma\u00e7\u00e3o, 56 postulantes, 32 novi\u00e7os e 98 professos. Por sua vez, as congrega\u00e7\u00f5es femininas instaladas em Portugal, espalhadas por 736 comunidades, contam nas suas fileiras com 157 juniores, 37 novi\u00e7as e 33 postulantes.  O nosso pa\u00eds conta, por outro lado, com 17 institutos seculares. Sem descurarem a sua actividade profissional ou viv\u00eancia familiar, estas pessoas vivem a sua consagra\u00e7\u00e3o em confronto permanente com a rotina e realidade concretas. Os institutos seculares foram aprovados pelo Papa Pio XII, em 1947, tratando-se, assim, de uma forma de vida consagrada relativamente recente, flex\u00edvel e adaptada \u00e0s necessidades da din\u00e2mica s\u00f3cio-cultural actual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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