{"id":162072,"date":"2020-02-10T10:48:31","date_gmt":"2020-02-10T10:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=162072"},"modified":"2020-02-10T10:48:31","modified_gmt":"2020-02-10T10:48:31","slug":"lusofonias-cabo-verde-do-bar-benfica-ao-convento-espiritano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-cabo-verde-do-bar-benfica-ao-convento-espiritano\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211;\u00a0CABO VERDE &#8211;\u00a0Do \u2018Bar Benfica\u2019 ao \u2018Convento Espiritano\u2019"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Cabo Verde<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tony-Praia2020.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-162075 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tony-Praia2020-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"552\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tony-Praia2020-683x1024.jpg 683w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tony-Praia2020-173x260.jpg 173w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tony-Praia2020-768x1152.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tony-Praia2020-480x720.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/tony-Praia2020.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/a>H\u00e1 coisas muito improv\u00e1veis nesta vida. Uma delas \u00e9 que um bar termine em convento. Mas isso aconteceu aqui na cidade da Praia nos finais dos anos 60. A hist\u00f3ria \u00e9 simples: ap\u00f3s a Concordata e o Acordo Mission\u00e1rio de1940, o Vaticano decidiu dar a Cabo Verde um bispo residente e nomeou o Padre Faustino Moreira dos Santos, mission\u00e1rio Espiritano a trabalhar em Angola. Ele chegou em 1941 com outros Espiritanos e foi at\u00e9 S. Nicolau onde funcionou o Pa\u00e7o Episcopal at\u00e9 mudar definitivamente para a Praia em 43.<\/p>\n<p>Roma confiaria aos Espiritanos o cuidado pastoral da Ilha de Santiago e eles foram chegando e assistindo pastoralmente outras Ilhas como era o caso do Maio e da Boavista. Em 1963 chega o Padre Jos\u00e9 Maria de Sousa, jovem de rasgo e vis\u00e3o larga que, eleito Superior no ano seguinte, decide arranjar espa\u00e7o no cora\u00e7\u00e3o da cidade capital, o Plateau, para ali instalar a resid\u00eancia principal dos Mission\u00e1rios. E acabaria por comprar o grande Bar Benfica e os terrenos anexos. Assim, um Bar se transformou num Convento. Mas s\u00f3 com a chegada do P. Jos\u00e9 Pires, em 1980, se fariam grandes obras para transformar tamb\u00e9m a Casa em Semin\u00e1rio. Hoje, ap\u00f3s obras de grande dimens\u00e3o, a Casa Principal dos Espiritanos \u00e9 um grande edif\u00edcio com uma excelente vista para o porto. Mas voltemos \u00e0 hist\u00f3ria da presen\u00e7a Espiritana neste pa\u00eds da \u2018morabeza\u2019 (a arte de bem acolher) e da \u2018sodade\u2019 (t\u00e3o bem cantada por Ces\u00e1ria \u00c9vora e tantos outros que fizeram da morna Patrim\u00f3nio Imaterial da Humanidade).<\/p>\n<p>Em 1954 chega aqui o P. Cust\u00f3dio Campos, natural de Joane, Famalic\u00e3o. Agarrou-se de tal maneira a este povo que nunca mais saiu, a ponto da sua \u00faltima ida a Portugal ter sido h\u00e1 mais de 30 anos! Conhece e fala o crioulo com excel\u00eancia, sabe de cor e salteada a hist\u00f3ria deste povo, conta est\u00f3rias extraordin\u00e1rias, umas lindas, outras tristes, sejam elas sobre as viagens de barco para o Maio, as corridas de mota nas areias da Boavista, as visitas ao Campo de Reclus\u00e3o do Tarrafal ou as tentativas de enviar pessoas para Portugal a fim de fugirem \u00e0 fome que vitimou muitas pessoas, sobretudo nos finais dos anos 60 com a seca severa que se instalou nas Ilhas. O P. Campos \u00e9 hoje conhecido e reconhecido por quase todos os caboverdianos, pois tornou-se figura lend\u00e1ria. Os seus \u00faltimos anos de p\u00e1roco foram na Cidade Velha. Hoje est\u00e1 na Casa Principal (o antigo Bar Benfica) de onde sai para celebrar Missa e para distribuir bens de primeira necessidade a fam\u00edlias pobres que ele foi identificando e apoiando. Nem os 90 e bastantes o fazem curvar e parar.<\/p>\n<p>Mas a presen\u00e7a Espiritana em Santiago tem outras refer\u00eancias. O P. Gil Losa, natural de Marinhas \u2013 Esposende, est\u00e1 c\u00e1 desde 1964, tendo dado o melhor de si na par\u00f3quia de Santa Cruz de Pedra Badejo. O P. Alberto Meireles chegou no ano da grande seca, 1968, e nunca saiu de S. Louren\u00e7o dos \u00d3rg\u00e3os. O P. Jos\u00e9 Pires foi formador nos Semin\u00e1rios em Portugal at\u00e9 1980, ano da sua chegada a Cabo Verde, onde continua a sua Miss\u00e3o na Praia. Mais recentemente, chagaram os Padres Carlos Gouveia, antigo mission\u00e1rio em Angola e Portugal e o P. Raul Lima, hoje p\u00e1roco de S. Louren\u00e7o. Trabalha aqui tamb\u00e9m o P. Justin, jovem nigeriano que apoia os angl\u00f3fonos da Ilha. E, como lindo sinal dos tempos, trabalham c\u00e1 cinco jovens caboverdianos: o P. Joaquim Brito, hoje respons\u00e1vel m\u00e1ximo dos Espiritanos, com os Padres Manuel Semedo e Saturnino Afonso (na Calheta de S. Miguel), o P. Sim\u00e3o Varela (Pedra <strong>B<\/strong>adejo) e o P. Ant\u00f3nio Honorato (Cidade Velha e pastoral carcer\u00e1ria).<\/p>\n<p>Trata-se de uma Miss\u00e3o junto de popula\u00e7\u00f5es simples e pobres com uma vontade enorme de celebrar a F\u00e9, como podemos experimentar sempre que participamos numa Eucaristia, sobretudo quando h\u00e1 festa. Pude, mais uma vez, fazer essa experi\u00eancia de F\u00e9 e Alegria neste domingo em que participei na Eucaristia da Festa dos Consagrados e da Apresenta\u00e7\u00e3o do Senhor, em S. Domingos.<\/p>\n<p>A riqueza desta terra e deste povo n\u00e3o \u00e9 muita. Mas h\u00e1 organiza\u00e7\u00e3o, f\u00e9, alegria e confian\u00e7a no futuro.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-162072-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/lusofonias-caboverde1.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/lusofonias-caboverde1.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/lusofonias-caboverde1.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Cabo Verde<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-162072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162072"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162072\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}