{"id":16167,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/combater-o-trafico-de-seres-humanos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"combater-o-trafico-de-seres-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/combater-o-trafico-de-seres-humanos\/","title":{"rendered":"Combater o tr\u00e1fico de seres humanos"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o do Papa para o Apostolado de Ora\u00e7\u00e3o &#8211; Fevereiro <!--more--> <i>Que a comunidade internacional tome medidas para, com urg\u00eancia, p\u00f4r fim ao tr\u00e1fico de seres humanos [Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para Fevereiro]<\/i>  1. \tTr\u00e1fico de seres humanos. A ignor\u00e2ncia ou o desprezo da comum dignidade dos seres humanos resulta na viola\u00e7\u00e3o dos direitos mais elementares da pessoa. Em muitos casos, a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 de tipo cultural, religioso ou ideol\u00f3gico. Noutros, \u00e9 simples actividade criminosa \u2013 pois a explora\u00e7\u00e3o de seres humanos revela-se sempre rent\u00e1vel. A escravatura e tr\u00e1fico de seres humanos insere-se neste desprezo pela dignidade humana. Implica que algu\u00e9m, por alguma ou v\u00e1rias das raz\u00f5es atr\u00e1s indicadas, ou ignora esta dignidade ou considera leg\u00edtimo privar dela um ser humano e reduzi-lo \u00e0 dimens\u00e3o de \u00abcoisa\u00bb, objecto que se possui e se usa segundo o pr\u00f3prio arb\u00edtrio. Assim foi, ao longo de mil\u00e9nios, na maior parte das culturas. Foi necess\u00e1rio esperar o amadurecimento das culturas plasmadas pela tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 para que este fen\u00f3meno come\u00e7asse a ser condenado e combatido \u2013 o que revela, pelo menos, a for\u00e7a libertadora contida nesta tradi\u00e7\u00e3o religiosa e cultural, hoje frequentemente negada pelos \u00ablibertadores\u00bb do momento.  2.\tSitua\u00e7\u00f5es reais. \u00c9 preciso diz\u00ea-lo claramente: nenhum particularismo religioso ou cultural justifica (torna justo) a escravatura e o tr\u00e1fico de seres humanos. E \u00e9 preciso diz\u00ea-lo, sobretudo, \u00e0queles Estados que continuam a promover ou a tolerar estas pr\u00e1ticas degradantes. \u00c9 preciso tornar claro que isso \u00e9 eticamente inaceit\u00e1vel e que persistir nesse caminho ter\u00e1 consequ\u00eancias gravosas para os respons\u00e1veis pol\u00edticos de tais Estados. Infelizmente, nem sempre existe esta clareza, por parte da chamada comunidade internacional. E, por isso, em diversos pa\u00edses, sobretudo em pa\u00edses isl\u00e2micos (no M\u00e9dio Oriente e no Norte de \u00c1frica), continua a praticar-se a escravatura sem oposi\u00e7\u00e3o real das autoridades \u2013 sendo o caso mais clamoroso o Sud\u00e3o, onde \u00e9 fomentada, sobretudo, a escravatura de crist\u00e3os por parte de membros da maioria mu\u00e7ulmana. \tMas \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio que os pa\u00edses onde a escravatura e o tr\u00e1fico de seres humanos s\u00e3o ilegais assumam as suas responsabilidades no combate interno a tais pr\u00e1ticas. Na verdade, h\u00e1 em todo o lado situa\u00e7\u00f5es de escravatura, menos claras mas n\u00e3o menos graves, em especial nos ambientes da prostitui\u00e7\u00e3o \u2013 mulheres (ou crian\u00e7as de ambos os sexos) s\u00e3o introduzidas nos circuitos da prostitui\u00e7\u00e3o e tornam-se, de facto, propriedade de redes internacionais que alimentam este \u00abneg\u00f3cio\u00bb em todos os pa\u00edses. Quase sempre, para al\u00e9m dos maus tratos psicol\u00f3gicos, estes novos escravos sofrem intimida\u00e7\u00f5es, agress\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es graves \u00e0 sua liberdade de movimentos e de autodetermina\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ainda casos de emigrantes obrigados a endividar-se junto das redes que promovem a emigra\u00e7\u00e3o ilegal; chegados ao pa\u00eds de destino, ficam durante meses ou anos a trabalhar para os mesmos que os transportaram, os quais fazem tudo para evitar que eles consigam pagar as d\u00edvidas&#8230;  3. \tQue fazer? Torna-se imprescind\u00edvel uma ac\u00e7\u00e3o comum, dos Estados e das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil a trabalhar nesta \u00e1rea. \u00c9 necess\u00e1rio agir junto dos governos que toleram a escravatura, urgindo o fim de tais pr\u00e1ticas. \u00c9 necess\u00e1rio, igualmente, a colabora\u00e7\u00e3o activa das pol\u00edcias dos diversos pa\u00edses, tendo em vista a descoberta e apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a dos envolvidos em redes de tr\u00e1fico de seres humanos. E \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m que a justi\u00e7a dos diversos pa\u00edses seja implac\u00e1vel na condena\u00e7\u00e3o destas pr\u00e1ticas. Tal s\u00f3 acontecer\u00e1, por\u00e9m, se houver um trabalho constante de educa\u00e7\u00e3o \u00e9tica que torne socialmente inaceit\u00e1veis no\u00e7\u00f5es como escravatura, \u00abturismo sexual\u00bb, prostitui\u00e7\u00e3o e outras indignidades, pelas quais se reduz a pessoa humana \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de coisa para ser usada segundo os caprichos e o prazer de indiv\u00edduos sem escr\u00fapulos, inimigos da humanidade e de Deus.  <i>Elias Couto<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o do Papa para o Apostolado de Ora\u00e7\u00e3o &#8211; Fevereiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[101,154,193,320],"class_list":["post-16167","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-africa","tag-crianca","tag-educacao","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16167","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16167"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16167\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}