{"id":16139,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/para-uma-catequese-renovada\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"para-uma-catequese-renovada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/para-uma-catequese-renovada\/","title":{"rendered":"Para uma Catequese Renovada"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de D. Jorge Ortiga aos catequistas da Arquidiocese de Braga <!--more--> A Jornada Arquidiocesana da Catequese \u00e9, para mim, oportunidade singular para expressar a mais sentida gratid\u00e3o a quantos se apaixonaram pela causa da educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9. \u00c9 dif\u00edcil imaginar a dedica\u00e7\u00e3o e carinho que os nossos catequistas oferecem a esta miss\u00e3o. Muito daquilo que s\u00e3o as nossas comunidades deve-se a eles. Que ecoe bem alto e chegue a todos os agentes na pastoral catequ\u00e9tica este meu obrigado. A gratid\u00e3o completa-se com um pedido. Estamos empenhados na renova\u00e7\u00e3o da catequese e dos catecismos. Atingiremos esta meta com a renova\u00e7\u00e3o dos catequistas. Quando pensamos, dissociamos as ideias para um entendimento mais f\u00e1cil. S\u00f3 que, no concreto, h\u00e1 elementos que teremos de conjugar em simult\u00e2neo. Se \u00e9 importante a renova\u00e7\u00e3o do material, \u00e9 imprescind\u00edvel a renova\u00e7\u00e3o dos catequistas. Sem esta, aquela permanece letra morta que distrai do essencial. Da\u00ed que necessitamos, neste tempo diferente com desafios novos, de catequistas dominados pela viv\u00eancia do Evangelho e verdadeiramente comprometidos em Igreja atrav\u00e9s dum trabalho s\u00e9rio na revitaliza\u00e7\u00e3o das comunidades a que pertencem. No documento da Confer\u00eancia Episcopal \u201cPara que acreditem e tenham Vida\u201d \u2013 a conhecer e a divulgar \u2013 os Bispos portugueses procuram incutir nos crist\u00e3os a realidade dum tempo novo que sup\u00f5e, da parte da igreja, uma ac\u00e7\u00e3o pastoral renovada. Enumeramos diversas atitudes. Quero referir-me a duas: comunidade e fam\u00edlia.  1 \u2013 O catequista como gerador de comunidade: A catequese actual deve, necessariamente, enfrentar-se com a aposta numa comunidade crist\u00e3 que, por si mesma, \u00e9 luz que irradia e \u00e9 constitu\u00edda por pessoas que testemunham inequivocamente o que anunciam. Neste contexto, o catequista nunca pode resignar-se \u00e0 tarefa, talvez bem preparada e em termos modernos, de proferir uma li\u00e7\u00e3o ou de fazer uma sess\u00e3o de catequese. Ele ou ela necessita do conhecer o \u201cdom de Deus\u201d e ter sede deste Deus que se senta na borda do \u201cpo\u00e7o\u201d da sua vida e pede a \u201c\u00e1gua\u201d do testemunho da verdade. N\u00e3o sei se exagero. Penso, por\u00e9m, que o caminho percorrido nas \u201ct\u00e9cnicas\u201d do an\u00fancio nem sempre \u00e9 acompanhado pela coer\u00eancia que edifica comunidades evangelizadas. Parece-me chegada a hora de apostar no essencial e n\u00e3o se contentar com o n\u00famero dos catequistas e com as salas de catequese. Faltando a \u201c\u00e1gua\u201d do testemunho dos catequistas que expressam na vida a alegria de ser crist\u00e3o e se disponibilizam para criar comunidade, a catequese nunca atingir\u00e1 o que lhe \u00e9 pr\u00f3prio: gerar a f\u00e9 em Jesus Cristo que, posteriormente, se v\u00ea nas op\u00e7\u00f5es de vida. O catequista \u00e9 sempre um ponto de refer\u00eancia e um sinal vivo, nas limita\u00e7\u00f5es humanas, do disc\u00edpulo e ap\u00f3stolo de Cristo. Auguro aos nossos catequistas que sejam, como recordam os Bispos, int\u00e9rpretes da grande prioridade pastoral sintetizada da seguinte maneira: \u201cA comunidade crist\u00e3 \u00e9 o sujeito, o ambiente e a meta da catequese\u201d. \u00c9 o sujeito por aquilo que realiza na mente e no cora\u00e7\u00e3o, talvez dum modo impercept\u00edvel, das crian\u00e7as e dos adolescentes; \u00e9 o ambiente que facilitar\u00e1 ou dificultar\u00e1 uma cabal experi\u00eancia da f\u00e9 e uma integra\u00e7\u00e3o alegre na mesma comunidade; \u00e9 a meta como horizonte de quem sabe e quer pertencer \u00e0 comunidade atrav\u00e9s dum comportamento correspons\u00e1vel. Tamb\u00e9m aqui coloco, de novo, a simbologia do texto evang\u00e9lico que nos foi anunciado: a comunidade \u00e9 o \u00fanico \u201cpo\u00e7o\u201d capaz de oferecer a \u201c\u00e1gua\u201d que n\u00e3o s\u00f3 mata a sede nas celebra\u00e7\u00f5es, mas equilibra a vida na sua globalidade. N\u00e3o valer\u00e1 a pena recordar o Papa Jo\u00e3o Paulo II que nos apresentou a par\u00f3quia como o \u201cFontan\u00e1rio da aldeia\u201d, ou seja, um espa\u00e7o que, atrav\u00e9s do amor fraterno, sacia e retempera para recome\u00e7ar sempre a caminhada duma vida de f\u00e9 exigente?  2 \u2013 Pelos catequistas chegar \u00e0s fam\u00edlias: \u201cAo longo de s\u00e9culos tem sido sobretudo as fam\u00edlias a assegurar a transmiss\u00e3o da f\u00e9 aos filhos, bem como a sua integra\u00e7\u00e3o social e a educa\u00e7\u00e3o para os valores. De facto, algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s, muitos pais deixaram-se cair no descuido ou nalguma confus\u00e3o quanto ao seu papel de educadores. Ora a fam\u00edlia que d\u00e1 origem \u00e0 vida tem tamb\u00e9m a responsabilidade de dar sentido e contribuir para o pleno desenvolvimento dessa exist\u00eancia, enriquecendo-a com o patrim\u00f3nio moral e espiritual que vem do cristianismo\u201d (\u201cPara que acreditem e tenham vida, n. 5, b). Se a renova\u00e7\u00e3o dos catequistas conduz \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da comunidade, esta acontecer\u00e1 a partir da fam\u00edlia. Tamb\u00e9m aqui me sirvo de palavras dos Bispos Portugueses. \u201cActualmente, torna-se necess\u00e1rio sensibilizar e formar os pais para que retomem a sua responsabilidade de primeiros e principais educadores\u201d. Se a Arquidiocese se concentra na Fam\u00edlia, tamb\u00e9m a catequese ter\u00e1 de chegar \u00e0 fam\u00edlia. Pode parecer chover no molhado, tantas vezes temos repetido esta doutrina. S\u00f3 que o catequista ter\u00e1 de ir ao encontro dos pais e estabelecer um di\u00e1logo de corresponsabilidade para uma compreens\u00e3o da catequese. Reconhe\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. A criatividade pastoral pode e deve inventar maneira de envolver e comprometer os pais nesta tarefa. Eles nunca deveriam delegar ou entregar a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Se o fazem, teremos de os questionar e interpelar. Terminando gostaria de me dirigir a todos os catequistas da Arquidiocese para recordar o que aqui vos comuniquei. 1 \u2013 Sem renova\u00e7\u00e3o dos catequistas as outras renova\u00e7\u00f5es nunca atingir\u00e3o os seus resultados. 2 \u2013 Os catequistas devem tornar-se promotores de comunidade para que esta seja o verdadeiro sujeito a transmitir a f\u00e9. 3 \u2013 Partir ao encontro das fam\u00edlias para que recuperem a responsabilidade de educadores. S\u00e3o muitos objectivos? Comecemos e avancemos um pouco em cada dimens\u00e3o. Sem planos pessoais audaciosos nunca atingiremos as metas desejadas. E, se muito depende de factores externos, o importante na catequese sois v\u00f3s os catequistas e, por isso, obrigado e coragem.  <i>+ Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de D. 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