{"id":16133,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ipss-pedem-reconhecimento-do-estado-pelo-seu-trabalho\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ipss-pedem-reconhecimento-do-estado-pelo-seu-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ipss-pedem-reconhecimento-do-estado-pelo-seu-trabalho\/","title":{"rendered":"IPSS pedem reconhecimento do Estado pelo seu trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do II Congresso da CNIS <!--more--> Decorreu este fim-de-semana, em F\u00e1tima, no Centro Paulo VI, o II Congresso da CNIS (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade Social), com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 1300 congressistas, em representa\u00e7\u00e3o de mais de 700 institui\u00e7\u00f5es com direito a voto.  Na abertura dos trabalhos, o presidente da Assembleia-Geral e do Congresso, M\u00e1rio Dias, recordou que a CNIS fez recentemente o levantamento de necessidades sociais de freguesias de Portugal Continental, que servir\u00e1 como bom gui\u00e3o para dirigentes e governantes equacionarem respostas adequadas para a resolu\u00e7\u00e3o dos in\u00fameros problemas sociais que afectam os portugueses.  Disse que o conceito de solidariedade e coes\u00e3o social tem cada vez mais uma import\u00e2ncia crucial, raz\u00e3o de ser do lema do Congresso, \u201cMais Pessoa \u2013 Mais Comunidade\u201d.  Ainda na abertura, o presidente da CNIS, Francisco Crespo, explanou, a tra\u00e7os gerais, o que foi a actua\u00e7\u00e3o da confedera\u00e7\u00e3o a que preside, tendo salientado a assinatura do Contrato Colectivo de Trabalho com diverso sindicatos, ligados \u00e0 UGT e \u00e0 CGTP.  Ao encerrar a sess\u00e3o de abertura do Congresso, o Presidente da Rep\u00fablica, Jorge Sampaio, defendeu a solidariedade e a co-responsabilidade solid\u00e1ria para com as pessoas, tendo destacado o papel fundamental da CNIS no desenvolvimento social do Pa\u00eds. No entanto alertou para a conveni\u00eancia de as ac\u00e7\u00f5es da CNIS se articularem com as da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias, com as Mutualidades e com outras organiza\u00e7\u00f5es do dom\u00ednio social, no sentido de congregar esfor\u00e7os na procura de solu\u00e7\u00f5es adequadas e de optimiza\u00e7\u00e3o dos recursos existentes.  Os dois temas centrais do Congresso, \u201cAs IPSS e Oportunidades de Interven\u00e7\u00e3o\u201d E \u201cPol\u00edticas Sociais e Educativas em Portugal\u201d, foram desenvolvidos por diversos conferencistas e debatidos, com not\u00f3rio interesse, por muitos congressistas, numa perspectiva de alertarem os respons\u00e1veis para os reais problemas com que se debatem as IPSS portuguesas.   I \u2013 Sobre \u201cAS IPSS E OPORTUNIDADES DE INTERVEN\u00c7\u00c3O\u201d, em que intervieram Silva Peneda (Modelo Social Europeu face \u00e0 Evolu\u00e7\u00e3o Demogr\u00e1fica), Ian Olssom (O Modelo Social Europeu e a Evolu\u00e7\u00e3o Demogr\u00e1fica \u2013 A Situa\u00e7\u00e3o e as Perspectivas Futuras na Su\u00e9cia e na Europa), Maria Isabel Monteiro (Conhecer para Intervir) e Jos\u00e9 Lu\u00eds Albuquerque (Portugal 2050: Envelhecimento Demogr\u00e1fico, Desafios e Oportunidades), sublinhamos:  1 &#8211; A componente do desenvolvimento social \u201c\u00e9 um dos tr\u00eas pilares do processo de desenvolvimento sustent\u00e1vel, a par do crescimento econ\u00f3mico e da protec\u00e7\u00e3o ambiental\u201d. Por\u00e9m, a evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica (com o aumento da esperan\u00e7a de vida e a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de nascimentos) e a globaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e3o condicionantes importantes que dificultam a concretiza\u00e7\u00e3o desse projecto.  2 &#8211; No processo do desenvolvimento local, a articula\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f3mico, social e cultural tem de ser feito numa \u201c\u00f3ptica transversal, assente numa vis\u00e3o integrada e integradora das diferentes for\u00e7as e sectores presentes\u201d,  3 &#8211; Urge criar condi\u00e7\u00f5es para que os \u201cactores\u201d das comunidades se comportem como agentes de mudan\u00e7a, promovendo parcerias e fomentando a emerg\u00eancia das redes locais, sustentadas em aplica\u00e7\u00f5es e sentimentos de perten\u00e7a, numa perspectiva de contribuir para a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, das marginalidades e das depend\u00eancias degradantes.  4 &#8211; Torna-se urgente cultivar a liberdade, mas uma liberdade que n\u00e3o provoque injusti\u00e7as e a explora\u00e7\u00e3o dos mais d\u00e9beis. Justi\u00e7a, sim, mas sem destruir toda a liberdade das pessoas e das sociedades, e no respeito absoluto pela identidade e pela especificidade das pr\u00f3prias IPSS.  5 &#8211; \u00c9 crucial a capacidade de cada pa\u00eds conseguir manter o seu modelo social perante os grandes desafios contempor\u00e2neos, como a globaliza\u00e7\u00e3o e o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Em termos globais, \u00e9 imperativo que o modelo social europeu sofra uma reforma e uma moderniza\u00e7\u00e3o atempadas, para fazer face aos desafios da sociedade actual.   II \u2013 Sobre \u201cPOL\u00cdTICAS SOCIAIS E EDUCATIVOS EM PORTUGAL\u201d, em que intervieram Edmundo Martinho (Economia Social e Pol\u00edticas Sociais em Portugal \u2013 IPSS e as Grandes Op\u00e7\u00f5es do PNACE 2005-2008 \u2013 Programa Nacional de Ac\u00e7\u00e3o para o Crescimento e o Emprego), Costa Fernandes (O Papel das IPSS na Constru\u00e7\u00e3o de um Modelo de Desenvolvimento Centrado na Defesa da Dignidade da Pessoa Humana) e Filipa de Jesus, em representa\u00e7\u00e3o da ministra da Educa\u00e7\u00e3o, (Pol\u00edtica Educativa para a 1\u00aa Inf\u00e2ncia \u2013 Educa\u00e7\u00e3o Pr\u00e9-Escolar e Centros de Actividades de Tempos Livres), sublinhamos:  1- \u00c9 preciso assegurar \u201cmais social em tempos de crise\u201d, sempre por via de uma selectividade muito rigorosa e assente na avalia\u00e7\u00e3o criteriosa das condi\u00e7\u00f5es de vida de cada cidad\u00e3o e das fam\u00edlias, sem nunca esquecer os mais \u201cferidos\u201d da sociedade.  2 &#8211; N\u00e3o pode haver percursos de qualifica\u00e7\u00e3o pessoal e familiar que n\u00e3o passem pela fixa\u00e7\u00e3o clara de compromissos e de objectivos determinados, num esfor\u00e7o de contratualiza\u00e7\u00e3o entre as fam\u00edlias e as comunidades.  3 &#8211; O Estado tem de ser capaz de assumir que cada cidad\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um meliante, pelo que tem de o tratar como respons\u00e1vel que \u00e9, por aquilo que diz, por aquilo que s\u00e3o os seus actos, pelo que \u00e9 nessa medida que deve ser responsabilizado.  4 &#8211; Importa acabar com atitudes de desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao Estado, aos cidad\u00e3os e \u00e0s IPSS, criando-se um clima de transpar\u00eancia no relacionamento, onde se fundamenta a responsabilidade de cada um naquilo que \u00e9 o seu pr\u00f3prio campo de interven\u00e7\u00e3o.  5 &#8211; As IPSS portuguesas representam uma \u201cexpress\u00e3o \u00fanica em termos europeus\u201d, sendo, por isso, um activo que Portugal n\u00e3o pode dispensar. Temos, ent\u00e3o, de ser capazes de refor\u00e7ar, com elas, a coes\u00e3o social, de forma inovadora, racionalizando recursos e tendo sempre em conta que voluntariado n\u00e3o quer dizer amadorismo.  6 &#8211; Relativamente aos ATL, as IPSS, as autarquias e as associa\u00e7\u00f5es de pais desempenham um papel fundamental de cobertura de muitas crian\u00e7as quando a escola n\u00e3o a assegurava, detendo hoje compet\u00eancias e recursos no apoio \u00e0s fam\u00edlias.  7 &#8211; \u00c9 preciso enquadrar o trabalho realizado por muitas autarquias, associa\u00e7\u00f5es de pais e IPSS no projecto educativo das escolas. Por isso, \u00e9 importante o esfor\u00e7o de articula\u00e7\u00e3o e parceria que \u00e9 preciso fomentar, para proporcionarmos \u00e0s nossas crian\u00e7as as melhores condi\u00e7\u00f5es de ensino e aprendizagem, e \u00e0s fam\u00edlias o apoio de que necessitam.  8 &#8211; O Estado deve apoiar as institui\u00e7\u00f5es de solidariedade social, j\u00e1 que estas contribuem activamente para o processo de desenvolvimento e democratiza\u00e7\u00e3o social, cultural e econ\u00f3mico.  9 &#8211; O Estado tem de dar lugar ao reconhecimento do princ\u00edpio da autonomia, da subsidiariedade, do planeamento e da participa\u00e7\u00e3o, para criar um clima de estabilidade e m\u00fatua confian\u00e7a.  10 &#8211; As IPSS, que se defrontam diariamente ao n\u00edvel da sustentabilidade econ\u00f3mica, devem abrir-se mais \u00e0s comunidade, promovendo trabalhos em rede entre elas pr\u00f3prias, enquanto devem implementar um di\u00e1logo aberto com o pr\u00f3prio Estado, com o objectivo de dinamizar uma cultura de parcerias, entre todos os agentes sociais.  11 &#8211; As IPSS devem adoptar a atitude de se darem aos outros, e n\u00e3o apenas de dar, j\u00e1 que o enriquecimento da qualidade de vida das comunidades passa sempre pelo desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade individual e colectiva, no qual as institui\u00e7\u00f5es t\u00eam um papel fulcral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do II Congresso da CNIS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[133,154,191,193,203,206,207,314,323,329],"class_list":["post-16133","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-cnis","tag-crianca","tag-economia","tag-educacao","tag-europa","tag-familia","tag-fatima","tag-solidariedade","tag-uniao-das-misericordias","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16133"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16133\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}