{"id":1611,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ferias-num-mosteiro\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ferias-num-mosteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ferias-num-mosteiro\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias num mosteiro"},"content":{"rendered":"<p>\u201cTodos os h\u00f3spedes que se apresentam no mosteiro sejam recebidos como se fosse Cristo em pessoa\u201d (Regra de S\u00e3o Bento, cap. LIII). A abertura ampla e generosa da comunidade aos h\u00f3spedes \u00e9 unicamente motivada por uma exig\u00eancia crist\u00e3: rejeitar uma pessoa necessitada de acolhimento \u00e9 rejeitar Cristo.  No acolhimento beneditino trata-se de p\u00f4r em pr\u00e1tica a virtude da hospitalidade, t\u00e3o proclamada na Sagrada Escritura, e que a tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica considerou sempre como uma exig\u00eancia. Gente de todas as idades bate frequentemente \u00e0 porta do mosteiro. Alguns v\u00eam passar um dia, outros um fim-de-semana e outros ainda um per\u00edodo mais prolongado. E isto ocorre porque desde sempre os mosteiros s\u00e3o espa\u00e7os de liberdade, em que \u00e9 poss\u00edvel entregar-se \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 reflex\u00e3o, num clima de simplicidade de vida e no ambiente caloroso de uma comunidade fraterna. O quadro de vida que os h\u00f3spedes encontram num mosteiro favorece o sil\u00eancio, a ora\u00e7\u00e3o, a reflex\u00e3o e o di\u00e1logo. Aqueles que se apresentam \u00e0 portaria do mosteiro pertencem a todos os n\u00edveis sociais: ricos ou pobres, cultos ou incultos, todos recebem o mesmo acolhimento, pois assim o quer a tradi\u00e7\u00e3o beneditina. Todos s\u00e3o convidados a partilhar das riquezas da vida mon\u00e1stica: a liturgia, que diariamente \u00e9 celebrada a horas fixas, a ora\u00e7\u00e3o, as refei\u00e7\u00f5es em comum e o sil\u00eancio, que proporciona o encontro de cada um consigo pr\u00f3prio e com Deus. O acolhimento dos h\u00f3spedes \u00e9 uma tarefa que tamb\u00e9m interpela a comunidade. Abrir as portas aos h\u00f3spedes significa aceit\u00e1-los como eles s\u00e3o, acolh\u00ea-los com todas as suas alegrias, ang\u00fastias e problemas. Isto exige da parte da comunidade mon\u00e1stica abertura ao imprevisto e ao risco. O h\u00f3spede traz consigo uma grande b\u00ean\u00e7\u00e3o, quando \u00e9 recebido. A comunidade recebe, deixando entrar algu\u00e9m na sua vida, abrindo as m\u00e3os ao dom que o outro traz e que ele mesmo \u00e9. Os h\u00f3spedes s\u00e3o, pois, um dom precioso. Mas s\u00f3 podem ser este dom, se a comunidade estiver disposta a acolh\u00ea-los. A hospitalidade beneditina \u00e9 uma tarefa, uma miss\u00e3o, uma partilha, e quantos a procuram tornam-se eles mesmos mais acolhedores e despertos para os valores eternos. No mosteiro, longe da agita\u00e7\u00e3o habitual, acaba o ritmo do mundo e come\u00e7a o ritmo de Deus; acaba o ritmo do tempo e come\u00e7a o ritmo da eternidade. Tratando com grande honra e venera\u00e7\u00e3o os h\u00f3spedes, a comunidade adora Jesus Cristo que mais uma vez se lhe apresenta revestido de um corpo humano.    Pe. Lu\u00eds Aranha <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTodos os h\u00f3spedes que se apresentam no mosteiro sejam recebidos como se fosse Cristo em pessoa\u201d (Regra de S\u00e3o Bento, cap. LIII). A abertura ampla e generosa da comunidade aos h\u00f3spedes \u00e9 unicamente motivada por uma exig\u00eancia crist\u00e3: rejeitar uma pessoa necessitada de acolhimento \u00e9 rejeitar Cristo. No acolhimento beneditino trata-se de p\u00f4r em pr\u00e1tica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[295,211,246],"class_list":["post-1611","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-biblia","tag-ferias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1611\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}