{"id":16077,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ciganos-pouco-integrados-em-portugal\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ciganos-pouco-integrados-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ciganos-pouco-integrados-em-portugal\/","title":{"rendered":"Ciganos pouco integrados em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Estudo comparativo revela que na Espanha a integra\u00e7\u00e3o \u00e9 mais f\u00e1cil <!--more--> Em Portugal os ciganos encontram maior dificuldade de integra\u00e7\u00e3o do que na vizinha Espanha, revela um estudo apresentado recentemente pela Funda\u00e7\u00e3o Filos, no Porto. Do resultado de um trabalho de acompanhamento continuado a Funda\u00e7\u00e3o Filos, promotora de projectos de interven\u00e7\u00e3o social, apresentou \u201ctr\u00eas estudos de caso\u201d, desenvolvidos em parceria com o Centro Social da Par\u00f3quia da Areosa e o Centro Claretiano de Apoio \u00e0 Juventude e Fam\u00edlia, e de um desses estudos realizados concluiu que os ciganos \u201csentem que em Espanha h\u00e1 maior condi\u00e7\u00f5es de integra\u00e7\u00e3o do que em Portugal\u201d, disse \u00e0 Agencia ECCLESIA o Pe. Jos\u00e9 Maia, presidente da funda\u00e7\u00e3o que apresentou este relat\u00f3rio. \u201cUma das raz\u00f5es  &#8211; explicou aquele sacerdote claretiano &#8211; poder\u00e1 ser a abertura do povo espanhol,  e a outra pode estar relacionada com o facto de a gente cigana ter como modo de vida a venda ambulante. Em Portugal o neg\u00f3cio tem maiores dificuldades e admito que em Espanha, que \u00e9 um mercado maior, eles encontrem maior facilidade por essa via\u201d, justificou. Para a realiza\u00e7\u00e3o deste estudo foi analisada uma fam\u00edlia cigana, em Portugal e outra em Espanha \u201cpara confrontar os problemas com que se defrontam em pa\u00edses diferentes\u201d, explicou o Pe. Maia. Nas comunidades ciganas s\u00e3o not\u00f3rias ainda outras problem\u00e1ticas que se prendem com os baixos n\u00edveis de escolaridade, revela este estudo. As profiss\u00f5es s\u00e3o pouco qualificadas, tem um car\u00e1cter absolutamente prec\u00e1rio e o desemprego estrutural, o que \u201cos atira para comportamentos desviantes, nomeadamente o furto e o tr\u00e1fico\u201d, salienta o estudo. \u201cA ida \u00e0 escola, em Portugal, ainda se faz com alguma relut\u00e2ncia\u201d, afirmou o Pe. Jos\u00e9 Maia, acentuando a dificuldade de integra\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as ciganas nas escolas. \u201cA escola est\u00e1 muito dispersa das problem\u00e1ticas destas etnias e das suas tradi\u00e7\u00f5es\u201d, destacou, tendo por base o caso de estudo realizado. \u201cDepois &#8211; continuou &#8211; muitas vezes estas crian\u00e7as em Portugal v\u00e3o \u00e0 escola apenas por causa do rendimento social, porque \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es impostas\u201d. \u201cNa Espanha parece que haver\u00e1 uma escola mais preparada para os atender\u201d, salientou o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Filos. \u201cEm Portugal h\u00e1 dificuldade em ir ao encontro da cultura deste povo\u201d, acentuou.  A dificuldade de integra\u00e7\u00e3o de ciganos nas comunidades locais pode tamb\u00e9m estar pelo car\u00e1cter n\u00f3mada que caracteriza os ciganos porque, considera o Pe. Jos\u00e9 Maia, \u201ca passagem da nomadiza\u00e7\u00e3o \u00e0 sedentariza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma passagem que em alguns casos ainda n\u00e3o est\u00e1 feita, e que em alguns casos demora a fazer-se\u201d.   <b>Outras problemas sociais<\/b> A Funda\u00e7\u00e3o Filos tem procurado estar atenta a v\u00e1rios problemas sociais e por isso neste estudo que apresentou concluiu tamb\u00e9m que \u201co desemprego e o insucesso escolar est\u00e3o na origem de uma propens\u00e3o para o envolvimento na droga\u201d, disse o Pe Maia. A partir de uma an\u00e1lise ao Balc\u00e3o Social da insitui\u00e7\u00e3o percebe-se que \u201ctemos de nos adaptar muito mais \u00e0quilo que as pessoas nos pedem para dar respostas mais adequadas\u201d, e  \u201ch\u00e1 da parte das pessoas uma abertura para se valorizarem mais\u201d, sobretudo de \u201cgente que vai \u00e0 procura de segundas oportunidades\u201d, comentou.  Numa an\u00e1lise a 100 casos de toxicodepend\u00eancia, em realidade diferentes, concluiu-se ainda que \u201ca desestrutura\u00e7\u00e3o familiar tem import\u00e2ncia nos desvios comportamentais como \u00e9 o caso da queda na droga\u201d, acrescentou aquele respons\u00e1vel, e que hoje, \u201cas raparigas come\u00e7am a ser apanhadas nesta rede, numa percentagem que antes n\u00e3o existia\u201d. Por isso, conclui, \u201ctem de se come\u00e7ar a preven\u00e7\u00e3o muito mais cedo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo comparativo revela que na Espanha a integra\u00e7\u00e3o \u00e9 mais f\u00e1cil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[154,187,206],"class_list":["post-16077","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-crianca","tag-diocese-do-porto","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16077"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16077\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}