{"id":16075,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bento-xvi-apresenta-a-essencia-do-cristianismo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bento-xvi-apresenta-a-essencia-do-cristianismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bento-xvi-apresenta-a-essencia-do-cristianismo\/","title":{"rendered":"Bento XVI apresenta a \u00abess\u00eancia\u00bb do Cristianismo"},"content":{"rendered":"<p>\u00abDeus caritas est\u00bb explica o que o Papa e a Igreja acreditam sobre Deus, o amor e a humanidade <!--more--> Bento XVI apresentou hoje a sua primeira enc\u00edclica, \u201cDeus caritas est\u201d (Deus \u00e9 amor), um texto breve que apresenta, verdadeiramente, a \u201cess\u00eancia\u201d do Cristianismo. O Papa procura apresentar uma \u201cf\u00f3rmula sint\u00e9tica da exist\u00eancia crist\u00e3\u201d: Deus \u00e9 amor e os crist\u00e3os acreditam nesse amor, fazendo dele a \u201cop\u00e7\u00e3o fundamental\u201d da sua vida. O texto \u00e9 estruturado em duas partes. A primeira, mais te\u00f3rica, unifica os conceitos de eros (amor entre homem e mulher) e agape (a caridade, o amor que se doa ao outro); na segunda, centra-se na ac\u00e7\u00e3o caritativa da Igreja, que apresenta como mais do que uma mera forma de \u201cassist\u00eancia social\u201d, mas como uma parte essencial da sua natureza. Esta enc\u00edclica \u00e9 a primeira do Papa e, por isso, a mais aguardada. Todos esperavam ver nela uma esp\u00e9cie de \u201cprograma\u201d de pontificado, e, de certa maneira, ele est\u00e1 presente nas linhas da \u201cDeus caritas est\u201d. O Papa \u00e9 um l\u00edder espiritual e, nesse sentido, Bento XVI apresenta \u00e0 Igreja o que considera essencial sobre a f\u00e9 crist\u00e3, aquilo que muitos d\u00e3o por adquirido, mas que tantas vezes esquecem. N\u00e3o apresenta uma agenda pol\u00edtica, com grandes iniciativas e linhas de ac\u00e7\u00e3o, mas apresenta o horizonte do Cristianismo, o programa de Jesus: amar a Deus e amar o pr\u00f3ximo. A tem\u00e1tica do amor \u00e9 urgente, \u00e9 eterna, est\u00e1 na origem do homem e espera-o no fim do seu caminho. Tudo isto \u00e9 dito pelo Papa, com uma linguagem onde ressalta a sua s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, filos\u00f3fica e cultural, com cita\u00e7\u00f5es de outros Papas, do Magist\u00e9rio da Igreja, de fil\u00f3sofos da antiguidade e modernos, de escritores cl\u00e1ssicos. O programa de Bento XVI tem sido o combate ao que ele pr\u00f3prio designou a \u201cditadura do relativismo\u201d. Hoje, em vez de ditar regras e an\u00e1temas, o Papa procura responder \u00e0s perguntas mais profundas da humanidade sobre a sua exist\u00eancia e o seu destino, lembrando que, no final dos tempos, ser\u00e1 o amor o crit\u00e9rio definitivo para decidir sobre \u201co valor ou a inutilidade de uma vida\u201d. Como o pr\u00f3prio reconhece, \u201cnum mundo em que ao nome de Deus se associa, \u00e0s vezes, a vingan\u00e7a ou mesmo o dever do \u00f3dio e da viol\u00eancia\u201d, falar de Deus como amor \u201c\u00e9 uma mensagem de grande actualidade e de significado muito concreto\u201d. Deus \u00e9 apresentado, nesta enc\u00edclica, como \u201cCriador do C\u00e9u e da Terra\u201d, \u201cfonte origin\u00e1ria de todo o ser\u201d, \u201cDeus de todos os homens\u201d, como Deus que \u201c\u00e9 amor que perdoa\u201d e se apaixona pelo seu Povo, apontando-lhe o caminho do \u201cverdadeiro humanismo\u201d. A exist\u00eancias de Deus n\u00e3o limita a liberdade nem a realiza\u00e7\u00e3o pessoal do homem. \u201cA hist\u00f3ria do amor entre Deus e o homem consiste precisamente no facto de que esta comunh\u00e3o de vontade cresce em comunh\u00e3o de pensamento e de sentimento e, assim, o nosso querer e a vontade de Deus coincidem cada vez mais: a vontade de Deus deixa de ser para mim uma vontade estranha que me imp\u00f5em de fora os mandamentos, mas \u00e9 a minha pr\u00f3pria vontade, baseada na experi\u00eancia de que realmente Deus \u00e9 mais \u00edntimo a mim mesmo de quanto o seja eu pr\u00f3prio\u201d, escreve. Contra as correntes de espiritualidade que se v\u00e3o tornando cada vez mais populares nos nossos meios, a enc\u00edclica refere que \u201ca unifica\u00e7\u00e3o do homem com Deus \u2013 o sonho origin\u00e1rio do homem (&#8230;) n\u00e3o \u00e9 confundir-se, n\u00e3o \u00e9 afundar-se num oceano an\u00f3nimo do divino\u201d.  <b>O Amor<\/b> A enc\u00edclica parte de uma cita\u00e7\u00e3o da I Carta de S\u00e3o Jo\u00e3o: \u201cDeus \u00e9 amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele\u201d (1 Jo 4,16). Para Bento XVI, come\u00e7a aqui a desenhar-se o seu primeiro objectivo, revelado j\u00e1 esta semana durante um congresso no Vaticano \u2013 devolver ao \u201camor\u201d o seu esplendor original. Hoje, como lembra o Papa, o amor \u00e9 utilizado por tudo e por nada, o que faz com que, na maioria dos casos, estejamos na presen\u00e7a de caricaturas e n\u00e3o do verdadeiro amor. \u201cO termo \u00abamor\u00bb tornou-se hoje uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas, \u00e1 qual associamos significados completamente diferentes\u201d, constata. Por isso, defende no seu documento que \u00e9 preciso regressar \u00e0 origem, \u201cao amor com que Deus nos cumula e que deve ser comunicado aos outros\u201d. Bento XVI surpreendeu ao anunciar, ele pr\u00f3prio, a data da publica\u00e7\u00e3o da enc\u00edclica, e tornou-se, esta segunda-feira, o primeiro Papa a falar sobre uma enc\u00edclica antes que ela fosse publicada. A surpresa estende-se, de certa maneira, ao facto de ter querido dedicar a sua primeira grande carta \u00e0 Igreja ao tema do amor, \u201cuma \u00fanica realidade, embora com distintas dimens\u00f5es\u201d, desde o apaixonado \u201ceros\u201d que, passando por um caminho de \u201cpurifica\u00e7\u00e3o\u201d, desemboca no \u201cagape\u201d, no amor que renuncia a si mesmo, em favor do outro. O Papa admite que houve, na hist\u00f3ria da Igreja, uma \u201cmarginaliza\u00e7\u00e3o\u201d do termo \u201ceros\u201d, apresentando uma vis\u00e3o panor\u00e2mica da concep\u00e7\u00e3o desse termo na hist\u00f3ria e na actualidade. Para Bento XVI, contudo, a Igreja \u201cn\u00e3o destruiu\u201d o eros, mas \u201cpurifica-o\u201d, explicando que \u201ca falsa diviniza\u00e7\u00e3o do eros priva-o da sua dignidade, desumaniza-o\u201d. \u201cO eros degradado a puro \u00absexo\u00bb torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma \u00abcoisa\u00bb que se pode comprar e vender, o pr\u00f3prio homem torna-se mercadoria\u201d, alerta. Nesta mat\u00e9ria, explica, a f\u00e9 crist\u00e3 \u201csempre considerou o homem como um ser uni-dual, em que esp\u00edrito e mat\u00e9ria se compenetram mutuamente\u201d. \u201cO homem, a pessoa, ama como criatura unit\u00e1ria, de que fazem parte corpo e alma\u201d, sublinha. \u201cA f\u00e9 b\u00edblica n\u00e3o constr\u00f3i um mundo paralelo ou um mundo contraposto \u00e0quele fen\u00f3meno humano origin\u00e1rio que \u00e9 o amor, mas aceita o homem por inteiro intervindo na sua busca de amor para purific\u00e1-la, desvendando-lhe ao mesmo tempo novas dimens\u00f5es\u201d, acrescenta. <i>O matrim\u00f3nio<\/i> Desde o in\u00edcio da enc\u00edclica, o Papa apresentou a rela\u00e7\u00e3o entre homem e mulher como o \u201carqu\u00e9tipo\u201d do amor. No n\u00famero 6, explica-se que o ser humano passa \u201cdo amor indeterminado e ainda em fase de procura\u201d para \u201ca descoberta do outro\u201d e que dessa evolu\u00e7\u00e3o do amor faz parte que ele procure um \u201ccar\u00e1cter definitivo\u201d: \u201cno sentido da exclusividade e no sentido de ser para sempre\u201d. \u201c\u00c0 imagem do Deus monote\u00edsta corresponde o matrim\u00f3nio monog\u00e2mico\u201d, frisa. Assim, o matrim\u00f3nio como aparece como fruto de um amor que \u201cvisa a eternidade\u201d e compreende a totalidade da exist\u00eancias. A pr\u00f3pria B\u00edblia, diz o Papa, mostra desde o in\u00edcio que \u201cs\u00f3 na comunh\u00e3o com o outro sexo\u201d o homem poder\u00e1 tornar-se \u201ccompleto\u201d. A enc\u00edclica lamenta que, muitas vezes, o amor entre casais seja reduzido a um prazer sexual ego\u00edsta, lembrando que o mesmo precisa de ser purificado, de modo a chegar &#8220;ao cuidado e \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o pelo outro&#8221;.  <b>Ao encontro de quem sofre<\/b> O Cristianismo, escreve o Papa, nasce do encontro com um acontecimento, \u201ccom uma Pessoa que d\u00e1 \u00e0 vida um novo horizonte e, desta forma, um rumo decisivo\u201d. N\u00e3o h\u00e1, aqui, nada de abstracto e \u00e9 por isso que Bento XVI dedica a segunda parte da sua enc\u00edclica ao que denomina \u201cA pr\u00e1tica do amor pela Igreja, enquanto \u00abcomunidade de amor\u00bb\u201d. A enc\u00edclica deixa claro que esta ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma mera assist\u00eancia social, um \u201cservi\u00e7o meramente t\u00e9cnico de distribui\u00e7\u00e3o\u201d ou uma forma de activismo pol\u00edtico-ideol\u00f3gico. \u201cToda a actividade da Igreja \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o dum amor que procura o bem integral do homem\u201d, pode ler-se. Para o Papa, a aten\u00e7\u00e3o para com os mais necessitados \u00e9 uma resposta ao amor que vem Deus e exprime uma dimens\u00e3o fundamental da Igreja, \u201cum dos seus \u00e2mbitos essenciais\u201d, t\u00e3o intr\u00ednseco \u00e0 sua natureza como a pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos ou o an\u00fancio do Evangelho. Nenhuma destas dimens\u00f5es pode estar separada uma da outra, como sublinha o Papa: \u201cSe na minha vida negligencio completamente a aten\u00e7\u00e3o ao outro, importando-me apenas com ser \u00ab piedoso \u00bb e cumprir os meus \u00ab deveres religiosos \u00bb, ent\u00e3o definha tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o com Deus. Neste caso, trata-se duma rela\u00e7\u00e3o \u00ab correcta \u00bb, mas sem amor\u201d. Bento XVI afirma que a pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u201c\u00e9 em si mesma fragment\u00e1ria se n\u00e3o se traduzir em amor concretamente vivido\u201d e, apelando \u00e0 Par\u00e1bola do Bom Samaritano, vivido \u201caqui e agora\u201d. \u201cQualquer um que necessite de mim, e eu possa ajud\u00e1-lo, \u00e9 o meu pr\u00f3ximo\u201d, adverte. \u201cA uni\u00e3o com Cristo \u00e9, ao mesmo tempo, uni\u00e3o com todos os outros aos quais Ele Se entrega\u201d, observa ainda. Essa pr\u00e1tica do amor deve ser concretizada, tamb\u00e9m, pela Igreja \u201cenquanto comunidade\u201d, a todos os seus n\u00edveis. Dentro da Igreja, \u201ca fam\u00edlia de Deus no mundo\u201d, n\u00e3o deve haver \u201cuma forma de pobreza tal que sejam negados a algu\u00e9m os bens necess\u00e1rios para uma vida condigna\u201d, sustenta o Papa. <i>Justi\u00e7a e Caridade<\/i> Bento XVI dedica uma parte da sua reflex\u00e3o \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre estes dois conceitos, come\u00e7ando por reconhecer que h\u00e1 \u201calgo de verdade\u201d nas cr\u00edticas que se fizeram \u00e0s obras de caridade da Igreja, quando n\u00e3o se empenharam para construir uma \u201cordem justa\u201d.  \u201cA justi\u00e7a \u00e9 o objectivo e, consequentemente, a medida intr\u00ednseca de toda a pol\u00edtica\u201d, escreve.  A doutrina social da Igreja teria, neste campo, a miss\u00e3o da \u201cforma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia na pol\u00edtica\u201d, respeitando a separa\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado. \u201cO Estado n\u00e3o pode impor a religi\u00e3o, mas deve garantir a liberdade da mesma e a paz entre os aderentes das diversas religi\u00f5es; por sua vez, a Igreja como express\u00e3o social da f\u00e9 crist\u00e3 tem a sua independ\u00eancia e vive, assente na f\u00e9, a sua forma comunit\u00e1ria, que o Estado deve respeitar\u201d, aponta a enc\u00edclica. <i>Igreja e pol\u00edtica<\/i> O Papa considera, contudo, que a constru\u00e7\u00e3o de uma \u201cordem justa\u201d \u00e9 uma tarefa \u201cpol\u00edtica\u201d numa era marcada pela globaliza\u00e7\u00e3o da economia. A pol\u00edtica, explica, \u201cn\u00e3o pode ser encargo imediato da Igreja&#8221;. \u201cA Igreja n\u00e3o pode nem deve tomar nas suas pr\u00f3prias m\u00e3os a batalha pol\u00edtica para realizar a sociedade mais justa poss\u00edvel. N\u00e3o pode nem deve colocar-se no lugar do Estado. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode nem deve ficar \u00e0 margem na luta pela justi\u00e7a\u201d, refere o documento. Ora, \u00e9 precisamente sobre o papel do Estado que o Papa deixa alguns conselhos aos pol\u00edticos de todo o mundo: \u201cN\u00e3o precisamos de um Estado que regule e domine tudo, mas de um Estado que generosamente reconhe\u00e7a e apoie, segundo o princ\u00edpio de subsidiariedade, as iniciativas que nascem das diversas for\u00e7as sociais e conjugam espontaneidade e proximidade aos homens carecidos de ajuda\u201d, precisa. Segundo Bento XVI, a humanidade tem de ter consci\u00eancia de que \u201cnunca haver\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o onde n\u00e3o seja precisa a caridade de cada um dos indiv\u00edduos crist\u00e3os, porque o homem, al\u00e9m da justi\u00e7a, tem e ter\u00e1 sempre necessidade do amor\u201d. Numa cr\u00edtica ao marxismo e \u00e0s &#8220;filosofias do progresso&#8221;, o Papa considera que &#8220;a humaniza\u00e7\u00e3o do mundo n\u00e3o pode ser promovida renunciando, de momento, a comportar-se de modo humano&#8221;, sacrficando o presente em fun\u00e7\u00e3o de um futuro &#8220;cuja realiza\u00e7\u00e3o permanece, pelo menos, duvidosa&#8221;. Com a globaliza\u00e7\u00e3o, a humanidade dos nossos dias conhece, atrav\u00e9s dos media, o sofrimento de cada parte do mundo, particularmente chocantes num momento em que se encontram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o \u201cinumer\u00e1veis instrumentos para prestar ajuda humanit\u00e1ria aos irm\u00e3os necessitados\u201d. Al\u00e9m da colabora\u00e7\u00e3o Igreja-Estado, o Papa pede uma \u201cvoz comum dos crist\u00e3os\u201d, um empenho ecum\u00e9nico na actividade caritativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abDeus caritas est\u00bb explica o que o Papa e a Igreja acreditam sobre Deus, o amor e a humanidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[120,168,191,199,206,221,294],"class_list":["post-16075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-historia-da-igreja","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16075\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}