{"id":16055,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/novas-linguagens-para-os-jovens\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"novas-linguagens-para-os-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novas-linguagens-para-os-jovens\/","title":{"rendered":"Novas linguagens para os jovens"},"content":{"rendered":"<p>Na sequ\u00eancia do Conselho Nacional da Pastoral Juvenil, D. Ant\u00f3nio Carrilho fala \u00e0 Ag\u00eancia Ecclesia sobre os desafios que se colocam nesta \u00e1rea e dos compromissos da Comiss\u00e3o Episcopal do Laicado Fam\u00edlia <!--more--> <i>Ag\u00eancia ECCLESIA &#8211;  Sabemos da import\u00e2ncia da escola na vida dos adolescentes e dos jovens, tanto pelos objectivos educativos da escola como pelo tempo em que nela se ocupam. Poder\u00e1, de facto, considerar-se a escola como um espa\u00e7o a ter em conta na pastoral juvenil? D. Ant\u00f3nio Carrilho &#8211;<\/i> Sendo a escola um espa\u00e7o educativo e cultural, que congrega todos os jovens dos respectivos n\u00edveis et\u00e1rios, a Igreja n\u00e3o poder\u00e1 desconhecer nem prescindir desse espa\u00e7o para apresentar aos jovens as suas propostas de valores e alguns conhecimentos que lhes permitam ler e interpretar a tradi\u00e7\u00e3o cultural portuguesa, marcada pelas suas ra\u00edzes crist\u00e3s, bem patentes na hist\u00f3ria da nossa literatura, festas e patrim\u00f3nio art\u00edstico. Esta ac\u00e7\u00e3o da Igreja nas escolas far-se-\u00e1, como \u00e9 \u00f3bvio, dentro do quadro das finalidades e da pedagogia escolar, facultando, sem proselitismos, elementos para o di\u00e1logo f\u00e9-cultura e para a ilumina\u00e7\u00e3o crist\u00e3 daquilo que os alunos vivem e aprendem na escola. \u00c9 claro que as Escolas Cat\u00f3licas, cuja escolha e frequ\u00eancia ter\u00e1 em conta o seu projecto educativo pr\u00f3prio, oferecem, em princ\u00edpio, maiores possibilidades pastorais, mas tamb\u00e9m as escolas p\u00fablicas prev\u00eaem a presen\u00e7a da Igreja atrav\u00e9s das aulas de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica e de actividades para al\u00e9m das aulas, designadamente atrav\u00e9s de visitas de estudo para contacto com o meio, no seu patrim\u00f3nio e tradi\u00e7\u00f5es. Para os jovens cat\u00f3licos e todos quantos desejarem, \u00e9 importante que a escola faculte, n\u00e3o apenas o conhecimento dos valores universalmente aceites nas grandes Declara\u00e7\u00f5es Universais (Direitos do Homem, Direitos da Crian\u00e7a, etc.), mas tamb\u00e9m os valores crist\u00e3os evang\u00e9licos, como refer\u00eancias para a vida.  <i>AE &#8211; Estes aspectos s\u00e3o importantes na educa\u00e7\u00e3o dos jovens, mas h\u00e1 outras dimens\u00f5es da pastoral juvenil que n\u00e3o se concretizam no \u00e2mbito escolar&#8230; AC \u2013<\/i> Sem d\u00favida. A experi\u00eancia de f\u00e9 em grupos de catequese e ora\u00e7\u00e3o, as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas e algumas actividades apost\u00f3licas t\u00eam o seu espa\u00e7o mais apropriado nas comunidades paroquiais e nos movimentos eclesiais que surgiram, com carismas pr\u00f3prios, para diversificar as possibilidades de resposta \u00e0s necessidades e aspira\u00e7\u00f5es dos jovens. \u00c9 importante reconhecer que a ac\u00e7\u00e3o da Igreja nas escolas, nas par\u00f3quias e nos movimentos, deve ser complementar, prestando aos jovens o apoio de que precisam e proporcionando-lhes uma integra\u00e7\u00e3o eclesial activa. H\u00e1 que articular a ac\u00e7\u00e3o da escola e da par\u00f3quia, para que muitos jovens possam ter na comunidade crist\u00e3 o que a escola n\u00e3o pode proporcionar-lhes. Daqui a necessidade e a import\u00e2ncia do relacionamento dos professores de EMRC e dos professores cat\u00f3licos, em geral, com os respectivos P\u00e1rocos.     <i>AE- Pelo Conselho Nacional da Pastoral Juvenil passam, certamente, as principais quest\u00f5es relativas aos jovens e \u00e0 ac\u00e7\u00e3o da Igreja para eles e com eles. Quais s\u00e3o, neste momento, as prioridades? AC \u2013<\/i> H\u00e1 quest\u00f5es que tocam o fundamental da vida dos jovens, nesse per\u00edodo et\u00e1rio de crescimento para a maturidade (humana e crist\u00e3) \u2013 quest\u00f5es que s\u00e3o de sempre, mas que se revestem de particular import\u00e2ncia no contexto cultural actual e exigem, por isso, uma cuidada aten\u00e7\u00e3o da Igreja. Refiro-me \u00e0 quest\u00e3o do sentido da vida, em geral, e do projecto de vida de cada um, em especial. \u00c9 necess\u00e1rio conhecer a realidade juvenil e, quanto poss\u00edvel, os jovens mais em concreto, nas suas interroga\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es \u00edntimas, e coloc\u00e1-los \u00e0 descoberta do \u201ctesouro\u201d, da \u201cpedra preciosa\u201d pela qual vale a pena tudo sacrificar. Com mais ou menos forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 anterior, os jovens precisam de ser ajudados a descobrir um ideal de vida e a comprometer-se nele. Justifica-se, assim, a proposta de caminhada \u00e0 descoberta de Jesus Cristo, que a Pastoral Juvenil lhes procura proporcionar, quanto poss\u00edvel em grupo com outros jovens. \u201cAbri as portas a Cristo\u201d \u2013 dizia-lhes o Papa Jo\u00e3o Paulo II muitas vezes. \u00c9 que a identidade crist\u00e3 est\u00e1 no encontro com Cristo e no seguimento de Cristo, tomando-O como \u201cCaminho, Verdade e Vida\u201d, tal como Ele se apresentou. Esta \u00e9 a grande proposta que a Igreja pode fazer aos jovens, tocando o essencial. Tudo o mais \u2013 tempos de reflex\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o, conviv\u00eancias, actividades na comunidade crist\u00e3 e fora dela \u2013 tudo isso \u00e9 caminho para o encontro com o Mestre ou consequ\u00eancia dele. E podem ser muitos os caminhos&#8230; Da\u00ed a exist\u00eancia de tantos Grupos, Movimentos e Institui\u00e7\u00f5es de Apoio aos jovens na sua caminhada e express\u00f5es de vida crist\u00e3; mas o essencial est\u00e1 no sentido, no ideal, na identidade pr\u00f3pria!  <i>AE- Significa isto que as actividades da pastoral juvenil, assim \u201csituadas\u201d nas dioceses, par\u00f3quias, movimentos e grupos v\u00e1rios, prescindem de grandes ac\u00e7\u00f5es de conjunto ou contam tamb\u00e9m com elas? AC &#8211;<\/i> Para os jovens \u00e9 muito importante o contacto, a rela\u00e7\u00e3o e o testemunho de outros jovens, para al\u00e9m do contexto localizado das suas actividades habituais, tanto nos \u00e2mbitos diocesano, inter-diocesano e nacional, como no \u00e2mbito internacional. Esse contacto \u00e9 \u00fatil como experi\u00eancia de f\u00e9 e comunh\u00e3o eclesial, vivida com a imensa riqueza da diversidade de situa\u00e7\u00f5es e respostas da Igreja, em express\u00f5es mais alargadas. \u00c9 o caso, por exemplo, da participa\u00e7\u00e3o nas Jornadas Mundiais da Juventude e em actividades nacionais programadas pelos Servi\u00e7os Diocesanos com o Departamento Nacional de Pastoral Juvenil (peregrina\u00e7\u00e3o nacional \u201cF\u00e1tima Jovem\u201d, Festival Nacional da Can\u00e7\u00e3o Mensagem, etc.). Na reflex\u00e3o dos problemas, partilha de actividades, entreajuda e at\u00e9 planifica\u00e7\u00e3o conjunta ocupa um lugar importante o Conselho Nacional de Pastoral Juvenil, institu\u00eddo no seguimento da publica\u00e7\u00e3o das \u201cBases para a Pastoral Juvenil\u201d pela Confer\u00eancia Episcopal, em Novembro de 2002. Integrando representantes dos servi\u00e7os diocesanos, movimentos, institutos e associa\u00e7\u00f5es juvenis, o Conselho torna-se um \u201cespa\u00e7o de comunh\u00e3o\u201d e de est\u00edmulo ao contributo de todos, segundo as responsabilidades e carismas pr\u00f3prios, na pastoral dos jovens que importa implementar. O Conselho est\u00e1 a trabalhar, mas poder\u00e1 enriquecer-se com a ades\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o efectiva de novos membros.  <i>AE &#8211; Sob a tutela da Comiss\u00e3o Episcopal do Laicado e Fam\u00edlia vai realizar-se, em Braga, no pr\u00f3ximo m\u00eas de Mar\u00e7o, uma \u201cSemana Social\u201d nacional sobre as quest\u00f5es t\u00e3o actuais do emprego e desemprego. Que poder\u00e1 esperar-se desta iniciativa da Igreja? AC &#8211;<\/i>  Em primeiro lugar, penso que \u00e9 uma oportunidade a n\u00e3o perder por aqueles que t\u00eam responsabilidades sociais no nosso pa\u00eds, pois a actual situa\u00e7\u00e3o crescente de desemprego entre n\u00f3s bem justifica o debate do tema que a \u201cSemana Social\u201d se prop\u00f5e: \u201cUma sociedade criadora de emprego\u201d. Gostaria, por outro lado, que a \u201cSemana Social\u201d tivesse impacto e consequ\u00eancias pr\u00e1ticas na vida nacional, que se abrissem perspectivas e encontrassem propostas, no quadro da doutrina social da Igreja, para se criar uma din\u00e2mica de sociedade criadora de emprego. Aponta bem nesse sentido a qualidade e a compet\u00eancia do vasto elenco de oradores e moderadores dos debates, pessoas p\u00fablicas de diversos quadrantes e experi\u00eancias. Entre eles se contam Jacques Delors e o Cardeal Renato Martino, Presidente do Conselho Pontif\u00edcio Justi\u00e7a e Paz, conforme consta do programa j\u00e1 divulgado. A expectativa \u00e9 grande e s\u00e3o muitas as raz\u00f5es de esperan\u00e7a, para que o debate possa conduzir \u00e0 descoberta de novos caminhos e propostas no dom\u00ednio empresarial e do trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sequ\u00eancia do Conselho Nacional da Pastoral Juvenil, D. 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