{"id":15967,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bispo-da-guarda-espera-pelo-sim-de-cister\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bispo-da-guarda-espera-pelo-sim-de-cister","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-da-guarda-espera-pelo-sim-de-cister\/","title":{"rendered":"Bispo da Guarda espera pelo \u00absim\u00bb de Cister"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAguardo, a todo o momento, que os Monges de Cister nos digam que escolheram o local na diocese da Guarda para iniciar o seu minist\u00e9rio\u201d \u2013 confessou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA D. Manuel Fel\u00edcio, bispo da Guarda, a prop\u00f3sito da poss\u00edvel vinda dos monges brancos para aquele territ\u00f3rio eclesial. E acrescenta: \u201ctodos os dias rezo para que Deus nos mande os Monges de Cister\u201d. O ideal para fundar um mosteiro \u00e9 um grupo de doze mas, se no in\u00edcio, \u201cvierem apenas tr\u00eas ou quatro elementos \u201cser\u00e1 um grande bem para a nossa diocese\u201d \u2013 referiu o prelado da diocese mais alta do pa\u00eds. Os contactos feitos com a Comunidade do Sobrado (Galiza) \u201cest\u00e3o cheios da melhor esperan\u00e7a\u201d mas ainda \u201cn\u00e3o h\u00e1 s\u00edtio escolhido. A diocese \u00e9 muito rica em termos de lugar e de casas\u201d. A cidade da Guarda est\u00e1 fora de quest\u00e3o porque existe aquele aforismo antigo: \u00abos beneditinos gostam dos montes, os cistercienses dos vales, os jesu\u00edtas da cidade e os Franciscanos das aldeias\u00bb. Como s\u00e3o monges de Cister a \u201csua clausura \u00e9 a quinta\u201d \u2013 disse o con. Eug\u00e9nio Cunha S\u00e9rio. No ver\u00e3o passado, um grupo de monges de Cister estiveram na diocese durante uma semana e dialogaram com os sacerdotes, religiosos e leigos da diocese. \u201cO facto de estarmos aqui significa que h\u00e1 uma grande inquietude entre os portugueses sobre a vida mon\u00e1stica\u201d &#8211; referiu Jaime Lamas, monge cisterciense, durante aquela visita. Para este monge do Mosteiro do Sobrado, a visita foi vista como o in\u00edcio de uma caminhada. \u201cEstamos a come\u00e7ar a dar alguns passos, mas temos de admitir que se trata de um processo lento, mas temos esperan\u00e7a de que um dia avance\u201d &#8211; explicou Jaime Lamas. Recentemente, o Pe. Jos\u00e9 Luis Farinha, do presbit\u00e9rio da Guarda, foi para os Monges de Cister. \u201cN\u00e3o queremos us\u00e1-lo como moeda de troca mas facilita os nossos contactos\u201d \u2013 admitiu D. Manuel Fel\u00edcio. Para al\u00e9m de ser \u201cum servi\u00e7o\u201d \u00e0 diocese da Guarda, a vinda ser\u00e1 \u201co retomar do maravilhoso servi\u00e7o que os monges de Cister prestaram \u00e0 hist\u00f3ria de Portugal\u201d.   <b>Homens da terra, ora\u00e7\u00e3o e estudo<\/b> O convento de S. Jo\u00e3o de Tarouca foi, no S\u00e9c. XII a primeira casa conventual, em Portugal, a adoptar a Regra da Ordem de Cister. A sua filia\u00e7\u00e3o \u00e0 Abadia M\u00e3e de Claraval, em Fran\u00e7a, teve lugar entre 1140 e 1144. Os Monges da Ordem de Cister caracterizavam-se pela simplicidade e vivendo uma vida mon\u00e1stica trabalhavam principalmente na terra, sendo a ora\u00e7\u00e3o, o estudo, o ensino, a organiza\u00e7\u00e3o de cart\u00f3rios e a c\u00f3pia de manuscritos, as suas ocupa\u00e7\u00f5es dentro do convento. A constru\u00e7\u00e3o deste convento, est\u00e1 envolta em lendas, tendo a documenta\u00e7\u00e3o sobre o mesmo sido destru\u00edda em grande parte num inc\u00eandio no semin\u00e1rio de Viseu. De todo o conjunto mon\u00e1stico apenas permanece a Igreja e as ru\u00ednas de algumas depend\u00eancias monacais, bem como os dormit\u00f3rios. A Igreja do s\u00e9c. XII \u00e9 um exemplar da arquitectura cisterciense da escola de Borgonha, tendo sofrido posteriormente altera\u00e7\u00f5es. Foi sagrada em 1169 por D. Peculiar, Arcebispo de Braga. Depois de muitos s\u00e9culos em Portugal, os monges cistercienses foram expulsos de Portugal (tal como todas as ordens religiosas) em 1834. Foram os equ\u00edvocos pol\u00edtico-religiosos que levaram o poder emergente a cortar \u201cabruptamente com a nossa tradi\u00e7\u00e3o mais criativa de culto e cultura\u201d \u2013 real\u00e7ou D. Manuel Clemente, numa confer\u00eancia sobre a \u00abVida Mon\u00e1stica na Igreja e na Sociedade\u00bb proferida, h\u00e1 uns meses, no Mosteiro de Alcoba\u00e7a. Quase dois s\u00e9culos ap\u00f3s esta \u00abdelibera\u00e7\u00e3o\u00bb, os monges brancos est\u00e3o de volta ao nosso pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAguardo, a todo o momento, que os Monges de Cister nos digam que escolheram o local na diocese da Guarda para iniciar o seu minist\u00e9rio\u201d \u2013 confessou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA D. Manuel Fel\u00edcio, bispo da Guarda, a prop\u00f3sito da poss\u00edvel vinda dos monges brancos para aquele territ\u00f3rio eclesial. 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