{"id":159215,"date":"2020-01-11T05:00:59","date_gmt":"2020-01-11T05:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=159215"},"modified":"2020-01-10T16:37:16","modified_gmt":"2020-01-10T16:37:16","slug":"entrevista-a-proximidade-e-uma-maneira-de-ser-bispo-d-nuno-bras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/entrevista-a-proximidade-e-uma-maneira-de-ser-bispo-d-nuno-bras\/","title":{"rendered":"Entrevista: \u00abA proximidade \u00e9 uma maneira de ser bispo\u00bb &#8211; D- Nuno Br\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><em>Um ano ap\u00f3s a nomea\u00e7\u00e3o, o bispo do Funchal fala do acolhimento na Madeira, da regionaliza\u00e7\u00e3o em Portugal e do lan\u00e7amento de jornal na diocese<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Paulo Rocha<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_130130\" aria-describedby=\"caption-attachment-130130\" style=\"width: 480px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/D.NunoBras_MuseuFunchal.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-130130 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/D.NunoBras_MuseuFunchal.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/D.NunoBras_MuseuFunchal.jpg 696w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/D.NunoBras_MuseuFunchal-339x260.jpg 339w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-130130\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Duarte Gomes<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>H\u00e1 um ano, dizia que bastaram poucos dias para se sentir madeirense&#8230; Foram convic\u00e7\u00f5es que se confirmaram ao longo deste ano?<\/em><\/p>\n<p>Sim, as pessoas s\u00e3o muito acolhedoras! Faz parte do ser madeirense acolher! De facto, nas par\u00f3quias, nas ruas do Funchal, as pessoas param para me cumprimentar, para perguntar se me estou a sentir bem&#8230; Neste momento sinto-me perfeitamente madeirense.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A proximidade foi uma marca que o caraterizou, desde a sua chegada \u00e0 madeira. Como a cultivou?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de cultivar. Faz parte da maneira de ser bispo, creio eu. Um bispo tem de estar onde est\u00e3o as pessoas, \u00e9 para toda a gente e tem de estar pr\u00f3ximo das pessoas. \u00c9 mais o modo como eu entendo o que \u00e9 o ser bispo do que propriamente o cultivar alguma coisa ou fazer um grande esfor\u00e7o para isso. Sai naturalmente e creio que \u00e9, de facto, a perce\u00e7\u00e3o daquilo tem de ser, hoje, um bispo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Uma outra carater\u00edstica que emergiu foi a decis\u00e3o sobre assuntos que perduravam no tempo. J\u00e1 os conhecia ou o que o esteve na origem de resolu\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es que estavam paradas h\u00e1 algum tempo?<\/em><\/p>\n<p>Creio que a entrada de um novo bispo \u00e9 sempre uma oportunidade para resolver alguns problemas. O facto de ter havido a mudan\u00e7a de bispo \u00e9 uma janela de abertura para tomada de algumas decis\u00f5es<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 como uma mudan\u00e7a de treinador?<\/em><\/p>\n<p>Um bocadinho&#8230; N\u00e3o sei se se pode dizer assim, mas a mudan\u00e7a faz bem. Conhecia o caso, j\u00e1 de ouvir falar. Concretamente o caso do padre Martins J\u00fanior, foi tamb\u00e9m da parte dele querer resolver o problema e manifestar-se muito aberto \u00e0 solu\u00e7\u00e3o do problema. Devo dizer tamb\u00e9m que, por parte dos v\u00e1rios conselhos que foram consultados, gerou-se uma grande unanimidade e a solu\u00e7\u00e3o surgiu com uma certa facilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E tamb\u00e9m aqui, foi determinante a proximidade, o atender ao caso concreto?<\/em><\/p>\n<p>Foi o atender ao caso concreto, seja da pessoa do padre Martins J\u00fanior, seja da par\u00f3quia da Ribeira Seca, que j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo desejava uma solu\u00e7\u00e3o como esta. Creio que foi do agrado de toda a gente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo<\/p>\n<p><em>Falemos de diferentes setores da pastoral, na Diocese do Funchal, desde logo o social: que respostas est\u00e3o a ser pensadas na regi\u00e3o a respeito das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo?<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 existia um projeto para, no centro da cidade e em associa\u00e7\u00e3o com os Irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, um centro acolhimentos aos sem-abrigo no \u201cRecolhimento do Bom Jesus\u201d, onde possam encontrar uma casa para pernoitar.<\/p>\n<p>A Diocese do Funchal \u00e9 muito devedora \u00e0s ordens religiosas, de uma forma muito concreta \u00e0s Irm\u00e3s Vitorianas e aos Irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, no s\u00e9culo XX, concretamente no campo da assist\u00eancia social, da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade. Elas criaram uma s\u00e9rie de institui\u00e7\u00f5es (e a diocese tamb\u00e9m foi criando, concretamente o senhor D. Teodoro) para o acolhimento, nomeadamente de jovens, que s\u00e3o uma feliz realidade para acudir a casos urgentes, graves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas a respeito das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem abrigo tem algum projeto em curso?<\/em><\/p>\n<p>Tem esse projeto do \u2018Recolhimento do Bom Jesus\u2019, em parceria com os Irm\u00e3os de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus e com a ajuda da C\u00e2mara Municipal do Funchal. \u00c9 um projeto que est\u00e1 planeado, mas ainda n\u00e3o foi lan\u00e7ado por causa de impedimentos de ordem burocr\u00e1tica que n\u00e3o t\u00eam permitido que o projeto seja inaugurado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E esta \u00e9 a resposta da Diocese do Funchal \u00e0 estrat\u00e9gia nacional para retirar as pessoas da rua at\u00e9 2023, que assim o queiram?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 a resposta da Diocese do Funchal, claramente, e espero que seja uma realidade, dentro de alguns meses. Como implica um im\u00f3vel, que tem uma marca hist\u00f3rica, \u00e9 \u00f3bvio que isso traz problemas de outra ordem, que est\u00e3o a ser ultrapassados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Qual a dimens\u00e3o do problema dos sem abrigo?<\/em><\/p>\n<p>No Funchal \u00e9 um problema bastante grave, em termos relativos, de qualquer forma.<\/p>\n<p>A Madeira \u00e9 uma Ilha onde as pessoas n\u00e3o vivem com as regalias e luxos, mas onde as pessoas vivem de uma forma feliz e muito melhor do que h\u00e1 algumas dezenas de anos. A autonomia trouxe consigo o crescimento de um n\u00edvel e de qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es madeirenses, por aquilo que me tenho apercebido.<\/p>\n<p>Os sem-abrigo existem como existem nas grandes cidades. \u00c9 tristemente uma das marcas das grandes cidades, mas n\u00f3s n\u00e3o nos podemos contentar com isso, com essa \u201cnormalidade\u201d. Um sem-abrigo \u00e9 sempre uma anormalidade porque se trata de algu\u00e9m que tem dignidade de ser humano e n\u00e3o tem uma casa, seja porque n\u00e3o quer seja porque n\u00e3o tem possibilidade de a ter.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A regionaliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><em>A respeito da regionaliza\u00e7\u00e3o, qual a sua opini\u00e3o sobre organiza\u00e7\u00e3o para Portugal, a partir do exemplo da Madeira?<\/em><\/p>\n<p>Eu creio que, no caso da Madeira de uma forma muito concreta, a regionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 claramente um bem. Foi a forma que os madeirenses encontraram para reivindicar diante do governo nacional um aumento do seu n\u00edvel de vida, um conjunto de benfeitorias que de outra forma seria sempre dif\u00edcil. Apesar de tudo, a dist\u00e2ncia faria sempre com que o governo central olhasse para a Madeira como qualquer coisa de distante, onde as medidas poderiam ser tomadas depois do resto do continente. A regionaliza\u00e7\u00e3o, no caso concreto da Madeira, fez com que houvesse desenvolvimento, melhoria de vida, com que os madeirenses tomassem consci\u00eancia da sua pr\u00f3pria identidade &#8211; com algum orgulho, devo dizer &#8211; da sua especificidade e daquilo que eles podem dar ao todo de Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 uma medida a incluir no todo nacional?<\/em><\/p>\n<p>Eu fui decididamente contr\u00e1rio \u00e0 regionaliza\u00e7\u00e3o, quando foi o referendo. Neste momento interrogo-me se a regionaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria a oportunidade que as regi\u00f5es do interior do continente poderiam agarrar para um desenvolvimento e para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas que objetivamente t\u00eam. Poder\u00e1 ser um caminho. Neste momento ponho claramente essa possibilidade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 a forma do interior n\u00e3o permanecer esquecido?<\/em><\/p>\n<p>Sim. Porque, no fundo, a popula\u00e7\u00e3o concentra-se de tal modo no litoral e no litoral norte que o interior acaba sempre por ser descart\u00e1vel, em termos de voto e de realidade humana. Havendo um conjunto de poderes que reivindicam para a sua regi\u00e3o um conjunto de possibilidades e a possibilidade de um desenvolvimento coerente, creio que poderia ser um caminho para uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Novo jornal em estudo<\/p>\n<p><em>Voltemos aos setores da pastoral, nomeadamente a comunica\u00e7\u00e3o e o turismo. Primeiro a quest\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o para nos voltarmos para o passado e para projetos que o marcaram, positiva ou negativamente, mas para olhar para o futuro: como equaciona o envolvimento diocesano em projetos de comunica\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade muito importante na Ilha. Neste momento, temos um canal de televis\u00e3o, a RTP Madeira; v\u00e1rias r\u00e1dios e algumas delas de \u00e2mbito regional, para al\u00e9m de todas as r\u00e1dios de \u00e2mbito nacional que se fazem ouvir tamb\u00e9m aqui; temos dois jornais di\u00e1rios em suporte papel e alguns jornais online. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, qualquer coisa de muito importante, que marca a vida da sociedade madeirense. Por isso, a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 central na vida da diocese.<\/p>\n<p>Neste momento a diocese tem um jornal online, di\u00e1rio, que publica not\u00edcias essencialmente da Igreja, em termos internacionais e nacionais e regionais, e \u00e9 um jornal que \u00e9 bastante lido, que faz not\u00edcia quando apresenta alguma novidade. Tem havido da parte da diocese, de uma forma muito particular do Gabinete de Informa\u00e7\u00e3o, a preocupa\u00e7\u00e3o de fornecer a not\u00edcia da diocese aos v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o e h\u00e1 uma boa rela\u00e7\u00e3o com todos eles, mesmo os que s\u00e3o habitualmente mais cr\u00edticos da vida da diocese. Portanto, h\u00e1 uma presen\u00e7a bastante grande!<\/p>\n<p>Em termos de pastoral da comunica\u00e7\u00e3o, poderia dizer que, neste momento, \u00e9 essencialmente de rela\u00e7\u00e3o pessoal, de conhecimento de pessoas e de boa rela\u00e7\u00e3o institucional, da parte da diocese com os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o. Eu visitei logo no in\u00edcio os grandes meios que existem na Madeira e fui por todos muito bem acolhido. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o tenho raz\u00f5es de queixa mas tenho uma perce\u00e7\u00e3o muito agrad\u00e1vel e muito simp\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Que necessidades tem a diocese, neste \u00e2mbito?<\/em><\/p>\n<p>Necessita de duas coisas: por um lado de um pequeno jornal, em suporte papel, porque grande parte da ilhas, sobretudo a pessoas mais idosas, n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 internet e t\u00eam direito a saber as not\u00edcias do bispo diocesano. Isso est\u00e1 j\u00e1 pensado, aprovado pelo Conselho Presbiteral e falta p\u00f4-lo em pr\u00e1tica. Tratar-se-\u00e1 de uma folha, com quatro ou oito p\u00e1ginas, que apresente as not\u00edcias da diocese, da Igreja em Portugal e no mundo, que ser\u00e1 distribu\u00edda online aos p\u00e1rocos e se encarregam depois de reproduzir e colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos paroquianos. A tiragem vai, por isso, variar consoante os paroquianos forem muitos ou poucos e estiverem interessados.<\/p>\n<p>Um segundo ponto tem a ver com a aten\u00e7\u00e3o ao turismo. Aqui ser\u00e1 necess\u00e1rio desbravar caminho, primeiro no sentido do acolhimento. Creio que isso se pode fazer com alguma imagina\u00e7\u00e3o e trabalho, no sentido dos turistas, quando chegarem a uma igreja, terem duas coisas: primeiro um breve guia descritivo da igreja, com apontamentos sobre a arte e mais interessante acerca do tempo, e depois a possibilidade de poderem descarregar a liturgia do dia, na sua pr\u00f3pria l\u00edngua, para puderem participar na Eucaristia, o que j\u00e1 muitos fazem, de forma menos confort\u00e1vel por n\u00e3o terem a liturgia na sua pr\u00f3pria l\u00edngua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A publica\u00e7\u00e3o de que falou seria semanal?<\/em><\/p>\n<p>Semanal, sim. N\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio fazer um grande investimento em termos diocesanos, que ser\u00e1 depois compensado com as ofertas que os fi\u00e9is derem, nas par\u00f3quias, para a manuten\u00e7\u00e3o do boletim informativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A respeito do turismo, que respostas a diocese pensa para turistas que, em muitos casos, passam apenas algumas horas na regi\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Sim, sobretudo os que v\u00eam nos barcos, que est\u00e3o 24 horas e n\u00e3o t\u00eam base nos hot\u00e9is&#8230; A\u00ed falta desbravar muito terreno. No turismo em geral falta desbravar muito terreno para criar, por exemplo, bilhetes integrados, com convites \u00e0 visita nos monumentos que s\u00e3o centrais, no Funchal, e podem ser visit\u00e1veis pelos turistas que c\u00e1 passam 24 horas e deveriam ser integrados nos circuitos tur\u00edsticos propostos para a visita da cidade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cardeal madeirense<\/p>\n<p><em>O cardeal D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a \u00e9 uma das personalidades ilustres da regi\u00e3o. Que import\u00e2ncia tem o facto de pertencer, agora, no col\u00e9gio cardinal\u00edcio?<\/em><\/p>\n<p>O senhor D. Jos\u00e9 Tolentino \u00e9 obviamente um filho da Madeira, foi membro do presbit\u00e9rio do Funchal at\u00e9 h\u00e1 um ano e pouco (quando foi para Roma \u00e9 que deixou de ser membro do presbit\u00e9rio do Funchal), membro ilustre, que iniciou aqui a sua vida sacerdotal e deixou aqui muitos admiradores. As pessoas olham para ele como algu\u00e9m que saiu da Ilha e neste momento tem e deixa uma marca na cultura universal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Que relev\u00e2ncia teve a homenagem da Assembleia Regional da Madeira?<\/em><\/p>\n<p>Creio que \u00e9 uma homenagem que toda a gente sentia que era devida. A Assembleia Legislativa Regional reconheceu essa realidade, logo ap\u00f3s a nomea\u00e7\u00e3o, e o mesmo se diga a respeito de Machico, a terra onde nasceu, onde o munic\u00edpio sentiu a obriga\u00e7\u00e3o de homenagear um filho ilustre da terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano ap\u00f3s a nomea\u00e7\u00e3o, o bispo do Funchal fala do acolhimento na Madeira, da regionaliza\u00e7\u00e3o em Portugal e do lan\u00e7amento de jornal na 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