{"id":15874,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bispo-de-leiria-fatima-a-espera-do-seu-sucessor\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bispo-de-leiria-fatima-a-espera-do-seu-sucessor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-de-leiria-fatima-a-espera-do-seu-sucessor\/","title":{"rendered":"Bispo de Leiria-F\u00e1tima \u00e0 espera do seu sucessor"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista ao seman\u00e1rio diocesano \u201cO Mensageiro\u201d, D. Serafim Ferreira e Silva fala dos 13 anos \u00e0 frente da Diocese e do futuro de F\u00e1tima <!--more--> No pr\u00f3ximo dia 2 de Fevereiro, D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva completa 13 anos como Bispo residencial da Diocese de Leiria-F\u00e1tima. Numa altura em que prepara a sucess\u00e3o e um novo ciclo no seu minist\u00e9rio, apresenta uma \u201cavalia\u00e7\u00e3o\u201d do seu servi\u00e7o \u00e0 Igreja diocesana.  <i>Recorda os sentimentos que o animavam quando foi nomeado para assumir este cargo?<\/i> Nunca fui \u201ccarreirista\u201d, nunca fiz c\u00e1lculos. Quando pensei ser padre, pensava na paroquialidade. Depois de ordenado fui mandado especializar-me em Roma em direito can\u00f3nico e ci\u00eancias sociais. Depois, j\u00e1 de volta, retomei no Porto uma actividade pastoral muito activa e muito plural: professor, not\u00e1rio, assistente da ac\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica; curso de catequese. Depois fui para Lisboa, em 1961; voltei ao Porto fui nomeado bispo auxiliar de Braga e depois de Lisboa. A dada altura estava muito cansado porque, acumulava as fun\u00e7\u00f5es de bispo auxiliar para a zona do Oeste e secret\u00e1rio da Confer\u00eancia Episcopal. Fui convidado a vir para a diocese como coadjutor no dia 13 de Maio de 1987. Quase n\u00e3o tive tempo de fazer programa, nem deveria faz\u00ea-lo, j\u00e1 que vinha como coadjutor.  Entendo que o bispo n\u00e3o \u00e9 dono de nada, \u00e9 mais moderador e respons\u00e1vel por uma equipa, na sua pluralidade eclesial e laical. Tenho desde a minha forma\u00e7\u00e3o um carinho muito especial pelo laicado. Dou muita import\u00e2ncia aos dirigentes de apostolado organizado nas v\u00e1rias \u00e1reas. Quando vim para Leiria n\u00e3o tinha que ter um programa, vinha com o prop\u00f3sito de ser solid\u00e1rio e ser sincero. Quando em 93 assumi a responsabilidade da doire-se continuei um trabalho que vinha j\u00e1 de tr\u00e1s.   <i>Que balan\u00e7o faz da sua ac\u00e7\u00e3o na diocese ao longo destes 13 anos?<\/i> Eu n\u00e3o sou contabilista. Avalio mais pelo modo de estar. Tenho procurado ser coerente; renuncio a ter f\u00e9rias; dei prioridade \u00e0s infra-estruturas mais vitais (clero, a pastoral vocacional sem descuidar as organiza\u00e7\u00f5es laicais). No tecido geral de uma organiza\u00e7\u00e3o devemos ter p\u00f3los fortes, que s\u00e3o como que motores. Eu empenhei-me em v\u00e1rios sectores por criar estes p\u00f3los de for\u00e7a, para que a Igreja n\u00e3o ficasse fechada na sacristia ou no adro, mas pudesse estender-se a toda a parte e a todos os sectores. Al\u00e9m disso, para l\u00e1 da miss\u00e3o prof\u00e9tica, pareceu-me importante apostar no testemunho como forma de nos apresentarmos na sociedade. Entendo que quando h\u00e1 sinceridade a verdade vem ao cimo mais depressa.   <i>Entre as ac\u00e7\u00f5es que marcaram a vida da Igreja enquanto foi Bispo residencial, escolhemos tr\u00eas: o S\u00ednodo Diocesano, a implementa\u00e7\u00e3o do Regulamento da Administra\u00e7\u00e3o dos Bens da Igreja (RABI) e a recente elabora\u00e7\u00e3o do Projecto Diocesano de Pastoral para os pr\u00f3ximos seis anos. Que nos pode dizer sobre estes tr\u00eas temas?<\/i> Houve muitas outras ac\u00e7\u00f5es, n\u00e3o menos importantes, que de facto foram concretizadas. Mas falemos ent\u00e3o dessas tr\u00eas.  O S\u00ednodo fui uma tentativa da pluralidade e da colegialidade. Uma tentativa da revis\u00e3o de vida; uma tentativa de agitar o que poderia estar adormecido. Os frutos n\u00e3o se colocam de imediato em cima da mesa, mas v\u00e3o aparecendo paulatinamente. Ficou, acima de tudo um esp\u00edrito concreto: a sinodalidade, a partilha e a co-responsabilidade. Isso veio ao cimo e foi bem captado pela Diocese.  O RABI foi uma preocupa\u00e7\u00e3o de clarificar a parte administrativa da Igreja diocesana e paroquial. O sistema anterior n\u00e3o parecia muito claro. Assim, quisemos apostar na clareza de contas. Nisso, antecip\u00e1mo-nos \u00e0 nova Concordata, no que se refere aos aspectos administrativos. Ainda est\u00e1 a dar os seus frutos, pois \u00e9 necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a de mentalidade que requer alguma toler\u00e2ncia pedag\u00f3gica.  O Projecto Pastoral \u00e9 fruto do S\u00ednodo, corresponde a uma certa ansiedade; mas sobretudo diz respeito a um tempo moderno de n\u00e3o improvisar. Nos nossos dias mais que nunca requer-se a planifica\u00e7\u00e3o. Ver \u00e0 distancia no tempo e na geografia. A Diocese \u00e9 uma c\u00e9lula viva de um conjunto e por isso precisa de planifica\u00e7\u00e3o. Estamos todos no mesmo barco e precisamos remar de forma coordenada. Temos um projecto para seis anos com tem\u00e1tica pr\u00f3pria para cada ano. Serve para ajudar a caminhar no mesmo sentido.   <i>Na sua opini\u00e3o que outras ac\u00e7\u00f5es merecem destaque?<\/i> O invent\u00e1rio de todo o patrim\u00f3nio m\u00f3vel e im\u00f3vel. Feito no sil\u00eancio, com muito trabalho e dedica\u00e7\u00e3o, est\u00e1 praticamente terminado. Houve uma renova\u00e7\u00e3o na arte sacra; um maior apre\u00e7o e respeito pelo que j\u00e1 havia e depois melhoraram-se muitas igrejas e outras foram ainda constru\u00eddas de raiz. Novos espa\u00e7os de culto que t\u00eam notoriedade e qualidade. Saliento ainda que a beleza desses espa\u00e7os n\u00e3o \u00e9 mais fruto da arte do arquitecto mas em muitos casos \u00e9 o resultado do sentir da comunidade. As comunidades s\u00e3o mais exigentes at\u00e9 nos espa\u00e7os de culto. O projecto neste campo ainda n\u00e3o est\u00e1 terminado. H\u00e1 ainda aspectos que podem ser desenvolvidos. N\u00e3o podemos ainda esquecer a cria\u00e7\u00e3o dos Conselhos Pastorais e Econ\u00f3micos, s\u00e3o escolas de forma\u00e7\u00e3o permanente.   <i>Falemos um pouco dos principais agentes da ac\u00e7\u00e3o pastoral e comecemos pelos seus auxiliares mais directos, os sacerdotes. Qual a avalia\u00e7\u00e3o que faz relativamente ao clero da diocese? E como v\u00ea a pastoral vocacional que temos?<\/i> O clero de Leiria vai envelhecendo, embora haja unidades novas. No geral, o clero da Diocese \u00e9 muito bom, mas faz falta uma coisa: n\u00e3o \u00e9 uma frustra\u00e7\u00e3o minha, mas \u00e9 um desgosto, que a Diocese n\u00e3o tenha o diaconado permanente. Na hist\u00f3ria da Igreja o servi\u00e7o ministerial \u00e9 composto por 3 graus no sacramento da ordem: o episcopado, presbiterado e diaconado. Uma diocese que n\u00e3o tenha membros do primeiro grau est\u00e1 mais pobre, falta-lhe qualquer coisa. Al\u00e9m disso os outros dois graus v\u00e3o diminuindo por v\u00e1rias raz\u00f5es. Um di\u00e1cono permanente bem formado, pode desempenhar muitas fun\u00e7\u00f5es que de alguma for-ma preenchem demasiado o padre. Eu gostaria que o presb\u00edtero tivesse algo de espec\u00edfico, na direc\u00e7\u00e3o espiritual, no magist\u00e9rio, na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica e na absolvi\u00e7\u00e3o. Mas a administra\u00e7\u00e3o de lares, cresces e at\u00e9 da catequese, e ac\u00e7\u00e3o social, julgo que podem ser desempenhados por um di\u00e1cono. Compreendo as raz\u00f5es para que n\u00e3o haja di\u00e1conos permanentes. Foi dada luz verde e houve at\u00e9 candidatos; mas a mentalidade do clero paroquial n\u00e3o estava sensibilizada para esta inova\u00e7\u00e3o. Houve desta forma alguns entraves, que compreendo perfeitamente, e que me levaram a mim mesmo a parar um pouco o processo. N\u00e3o abandonei a quest\u00e3o, mas tive que encher-me de paci\u00eancia para parar um pouco.  No sector das voca\u00e7\u00f5es houve muitas mudan\u00e7as no nosso semin\u00e1rio. O futuro n\u00e3o \u00e9 claro h\u00e1 sinais que chamam a aten\u00e7\u00e3o: a natalidade baixou muito, o acesso escolar \u00e9 mais f\u00e1cil, o laicismo, a busca do bem estar material subiu. A voca\u00e7\u00e3o sacerdotal est\u00e1 afectada. Deus continua a chamar mas h\u00e1 muitos ru\u00eddos que n\u00e3o deixam ouvir. J\u00e1 passou aquele \u201ctsunami\u201d, anti crist\u00e3o, mas hoje h\u00e1 uma outra onda que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o devastadora, mas n\u00e3o deixa de ser perigosa no aspecto religioso, \u00e9 o sincretismo religioso. Alguma indiferen\u00e7a, uma era nova\u2026 Gostaria que este fen\u00f3meno fosse mais analisado, porque est\u00e1 na base da chamada crise vocacional. N\u00e3o apenas na Europa, mas por todo o lado. Chegamos a uma esp\u00e9cie de religiosidade rom\u00e2ntica ou l\u00edrica que \u00e9 fruto deste sincretismo religioso. A pastoral vocacional n\u00e3o est\u00e1 parada mas est\u00e1 um tanto a patinar, difusa\u2026 Se o prior da aldeia d\u00e1 um ar de abatido e cansado, n\u00e3o est\u00e1 a contribuir para a pastoral vocacional. Sei que h\u00e1 problemas novos em v\u00e1rios sectores da vida, um deles \u00e9 o da f\u00e9. Continuamos a caminhar, mas temos que assumir que h\u00e1 dificuldades. Todos os servi\u00e7os s\u00e3o pequenos contributos v\u00e1lidos.  Na minha rela\u00e7\u00e3o com os padres eu procurei ser sincero, procurei ser igual a mim mesmo. Detesto a mentira e a hipocrisia, por isso procurei ser amigo, sinceramente amigo. Procurei nunca faltar no momento certo; por vezes foi necess\u00e1rio apelar ao bom senso e nunca meti a cabe\u00e7a debaixo da terra, estive o mais que pude presente.   <i>Voltando-nos para a comunidade no seu conjunto, como define e avalia a comunidade crist\u00e3 aqui implantada?<\/i> Conhe\u00e7o outras dioceses, viajo e dou-me conta das diferen\u00e7as. Sou levado a dizer que a regi\u00e3o centro, no caso a diocese de Leiria-F\u00e1tima, \u00e9 muito aberta aos valores espirituais e humanos. Sob o aspecto econ\u00f3mico h\u00e1 um bom n\u00edvel de vida, embora haja casos de alguma pobreza ou maior precariedade. O Povo de Deus tem boas qualidades e bons sentimentos. Qualidades especiais pr\u00f3prias destas gentes s\u00e3o o sentido musical, o sentido art\u00edstico (poesia). \u00c9 prov\u00e1vel que esta seja a diocese que tem mais e melhores grupos corais, com qualidade. E s\u00e3o de referir as muitas bandas de m\u00fasica, os clubes ou associa\u00e7\u00f5es recreativas\u2026 tudo isso expressa a maneira de ser desta gente. N\u00e3o h\u00e1 muito anti-clericalismo, h\u00e1 respeito. Formas esot\u00e9ricas ou m\u00e1gicas de viver o sentimento religioso depressa se diluem. O esp\u00edrito crist\u00e3o, muito ligado \u00e0 luz de F\u00e1tima, \u00e9 sempre mais forte. As pessoas sentem-se honradas e devotas em rela\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima.   <i>O actual Projecto diocesano deixa transparecer uma preocupa\u00e7\u00e3o da Igreja por chegar ao mundo mais afastado. A sociedade que n\u00e3o parece querer ser da Igreja \u00e9 por esta procurada e desejada. O senhor bispo \u00e9 respons\u00e1vel at\u00e9 por uma forte presen\u00e7a da Igreja em sectores menos comuns. Isso \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o ou \u00e9 uma maneira de ser? O que se poder\u00e1 fazer neste campo?<\/i> N\u00f3s pertencemos a muitos mundos. Todos n\u00f3s lidamos com atmosferas diferentes ao longo do dia. A sociedade est\u00e1 composta por pequenos mundos. A Igreja tem de abrir janelas, abrir portas e fazer pontes. A Igreja tem de procurar desintoxicar os ambientes menos claros. E s\u00f3 no relacionamento sincero poder\u00e1 desempenhar esse papel. Tem de haver sempre lealdade, sinceridade e busca da verdade. Tudo o que seja interesse econ\u00f3mico ou hipocrisia ou explora\u00e7\u00e3o tudo isso \u00e9 veneno a afastar. A vis\u00e3o da globalidade do ser humano exige que a Igreja passe por todos os mundos ou sectores da sociedade. \u00c8 uma exig\u00eancia, mais que uma qualidade. N\u00e3o me compete condenar nada nem ningu\u00e9m mas \u00e9-me pedido que esteja ali para tentar levar a salva\u00e7\u00e3o que foi oferecida por Deus.   <i>Fal\u00e1mos de F\u00e1tima e por vezes parece que F\u00e1tima ocupa muito a vida do bispo da diocese. Que rela\u00e7\u00e3o entre F\u00e1tima e a diocese no futuro?<\/i> O Santu\u00e1rio de F\u00e1tima deve continuar integrado na diocese de Leiria-F\u00e1tima. Mas o santu\u00e1rio tem uma dimens\u00e3o supra-diocesana, por isso deve haver uma estreita coopera\u00e7\u00e3o com a CEP; para manter o organismo de F\u00e1tima \u00e9 preciso que haja uma boa equipa de capel\u00e3es, estes podem ser de diferentes dioceses. Inclusivamente o reitor pode ser de uma diocese diferente, contanto que seja o bispo diocesano a mandatar. O actual organigrama do Santu\u00e1rio \u00e9 de manter e desenvolver, e o bispo diocesano tem de acompanhar, mas fazer confian\u00e7a para n\u00e3o abandonar o resto da diocese. Eu julgo que consegui um certo equil\u00edbrio nesta rela\u00e7\u00e3o. Estive presente em F\u00e1tima e os sacerdotes p\u00e1rocos ajudaram nesse aspecto, daqui o meu muito obrigado aos p\u00e1rocos que souberam libertar o bispo para que este pudesse estar em F\u00e1tima.   <i>H\u00e1 algum projecto que gostaria de ter realizado na diocese e tenha ficado por realizar?<\/i> O diaconado Permanente \u00e9 o projecto que n\u00e3o consegui realizar. O bispo que vier substituir-me dever\u00e1 trabalhar este campo. A semente est\u00e1 lan\u00e7ada\u2026   <i>Depois de deixar a diocese, o que tenciona fazer? Est\u00e1 j\u00e1 marcada a data para a sucess\u00e3o? Pode dizer alguma coisa sobre o sucessor?<\/i> Ainda n\u00e3o h\u00e1 nada oficial. Eu pedi a resigna\u00e7\u00e3o. Em Outubro foi-me comunicado que fora aceite. Espero que no in\u00edcio de Fevereiro haja j\u00e1 um sucessor, embora possa ainda n\u00e3o ter tomado posse.  Por mim, espero ter mais tempo livre, dedicar-me a estar com os amigos, dar mais tempo aos familiares. Ficarei a residir em F\u00e1tima e espero ler, e escrever. Houve uma ideia de fazer um tempo de miss\u00e3o, concretamente no Sumbe onde estamos a trabalhar para uma gemina\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 prov\u00e1vel que este desejo n\u00e3o v\u00e1 avante para j\u00e1. De qualquer modo sublinho que a inten\u00e7\u00e3o que estava subjacente a este sonho era a de ser coerente comigo mesmo e com o que apregoamos.  Nessa linha se insere o meu esfor\u00e7o a quando da peregrina\u00e7\u00e3o diocesana a F\u00e1tima, n\u00e3o chega incentivar a que se fa\u00e7a peregrina\u00e7\u00e3o e se caminhe a p\u00e9. Se posso ir, devo ir tamb\u00e9m a p\u00e9. O mesmo se diga em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ren\u00fancia quaresmal etc\u2026 Ser coerente e sincero. Tenho em projecto fazer algumas biografias sobre personagens da nossa hist\u00f3ria que merecem ser destacada. Penso ter agora tempo para isso, pelo menos quero encontrar tempo para isso. Integrando estas biografias num contexto de solidariedade para com as pessoas que deram muito de si e merecem um reconhecimento. A biografia tem hoje muita for\u00e7a e \u00e9 uma forma de falar da vida da Igreja.   <i>Quais lhe parecem ser os maiores desafios na diocese para o seu sucessor?<\/i> \u00c9 importante que ele seja mais novo, mais santo e que tenha menos problemas. Eu penso que resolvi alguns problemas (por exemplo em rela\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima muitas coisas foram clarificadas), espero que n\u00e3o seja necess\u00e1rio voltar a eles. No dia 3 de Fevereiro vai ser tornada p\u00fablica a aprova\u00e7\u00e3o do chamado Apostolado Mundial de F\u00e1tima (ex\u00e9rcito Azul), um movimento com milh\u00f5es de associados ou aderentes, mas para chegar a este ponto houve uma longa caminhada que felizmente o meu sucessor n\u00e3o ter\u00e1 necessidade de passar. Por isso o meu sucessor ter\u00e1 como grande desafio uma aten\u00e7\u00e3o maior na concretiza\u00e7\u00e3o do Projecto Diocesano. N\u00e3o esque\u00e7o a pastoral familiar que \u00e9 um desafio grande para a Igreja portuguesa, e por isso diocesana, nos pr\u00f3ximos anos. Neste, como em todos os campos da ac\u00e7\u00e3o pastoral, importa sacudir muita poeira e apostar na verdade e na sinceridade.   <i>Entrevista de: Rui Ribeiro e Joaquim Santos<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao seman\u00e1rio diocesano \u201cO Mensageiro\u201d, D. 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