{"id":15863,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ali-agca-foi-libertado\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ali-agca-foi-libertado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ali-agca-foi-libertado\/","title":{"rendered":"Ali Agca foi libertado"},"content":{"rendered":"<p>O turco Mehmet Ali Agca, um dos envolvidos na tentativa de assassinato de Jo\u00e3o Paulo II a 13 de Maio de 1981, foi hoje colocado em liberdade. A decis\u00e3o do tribunal turco acontece pouco mais de nove meses depois da morte do Papa polaco. Agca apresentar\u00e1 um relat\u00f3rio m\u00e9dico sobre as suas &#8220;deterioradas&#8221; condi\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas para evitar o servi\u00e7o militar obr\u00edgat\u00f3rio na Turquia. Agca, que considera o Papa polaco o seu &#8220;irm\u00e3o espiritual&#8221;, afirmou que, ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o, quer vir a F\u00e1tima &#8220;rezar de joelhos durante 10 dias&#8221;. A 13 de Maio de 1981, Agca, ent\u00e3o com 23 anos, disparou e feriu no abd\u00f3men Jo\u00e3o Paulo II, quando esteve viajava num carro descapot\u00e1vel, na Pra\u00e7a de S. Pedro a caminho de uma audi\u00eancia. Jo\u00e3o Paulo II visitou pessoalmente Ali Agca na pris\u00e3o romana de Rebbibia, em 1983, para manifestar-lhe o seu perd\u00e3o. Agca passou 19 anos em pris\u00f5es italianas, sendo depois extraditado para a Turquia, onde foi condenado a pris\u00e3o perp\u00e9tua pelo assalto a um banco nos anos 70 e pelo assass\u00ednio de um jornalista em 1979, pena depois comutada para dez anos de pris\u00e3o. Em resposta a estes acontecimentos, o director da sala de imprensa da Santa S\u00e9, Joaqu\u00edn Navarro-Valls, emitiu um breve comunicado onde afirma que \u201ca Santa S\u00e9, perante um problema de natureza jur\u00eddica, respeita as decis\u00f5es dos tribunais implicados neste caso\u201d. No seu \u00faltimo livro \u201cMem\u00f3ria e Identidade\u201d, Jo\u00e3o Paulo II afirmava-se convencido de que Ali Agca actuou a mando de algu\u00e9m, sem citar nenhum pa\u00eds. Em 2002, na Bulg\u00e1ria, o Papa Wojtyla afirmou que &#8220;nunca&#8221; acreditara na pista b\u00falgara sobre o atentado.  Jo\u00e3o Paulo II acreditava que uma &#8220;ideologia da prepot\u00eancia encomendou o atentado&#8221; executado por Ali Agca a 13 de Maio de 1981. Em &#8220;Mem\u00f3ria e Identidade&#8221;, o Papa apresentava pela primeira vez as suas convic\u00e7\u00f5es sobre a responsabilidade por este epis\u00f3dio.  &#8220;Acredito que este atentado foi uma das \u00faltimas convuls\u00f5es das ideologias da prepot\u00eancia, que se desencadearam no s\u00e9culo XX. A viol\u00eancia motivada por tais argumentos tamb\u00e9m se manifestou aqui na It\u00e1lia: as Brigadas Vermelhas matavam homens inocentes e honestos&#8221;, relatou. Narrando depois a conversa que teve em 1983 com Agca na pris\u00e3o, escreveu: &#8220;Ali Agca, como todos dizem, \u00e9 um assassino profissional. Isto significa que o atentado n\u00e3o foi uma iniciativa sua. Algu\u00e9m o idealizou, algu\u00e9m o contratou para execut\u00e1-lo&#8221;. Apesar das muitas declara\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias em volta do atentado, Agca defendeu que trabalhou &#8220;a contrato&#8221;, mas o mist\u00e9rio relativamente \u00e0 identidade dos mentores da tentativa de assass\u00ednio de Jo\u00e3o Paulo II mant\u00e9m-se.  O antigo secret\u00e1rio pessoal de Jo\u00e3o Paulo II, D. Stanislaw Dziwisz, tamb\u00e9m aceitou a decis\u00e3o dos tribunais turcos de p\u00f4r em liberdade Ali Agca. O actual Arcebispo de Crac\u00f3via fez saber, atrav\u00e9s do seu porta-voz, que &#8220;Jo\u00e3o Paulo II perdoou a Ali Agca h\u00e1 muito tempo. Agora Jo\u00e3o Paulo II reza por ele no c\u00e9u e eu tamb\u00e9m rezo\u201d. \u201cA decis\u00e3o de o libertar corresponde ao sistema judicial em Ankara&#8221;, acrescentou, na mesma linha da reac\u00e7\u00e3o oficial do Vaticano. D. Dziwisz, homem da confian\u00e7a de Jo\u00e3o Paulo II, foi quem recebeu nos bra\u00e7os o Papa, depois dos disparos de Ali Agca. Considera-se que o secret\u00e1rio pessoal salvou a vida do Papa Wojtyla ao tomar a decis\u00e3o de lev\u00e1-lo directamente ao hospital no Papam\u00f3vel, em vez de esperar por uma ambul\u00e2ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O turco Mehmet Ali Agca, um dos envolvidos na tentativa de assassinato de Jo\u00e3o Paulo II a 13 de Maio de 1981, foi hoje colocado em liberdade. A decis\u00e3o do tribunal turco acontece pouco mais de nove meses depois da morte do Papa polaco. 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