{"id":15820,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/uma-arvore-frondosa\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"uma-arvore-frondosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-arvore-frondosa\/","title":{"rendered":"Uma \u00e1rvore frondosa"},"content":{"rendered":"<p>50 anos a ler a \u00abAl\u00e9m-Mar\u00bb <!--more--> Nos \u00faltimos anos do segundo quartel do s\u00e9culo XX, dois anos ap\u00f3s o termo da Segunda Guerra Mundial, chegaram \u00e0 diocese de Viseu uns simp\u00e1ticos mission\u00e1rios italianos, que, de longas batinas e crucifixo \u00e0 cinta, ostentavam ou grandes e \u00abfarfalhudas\u00bb barbas ou uns simp\u00e1ticos \u00abcavanhaques\u00bb: naquela altura, chamavam-se Filhos do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus; hoje s\u00e3o conhecidos por Mission\u00e1rios Combonianos. A din\u00e2mica da palavra falada por poucos n\u00e3o chegava. Havia necessidade de a fazer chegar a muitos. Assim, a Al\u00e9m-Mar nasceu em Janeiro de 1956, fazia eu 17 anos. O nome da revista havia sido escolhido num concurso feito ent\u00e3o entre os alunos de teologia do Semin\u00e1rio Diocesano de Viseu.  O seu primeiro n\u00famero, num formato de 12 por 16,5 cent\u00edmetros, foi o de Janeiro-Fevereiro de 1956, tinha 26 p\u00e1ginas, e a assinatura custava 12 escudos. O director era o superior do Semin\u00e1rio das Miss\u00f5es, padre Ernesto Calderola e o redactor o padre \u00c9zio S\u00f3rio. O n\u00famero um foi impresso na Casa Nun\u2019\u00c1lvares, em Gouveia. A tem\u00e1tica, deste e dos n\u00fameros que se lhe seguiram, at\u00e9 era variada e destinava-se tanto a adultos como a jovens. Versava o recrutamento vocacional em Portugal, dava not\u00edcia do trabalho mission\u00e1rio no Norte de Mo\u00e7ambique (Nampula) e no Brasil (Maranh\u00e3o), da difus\u00e3o do cristianismo e da obra mission\u00e1ria no Mundo, da abertura a uma liturgia de incultura\u00e7\u00e3o; mas tamb\u00e9m dos usos e costumes dos povos africanos, da fauna e da flora caracter\u00edsticas da \u00c1frica, de concursos de filatelia e da cria\u00e7\u00e3o do grupo de \u00abVolunt\u00e1rios e Andorinhas Mission\u00e1rios\u00bb.  No segundo n\u00famero (Mar\u00e7o-Abril de 1956) surgiu a sec\u00e7\u00e3o de anedotas; no terceiro, um romance em pequenos epis\u00f3dios intitulado \u00abFurac\u00e3o no Deserto\u00bb, da autoria de D. \u00c2ngelo Negri; e a partir da\u00ed o n\u00famero de p\u00e1ginas passou a 34. No m\u00eas de Janeiro surgiu o n\u00famero sete, com a indica\u00e7\u00e3o de que a sua publica\u00e7\u00e3o passaria a ser mensal, o seu custo anual de 15 escudos. Recebia tamb\u00e9m um segundo redactor \u2013 o padre Albino Meneguzzo (recentemente falecido e que muitos crist\u00e3os de Lisboa e Ilhas recordam com saudade) e o passatempo das palavras cruzadas. No seu n\u00famero oito (Fevereiro de 1957) surgiu a p\u00e1gina dos leitores. Viseu e as suas gentes, que receberam bem os Mission\u00e1rios Combonianos, receberam tamb\u00e9m muito bem a sua revista. S\u00f3 um grande amigo e vizinho do Semin\u00e1rio, o Senhor David Dias de Almeida, angariara 103 assinaturas, pelo que recebeu o pr\u00e9mio de uma viagem a F\u00e1tima. Mas, nessa altura, j\u00e1 ela estava difundida por todo o Pa\u00eds. Falei dos primeiros pequenos passos da pequena-grande revista. Mas n\u00e3o de como sempre me foi indispens\u00e1vel. Devorei o primeiro n\u00famero e os restantes 543 que se lhe seguiram at\u00e9 ao dia de hoje. Foi com a leitura da Al\u00e9m-Mar que eu fiz uma parte da minha forma\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria e alarguei os meus horizontes de catolicidade, ecumenismo, cidadania, protec\u00e7\u00e3o aos mais desfavorecidos, que aprofundei os caminhos da Justi\u00e7a e da Paz, a ideia de que \u00e9 preciso defender a integridade da Obra do Criador. S\u00e3o 50 anos na companhia desta preciosa revista, que foi crescendo em conte\u00fado \u2013 cada vez mais valorizado e sempre aberto \u2013 e tamanho, numa din\u00e2mica p\u00f3s-conciliar. De pequeno embri\u00e3o tornou-se em frondosa \u00e1rvore que, \u00e0 sua ben\u00e9fica sombra abriga todos aqueles que querem a constru\u00e7\u00e3o de um Mundo mais justo, pr\u00f3spero e feliz.  <i>Joaquim Valente da Cruz, Professor jubilado<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>50 anos a ler a \u00abAl\u00e9m-Mar\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[101,122,136,184,192,207,246,261,262],"class_list":["post-15820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-africa","tag-brasil","tag-combonianos","tag-diocese-de-viseu","tag-ecumenismo","tag-fatima","tag-liturgia","tag-missoes","tag-mocambique"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15820\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}