{"id":15796,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/louvor-e-memoria-no-final-de-um-ano\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"louvor-e-memoria-no-final-de-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/louvor-e-memoria-no-final-de-um-ano\/","title":{"rendered":"Louvor e Mem\u00f3ria no Final de um Ano"},"content":{"rendered":"<p>Chegados ao final do ano de 2005, \u00e9 bom, belo e refrescante passar um olhar, em retrospectiva, sobre os acontecimentos que marcaram em profundidade a vida da Igreja, a n\u00edvel universal e diocesano. Fazemo-lo como express\u00e3o de louvor e de mem\u00f3ria.  O louvor \u00e9 a express\u00e3o mais natural da gratid\u00e3o ao Senhor por tudo quanto Ele, na sua bondade e miseric\u00f3rdia, realizou por amor de todo o povo de Deus e da humanidade. A mem\u00f3ria \u00e9 guardar, na mente e no cora\u00e7\u00e3o, todos esses dons e acontecimentos de gra\u00e7a, \u00e0 semelhan\u00e7a de Maria, para que eles possam continuar a libertar toda a for\u00e7a que encerram de bem e de fecundidade, n\u00e3o s\u00f3 para hoje mas tamb\u00e9m para o amanh\u00e3. Neste percurso da mem\u00f3ria servir-nos-\u00e1 de aux\u00edlio o discurso que o Papa Bento XVI fez \u00e0 C\u00faria Romana por ocasi\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o dos votos natal\u00edcios, no dia 22 de Dezembro de 2005.  2005: Um ano especial para a Igreja Olhando \u00e0 Igreja universal, come\u00e7o por recordar, antes de mais, a figura gigantesca do inesquec\u00edvel Papa Jo\u00e3o Paulo II, com as palavras do seu sucessor: \u201cNenhum Papa nos deixou uma quantidade de textos igual \u00e0 que ele nos legou; nenhum Papa p\u00f4de visitar, como ele, o mundo inteiro e falar de modo directo aos homens de todos os continentes. Mas no final coube-lhe um caminho de sofrimento e de sil\u00eancio. Permanecem inesquec\u00edveis para n\u00f3s as imagens de Domingo de Ramos quando, com um ramo de oliveira na m\u00e3o e marcado pela dor, ele estava \u00e0 janela e nos dava a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Senhor, prestes a encaminhar-se rumo \u00e0 cruz. Depois, a imagem do momento em que na sua capela particular, com o crucifixo na m\u00e3o, participava na via-sacra no Coliseu, onde muitas vezes tinha presidido levando ele mesmo a cruz. Enfim, a b\u00ean\u00e7\u00e3o silenciosa do Domingo de P\u00e1scoa, em que, atrav\u00e9s da dor, v\u00edamos resplandecer a promessa da ressurrei\u00e7\u00e3o, da vida eterna. O Santo Padre, com as suas palavras  e as suas obras deu-nos grandes coisas; mas n\u00e3o menos importante \u00e9 a li\u00e7\u00e3o que nos deu da c\u00e1tedra do sofrimento e do sil\u00eancio\u201d. As multid\u00f5es intermin\u00e1veis que, no sil\u00eancio ou no pranto, quiseram visitar os restos mortais de Jo\u00e3o Paulo II, participar nas suas ex\u00e9quias, descer, durante meses a fio, a rezar junto ao seu t\u00famulo, deixam-nos intuir quantas gra\u00e7as de convers\u00e3o o Senhor deu \u00e0 sua Igreja atrav\u00e9s deste grande sucessor de Pedro. Ap\u00f3s o luto pela morte do Papa Wojtyla seguiu-se a elei\u00e7\u00e3o pelo col\u00e9gio dos cardeais, em tempo quase recorde, do novo Papa Bento XVI, figura \u00edmpar da cultura universal e, ao mesmo tempo, humilde e evang\u00e9lica, como deixou transparecer na sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o, como \u201chumilde trabalhador da vinha do Senhor\u201d. Com o seu minist\u00e9rio claro e corajoso, ele guia a Igreja, na fidelidade ao Conc\u00edlio Vaticano II, com aten\u00e7\u00e3o particular \u00e0 problem\u00e1tica da idade moderna \u2013 a da rela\u00e7\u00e3o da entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o \u2013, \u00e0 prossecu\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo ecum\u00e9nico e inter-religioso. E v\u00ea-se que \u00e9 amado e seguido por um grande n\u00famero de participantes nas catequeses semanais e nas celebra\u00e7\u00f5es como j\u00e1 h\u00e1 muito n\u00e3o se via. Em apenas oito meses de pontificado, j\u00e1 se encontrou com tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas, segundo os dados estat\u00edsticos do Vaticano que n\u00e3o incluem o milh\u00e3o de jovens em Col\u00f3nia, a quem prop\u00f4s a \u201cRevolu\u00e7\u00e3o de Deus\u201d, isto \u00e9, a revolu\u00e7\u00e3o da santidade como a \u00fanica capaz de transformar o mundo. De facto, a Jornada Mundial da Juventude permanecer\u00e1 gravada como \u201cum grande dom\u201d, na mem\u00f3ria de todos aqueles que, como eu, estiveram presentes. Eis como o Papa se lhe refere: \u201cMais de um milh\u00e3o de jovens reuniram-se na cidade de Col\u00f3nia&#8230; para juntos escutar a Palavra de Deus e rezar, para receber os sacramentos da reconcilia\u00e7\u00e3o e da eucaristia, para cantar e fazer a festa juntos, para rejubilar pela exist\u00eancia e para adorar e receber o Senhor eucar\u00edstico durante os grandes encontros de s\u00e1bado \u00e0 noite e domingo. Durante aqueles dias reinava simplesmente a alegria. O Senhor tinha reunido a sua fam\u00edlia, superando sensivelmente todas as fronteiras e barreiras e, na grande comunh\u00e3o entre n\u00f3s, tinha-nos feito experimentar a sua presen\u00e7a\u201d. Posso tamb\u00e9m confirmar por experi\u00eancia que a Jornada Mundial da Juventude foi a festa universal (cat\u00f3lica) da f\u00e9, o rosto de uma Igreja jovem que n\u00e3o se deixa envelhecer.  \u201cViemos ador\u00e1-lo\u201d era o lema da Jornada. A adora\u00e7\u00e3o remete-nos para outra gra\u00e7a extraordin\u00e1ria que marcou o ano de 2005: a gra\u00e7a do Ano Eucar\u00edstico, proclamado e guiado por Jo\u00e3o Paulo II com a enc\u00edclica \u201cA Igreja vive da Eucaristia\u201d e a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cFica connosco Senhor\u201d, e por ele orientado para o S\u00ednodo dos bispos realizado em Outubro passado. O Papa Bento XVI, que presidiu a este s\u00ednodo, reconhece que \u201cnos contributos dos padres sinodais se viu reflectir a riqueza eucar\u00edstica da Igreja de hoje e se manifestou como \u00e9 inesgot\u00e1vel a sua f\u00e9 eucar\u00edstica\u201d. De facto, como participante no S\u00ednodo, posso testemunhar que a\u00ed se falou da Eucaristia sobretudo a partir do contexto vital em que ela \u00e9 celebrada, vivida e testemunhada nas e pelas comunidades crist\u00e3s das diversas regi\u00f5es do planeta. Os padres da Am\u00e9rica Latina punham o acento na dimens\u00e3o social da Eucaristia frente \u00e0 mis\u00e9ria e \u00e0s injusti\u00e7as sociais do continente; os da \u00c1frica mostraram a Eucaristia como a festa do grande encontro e da alegria da comunh\u00e3o mesmo no meio da pobreza; os da \u00c1sia, onde os crist\u00e3os s\u00e3o uma minoria no meio das diversas religi\u00f5es, faziam ver a Eucaristia como fonte de identidade crist\u00e3 e compromisso social; os dos antigos pa\u00edses de Leste deram testemunhos comoventes sobre a Eucaristia como momento de fortaleza e uni\u00e3o na f\u00e9 no meio das persegui\u00e7\u00f5es; os da Europa Ocidental e da Am\u00e9rica do Norte referiam-se \u00e0 Eucaristia no meio de uma sociedade invadida pela descren\u00e7a e pelo cansa\u00e7o da f\u00e9 dos crist\u00e3os, como convite a regressar ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e a uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o da nossa cultura. No S\u00ednodo foi-me dado fazer a experi\u00eancia da Igreja universal, diversificada nas diferentes situa\u00e7\u00f5es de vida, nas diversas sensibilidades e express\u00f5es locais, mas apaixonadamente unida \u00e0 volta do seu Senhor na Eucaristia. Uma Igreja de rosto humano, pr\u00f3xima da gente, dos seus sofrimentos e das suas esperan\u00e7as, enamorada do seu Senhor, consciente de ter um tesouro  de f\u00e9 e de esperan\u00e7a a comunicar ao mundo: \u201cA Eucaristia, P\u00e3o vivo de paz para o mundo\u201d, t\u00edtulo da mensagem final do S\u00ednodo. Outro acontecimento que marcou o ano findo foi a comemora\u00e7\u00e3o do 40\u00ba anivers\u00e1rio do Concilio Vaticano II, o maior acontecimento eclesial do s\u00e9culo XX ou, pura e simplesmente, como dizia o general De Gaulle, \u201co maior acontecimento do s\u00e9culo XX\u201d, pelas repercuss\u00f5es que teve nas rela\u00e7\u00f5es da Igreja com o mundo e, por conseguinte, no mundo inteiro. No termo do Jubileu do ano 2000, Jo\u00e3o Paulo II indicava o concilio como \u201ca grande gra\u00e7a de que a Igreja beneficiou no s\u00e9culo XX. Nele \u00e9-nos oferecida uma b\u00fassola segura para nos orientarmos no caminho do s\u00e9culo que se abre\u201d (NMI, n. 57). \u00c9 uma convic\u00e7\u00e3o que Bento XVI nos prop\u00f5e, de novo e com for\u00e7a, logo na sua primeira mensagem: \u201ccom o passar dos anos, os documentos conciliares n\u00e3o perderam actualidade; antes, os seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s novas inst\u00e2ncias da Igreja e da actual sociedade globalizada\u201d. E, no citado discurso \u00e0 C\u00faria Romana, conclui: \u201cAssim podemos hoje, com gratid\u00e3o, voltar o nosso olhar para o Concilio Vaticano II: se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermen\u00eautica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande for\u00e7a para a sempre necess\u00e1ria renova\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d. A Igreja \u00e9 pois chamada a continuar hoje aquela grande obra de discernimento e de orienta\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica que o Concilio, sob guia do Esp\u00edrito Santo, realizou t\u00e3o frutuosamente. Amemos o Concilio!&#8230;  Do Mist\u00e9rio da Eucaristia aos Minist\u00e9rios da alegria do Evangelho Voltando agora o olhar para a vida da nossa Igreja Diocesana, n\u00e3o posso deixar de elevar ao Senhor uma ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelos numerosos e preciosos dons que nos concedeu ao longo deste ano. Foi, na pr\u00e1tica, o primeiro ano do meu minist\u00e9rio episcopal nesta diocese que o Senhor confiou \u00e0 minha solicitude apost\u00f3lica. Dediquei-o principalmente ao conhecimento pastoral da vida da diocese, tendo bem presente a palavra de Jesus: \u201co bom pastor conhece as suas ovelhas e elas conhecem-no\u201d (Jo 10,14). Por isso, aproveitei todas as ocasi\u00f5es para ver, conhecer, encontrar antes de mais os sacerdotes, os religiosos e religiosas, os leigos, as par\u00f3quias, os grupos e movimentos, as autoridades, as institui\u00e7\u00f5es, etc. \u00c9 um caminho lento apesar do suceder-se intenso e, por vezes, vertiginoso de encontros. N\u00e3o basta conhecer as realidades, \u00e9 preciso \u201csenti-las\u201d por dentro, no seu contexto vital, cultural e emotivo. E isso requer tempo e reflex\u00e3o. Gra\u00e7as a Deus, pude descobrir muita vivacidade espiritual e uma multiplicidade de realidades, ambientes, institui\u00e7\u00f5es. Embora sendo um ano muito intenso, o meu caminho foi-me facilitado pela disponibilidade, pelo acolhimento e pela abertura de cora\u00e7\u00e3o dos diocesanos. E nisto sinto-me privilegiado. Desejo agradecer aqui ao Senhor e a todos os diocesanos, de modo particular aos meus colaboradores mais pr\u00f3ximos. Nestes incluo os v\u00e1rios Conselhos Diocesanos, como \u00f3rg\u00e3os de corresponsabilidade, que ao longo deste ano foram renovados. Em todos encontrei uma correspond\u00eancia humana verdadeiramente excepcional. A ajuda que me prestaram na elabora\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es foi deveras reconfortante de tal modo que nunca perdi o sono! Bem hajam! Tudo isto exprime uma profundidade de f\u00e9 crist\u00e3, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica e uma imagem de Igreja \u2013 comunh\u00e3o: posso dizer, como Sto. Agostinho, que me sinto \u201ccrist\u00e3o convosco e bispo para v\u00f3s!\u201d E ainda, no mesmo tom de confid\u00eancia, n\u00e3o posso deixar de partilhar a grande e indescrit\u00edvel emo\u00e7\u00e3o quando, no in\u00edcio de 2005, como bispo presidi pela primeira vez \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o de um sacerdote. A esta seguiram-se, ao longo do ano, mais quatro ordena\u00e7\u00f5es: tr\u00eas de padres diocesanos e uma de um frade franciscano conventual. Ao chegar \u00e0 diocese, o Senhor quis-me brindar com um ano de boa colheita! Todavia, o ano findo foi vivido por n\u00f3s, ao n\u00edvel eclesial, como \u201cespecial ano da Eucaristia\u201d que encerr\u00e1mos a 18 de Setembro, com grande participa\u00e7\u00e3o do nosso povo, em Eucaristia solene no Terreiro da S\u00e9, com a ordena\u00e7\u00e3o de dois di\u00e1conos. O ano pastoral de 2004\/2005 esteve polarizado na contempla\u00e7\u00e3o, no aprofundamento e na viv\u00eancia do mist\u00e9rio da \u201cEucaristia, cora\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d, tema e t\u00edtulo da minha primeira carta pastoral. N\u00e3o posso deixar de lembrar a s\u00e9rie de iniciativas que se empreenderam a n\u00edvel dos arciprestados &#8211; entre elas o despertar da alegria da adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica &#8211; e, de modo particular, o entusiasmo que despertou nos encontros em que participei com os catequistas, os adolescentes e os jovens. Das mais variadas formas, com o aux\u00edlio dos modernos audiovisuais, eles conseguiram captar e exprimir a beleza do mist\u00e9rio eucar\u00edstico nas suas diversas dimens\u00f5es. A via da beleza torna-se, hoje, privilegiada para descobrir a beleza da f\u00e9. Isso mesmo me levou a oferecer \u00e0 diocese uma publica\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo: \u201cEucaristia e Beleza de Deus\u201d. Tamb\u00e9m durante este ano fomos convidados a contemplar esta beleza de Deus que resplandece na santidade das criaturas, atrav\u00e9s do an\u00fancio da beatifica\u00e7\u00e3o de Madre Rita de Jesus. Pela primeira vez, na hist\u00f3ria da nossa diocese, teremos a alegria de participar na beatifica\u00e7\u00e3o duma filha da nossa terra, na nossa catedral, no dia 28 de Maio de 2006. Na manh\u00e3 do dia do encerramento do Ano Eucar\u00edstico celebr\u00e1mos tamb\u00e9m uma Assembleia Diocesana para lan\u00e7ar o plano pastoral para o ano 2005\/2006 com o t\u00edtulo \u201cMinist\u00e9rios e voca\u00e7\u00f5es na Igreja\u201d e o lema \u201cServidores da Alegria do Evangelho\u201d. Como escrevi na carta pastoral, \u201cMinist\u00e9rios e voca\u00e7\u00f5es s\u00e3o dois aspectos intimamente ligados para refazer o tecido da comunidade crist\u00e3, prover \u00e0s suas necessidades, renovar as suas energias, a vitalidade da sua f\u00e9 e o dinamismo da miss\u00e3o\u201d. Neste sentido demos inicio \u00e0 Escola Diocesana de Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 (EDEC) a funcionar j\u00e1 a n\u00edvel diocesano, em Viseu, como laborat\u00f3rio de experi\u00eancia para depois se estender aos arciprestados e \u00e0s zonas pastorais. Por fim, quero recordar o in\u00edcio das Visitas Pastorais, sinal da presen\u00e7a do Senhor que visita o seu povo na paz. S\u00e3o feitas por arciprestados dentro da mesma zona pastoral, para fomentar uma pastoral integrada e a vida de comunh\u00e3o entre as par\u00f3quias e entre os p\u00e1rocos. \u00c0 semelhan\u00e7a dos ap\u00f3stolos que como Pedro iam fazer visita as todas as comunidades (cf. Act. 9,32), tamb\u00e9m o bispo se faz peregrino em visita ao santu\u00e1rio vivo que \u00e9 o povo de Deus: para conhecer de perto, in loco, a vida das comunidades, as suas alegrias e os seus sofrimentos, as suas esperan\u00e7as e dificuldades; para confirmar e consolidar a vitalidade da Igreja na fidelidade \u00e0 Palavra e \u00e0 Eucaristia e no servi\u00e7o da verdade e da caridade; para dizer a todos que Deus os ama, que a Igreja os ama, e tamb\u00e9m para receber o encorajamento da sua f\u00e9 e da sua bondade. A vista pastoral \u00e9 tamb\u00e9m uma ocasi\u00e3o para suscitar nas comunidades uma oportuna criatividade pastoral. No arciprestado de Oliveira de Frades, por exemplo, lan\u00e7amos a iniciativa das Comunidades da Leitura Orante e Fam\u00edliar da B\u00edblia (CLOBS), a lectio divina. Foi surpreendente a ades\u00e3o do povo nas diversas par\u00f3quias. E foi gratificante e mesmo comovente o testemunho das pessoas reconhecendo com alegria que a Palavra de Deus escutada, meditada e partilhada regenera a f\u00e9 e cria comunh\u00e3o de vida. Fizemos mem\u00f3ria dos factos e das datas mais marcantes da vida diocesana com a consci\u00eancia de que muitas outras pequenas e grandes maravilhas da gra\u00e7a aconteceram no cora\u00e7\u00e3o das pessoas e na vida das comunidades e da nossa Igreja viseense, que \u00e9 imposs\u00edvel aqui registar. Por tudo isto cantamos, em coro, ao Senhor \u201cTe Deum laudamus, Te Dominum  confitemur!\u201d N\u00f3s Te louvamos \u00f3 Deus, n\u00f3s Te bendizemos, Senhor!  D. Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Viseu<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegados ao final do ano de 2005, \u00e9 bom, belo e refrescante passar um olhar, em retrospectiva, sobre os acontecimentos que marcaram em profundidade a vida da Igreja, a n\u00edvel universal e diocesano. Fazemo-lo como express\u00e3o de louvor e de mem\u00f3ria. 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