{"id":157248,"date":"2019-12-17T17:38:00","date_gmt":"2019-12-17T17:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=157248"},"modified":"2019-12-17T17:38:00","modified_gmt":"2019-12-17T17:38:00","slug":"a-cruz-escondida-81","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-81\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>O sonho da vida do Padre Piotr estava a 9.940 km de dist\u00e2ncia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-157251\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ACN-20190911-91540-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/h3>\n<h3>Tudo por Deus<\/h3>\n<p>Nasceu na Pol\u00f3nia, na aldeia de Lubowo, perto de Gniezno. Desde pequeno queria ser padre. Na verdade, sonhava em ser mission\u00e1rio. Teve de esperar muitos anos at\u00e9 ao dia em que foi enviado para a Amaz\u00f3nia brasileira. Hoje, trabalha com as fam\u00edlias que vivem ao longo do rio em plena selva. Todos os dias enfrenta perigos e dificuldades. Nada disso, por\u00e9m, o intimida. \u201cSou uma pessoa feliz\u201d\u2026<\/p>\n<p>Piotr Shewior queria ser padre para ser mission\u00e1rio mas teve de esperar muitos anos at\u00e9 esse dia chegar. A m\u00e3e ajudou-se desde sempre. Tomou a s\u00e9rio as suas palavras e encaminhou-o para o semin\u00e1rio e acompanhou-o pelos anos fora at\u00e9 ao dia da ordena\u00e7\u00e3o. Mandaram-no para Roma, para completar os estudos, deram-lhe depois a responsabilidade de algumas par\u00f3quias na Pol\u00f3nia, mas Piotr via tudo isso como provis\u00f3rio, como uma passagem para uma miss\u00e3o num pa\u00eds distante. Deixou, at\u00e9, o seu nome e contacto numa comunidade religiosa sempre com a secreta esperan\u00e7a de que um dia seria chamado para servir a Igreja como mission\u00e1rio. \u201cEstava dispon\u00edvel para ir para onde me mandassem, fosse na \u00c1sia, em \u00c1frica ou na Am\u00e9rica Latina.\u201d Os desejos foram escutados e um dia o Padre Piotr recebeu uma carta. Era um convite para ingressar numa miss\u00e3o no Brasil. Disse logo que sim. \u201cFui enviado para a cidade de Tefe, situada no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f3nia\u201d. Os primeiros tempos foram de surpresa e de ambienta\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o conhecia ningu\u00e9m mas tinha a certeza de que o Deus que me chamou na Pol\u00f3nia era o mesmo Deus que me tinha recebido no Brasil\u2026\u201d Ser mission\u00e1rio significa estar sempre aberto \u00e0 experi\u00eancia, estar sempre dispon\u00edvel para os outros. Muitas vezes significa ter de aprender outra l\u00edngua, descobrir outras comidas, adaptar-se a usos e costumes diferentes. A ida para a Amaz\u00f3nia foi um deslumbramento. \u201cOs povos ind\u00edgenas t\u00eam muita f\u00e9. Ningu\u00e9m duvida na exist\u00eancia de Deus ao ver o mundo t\u00e3o bonito que os circunda.\u201d O Padre Piotr \u00e9 respons\u00e1vel por 35 comunidades espalhadas ao longo do rio. \u00c9 um trabalho imenso, mas n\u00e3o se queixa. Pelo contr\u00e1rio. \u201cO facto de estar a trabalhar no cora\u00e7\u00e3o da selva deixa-me feliz. Sou uma pessoa feliz.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>A grande estrada<\/strong><\/h3>\n<p>Durante pelo menos tr\u00eas vezes ao ano o padre polaco vive no cora\u00e7\u00e3o da selva, no meio do rio, no barco que foi doado \u00e0 par\u00f3quia pela Funda\u00e7\u00e3o AIS. O rio \u00e9, por ali, a grande estrada. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada, apenas n\u00f3s e a selva\u2026 s\u00f3 conseguimos viajar pelo rio. Duas a tr\u00eas vezes por ano vamos de barco visitar as 35 comunidades situadas ao longo das margens.\u201d S\u00e3o apenas pequenos lugares com meia d\u00fazia de fam\u00edlias que vivem na floresta junto \u00e0 margem do rio. S\u00e3o os paroquianos do padre polaco. Desde a cidade de Tefe at\u00e9 \u00e0 comunidade no lugar mais long\u00ednquo s\u00e3o precisas cerca de 20 horas de barco. S\u00f3 o padre tem a preocupa\u00e7\u00e3o de visitar aquelas pessoas esquecidas pelo resto da sociedade. \u201cMais ningu\u00e9m faz isso.\u201d As temperaturas s\u00e3o altas, a humidade \u00e9 por vezes brutal. \u201cSente-se isso no pr\u00f3prio corpo. No princ\u00edpio \u00e9 dif\u00edcil. Troco de camisa v\u00e1rias vezes ao dia. Mas fazemos tudo por Deus. Fazemos qualquer coisa por Deus.\u201d Nem sempre \u00e9 poss\u00edvel viajar pelo rio. \u00c0s vezes \u00e9 mesmo perigoso. H\u00e1 crocodilos e alguns peixes que atacam os seres humanos. Mas n\u00e3o h\u00e1 nada que pague a alegria dos que pressentem a chegada do sacerdote e v\u00eam receb\u00ea-lo nas margens do rio. N\u00e3o h\u00e1 dois dias iguais nesta par\u00f3quia que se estende ao longo do Amazonas. \u201cAt\u00e9 um beb\u00e9 j\u00e1 nasceu aqui no barco\u201d, diz o padre polaco recordando a viagem em que teve de acudir uma mulher em trabalho de parto. \u201c<a href=\"https:\/\/giftsoffaith.acninternational.org\/pt\/apoie-a-evangelizacao-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gra\u00e7as ao barco que a Funda\u00e7\u00e3o AIS nos ofereceu<\/a>, posso chegar at\u00e9 \u00e0queles que precisam tanto da nossa presen\u00e7a. Em todo o mundo h\u00e1 muito homens e mulheres como eu que querem estar perto das pessoas, apesar das dificuldades. Eles precisam da vossa ajuda.\u201d Fazer tudo por Deus era o sonho da vida do padre Piotr. Um sonho que, afinal, estava a 9.940 km de dist\u00e2ncia do lugar onde nasceu.<\/p>\n<p>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_92147\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-dnLCoRZHXU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sonho da vida do Padre Piotr estava a 9.940 km de 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