{"id":15722,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/o-regresso\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"o-regresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-regresso\/","title":{"rendered":"O regresso"},"content":{"rendered":"<p>Para muitos, o Natal tamb\u00e9m \u00e9 a visita breve ao planeta da inf\u00e2ncia, da pequena terra, da casa \u00e0 medida da primeira hist\u00f3ria pessoal e familiar. Esse retorno \u00e9 muito mais que m\u00edtico ou fant\u00e1stico. \u00c9 uma viagem real ao que fomos e somos. Noutra dimens\u00e3o, espa\u00e7o e conviv\u00eancia. Trata-se duma verdadeira fuga ao quotidiano, \u00e0 rotina, ao p\u00e3o ganho com o suor do rosto, aos c\u00e1lculos minuciosos na gest\u00e3o dos dias e das horas, do que se tem e do que falta. \u00c9 uma verdadeira viagem ao para\u00edso perdido por raz\u00f5es aparentemente \u00f3bvias mas realmente inexplic\u00e1veis. E, todavia, para os sempre urbanos que \u201cn\u00e3o t\u00eam terra para visitar no Natal\u201d h\u00e1 uma nostalgia \u00edntima que se n\u00e3o sabe explicitar mas que tem a ver com outro espa\u00e7o, \u00fanico porventura, que todo o ser humano precisa para se situar, referir, explicar, personalizar sob o signo do afecto pela terra, pelos sabores, horizontes, pela aproxima\u00e7\u00f5es familiares aos objectos e recantos  por onde a imagina\u00e7\u00e3o nunca deixou de vaguear. A peregrina\u00e7\u00e3o da vida tem a ver com o nosso passado e com o nosso futuro. Nunca teremos suficientemente clarificada  a infinitude de raz\u00f5es que nos situam onde estamos e encorajam na viagem para onde queremos ir. Ficou-nos no cora\u00e7\u00e3o a magia desta semente na caminhada para o infinito mais ou menos definido. Vamos passando por pequenas fontes, sempre convictos de que a sede voltar\u00e1 outra vez, at\u00e9 que um dia sejamos definitivamente saciados. A plenitude como desiderato \u00e9 sempre um propulsor de recria\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o dos nossos pequenos e grandes passos. Tudo isto a qu\u00ea? \u00c0 necessidade de ampliarmos as nossas experi\u00eancias estreitas e breves para um Al\u00e9m que nos atrai irresistivelmente. O mist\u00e9rio do Natal ora vivido veio, com especial vitalidade de s\u00edmbolos e viv\u00eancias aparentemente insignificantes, projectar-nos numa \u00e1rea do infinito de Deus revelado na insignific\u00e2ncia exterior do Seu Filho num pres\u00e9pio. Muitos dos nossos passos foram errantes e sequiosos duma Estrela como a que guiou os Magos at\u00e9 ao local onde Jesus nasceu. Regressamos ao quotidiano com a convic\u00e7\u00e3o interior  de que h\u00e1 horizontes e experi\u00eancias para al\u00e9m do colete de for\u00e7as a que frequentemente nos sujeitamos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para muitos, o Natal tamb\u00e9m \u00e9 a visita breve ao planeta da inf\u00e2ncia, da pequena terra, da casa \u00e0 medida da primeira hist\u00f3ria pessoal e familiar. Esse retorno \u00e9 muito mais que m\u00edtico ou fant\u00e1stico. \u00c9 uma viagem real ao que fomos e somos. Noutra dimens\u00e3o, espa\u00e7o e conviv\u00eancia. 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