{"id":15700,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/alem-mar-celebra-50-anos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"alem-mar-celebra-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/alem-mar-celebra-50-anos\/","title":{"rendered":"\u00abAl\u00e9m-Mar\u00bb celebra 50 anos"},"content":{"rendered":"<p>O balan\u00e7o de Jos\u00e9 Vieira, director da publica\u00e7\u00e3o <!--more--> Com o n\u00famero de Janeiro, a Al\u00e9m-Mar inicia 50 anos de vida. Um passo importante no arco de uma hist\u00f3ria marcada pelas vicissitudes do tempo em que nasceu e tem crescido, acompanhando a evolu\u00e7\u00e3o acelerada que a Miss\u00e3o, a Igreja e o mundo registaram. O primeiro n\u00famero apareceu em Janeiro de 1956. Pequeno \u2013 em tamanho e em p\u00e1ginas \u2013, despretensioso, modesto, trazia apenas uma dezena de artigos. Entretanto, a revista foi crescendo e, a partir de 1963, passou a ter o formato actual. Em Novembro de 1964, chegou a prova de fogo: a Al\u00e9m-Mar foi suspensa por ter furado o embargo noticioso imposto pelo regime de Salazar \u00e0 visita do Papa Paulo VI \u00e0 \u00cdndia \u2013 que tr\u00eas anos antes havia anexado Goa, Dam\u00e3o e Diu \u2013 para participar no Congresso Eucar\u00edstico Internacional de Bombaim. A \u00abRevista dos Mission\u00e1rios Combonianos\u00bb \u2013 como ent\u00e3o se definia em cabe\u00e7alho \u2013 reapareceu em Maio seguinte, depois de muitas tribula\u00e7\u00f5es, agora sujeita ao escrut\u00ednio cens\u00f3rio do \u00abl\u00e1pis azul\u00bb. Uma paragem for\u00e7ada que se revelou providencial. Nesses meses de incerteza e de luta para relan\u00e7ar a revista, passou por um processo de refunda\u00e7\u00e3o, vincando ainda mais o seu car\u00e1cter mission\u00e1rio e o compromisso com a \u00c1frica, a paix\u00e3o que consumiu a vida de S\u00e3o Daniel Comboni.  Tem sido este o rumo que a publica\u00e7\u00e3o tem seguido ao longo de meio s\u00e9culo, e foi este rumo que procur\u00e1mos traduzir na nova imagem gr\u00e1fica \u2013 mais arejada e mais virada para os novos tempos \u2013, mas em que a nossa perspectiva, de hoje e de sempre, aparece claramente expressa na Vis\u00e3o Mission\u00e1ria que, na capa, surge bem ao centro do cabe\u00e7alho. Porque a revista pretende continuar a ser uma janela mission\u00e1ria aberta para o Evangelho, a Igreja e o mundo. E, necessariamente, para as inter-rela\u00e7\u00f5es que existem entre a f\u00e9, os desafios que quotidianamente nos coloca e os reptos que, quando posta em confronto com as guerras, as injusti\u00e7as e as desigualdades, constantemente nos lan\u00e7a. Ao celebrar as bodas de ouro de Al\u00e9m-Mar n\u00e3o pretendemos embandeirar em arco nem viver \u00e0 sombra da reputa\u00e7\u00e3o que a publica\u00e7\u00e3o granjeou no panorama da imprensa mission\u00e1ria, cat\u00f3lica e nacional. Firmamos, isso sim, um compromisso de inteira dedica\u00e7\u00e3o aos leitores, assinantes, benfeitores e amigos. Um contrato que nos obriga a continuar a desenvolver a vertente mission\u00e1ria contempor\u00e2nea, expl\u00edcita e implicitamente, a fomentar o di\u00e1logo entre as p\u00e1ginas do Evangelho e as p\u00e1ginas de uma revista onde n\u00e3o se pode deixar de abordar as lutas por uma globaliza\u00e7\u00e3o mais justa, pela promo\u00e7\u00e3o dos valores da paz e da solidariedade, pelo respeito pelo ambiente e pelos direitos humanos.  O projecto Al\u00e9m-Mar tem 50 anos. E n\u00e3o encontra apenas express\u00e3o nos 544 n\u00fameros publicados. Mas tamb\u00e9m nas pessoas que a ele se dedicaram e dedicam: os seus directores \u2013 alguns j\u00e1 falecidos \u2013, o corpo redactorial \u2013 constitu\u00eddo por mission\u00e1rios e leigos, que se foi renovando e profissionalizando \u2013, os colaboradores e os mission\u00e1rios que, do al\u00e9m-mar mais ou menos distante em que se encontram, partilham connosco as suas pequenas tristezas e as suas sempre grandes alegrias. E, sobretudo, nos leitores \u2013 a que me atreveria a chamar companheiros de jornada \u2013, que nos apoiaram sempre, ora encorajando e aplaudindo, ora criticando e sugerindo.  Estamos todos de parab\u00e9ns. Um bom anivers\u00e1rio \u2013 e um bom ano \u2013 para todos.  <i>Jos\u00e9 Vieira, Director da &#8220;Al\u00e9m-Mar&#8221;<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O balan\u00e7o de Jos\u00e9 Vieira, director da publica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[101,136,148,189,314],"class_list":["post-15700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-africa","tag-combonianos","tag-congresso-eucaristico-internacional","tag-direitos-humanos","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15700\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}