{"id":15695,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/testemunhar-o-evangelho-da-paz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"testemunhar-o-evangelho-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/testemunhar-o-evangelho-da-paz\/","title":{"rendered":"Testemunhar o Evangelho da paz"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Ano Novo do Bispo de Santar\u00e9m <!--more--> As festas da passagem de ano, com os seus ritos e votos de felicidades, manifestam um anseio profundo do cora\u00e7\u00e3o de toda a gente: a esperan\u00e7a num futuro melhor, o anseio de felicidade, o desejo de alegria e de festa Todo o ser humano est\u00e1 orientado para o futuro e tem necessidade de esperan\u00e7a para viver com gosto e com sentido. Viver \u00e9 esperar. A pessoa n\u00e3o pode viver sem esperan\u00e7a, como n\u00e3o pode viver sem amor. A sabedoria crist\u00e3 coloca a esperan\u00e7a e o amor como irm\u00e3s g\u00e9meas da f\u00e9. O que significa que quem tem verdadeiramente f\u00e9 tem sempre raz\u00f5es para esperar e motiva\u00e7\u00f5es para amar. Por isso, a entrada no novo ano n\u00e3o pode reduzir-se aos festejos e aos votos da noite de ano novo. Seria permanecer no ef\u00e9mero e no exterior. H\u00e1 uma dimens\u00e3o mais profunda que aflora, por exemplo, nas an\u00e1lises aos acontecimentos e pessoas marcantes do ano que finda e nas perspectivas que se fazem para o futuro. \u00c9, de facto, a altura de balan\u00e7o e de projec\u00e7\u00e3o. O que significa que queremos aprender com a experi\u00eancia de vida em ordem a construir um futuro melhor. Cada ano \u00e9 uma nova p\u00e1gina que se abre e que desejamos mais rica e mais bela que as anteriores. Este parece ser o significado mais rico da celebra\u00e7\u00e3o do ano novo: Aprender, a partir da experi\u00eancia dos anos que passaram, a construir um futuro melhor. Os anos e os tempos n\u00e3o diferem muito uns dos outros. A promessa de um futuro melhor n\u00e3o nasce do curso dos astros nem da sucess\u00e3o dos meses e dos anos. Claro que existem for\u00e7as da natureza incontrol\u00e1veis como algumas calamidades que nos atacam. Mas s\u00e3o sobretudo as pessoas que, pelos seus actos e decis\u00f5es, determinam o presente e o futuro e marcam a qualidade de vida da sociedade. \u00c9, portanto, a partir da renova\u00e7\u00e3o das pessoas, a come\u00e7ar por cada um de n\u00f3s, que o ano novo e o futuro da sociedade se podem tornar melhores. Nesta ordem de ideias podemos entender o significado da mensagem tradicional do Papa para o primeiro dia do ano, dia mundial da paz. Este ano, Bento XVI oferece-nos uma bela e profunda reflex\u00e3o sobre a verdade da paz. De facto, um passo pr\u00e9vio \u00e9 descobrir o que entendemos por paz. S\u00f3 poderemos construir a paz se a alicer\u00e7armos sobre convic\u00e7\u00f5es comuns acerca da fam\u00edlia humana e da vida: \u201cA paz apresenta-se ent\u00e3o de um modo novo: n\u00e3o como simples aus\u00eancia de guerra, mas como conviv\u00eancia dos diversos cidad\u00e3os numa sociedade governada pela justi\u00e7a, na qual se realiza tamb\u00e9m, na medida do poss\u00edvel, o bem de cada um deles\u201d. A verdade da paz s\u00f3 se alcan\u00e7a, esclarece o Papa, com o esfor\u00e7o de todos, cultivando rela\u00e7\u00f5es sinceras e amistosas, percorrendo caminhos de perd\u00e3o e de reconcilia\u00e7\u00e3o, procurando a transpar\u00eancia e a fidelidade \u00e0 palavra dada. O Papa denuncia, tamb\u00e9m, a mentira, ligada ao drama do pecado, com os seus efeitos devastadores, como o grande impedimento para a realiza\u00e7\u00e3o da paz. Entende por mentira a instrumentaliza\u00e7\u00e3o e deforma\u00e7\u00e3o da verdade ao servi\u00e7o de ideologias cegas e totalit\u00e1rias. Esta \u00e9 a fonte de inspira\u00e7\u00e3o do terrorismo actual como o tinha sido de sistemas pol\u00edticos aberrantes que no s\u00e9culo passado exterminaram milh\u00f5es de seres humanos. Conclus\u00e3o: Para alcan\u00e7armos a paz precisamos de obreiros da paz que percorram os caminhos da justi\u00e7a e da reconcilia\u00e7\u00e3o. O Papa dirige um apelo aos cat\u00f3licos para que intensifiquem em todo o mundo o an\u00fancio e o testemunho do \u201cEvangelho da paz\u201d, proclamando que o reconhecimento da verdade plena de Deus, do homem e da vida \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para a consolida\u00e7\u00e3o da verdade da paz e colaborando, nesse sentido, com outras religi\u00f5es e com todos os homens de boa vontade\u201d.  <I>D. Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santar\u00e9m<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Ano Novo do Bispo de Santar\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[120,165,180,206],"class_list":["post-15695","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-bento-xvi","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-de-santarem","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15695"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15695\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}