{"id":15671,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/evangelizar-atraves-da-arte-sacra\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"evangelizar-atraves-da-arte-sacra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evangelizar-atraves-da-arte-sacra\/","title":{"rendered":"Evangelizar atrav\u00e9s da arte sacra"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA Inven\u00e7\u00e3o do Mundo   Arte Sacra da Diocese de Beja\u00bb mostra trabalho de excep\u00e7\u00e3o do Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja. A Ag\u00eancia ECCLESIA entrevistou o \u00abpai\u00bb deste projecto: Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o <!--more--> Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) \u2013 Como surgiu a ideia da exposi\u00e7\u00e3o \u201cA Inven\u00e7\u00e3o do Mundo \u2013 Arte Sacra da Diocese de Beja\u201d patente ao p\u00fablico no Pa\u00e7o Episcopal de Faro? Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Falc\u00e3o (JAF) \u2013 Esta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a terceira do ciclo das grandes exposi\u00e7\u00f5es da diocese de Beja. \u00c9 o terminar de um ciclo. A primeira exposi\u00e7\u00e3o &#8211; \u00abEntre o C\u00e9u e a Terra\u00bb &#8211; esteve patente ao p\u00fablico em Beja (Convento de S. Francisco) e depois em Lisboa (Pante\u00e3o Nacional). Este evento visava, sobretudo, dar a conhecer as ra\u00edzes do territ\u00f3rio. A segunda \u2013 \u00abAs formas do Esp\u00edrito\u00bb &#8211; esteve em Roma e depois em Lisboa (Galeria de Pintura do Rei D. Luis \u2013 Pal\u00e1cio da Ajuda). Estava mais vocacionada para dar a conhecer a espiritualidade do Baixo Alentejo. A terceira &#8211; inaugurada a 27 de Dezembro e a decorrer at\u00e9 27 de Abril, em Faro \u2013 intitula-se \u00abA Inven\u00e7\u00e3o do Mundo\u00bb e pretende dar a conhecer a est\u00e9tica \u2013 a cultura art\u00edstica da nossa \u00e1rea.   AE \u2013 A cultura do baixo Alentejo? JAF \u2013 Sim mas abrindo refer\u00eancias ao Algarve porque h\u00e1 muitos contactos culturais e religiosos entre as duas regi\u00f5es.    AE \u2013 E nasceu \u00abA inven\u00e7\u00e3o do Mundo\u00bb? JAF \u2013 Esta exposi\u00e7\u00e3o estava gizada h\u00e1 quatro anos e surgiu o convite do Minist\u00e9rio da Cultura para apresentarmos a exposi\u00e7\u00e3o este ano no evento \u00abFaro, Capital Nacional da Cultura\u00bb.   AE \u2013 Teve um \u00abparto\u00bb dif\u00edcil? JAF \u2013 Depois de algumas dificuldades vencidas \u2013 primeiro n\u00e3o existia s\u00edtio \u2013 a diocese do Algarve cedeu o Pa\u00e7o Episcopal para realiza\u00e7\u00e3o desta exposi\u00e7\u00e3o. Depois daquelas ultrapassadas foi poss\u00edvel inaugur\u00e1-la a 27 de Dezembro.  <b>\u00abA inven\u00e7\u00e3o do mundo\u00bb \u00e9 o culminar da trilogia<\/b> AE \u2013 \u00c9 composta por quantas pe\u00e7as? JAF \u2013 Cerca de centena e meia de pe\u00e7as (esculturas, pinturas e obras de arte decorativas) mas algumas delas de grande dimens\u00e3o. Todas as pe\u00e7as patentes ao p\u00fablico resultam do trabalho de invent\u00e1rio que a diocese de Beja tem vindo a realizar e s\u00e3o provenientes de Igrejas, Mosteiros, Conventos e Museus. Foram, propositadamente, restauradas para participarem na exposi\u00e7\u00e3o.   AE \u2013 Esta \u00abinven\u00e7\u00e3o\u00bb tem um itiner\u00e1rio? JAF \u2013 A exposi\u00e7\u00e3o tem como fio condutor uma a reflex\u00e3o est\u00e9tica em torno da realidade da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. O fio condutor \u00e9 o relato b\u00edblico: livro do G\u00e9nesis e a descri\u00e7\u00e3o dos sete dias da cria\u00e7\u00e3o do mundo.  AE \u2013 A \u00abInven\u00e7\u00e3o do Mundo\u00bb \u00e9 o culminar da trilogia? JAF \u2013 A diocese ir\u00e1 realizar mais exposi\u00e7\u00f5es mas este ciclo chegou ao seu t\u00e9rminos. Atingiu o seu objectivo \u2013 contar a hist\u00f3ria, atrav\u00e9s da arte, a presen\u00e7a da Igreja no Baixo Alentejo.  AE \u2013 As obras de arte que est\u00e3o nesta exposi\u00e7\u00e3o viram as luzes da ribalta pela primeira vez ou existem pe\u00e7as repetidas de outras exposi\u00e7\u00f5es? JAF \u2013 H\u00e1 uma pe\u00e7a que esteve no \u00abEntre o C\u00e9u e a Terra\u00bb e outra na \u00abAs formas do Esp\u00edrito\u00bb. As restantes eram desconhecidas do grande p\u00fablico. A concep\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o foi dif\u00edcil porque relatar a \u00abCria\u00e7\u00e3o do Mundo\u00bb e ilustrar a B\u00edblia \u00e9 muito complicado. Temos cerca de 200 mil obras de arte na diocese de Beja mas h\u00e1 cap\u00edtulos onde estamos mais fracos. Esta exposi\u00e7\u00e3o insere-se tamb\u00e9m num trabalho que a diocese tem vindo a fazer: a descoberta da B\u00edblia como um tesouro de espiritualidade e de cultura.   AE \u2013 Uma exposi\u00e7\u00e3o \u00abcondenada\u00bb ao sucesso? JAF \u2013 S\u00f3 o p\u00fablico \u00e9 que dir\u00e1&#8230; Nos dois primeiros dias de funcionamento j\u00e1 foi visitada por centenas de pessoas. No dia 28 de Dezembro tivemos dificuldades em dar resposta a todos os pedidos de compra de bilhetes e recebemos o Secret\u00e1rio Geral da UNESCO.  <b>Exposi\u00e7\u00e3o \u00abcondenada\u00bb ao sucesso<\/b> AE \u2013 Qual a receita para este sucesso? JAF \u2013 Em primeiro lugar, \u00e9 a beleza e a mensagem profunda que a arte sacra continua a transmitir \u00e0s pessoas. Estas, independentemente de serem crentes ou n\u00e3o, acabam por n\u00e3o ficar insens\u00edveis a esta espiritualidade. Todas as pessoas s\u00e3o un\u00e2nimes em reconhecer que as exposi\u00e7\u00f5es que a diocese tem feito t\u00eam pe\u00e7as que agradam aos sentidos e, particularmente, ao olhar. Em segundo lugar, temos feito um esfor\u00e7o \u2013 cient\u00edfico e t\u00e9cnico \u2013 para que as exposi\u00e7\u00f5es tenham o n\u00edvel adequado na apresenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m destes dois argumentos, a diocese de Beja criou um p\u00fablico fiel que acompanha, com muito interesse, as exposi\u00e7\u00f5es feitas. Hoje, o Alentejo \u00e9 uma regi\u00e3o que interessa muito porque tem semente e uma personalidade pr\u00f3pria.   AE \u2013 A exposi\u00e7\u00e3o \u00abA Inven\u00e7\u00e3o do Mundo\u00bb surge no final da iniciativa \u2013 Faro, Capital Nacional da Cultura 2005. O \u00abmelhor vinho\u00bb foi servido no encerramento? JAF \u2013 A sess\u00e3o de encerramento foi na exposi\u00e7\u00e3o onde esteve o Secret\u00e1rio de Estado da Cultura. A organiza\u00e7\u00e3o quis escolher este evento para fechar mas as dificuldades iniciais \u2013 realiza\u00e7\u00e3o de obras no Pa\u00e7o Episcopal \u2013 atrasaram tamb\u00e9m a inaugura\u00e7\u00e3o.   AE \u2013 A diocese de Beja \u00e9 pioneira nestas realiza\u00e7\u00f5es art\u00edsticas?  JAF \u2013 \u00c9 um instrumento de contacto com o grande p\u00fablico e de evangeliza\u00e7\u00e3o mas esta iniciativa \u00e9 o resultado do trabalho de duas dioceses. Embora as pe\u00e7as sejam da diocese de Beja, o Algarve teve um papel decisivo (realizou as obras, colaborou na organiza\u00e7\u00e3o e abriu-nos as portas). Um bom exemplo de colabora\u00e7\u00e3o entre duas dioceses.  AE \u2013 Exposi\u00e7\u00f5es evangelizadoras? JAF \u2013 Este trabalho tem um fio de valoriza\u00e7\u00e3o das nossas ra\u00edzes culturais e espirituais mas procuramos n\u00e3o esquecer as duas outras religi\u00f5es \u2013 Juda\u00edsmo e Islamismo \u2013 que nos marcaram. Ali\u00e1s, apresentamos uma pe\u00e7a &#8211; o ex-libris desta exposi\u00e7\u00e3o \u2013, um pano de parede de uma mesquita, fabricada na Turquia Otomana, no s\u00e9culo XVI \u2013 XVII. Estava em muito mau estado, a servir de sud\u00e1rio a uma imagem do Senhor Morto, na Igreja de Baleiz\u00e3o. Esta pe\u00e7a \u00e9, um pouco, o emblema do nosso trabalho.   AE \u2013 Uma \u00abInven\u00e7\u00e3o do Mundo\u00bb Inter-Religiosa? JAF \u2013 Procura abrir esta perspectiva mas assumimo-nos como exposi\u00e7\u00e3o de arte crist\u00e3.   <b>A inventaria\u00e7\u00e3o \u00e9 um trabalho moroso<\/b> AE \u2013 O que falta \u00e0s outras dioceses para mostrar as suas obras de arte sacra? JAF \u2013 A parte de invent\u00e1rio ainda est\u00e1 atrasada. Uma defici\u00eancia nacional muito profunda. A responsabilidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da Igreja. Envolve tamb\u00e9m as entidades do Estado. Neste campo existe tamb\u00e9m a dificuldade de criar sinergias.    AE \u2013 A diocese de Beja j\u00e1 inventariou todo o seu patrim\u00f3nio de arte sacra? JAF \u2013 Estamos a chegar \u00e0 parte final mas temos tido surpresas. Aparecem sempre pe\u00e7as novas, sobretudo aquelas que n\u00e3o est\u00e3o nas Igrejas (nas m\u00e3os de particulares). Recentemente, fez-se um trabalho muito cuidadoso, no semin\u00e1rio de Beja, de localiza\u00e7\u00e3o de patrim\u00f3nio e encontraram-se algumas dezenas de pe\u00e7as de que ningu\u00e9m conhecia a exist\u00eancia. O Semin\u00e1rio de Beja est\u00e1 a preparar o seu museu, ser\u00e1 inaugurado nos pr\u00f3ximos meses.  O invent\u00e1rio \u00e9 um trabalho moroso, embora nunca esteja conclu\u00eddo, j\u00e1 estamos muito perto do fim. Depois iremos digitaliz\u00e1-lo e coloc\u00e1-lo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das pessoas.  AE \u2013 Mas muitas pe\u00e7as est\u00e3o nas m\u00e3os de particulares que as compraram nos antiqu\u00e1rios? JAF \u2013 Algumas delas foram vendidas ilegitimamente. Pe\u00e7as que foram furtadas em Igrejas. Apesar destes acontecimentos, a nossa diocese tem feito um grande trabalho no sentido de melhorar as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a \u2013 instala\u00e7\u00e3o de sistemas de alarme nas principais Igrejas. Nas zonas mais desertificadas e rurais persistem alguns problemas e estamos sempre angustiados com essa realidade.   <b>O circuito de tr\u00e1fico de obras de arte \u00e9 muito poderoso<\/b> AE \u2013 Como combater o circuito \u00abpoderoso\u00bb de tr\u00e1fico de obras de arte? JAF &#8211;  \u00c9 muito poderoso. Continuamos a assistir a tentativas de assalto a Igrejas para furtar obras de arte. Em 2005, tivemos quatro ou cinco assaltos que nos preocuparam bastante. Felizmente, eram Igrejas onde t\u00ednhamos tomado precau\u00e7\u00f5es.  Com este problema, as dioceses n\u00e3o conseguem lutar isoladas. Os ladr\u00f5es n\u00e3o conhecem as fronteiras das dioceses.  AE \u2013 Na \u00e1rea da seguran\u00e7a, a diocese de Beja tamb\u00e9m est\u00e1 na vanguarda? JAF \u2013 Sim porque o invent\u00e1rio tem ajudado. Por outro lado, tem havido um investimento forte na instala\u00e7\u00e3o de sistemas de alarme.   AE \u2013 Uma percentagem alta? JAF \u2013 Temos cerca de 50 Igrejas protegidas. Cerca de 10% da totalidade das Igrejas.   AE \u2013 O projecto Igreja Segura tem ajudado? JAF \u2013 Ainda n\u00e3o teve repercuss\u00e3o na diocese mas temos esperan\u00e7a que isso venha a acontecer nos pr\u00f3ximos anos.  AE \u2013 Como \u00e9 que um homem nascido em Lisboa se tornou guardi\u00e3o dos templos do Baixo Alentejo? JAF \u2013 Nasci em Lisboa mas vivo no Alentejo desde os primeiros dias. Toda a minha fam\u00edlia \u00e9 alentejana.   AE \u2013 E a sensibilidade para a arte sacra \u00e9 heredit\u00e1ria? JAF \u2013 Eu vivia muito perto da Igreja Paroquial e sempre colaborei nas actividades da minha par\u00f3quia e da Miseric\u00f3rdia. Os meus pais e familiares eram muito ligados \u00e0 Igreja e recordo-me, tinha talvez seis\/sete anos, da minha av\u00f3 me encarregar de reunir fundos, no Natal, para se  conseguir colocar portas novas numa Igreja rural que tinha sido assaltada.  AE \u2013 Influ\u00eancias da Fam\u00edlia? JAF \u2013 Sim. Sim. Depois surgiu o desejo de aprofundar conhecimentos e acabei por formar-me em Hist\u00f3ria da Arte e Arquitectura.   AE \u2013 Depois de formada vai trabalhar para Espanha? JAF \u2013 Trabalhei como conservador de Museus em Espanha e fiz grande parte da minha carreira l\u00e1. Vivi oito anos em Espanha e acompanhei de muito perto actividades nas dioceses espanholas. Em 1984, surgiu o convite, do ent\u00e3o bispo de Beja, para organizar, a partir do zero, o Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja.   <b>Reconhecimento nacional e internacional<\/b> AE \u2013 Partiu do zero mas a meta est\u00e1 \u00e0 vista? JAF \u2013 Este trabalho n\u00e3o tem ca\u00eddo em saco roto e tem sido reconhecido pela diocese.   AE \u2013 E extra diocese? JAF \u2013 Felizmente para n\u00f3s fomos reconhecidos pelo Minist\u00e9rio da Cultura \u2013 atribuiu-nos, em 2004, a medalha de m\u00e9rito cultural \u2013 e, em 2005, ganh\u00e1mos o pr\u00e9mio da Uni\u00e3o Europeia para a Salvaguarda do Patrim\u00f3nio.  AE \u2013 Com o trabalho realizado consegue estancar a sangria populacional da diocese de Beja? JAF \u2013 Come\u00e7amos a ter alguma repercuss\u00e3o no terreno. J\u00e1 temos cinco n\u00facleos museol\u00f3gicos a funcionar (Santiago do Cac\u00e9m, Cuba, Castro Verde, Moura e Beja ) e iremos inaugurar, muito proximamente, mais dois (Sines e o Museu Episcopal de Beja). Assim, ficamos com a rede museol\u00f3gica da diocese completa. Cada museu tem tr\u00eas ou quatro colaboradores mas \u00e9 um nicho que n\u00e3o existia. Capta gente nova e encontraram aqui a maneira de n\u00e3o sair da sua terra. Na conserva\u00e7\u00e3o e Restauro damos trabalho a restauradores da nossa regi\u00e3o.  AE \u2013 Com estas experi\u00eancias positivas, as dioceses portuguesas n\u00e3o recorrem aos vossos servi\u00e7os? JAF \u2013 Temos colaborado, de forma mais directa, com as dioceses do Algarve e de \u00c9vora. Colaboramos tamb\u00e9m com a Confer\u00eancia Episcopal e com o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja. No futuro haver\u00e1 outras formas de colabora\u00e7\u00e3o que poder\u00e3o ser articuladas, especialmente com a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Museus da Igreja Cat\u00f3lica.  <b>Apostar no acolhimento nas igrejas<\/b> AE \u2013 Que tipos de colabora\u00e7\u00e3o? JAF \u2013 Atrav\u00e9s de mecanismos de forma\u00e7\u00e3o em comum. Todos os anos fazemos uma ac\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o. Come\u00e7amos com os padres da nossa diocese e, neste momento, estamos a investir nas comiss\u00f5es fabriqueiras. Sentimos que era necess\u00e1rio fazer isto a n\u00edvel nacional. Existe tamb\u00e9m um sector que necessita do nosso investimento: acolhimento nas igrejas. Por todo o pa\u00eds temos igrejas abertas ao p\u00fablico mas, muitas vezes, o acolhimento falha. Olha-se para o p\u00fablico apenas como aquele que coloca a esmola na caixa mas esquece-se que esta \u00e9 uma magn\u00edfica ocasi\u00e3o para o contactar.   AE \u2013 Evangelizar atrav\u00e9s da arte&#8230; JAF \u2013 Estou muito empenhado para que possa existir um trabalho nacional e acredito que a Associa\u00e7\u00e3o de Museus da Igreja Cat\u00f3lica poder\u00e1 ter a\u00ed um papel decisivo.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA Inven\u00e7\u00e3o do Mundo Arte Sacra da Diocese de Beja\u00bb mostra trabalho de excep\u00e7\u00e3o do Departamento do Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico da Diocese de Beja. 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