{"id":15656,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/taize-historia-de-sucesso-2\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"taize-historia-de-sucesso-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/taize-historia-de-sucesso-2\/","title":{"rendered":"Taiz\u00e9, hist\u00f3ria de sucesso"},"content":{"rendered":"<p>Em Taiz\u00e9, no Sul da Borgonha, Fran\u00e7a, encontra-se a comunidade ecum\u00e9nica internacional fundada em 1940 pelo irm\u00e3o Roger. Actualmente, a comunidade tem cerca de uma centena de irm\u00e3os, cat\u00f3licos e de diversas origens evang\u00e9licas, vindos de mais de vinte e cinco pa\u00edses, entre os quais Portugal. Ao fundar a Comunidade, o irm\u00e3o Roger desejou que ela se tornasse \u201cpar\u00e1bola de comunh\u00e3o\u201d, abrindo caminhos de confian\u00e7a e de reconcilia\u00e7\u00e3o entre os crist\u00e3os e na fam\u00edlia humana. Hoje, Taiz\u00e9 \u00e9 uma refer\u00eancia obrigat\u00f3ria neste \u00e2mbito, num caminho que quer seguir mesmo ap\u00f3s o assassinato do seu fundador, em Agosto passado. Desde o fim dos anos 1950, milhares de jovens come\u00e7aram a vir a Taiz\u00e9 para participarem nos encontros de ora\u00e7\u00e3o e de reflex\u00e3o que t\u00eam lugar semana ap\u00f3s semana. O Pe. Ant\u00f3nio Rego, director do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da CEP, falava de Roger Shutz num editorial da Ag\u00eancia ECCLESIA como um dos profetas que, no rescaldo da II Guerra Mundial, \u201ctestemunharam a inutilidade dos despojos do homem dilacerado pela guerra e pela divis\u00e3o\u201d.  Os irm\u00e3os de Taiz\u00e9 efectuam tamb\u00e9m visitas e animam na \u00c1frica, na Am\u00e9rica do Sul e do Norte, na \u00c1sia e na Europa, pequenos e grandes encontros que fazem parte de uma \u201cperegrina\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a na terra\u201d. Como etapa dessa peregrina\u00e7\u00e3o, no final de cada ano, um encontro europeu re\u00fane dezenas de milhares de jovens numa grande cidade. Amanh\u00e3, \u00e9 a vez de Lisboa.  <B>Das origens at\u00e9 hoje<\/b> Tudo come\u00e7ou em 1940, quando o irm\u00e3o Roger, com 25 anos de idade, deixou o seu pa\u00eds de origem, a Su\u00ed\u00e7a, para ir viver em Fran\u00e7a, pa\u00eds de sua m\u00e3e. Quando era mais novo, tinha estado imobilizado durante v\u00e1rios anos devido a uma tuberculose pulmonar. Durante esta longa doen\u00e7a, tinha amadurecido em si o chamamento para criar uma comunidade onde a simplicidade e a bondade do cora\u00e7\u00e3o seriam vividas como realidades essenciais do Evangelho. No momento em que come\u00e7ou a II Guerra mundial, teve a certeza de que, tal como a sua av\u00f3 tinha feito durante a Primeira Guerra mundial, deveria vir imediatamente em ajuda daqueles que atravessavam a dura prova\u00e7\u00e3o da guerra. A pequena aldeia de Taiz\u00e9, onde se fixou, ficava muito pr\u00f3xima da linha de demarca\u00e7\u00e3o que cortava a Fran\u00e7a em duas partes: estava bem situado para acolher refugiados fugidos da guerra. Amigos de Lyon ficaram reconhecidos por poderem indicar a aldeia de Taiz\u00e9 aos que tinham necessidade de ref\u00fagio. Em Taiz\u00e9, por um m\u00f3dico pre\u00e7o, o irm\u00e3o Roger tinha comprado uma casa, abandonada desde \u00e0 muitos anos, com as suas depend\u00eancias. Pediu a uma das suas irm\u00e3s, Genevi\u00e8ve, para vir ajudar no acolhimento. Entre os refugiados a quem deram abrigo, havia tamb\u00e9m judeus. Os meios materiais eram pobres. Sem \u00e1gua corrente, iam buscar \u00e1gua pot\u00e1vel ao po\u00e7o da aldeia. A comida era modesta, em particular as sopas feitas com farinha de trigo comprada num moinho vizinho a baixo pre\u00e7o. Por respeito para com aqueles que acolhiam, o irm\u00e3o Roger rezava sozinho. Frequentemente ia cantar para longe de casa, no bosque. Para que alguns dos refugiados, judeus ou agn\u00f3sticos, n\u00e3o ficassem constrangidos, Genevi\u00e8ve explicava a todos que era melhor que, quem quisesse, rezasse sozinho no seu quarto. Os pais do irm\u00e3o Roger, sabendo que o seu filho e a irm\u00e3 se estavam a expor, pediram a um amigo da fam\u00edlia, um oficial franc\u00eas reformado, para olhar por eles, o que ele fez com dilig\u00eancia. No Outono de 1942, ele avisou-os de que tinham sido descobertos e de que todos deveriam partir sem demora. O irm\u00e3o Roger p\u00f4de voltar em 1944: nessa altura, n\u00e3o voltou sozinho; alguns irm\u00e3o tinha-se entretanto reunido a ele e, em conjunto, tinham come\u00e7ado uma vida comum que continuou assim em Taiz\u00e9. Ainda nos anos 50, alguns irm\u00e3os foram viver para lugares desfavor\u00e1veis do mundo, para serem a\u00ed testemunhas de paz, para estarem ao lado dos que sofrem. Hoje, em pequenas fraternidades, os irm\u00e3os vivem em bairros degradados na \u00c1sia, na \u00c1frica, na Am\u00e9rica latina. Procuram partilhar as condi\u00e7\u00f5es de vida dos que os rodeiam, esfor\u00e7ando-se por serem uma presen\u00e7a de amor junto dos mais pobres, dos meninos de rua, dos prisioneiros, dos moribundos, dos que est\u00e3o interiormente feridos por rupturas afectivas ou pelo abandono. Atrav\u00e9s dos anos, o n\u00famero de visitantes que vem a Taiz\u00e9 continuou a crescer. Desde o final dos anos 50, come\u00e7aram a chegar jovens em n\u00famero cada vez maior. Em 1966, as irm\u00e3s de Santo Andr\u00e9, uma comunidade cat\u00f3lica internacional fundada h\u00e1 mais de sete s\u00e9culos, vieram habitar para a aldeia vizinha e come\u00e7aram a assumir uma parte das tarefas de acolhimento. Muito mais tarde, algumas irm\u00e3s ursulinas polacas vieram tamb\u00e9m ajudar no acolhimento dos jovens. A partir de 1962, irm\u00e3os e jovens, enviados por Taiz\u00e9, n\u00e3o cessaram de ir, na maior discri\u00e7\u00e3o, aos pa\u00edses da Europa de Leste, para estarem pr\u00f3ximos dos que estavam presos dentro das suas pr\u00f3prias fronteiras. Agora que os muros ca\u00edram e que as viagens se tornaram mais f\u00e1ceis entre a Europa de Leste e a Ocidental, os contactos com os crist\u00e3os do Oriente, que tinham sido sempre importantes, cresceram significativamente. Alguns dirigentes da Igreja v\u00eam igualmente a Taiz\u00e9. A comunidade acolheu assim o Papa Jo\u00e3o Paulo II, tr\u00eas Bispos de Cantu\u00e1ria, Metropolitas ortodoxos, os catorze Bispos luteranos da Su\u00e9cia e numerosos Pastores do mundo inteiro. <i>Fonte: www.taize.fr<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Taiz\u00e9, no Sul da Borgonha, Fran\u00e7a, encontra-se a comunidade ecum\u00e9nica internacional fundada em 1940 pelo irm\u00e3o Roger. Actualmente, a comunidade tem cerca de uma centena de irm\u00e3os, cat\u00f3licos e de diversas origens evang\u00e9licas, vindos de mais de vinte e cinco pa\u00edses, entre os quais Portugal. 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