{"id":15647,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/etica-ao-servico-da-competitividade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"etica-ao-servico-da-competitividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/etica-ao-servico-da-competitividade\/","title":{"rendered":"\u00c9tica ao servi\u00e7o da competitividade"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Roquette tra\u00e7a um breve balan\u00e7o do projecto de C\u00f3digo de \u00c9tica da ACEGE <!--more--> Mentiria se dissesse que esperava uma t\u00e3o grande receptividade e uma t\u00e3o pronta ades\u00e3o ao C\u00f3digo de \u00c9tica dos Empres\u00e1rios e Gestores que em boa hora a ACEGE promoveu junto da comunidade empresarial portuguesa.  De facto, centenas de empres\u00e1rios e gestores assumiram j\u00e1, de forma totalmente volunt\u00e1ria, o compromisso p\u00fablico de respeitar os princ\u00edpios orientadores enunciados no C\u00f3digo, abrindo assim a reconfortante perspectiva de as nossas empresas verem melhorada a qualidade do seu quotidiano, com reflexos positivos evidentes no seu relacionamento com a comunidade envolvente.  Como coordenador do trabalho que conduziu \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o deste C\u00f3digo, sinto-me desde j\u00e1 amplamente recompensado pelo movimento de ades\u00e3o espont\u00e2nea que o projecto mereceu, na certeza de que os principais interessados e beneficiados ser\u00e3o os empres\u00e1rios portugueses, cuja imagem \u00e9 tantas vezes apresentada de forma injustamente distorcida, nomeadamente atrav\u00e9s de uma generaliza\u00e7\u00e3o de aspectos negativos que a realidade n\u00e3o confirma. Mas, afinal, o que \u00e9 este C\u00f3digo de \u00c9tica e qual a sua import\u00e2ncia no contexto actual do mundo dos neg\u00f3cios? Em termos muito simples, direi que o C\u00f3digo \u00e9 um conjunto formador de princ\u00edpios que deve estimular cada empres\u00e1rio e cada organiza\u00e7\u00e3o a criar o seu pr\u00f3prio c\u00f3digo de \u00e9tica, aquele que melhor se adapte \u00e0s suas especificidades, na certeza de que a \u00e9tica empresarial significa confrontar, permanentemente, a procura de uma maior rentabilidade com a defesa intransigente do Homem.  Estamos pois perante um conjunto de normas de conduta que t\u00eam o Homem e a Empresa como principais pilares, tentando orientar a resposta dos decisores perante as v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de conflitos de interesses que o quotidiano empresarial coloca e que implicam op\u00e7\u00f5es complicadas nos mais diversos planos, incluindo o moral e o \u00e9tico.  O C\u00f3digo surgiu, assim, do desenvolvimento de um movimento transnacional com crescente pujan\u00e7a que visa aprofundar a \u00e9tica empresarial como \u00e9tica aplicada, procurando encontrar resposta para um novo conjunto de quest\u00f5es que a economia global tem vindo a colocar, de forma premente, \u00e0s sociedades modernas.  Este movimento, que come\u00e7ou por um esfor\u00e7o de reflex\u00e3o em torno do conceito de \u00e9tica empresarial, tem vindo a consolidar-se e a evoluir no sentido da busca das melhores solu\u00e7\u00f5es que possam incrementar a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos valores e dos comportamentos fixados. N\u00e3o admira, portanto, que as comunidades empresariais tenham sentido a necessidade de evoluir para f\u00f3rmulas organizativas mais elaboradas, fixando c\u00f3digos de comportamentos e m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o do seu cumprimento. Foi assim que surgiu a primeira compila\u00e7\u00e3o legal sobre governa\u00e7\u00e3o das empresas, o Sarbanes Oxly Act, em vigor nos Estados Unidos desde 2002.  Desde ent\u00e3o multiplicaram-se os documentos e as iniciativas em diferentes latitudes visando conciliar, no dia-a-dia das empresas, poderes e interesses muito diversos, tantas vezes conflituais, sejam do mercado, dos fornecedores, dos colaboradores, das rela\u00e7\u00f5es com o Estado, etc.  O esfor\u00e7o desenvolvido com vista \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o inteligente destes conflitos, no quadro de uma assumida consci\u00eancia da responsabilidade social das empresas, acaba por constituir um dos objectivos principais da \u00e9tica empresarial e um contributo incontorn\u00e1vel, ao contr\u00e1rio daquilo que alguns ser\u00e3o levados a pensar, para um salutar aumento da competitividade das economias e das empresas. Tendo como base o respeito pela Lei e os princ\u00edpios \u00e9ticos universais \u00e9 poss\u00edvel criar uma consci\u00eancia de qualidade nas empresas e envolver todas as pessoas, do gestor de topo ao colaborador mais indiferenciado, na busca da realiza\u00e7\u00e3o profissional e pessoal. Em suma, \u00e9 poss\u00edvel conseguir que as pessoas se envolvam mais no cumprimento de boas pr\u00e1ticas e sejam por isso mais felizes.  Em Portugal, esta caminhada est\u00e1 em marcha. Embora se trate de um desafio dif\u00edcil, at\u00e9 porque se prop\u00f5e algo que sai da rotina, os sinais detect\u00e1veis s\u00e3o positivos e permitem acreditar que ser\u00e1 poss\u00edvel levar as pessoas a compreender que a felicidade s\u00f3 \u00e9 plena se tivermos pessoas felizes \u00e0 nossa volta. Ou seja, que o empres\u00e1rio s\u00f3 se realizar\u00e1 em pleno se a empresa, para al\u00e9m do lucro, atingir o objectivo de servir a comunidade num quadro de desenvolvimento sustent\u00e1vel e de satisfa\u00e7\u00e3o dos interesses dos seus colaboradores, incluindo aqueles que extravasam a \u00e1rea meramente profissional. \u00c9 este o objectivo central do C\u00f3digo de \u00c9tica para Empres\u00e1rios e Gestores da ACEGE, cuja vers\u00e3o final engloba m\u00faltiplos contributos recolhidos ao longo da discuss\u00e3o aberta que se prolongou por muitos meses. Cabe agora a cada um de n\u00f3s assumir as suas responsabilidades, na certeza de que o eventual incumprimento dos compromissos voluntariamente aceites ter\u00e1 pelo menos uma san\u00e7\u00e3o de ordem social. Que \u00e9, muitas vezes, a mais penalizante.   <i>Jos\u00e9 Roquette, Coordenador do projecto de C\u00f3digo de \u00c9tica para Empres\u00e1rios e Gestores<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Roquette tra\u00e7a um breve balan\u00e7o do projecto de C\u00f3digo de \u00c9tica da ACEGE<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[96,191,201],"class_list":["post-15647","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-acege","tag-economia","tag-etica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15647"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15647\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}