{"id":15639,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/adivinhacoes\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"adivinhacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/adivinhacoes\/","title":{"rendered":"Adivinha\u00e7\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<p>Sobre o futuro, tudo se pode dizer. Mas, pergunta-se, como \u00e9 poss\u00edvel que sobre a mesma n\u00e9voa do porvir alguns vejam estrelas a brilhar e outros apenas cometas em fim de carreira, ou at\u00e9 borrascas  em aproxima\u00e7\u00e3o de alta velocidade? Andam os astr\u00f3logos e cartomantes no encal\u00e7o de not\u00edcias tranquilizantes e passes de magia para apaziguar cora\u00e7\u00f5es inquietos. Andam investigadores \u00e0 procura de antiv\u00edrus que travem doen\u00e7as humilhantemente incur\u00e1veis, ou sustenham amea\u00e7as de pandemias que podem abalar os esquemas adquiridos por civiliza\u00e7\u00f5es inteiras. Tentando adiar a morte para os limites do quase imposs\u00edvel.  E continua por encontrar a pedra filosofal que transforme em felicidade de oiro, os metais perec\u00edveis de todas as inquieta\u00e7\u00f5es que, em tempos obscuros ou iluminados, nos amea\u00e7am.   E assim se olha o futuro: como equa\u00e7\u00e3o cega e sem dados, ou como somat\u00f3rio inteligente e sequencial, que vai polvilhando a hist\u00f3ria de factos absurdos ou coerentes, pelo menos na sua leitura imediata ou no poss\u00edvel encaixe das suas m\u00faltiplas pe\u00e7as. Como se a hist\u00f3ria fosse um puzzle feito de acasos com encaixe for\u00e7ado pelos grandes senhores do poder, da economia, ou das modas preponderante de cada \u00e9poca. Assim se foram construindo comp\u00eandios de hist\u00f3ria que, mais do que um aglomerado de factos, se transforma em edif\u00edcio humano onde todos t\u00eam o seu lugar e o seu dinamismo. \u00c9 no todo ultra racional que encaixa o lugar de Deus. Na leitura do tempo em banda larga, na contagem dos s\u00e9culos e mil\u00e9nios por uma outra escala de densidade, pormenor \u00ednfimo, at\u00f3mico, ou por milh\u00f5es de anos luz dum qualquer aster\u00f3ide dum sistema desconhecido tanto pelos amadores de astronomia como pelos s\u00e1bios apetrechados dos mais sofisticados instrumentos de observa\u00e7\u00e3o. Prestar aten\u00e7\u00e3o apenas aos dados sociais, econ\u00f3micos ou t\u00e9cnicos  do mundo \u00e9 um erro. As intui\u00e7\u00f5es dos artistas e a profecia dos crentes \u00e9 mais definitivo que todas as adivinha\u00e7\u00f5es. A f\u00e9, apenas a f\u00e9, consente um sorriso sereno ao olhar da hist\u00f3ria e ao vislumbrar das estrias do futuro. Sem desresponsabilizar o homem pela feitura do passado e pela configura\u00e7\u00e3o do futuro (antes pelo contr\u00e1rio),somente com um olhar benevolamente  emprestado por Deus se pode ler o que aconteceu e intuir o que h\u00e1-de vir. A ci\u00eancia e a f\u00e9 completam-se neste dueto de notas sublimes e algumas desafina\u00e7\u00f5es. A crendice e a adivinha\u00e7\u00e3o apenas complicam as evid\u00eancias e despistam  o peregrino no encal\u00e7o da montanha. <i>Ant\u00f3nio Rego<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobre o futuro, tudo se pode dizer. Mas, pergunta-se, como \u00e9 poss\u00edvel que sobre a mesma n\u00e9voa do porvir alguns vejam estrelas a brilhar e outros apenas cometas em fim de carreira, ou at\u00e9 borrascas em aproxima\u00e7\u00e3o de alta velocidade? 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