{"id":15579,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/prelado-explica-essencia-da-mensagem-do-opus-dei\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"prelado-explica-essencia-da-mensagem-do-opus-dei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/prelado-explica-essencia-da-mensagem-do-opus-dei\/","title":{"rendered":"Prelado explica ess\u00eancia da mensagem do Opus Dei"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista concedida a Marcin Przeciszewski director de KAI (ag\u00eancia cat\u00f3lica polaca), D. Javier Echevarr\u00eda aborda diversas quest\u00f5es como a santidade no mundo, a participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica, a cultura contempor\u00e2nea e o futuro da evangeliza\u00e7\u00e3o  <i>Em que consiste a ess\u00eancia da mensagem do Opus Dei para o mundo e o homem contempor\u00e2neos? <\/i> A mensagem do Opus Dei \u00e9 simplesmente uma express\u00e3o da chamada do amor de Deus a todas as mulheres e homens para viverem a fundo e para difundirem a mensagem crist\u00e3. \u00c9 peculiar a incid\u00eancia na santifica\u00e7\u00e3o do trabalho e nas circunst\u00e2ncias comuns da vida.  Para dizer de forma gr\u00e1fica, S\u00e3o Josemaria Escriv\u00e1 uniu duas considera\u00e7\u00f5es que com frequ\u00eancia se tem tend\u00eancia para focar de modo separado. Por um lado, repetiu que o mundo n\u00e3o \u00e9 uma realidade negativa:\u201dviu que Deus era bom\u201d, diz o livro do G\u00e9nesis. Por outro, que o homem foi colocado no mundo precisamente para trabalhar \u2013 e isto tamb\u00e9m o ensina o G\u00e9nesis.  Como consequ\u00eancia, para cumprir a vontade de Deus, para ser um crist\u00e3o coerente, para ser santo, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio abandonar o mundo: o trabalho e as ocupa\u00e7\u00f5es comuns duma pessoa corrente convertem-se em meio e ocasi\u00e3o para viver, de modo her\u00f3ico, a caridade com Deus e com o pr\u00f3ximo.   <i>Desde o in\u00edcio, o Opus Dei prop\u00f5e o ideal da santidade no quotidiano realizado em cada momento da vida. Como ideal \u00e9 muito bonito, mas como lev\u00e1-lo \u00e0 pr\u00e1tica no meio de tantos problemas que encontramos em cada dia, nesse dia-a-dia que nos distrai com o seu ritmo vertiginoso? <\/i> A primeira condi\u00e7\u00e3o \u00e9 aceitar com brio os problemas e esse ritmo vertiginoso que referiu. Se n\u00e3o nos espantarmos nem desanimarmos perante as dificuldades, j\u00e1 teremos meio caminho andado.  Mas o factor fundamental \u00e9 cultivar a amizade com Jesus Cristo todos os dias, mostrando que o amamos de modo objectivo e subjectivo, n\u00e3o te\u00f3rico. Refiro-me tamb\u00e9m \u00e0 necessidade de dedicar um tempo di\u00e1rio \u00e0 intimidade com Deus: \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na Santa Missa, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 leitura do Evangelho\u2026 N\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o dif\u00edcil: basta tomar a decis\u00e3o e programar, embora possa ser preciso pensar como aproveitar melhor o tempo ou prescindir um pouco da televis\u00e3o.  Jesus Cristo disse-nos: \u201cVinde a mim os que estais sobrecarregados e angustiados, que eu vos aliviarei\u201d. Se permitirmos que Deus entre na nossa vida, os problemas n\u00e3o v\u00e3o desaparecer, mas, partilhados com Ele, poderemos v\u00ea-los doutra maneira, como ocasi\u00e3o de O servir e aos outros. Se abrimos a Deus a porta da nossa conduta, da nossa alma, por ela ter\u00e3o tamb\u00e9m entrada as pessoas que nos rodeiam.  Al\u00e9m do di\u00e1logo com Deus tamb\u00e9m \u00e9 preciso praticar as virtudes humanas. S\u00e3o Josemaria Escriv\u00e1 destacou sempre a import\u00e2ncia das virtudes que tornam grata a conviv\u00eancia: a generosidade, a alegria, o esp\u00edrito de servi\u00e7o, o amor \u00e0 liberdade\u2026   <i>Alguns membros do Opus Dei desempenham fun\u00e7\u00f5es de relevo na vida p\u00fablica: h\u00e1 intelectuais, empres\u00e1rios e pol\u00edticos. Como se pode ser crist\u00e3os na pol\u00edtica \u2013 at\u00e9 ao fim e sem condescend\u00eancias? A pol\u00edtica define-se como a \u201carte do compromisso\u201d. Como \u00e9 que estes aspectos encaixam? <\/i> Em primeiro lugar, julgo que n\u00e3o devemos exagerar: ser coerente com a f\u00e9 pode, \u00e0s vezes, custar, mas n\u00e3o \u00e9 uma trag\u00e9dia. Tamb\u00e9m muitos n\u00e3o crist\u00e3os actuam em consci\u00eancia, com pontos de refer\u00eancia firmes, que consideram inegoci\u00e1veis: se n\u00e3o, seriam pessoas sem princ\u00edpios, o tipo de pessoa em que uma pessoa recta n\u00e3o se pode fiar. Sei de pol\u00edticos n\u00e3o crist\u00e3os que abandonaram uma pasta ministerial por raz\u00f5es de consci\u00eancia, por desacordo com uma decis\u00e3o do seu governo. Se um crist\u00e3o, para defender a sua f\u00e9, se visse moralmente obrigado a chegar a esse ponto, n\u00e3o faria nada de inaudito, embora se trate dum caso excepcional.  A pol\u00edtica, pela sua natureza, implica debate, consenso, procura de acordos. Mas, antes, exige prud\u00eancia, e \u2013 de modo especial \u2013 desejo de servir o bem comum, honradez. Com essa base, o esfor\u00e7o dos pol\u00edticos, tamb\u00e9m dos crist\u00e3os, consiste em trabalhar seriamente, explicar com claridade as suas raz\u00f5es, atender \u00e0 raz\u00e3o ou \u00e0 parte de raz\u00e3o que os outros t\u00eam. Para santificar esse tipo de trabalho \u00e9 preciso faz\u00ea-lo bem feito, sem trapalhice nem enganos, com qualidade e com caridade, rectificando quando haja erros. Para os cat\u00f3licos, as tarefas pol\u00edticas n\u00e3o s\u00e3o uma tarefa inc\u00f3moda, mas um desafio apaixonante. Deixe-me acrescentar que a maior parte dos fi\u00e9is do Opus Dei desempenham profiss\u00f5es correntes na sociedade, embora todos procurem descobrir o brilho que se esconde em todo o trabalho realizado com amor de Deus e desejos de servir o pr\u00f3ximo.   <i>O Opus Dei d\u00e1 um grande valor \u00e0 confiss\u00e3o. Contudo, este sacramento em muitos pa\u00edses e nalgumas igrejas locais est\u00e1 quase a desaparecer. Qual deve ser o papel da confiss\u00e3o na vida de quem quer ser crist\u00e3o? <\/i> O Opus Dei n\u00e3o d\u00e1 \u201cum grande valor\u201d \u00e0 confiss\u00e3o, como se fosse uma novidade da sua mensagem: basta reler o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica para recordar que uma realidade querida por Deus e recomendada Igreja. A Prelatura sente o dever de relembrar aos fi\u00e9is cat\u00f3licos que a possibilidade de dispor deste sacramento \u00e9 um enorme dom de Deus que temos de agradecer, n\u00e3o \u00e9 uma inc\u00f3moda imposi\u00e7\u00e3o; \u00e9 um meio que necessitamos.  Na confiss\u00e3o, Deus perdoa os nossos pecados. a palavra \u201cpecado\u201d talvez soe forte nos nossos dias, mas o conceito est\u00e1 t\u00e3o vigente como o de \u201cconsci\u00eancia\u201d. Na vida de cada um coexistem o bem e o mal, e do mal n\u00e3o teremos de responder apenas diante da justi\u00e7a humana, mas sobretudo diante Deus. A diferen\u00e7a est\u00e1 em que Deus far\u00e1 todo o poss\u00edvel para nos perdoar.  Repito: julgo que a f\u00e9 nos mostra o sacramento da penit\u00eancia como um dom imenso e uma liberta\u00e7\u00e3o; ajuda-nos a ser realistas e a reconhecer as nossas limita\u00e7\u00f5es, sem eufemismos; descobre-nos o amor de Deus que perdoa sempre, porque \u00e9 Pai. Al\u00e9m disso, experimentar a miseric\u00f3rdia convida-nos a praticar sinceramente essa miseric\u00f3rdia com todos.   <i>Como avalia a cultura contempor\u00e2nea? A Igreja sempre manteve o di\u00e1logo com a cultura procurando evangeliz\u00e1-la. Que correntes \u2013 como cat\u00f3licos \u2013 podemos aceitar na cultura contempor\u00e2nea, e quais devemos decididamente repudiar? <\/i> N\u00e3o me parece poss\u00edvel exprimir um ju\u00edzo sobre a cultura contempor\u00e2nea de modo sum\u00e1rio, porque qualquer a aprecia\u00e7\u00e3o necessitaria de muitos matizes. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda parte da sua pergunta, penso que o dilema dos cat\u00f3licos n\u00e3o se encontra na distin\u00e7\u00e3o entre correntes da cultura que podem aceitar e tend\u00eancias que devem repudiar. Ao longo da hist\u00f3ria os cat\u00f3licos foram, antes de mais nada, criadores de cultura: acertaram em exprimir a f\u00e9 em forma de filosofia, a esperan\u00e7a em arte, a caridade em obras de servi\u00e7o. Uma grande responsabilidade do crist\u00e3o, na hora presente, traduz-se em manifestar a sua f\u00e9 com express\u00f5es culturais compreens\u00edveis e atraentes para os seus concidad\u00e3os. Penso que a supera\u00e7\u00e3o do relativismo \u2013 a que se referiu v\u00e1rias vezes Bento XVI &#8211; exige dos cat\u00f3licos, e especificamente dos leigos, uma contribui\u00e7\u00e3o construtiva, e n\u00e3o apenas uma den\u00fancia. Em particular, isto aplica-se ao que poder\u00edamos chamar \u201cculturas profissionais\u201d, que se estendem mais al\u00e9m das fronteiras geogr\u00e1ficas: a cultura pr\u00f3pria da comunidade cient\u00edfica ou jur\u00eddica, a do mundo do cinema ou da moda\u2026 Em todas as culturas profissionais honradas t\u00eam de estar presentes os crist\u00e3os, n\u00e3o tanto para encetar um di\u00e1logo externo, como a partir de fora, mas para oferecer a sua contribui\u00e7\u00e3o desde dentro: realizar investiga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que respeitem a dignidade da pessoa e melhorem a nossa qualidade de vida, propor leis que protejam a fam\u00edlia, etc.  Para diz\u00ea-lo com uma imagem, temos de \u201ctraduzir\u201d o grande l\u00e9xico crist\u00e3o para todas as linguagens profissionais; um l\u00e9xico que tamb\u00e9m resume algumas dos mais importantes conquistas do progresso humano: verdade, liberdade, beleza, caridade.   <i>H\u00e1 uns meses faleceu o irm\u00e3o Roger Schutz de Taiz\u00e9, grande promotor do ecumenismo. Como trabalha o Opus Dei neste campo? Como devemos trabalhar cada um de n\u00f3s, como crist\u00e3os, pela unidade dos crist\u00e3os? <\/i> Quanto \u00e0 ac\u00e7\u00e3o do Opus Dei no campo do ecumenismo, poderia assinalar aspectos muito variados, em fun\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is da Prelatura. Por exemplo, recentemente tive a oportunidade de participar na ordena\u00e7\u00e3o episcopal dum sacerdote da Prelatura em Tallin, onde desenvolve uma intensa actividade ecum\u00e9nica, num clima fraterno, com crist\u00e3os n\u00e3o cat\u00f3licos e tamb\u00e9m com crentes doutras religi\u00f5es.  Mas gostaria de me referir a um aspecto mais institucional, muito querido por S\u00e3o Josemaria: os cooperadores do Opus Dei que n\u00e3o s\u00e3o cat\u00f3licos. Desde que a Santa S\u00e9 concedeu a sua aprova\u00e7\u00e3o, em tempos de Pio XII, milhares de pessoas de todas as confiss\u00f5es cooperam com o trabalho do Opus Dei no mundo inteiro. A colabora\u00e7\u00e3o com a Prelatura representa, como \u00e9 \u00f3bvio, uma rela\u00e7\u00e3o de afecto com a Igreja cat\u00f3lica, supera\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as, proximidade que prepara o caminho da unidade.   <i>Depois da sua visita \u00e0 Pol\u00f3nia, como v\u00ea o nosso pa\u00eds e a Igreja desta terra? Quais os pontos fortes do nosso cristianismo e em que pontos devemos melhorar? <\/i> Penso que a melhor maneira de responder \u00e0s suas perguntas \u00e9 voltar \u00e0s mensagens que Jo\u00e3o Paulo II dirigiu aos polacos, especialmente aos discursos pronunciados nas diferentes viagens.  Tive oportunidade de vir a esta amada terra em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, de conhecer muitos polacos, de saborear a sua hospitalidade. Posso dizer que para mim a hist\u00f3ria da Igreja da Pol\u00f3nia representa um cont\u00ednuo est\u00edmulo. A fortaleza na f\u00e9 e a lealdade ante as dificuldades constituem um ponto de refer\u00eancia. Conforta tamb\u00e9m saber que Deus premeia a fidelidade, como se pode verificar pelo florescimento das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais.  Talvez aqui se encontra um dos desafios do momento presente: as circunst\u00e2ncias mudaram, agora n\u00e3o est\u00e1 em jogo a liberdade; chegou o momento de lutar pelos bens. Sempre \u00e9 tempo de fidelidade.   <i>O Servo de Deus Jo\u00e3o Paulo II animou muitas vezes os cat\u00f3licos polacos para uma \u201ccriativa participa\u00e7\u00e3o no ambiente europeu\u201d. Qual deve ser, na sua opini\u00e3o, o papel do cristianismo da Pol\u00f3nia na evangeliza\u00e7\u00e3o da Europa? Concretamente, como dever\u00edamos realizar a miss\u00e3o da evangeliza\u00e7\u00e3o da Europa? <\/i> Pelo que acabo de dizer, estou convencido de que a Pol\u00f3nia est\u00e1 chamada a representar um papel destacado na nova evangeliza\u00e7\u00e3o da Europa. Em rela\u00e7\u00e3o ao modo de lev\u00e1-lo a cabo, parece-me fundamental que nos demos conta de que nos encontramos, precisamente, diante duma evangeliza\u00e7\u00e3o que \u00e9 nova, como repetia Jo\u00e3o Paulo II, e como assinalou tamb\u00e9m Bento XVI: nova porque, para muitos europeus, o nosso ser\u00e1 o primeiro an\u00fancio que recebem da boa nova do Evangelho; e nova porque temos de transmitir a f\u00e9 com novo vigor, com renovada alegria, com entusiasmo. A Europa n\u00e3o s\u00f3 tem ra\u00edzes crist\u00e3s: acolhe tamb\u00e9m um formoso futuro crist\u00e3o.   <i>O Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II encontrou-se v\u00e1rias vezes com o Opus Dei e valorizou muito positivamente a Obra. Levou aos altares o Fundador. Dentro da riqu\u00edssima heran\u00e7a deste Papa, que aspectos considera especialmente importantes? Como dever\u00edamos desenvolver esta obra que nos deixou? <\/i> Jo\u00e3o Paulo II transmitiu-nos uma heran\u00e7a muito rica. Deixou-nos entre outras coisas, o exemplo da sua valente coer\u00eancia: pode parecer paradoxal, mas penso que foi um Papa popular, porque soube ser \u201cimpopular\u201d quando, em defesa da verdade, lhe correspondeu s\u00ea-lo. Jo\u00e3o Paulo II era consciente de que Cristo salvou todos os homens, e n\u00e3o duvidou em se deslocar ao \u00faltimo recanto do planeta para anunciar o Evangelho. Adiantou-se aos tempos, deu passos de gigante na linha da \u201cmundializa\u00e7\u00e3o\u201d do apostolado. O seu exemplo move-nos a n\u00e3o limitar o nosso af\u00e3 de evangeliza\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa ou \u00e0s fronteiras hist\u00f3ricas do cristianismo, mas a estend\u00ea-lo a todo o mundo com magnanimidade. A sua figura santa evidenciou a perene novidade da mensagem crist\u00e3.  Na realidade, Jo\u00e3o Paulo II legou-nos muitas heran\u00e7as, todas de uma grande riqueza. Assinalei s\u00f3 duas porque nos mostram uma oferta e tamb\u00e9m uma tarefa. Para fazer frutificar a sua heran\u00e7a contamos com outro grande dom seu: o testemunho de esperan\u00e7a. Certamente, a esperan\u00e7a \u00e9 um dom de Deus, mas aviva-se com o exemplo dos santos. E um testemunho her\u00f3ico de esperan\u00e7a foi-nos oferecido dia ap\u00f3s dia, no nosso tempo, por Jo\u00e3o Paulo II.  <i>Gabinete de Informa\u00e7\u00e3o do Opus Dei na Internet<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista concedida a Marcin Przeciszewski director de KAI (ag\u00eancia cat\u00f3lica polaca), D. Javier Echevarr\u00eda aborda diversas quest\u00f5es como a santidade no mundo, a participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica, a cultura contempor\u00e2nea e o futuro da evangeliza\u00e7\u00e3o Em que consiste a ess\u00eancia da mensagem do Opus Dei para o mundo e o homem contempor\u00e2neos? 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