{"id":155270,"date":"2019-11-26T12:14:13","date_gmt":"2019-11-26T12:14:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=155270"},"modified":"2019-11-26T12:14:13","modified_gmt":"2019-11-26T12:14:13","slug":"relacoes-humanas-na-visao-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/relacoes-humanas-na-visao-de-jesus\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00f5es humanas na vis\u00e3o de Jesus"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A vida e os ensinamentos de Jesus de Nazar\u00e9 s\u00e3o o fundamento do cristianismo. Mas Jesus ultrapassou as fronteiras da religi\u00e3o crist\u00e3. Influenciou a cultura ocidental, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos. E marcou a hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p>Quem foi Jesus? O que sabemos chegou at\u00e9 n\u00f3s atrav\u00e9s dos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e Jo\u00e3o, que s\u00e3o narrativas de hist\u00f3ria e de f\u00e9, n\u00e3o relatos factuais. Segundo estas narrativas, ele veio ao mundo anunciar o \u201cReino de Deus\u201d, um reino de justi\u00e7a, fraternidade e paz.<\/p>\n<p>Muitos especialistas no estudo dos evangelhos concordam que um dos aspetos mais fascinantes da pessoa de Jesus est\u00e1 nos seus ensinamentos \u00e9ticos. A sua proposta para a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es humanas saud\u00e1veis desafia-nos a amar o pr\u00f3ximo, mesmo os inimigos, de forma incondicional.<\/p>\n<p>Esta mensagem intemporal e humanizadora serve para qualquer pessoa, crente ou n\u00e3o-crente. \u00c9 uma fonte de sabedoria, que abre horizontes de esperan\u00e7a e transforma as rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Merece reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>1. Amar o pr\u00f3ximo<\/h3>\n<p>Jesus de Nazar\u00e9 tratou dignamente todas as pessoas com quem conviveu, privilegiando pobres, doentes e v\u00edtimas de discrimina\u00e7\u00e3o (por exemplo, pecadores e samaritanos). Como judeu praticante, cumpriu a Lei de Mois\u00e9s, mas libertou-se do legalismo. Em palavras e gestos, colocou o ser humano acima das prescri\u00e7\u00f5es legais e superou a rigidez de algumas tradi\u00e7\u00f5es judaicas. Desse modo, teve conflitos com fariseus e doutores da Lei, que o acusaram de n\u00e3o respeitar o juda\u00edsmo.<\/p>\n<p>Um dia, um doutor da Lei, com inten\u00e7\u00e3o de p\u00f4r Jesus \u00e0 prova, perguntou-lhe qual era o maior mandamento. Ele respondeu:<\/p>\n<p><em>\u00a0\u00ab<\/em><em>Amar\u00e1s o Senhor, teu Deus, com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma e com toda a tua mente.<\/em><em> Este \u00e9 o maior e o primeiro mandamento. O segundo \u00e9 semelhante: Amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas\u00bb<\/em> (Mt 22, 37-40).<\/p>\n<p>Nesta resposta surpreendente, Jesus considerou semelhantes os dois mandamentos, mostrando que a rela\u00e7\u00e3o com Deus \u00e9 insepar\u00e1vel da rela\u00e7\u00e3o com os outros. Ningu\u00e9m pode dizer com verdade que ama a Deus, a quem n\u00e3o v\u00ea, se odiar o pr\u00f3ximo, que vive ao seu lado (cf. 1Jo 4, 20).<\/p>\n<p>Devemos amar o pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos. O amor equilibrado a n\u00f3s mesmos \u00e9 a medida para o amor ao pr\u00f3ximo. E quem \u00e9 o nosso pr\u00f3ximo? O Mestre esclareceu, contando a par\u00e1bola do bom samaritano.<\/p>\n<p><em>\u00abCerto homem descia de Jerusal\u00e9m para Jeric\u00f3 e caiu nas m\u00e3os dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. Por coincid\u00eancia, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao v\u00ea-lo, passou ao largo. Do mesmo modo, tamb\u00e9m um levita passou por aquele lugar e, ao v\u00ea-lo, passou adiante. <\/em><\/p>\n<p><em>Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao p\u00e9 dele e, vendo-o, encheu-se de compaix\u00e3o. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua pr\u00f3pria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois den\u00e1rios, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: \u2018Trata bem dele e o que gastares a mais pagar-to-ei quando voltar\u2019\u00bb<\/em> (Lc 10, 30-35).<\/p>\n<p>A par\u00e1bola ilustra bem a mensagem pedag\u00f3gica de Jesus. Ele criticou a indiferen\u00e7a do sacerdote e do levita, representantes da religi\u00e3o judaica, enquanto enalteceu a compaix\u00e3o do samaritano, membro de um grupo \u00e9tnico marginalizado pelos judeus. S\u00f3 o samaritano \u00e9 que se aproximou (fez-se \u201cpr\u00f3ximo\u201d) e procurou aliviar o sofrimento do homem ferido e abandonado.<\/p>\n<p>Amar o pr\u00f3ximo \u00e9 abrir o cora\u00e7\u00e3o e praticar as obras de miseric\u00f3rdia: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, cuidar dos enfermos, visitar os presos e acolher os estrangeiros (cf. Mt 25, 34-36). O amor ao pr\u00f3ximo \u00e9 um abra\u00e7o a toda a humanidade, sem excluir ningu\u00e9m, mas concretiza-se em pequenos gestos na rela\u00e7\u00e3o com cada ser humano que precisa de compaix\u00e3o e de solidariedade. \u00abBem-aventurados os misericordiosos, porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia\u00bb (Mt 5, 7).<\/p>\n<p>Exigente com os disc\u00edpulos, o Mestre pediu-lhes que dessem testemunho do amor m\u00fatuo: \u00abAmai-vos uns aos outros\u00bb (Jo 13, 34). E, quando eles revelaram ambi\u00e7\u00e3o pelo poder, ensinou-lhes que a verdadeira grandeza de uma pessoa est\u00e1 na humildade de servir o pr\u00f3ximo. O maior \u00e9 o que mais serve. O poder \u00e9 servi\u00e7o (cf. Mt 20, 25-27).<\/p>\n<p>O amor ao pr\u00f3ximo combate a indiferen\u00e7a, o individualismo, a arrog\u00e2ncia, a competi\u00e7\u00e3o destrutiva e o apego aos bens materiais. Amando e servindo os outros, podemos dar sentido \u00e0 nossa vida e construir uma sociedade mais justa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>2. Perdoar as ofensas<\/h3>\n<p>Profundamente humano, Jesus revelou grande preocupa\u00e7\u00e3o com a conviv\u00eancia pac\u00edfica entre as pessoas. Nesse sentido, aconselhou aos seus disc\u00edpulos:<\/p>\n<p><em>\u00abN\u00e3o julgueis e n\u00e3o sereis julgados; n\u00e3o condeneis e n\u00e3o sereis condenados; perdoai e sereis perdoados\u00bb <\/em>(Lc 6, 37).<\/p>\n<p>\u00c9 prudente n\u00e3o fazer julgamentos precipitados. O melhor ser\u00e1 tentar colocar-se no lugar do outro e compreender as raz\u00f5es dos seus comportamentos. Todos os seres humanos s\u00e3o dignos de respeito, ainda que pratiquem a\u00e7\u00f5es reprov\u00e1veis.<\/p>\n<p>O Mestre deu o exemplo. Em vez de julgar e condenar a mulher ad\u00faltera, tratou-a com miseric\u00f3rdia, conforme nos relata o evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Jesus sentou-se e p\u00f4s-se a ensinar. Ent\u00e3o, os doutores da Lei e os fariseus trouxeram-lhe certa mulher apanhada em adult\u00e9rio, colocaram-na no meio e disseram-lhe: <\/em><\/p>\n<p><em>\u00abMestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante adult\u00e9rio. Mois\u00e9s, na Lei, mandou-nos matar \u00e0 pedrada tais mulheres. E tu que dizes?\u00bb <\/em><\/p>\n<p><em>Faziam-lhe esta pergunta para o fazerem cair numa armadilha e terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se para o ch\u00e3o, p\u00f4s-se a escrever com o dedo na terra. Como insistissem em interrog\u00e1-lo, ergueu-se e disse-lhes: <\/em><\/p>\n<p><em>\u00abQuem de v\u00f3s estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra!\u00bb <\/em><\/p>\n<p><em>E, inclinando-se novamente para o ch\u00e3o, continuou a escrever na terra. Ao ouvirem isto, foram saindo um a um, a come\u00e7ar pelos mais velhos, e ficou s\u00f3 Jesus e a mulher que estava no meio deles. Ent\u00e3o, Jesus ergueu-se e perguntou-lhe: <\/em><\/p>\n<p><em>\u00abMulher, onde est\u00e3o eles? Ningu\u00e9m te condenou?\u00bb<br \/>\n<\/em><em>Ela respondeu:<br \/>\n<\/em><em>\u00abNingu\u00e9m, Senhor.\u00bb<br \/>\n<\/em><em>Disse-lhe Jesus:<br \/>\n<\/em><em>\u00abTamb\u00e9m eu n\u00e3o te condeno. Vai e de agora em diante n\u00e3o tornes a pecar\u00bb <\/em>(Jo 8, 2-11).<\/p>\n<p>Nesta hist\u00f3ria, o Mestre enfrentou a intoler\u00e2ncia dos fariseus e dos doutores da Lei, que se comportaram como ju\u00edzes severos, e convidou-os a repensar a sua atitude. Ao mesmo tempo, sentiu compaix\u00e3o por aquela mulher. Reprovou o seu comportamento e pediu-lhe que o corrigisse, mas n\u00e3o a condenou. Salvou-a da pena de morte!<\/p>\n<p>Julgar e condenar s\u00e3o tenta\u00e7\u00f5es permanentes. Igualmente tentador \u00e9 recorrer \u00e0 vingan\u00e7a contra quem nos ofende, sobretudo quando h\u00e1 ofensas graves e o agressor n\u00e3o se arrepende nem pede perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Perante a l\u00f3gica da viol\u00eancia inscrita na antiga lei de tali\u00e3o (&#8220;olho por olho, dente por dente\u201d), Jesus prop\u00f4s uma mudan\u00e7a libertadora. Apontou o caminho do perd\u00e3o, como se pode observar no breve di\u00e1logo com o seu disc\u00edpulo Pedro:<\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe:<br \/>\n<\/em><em>\u00abSenhor, se o meu irm\u00e3o me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? At\u00e9 sete vezes?\u00bb<br \/>\n<\/em><em>Jesus respondeu:<br \/>\n<\/em><em>\u00abN\u00e3o te digo at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete\u00bb<\/em> (Mt 18, 21-22).<\/p>\n<p>A express\u00e3o b\u00edblica \u201csetenta vezes sete\u201d \u00e9 simb\u00f3lica. O desafio \u00e9 amar o outro e perdoar-lhe sem condi\u00e7\u00f5es nem limites. Vezes sem conta. Sempre! Como Jesus fez, durante toda a vida.<\/p>\n<p>Perdoar significa renunciar voluntariamente \u00e0 vingan\u00e7a pessoal contra quem nos magoa. De acordo com a regra de ouro, devemos perdoar aos outros como gostar\u00edamos de ser perdoados (cf. Mt 7, 12). O perd\u00e3o faz-nos bem, na medida em que liberta o nosso cora\u00e7\u00e3o da raiva e do ressentimento. Mas, em caso de viol\u00eancia, a v\u00edtima tem o direito de cortar rela\u00e7\u00f5es com o agressor e o direito de recorrer aos tribunais para repor a justi\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>3. Amar os inimigos<\/h3>\n<p>O Mestre conhecia algumas tradi\u00e7\u00f5es que mandavam amar o pr\u00f3ximo e odiar os inimigos (cf. Mt 5, 43). Rejeitando a cultura do \u00f3dio, prop\u00f4s aos seus disc\u00edpulos uma revolu\u00e7\u00e3o interior, um novo estilo de vida com valores radicalmente diferentes:<\/p>\n<p><em>\u00abAmai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, aben\u00e7oai os que vos amaldi\u00e7oam, rezai pelos que vos caluniam\u00bb <\/em>(Lc 6, 27-28).<\/p>\n<p>N\u00e3o basta amar os amigos. Amar os inimigos, tratar bem quem nos trata mal, \u00e9 uma das caracter\u00edsticas essenciais dos ensinamentos \u00e9ticos de Jesus. O amor aos inimigos n\u00e3o implica gostar de quem nos odeia. Traduz-se em comportamentos de respeito, justi\u00e7a e solidariedade. Responde \u00e0 maldade com bondade. E \u00e9 gratuito.<\/p>\n<p><em>\u00abSe amais os que vos amam, que agradecimento mereceis? Os pecadores tamb\u00e9m amam aqueles que os amam. Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Tamb\u00e9m os pecadores fazem o mesmo. E, se emprestais \u00e0queles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Tamb\u00e9m os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. <\/em><\/p>\n<p><em>V\u00f3s, por\u00e9m, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca\u00bb <\/em>(Lc 6, 32-36).<\/p>\n<p>Tendemos a afastar-nos de quem n\u00e3o agradece nem retribui o bem que lhe fazemos. \u00c9 natural. Mas o Mestre desafiou os seus disc\u00edpulos a amar os outros, incondicionalmente, sem inten\u00e7\u00e3o de receber recompensas.<\/p>\n<p>Amar os outros, mesmo os inimigos, \u00e9 cumprir a regra de ouro. Esta regra, que est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o das mais antigas tradi\u00e7\u00f5es culturais e religiosas da humanidade, apresenta-se com duas formula\u00e7\u00f5es: uma negativa (diz o que evitar) e outra positiva (diz o que fazer). A formula\u00e7\u00e3o negativa vem de Conf\u00facio (551-479 a. C.): \u00abN\u00e3o fa\u00e7as aos outros o que n\u00e3o queres que te fa\u00e7am a ti\u00bb. H\u00e1 mensagens semelhantes no budismo, no hindu\u00edsmo e no juda\u00edsmo. A formula\u00e7\u00e3o positiva, mais exigente, encontra-se nas palavras de Jesus, no Serm\u00e3o da Montanha: \u00abTudo o que quereis que os outros vos fa\u00e7am, fazei-o tamb\u00e9m a eles\u00bb (Mt 7, 12).<\/p>\n<p>O sentido profundo da regra de ouro, princ\u00edpio \u00e9tico universal, \u00e9 tomar a iniciativa de tratar os outros como queremos ser tratados, amar como gostar\u00edamos de ser amados e fazer o bem a quem nos faz mal. Gratuitamente.<\/p>\n<p>O amor incondicional, baseado no respeito pela dignidade humana, funciona como arma poderosa. Pode conquistar a confian\u00e7a dos outros, transformar inimigos em amigos, garantir um n\u00edvel de excel\u00eancia nas rela\u00e7\u00f5es sociais e construir a paz.<\/p>\n<p>Se todas as pessoas, a come\u00e7ar pelos crist\u00e3os, pusessem em pr\u00e1tica os ensinamentos \u00e9ticos de Jesus, o que aconteceria? Certamente, haveria menos injusti\u00e7a, \u00f3dio, viol\u00eancia e guerra. O mundo ganharia uma face mais humana. A nossa vida seria menos inferno e mais c\u00e9u aqui na Terra.<\/p>\n<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro<\/em><br \/>\n<em>Formado em Filosofia e Teologia<\/em><br \/>\nAutor do livro <em>Saber Lidar com as Pessoas<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Estanqueiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":152027,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-155270","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=155270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155270\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=155270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=155270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=155270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}