{"id":15511,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/esperancas-para-os-imigrantes\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"esperancas-para-os-imigrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/esperancas-para-os-imigrantes\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7as para os imigrantes"},"content":{"rendered":"<p>A assinatura do protocolo que visa dar vida ao primeiro centro de acolhimento para imigrantes sem-abrigo em Portugal foi um momento de muitas esperan\u00e7as para os imigrantes no nosso pa\u00eds. A primeira, obviamente, prende-se com a obra em si, que dever\u00e1 abrir dentro de dois meses e vai custar 137 mil Euros \u00e0 Santa Casa da Miseric\u00f3rdia e 95 mil Euros por ano \u00e0 Seguran\u00e7a Social. O centro nasce por iniciativa do Servi\u00e7o Jesu\u00edta aos Refugiados (JRS), para quem esta estrutura era priorit\u00e1ria (ver not\u00edcia relacionada). Na cerim\u00f3nia, o ministro da Presid\u00eancia, Pedro Silva Pereira, afirmou que o objectivo deste espa\u00e7o \u00e9, n\u00e3o s\u00f3 acolher, mas tentar &#8220;num espa\u00e7o de tr\u00eas meses recuperar a situa\u00e7\u00e3o das pessoas e procurar solu\u00e7\u00f5es para a sua vida&#8221;. O ministro esclareceu que este projecto inclui imigrantes ilegais, porque &#8220;s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias graves&#8221; e n\u00e3o podem ser deixados &#8220;entregues \u00e0 sua sorte&#8221;. \u00c0 margem da cerim\u00f3nia, Pedro Silva Pereira adiantou que Portugal s\u00f3 ir\u00e1 ratificar a conven\u00e7\u00e3o da ONU para a protec\u00e7\u00e3o dos direitos dos migrantes e das suas fam\u00edlias em concerta\u00e7\u00e3o com a Uni\u00e3o Europeia. Afirmando que o Governo est\u00e1 a preparar medidas para garantir aos imigrantes em Portugal o \u201cpleno acesso a direitos sociais\u201d como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, o ministro destacou, contudo, que ainda h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es que \u00e9 preciso resolver. \u201cA imigra\u00e7\u00e3o tem uma lacuna muito grande na situa\u00e7\u00e3o familiar\u201d, reconheceu Pedro Silva Pereira, referindo dois casos problem\u00e1ticos em Portugal e que, segundo garantiu, o Governo est\u00e1 a resolver: o acesso ao abono de fam\u00edlia e o reagrupamento familiar.  V\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es religiosas e civis assinalaram o Dia Internacional dos Migrantes, a 18 de Dezembro, com um comunicado no qual pedem a protec\u00e7\u00e3o dos direitos dos imigrantes que se encontram em Portugal. O Alto Comissariado para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas (ACIME), a Amnistia Internacional (AI), a Caritas Portuguesa (CP), a Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es (OCPM), a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM) e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para o Trabalho (OIT) aproveitam esta oportunidade para defender a migra\u00e7\u00e3o legal, \u201cdesde logo, pelo que equivale enquanto protec\u00e7\u00e3o do migrante, em todo o processo, desde o pa\u00eds de origem at\u00e9 ao pa\u00eds de acolhimento e eventual regresso\u201d. Em 18 de Dezembro de 1990 a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas adoptou a Conven\u00e7\u00e3o Internacional para a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e as Suas Fam\u00edlias. Em 2000 este dia foi proclamado o Dia Internacional dos Migrantes e desde ent\u00e3o tem constitu\u00eddo uma oportunidade para sensibilizar a comunidade internacional para a necessidade de proteger os direitos dos imigrantes e emigrantes em todo o mundo. Esta Conven\u00e7\u00e3o da ONU, aprovada pela Resolu\u00e7\u00e3o da AG das Na\u00e7\u00f5es Unidas n\u00ba45\/158, contempla posi\u00e7\u00f5es inovadoras e humanistas relativamente aos direitos de todos os migrantes, vem sendo ignorada pelos pa\u00edses mais ricos do hemisf\u00e9rio Norte. Mais de treze anos passaram desde a sua aprova\u00e7\u00e3o na ONU at\u00e9 que mais de vinte pa\u00edses a ratificassem para que entrasse finalmente em vigor a 1 de Julho de 2003. Nesse ano, o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Paulo II apelou aos chefes de Estado para que aderissem \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o. A OCPM e outras institui\u00e7\u00f5es t\u00eam vido a empenhar-se na reclama\u00e7\u00e3o para que Portugal ratifique a Conven\u00e7\u00e3o Internacional. At\u00e9 agora nenhum pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia assinou, nem ratificou esta Conven\u00e7\u00e3o, que refor\u00e7a a defesa dos direitos humanos dos migrantes e suas fam\u00edlias a n\u00edvel internacional.  <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=26608\">\u2022 Imigrantes sem-abrigo v\u00e3o ter centro de acolhimento em Lisboa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A assinatura do protocolo que visa dar vida ao primeiro centro de acolhimento para imigrantes sem-abrigo em Portugal foi um momento de muitas esperan\u00e7as para os imigrantes no nosso pa\u00eds. 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