{"id":15506,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/missas-do-parto-louvam-senhora-do-o\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"missas-do-parto-louvam-senhora-do-o","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missas-do-parto-louvam-senhora-do-o\/","title":{"rendered":"Missas do Parto louvam Senhora do \u00d3"},"content":{"rendered":"<p>Caracter\u00edsticas na tradi\u00e7\u00e3o religiosa madeirense <!--more--> Come\u00e7ou no passado dia 16, e nalguns casos j\u00e1 na quinta-feira, dia 15, a tradi\u00e7\u00e3o madeirense das \u00abMissas do Parto\u00bb. Noutros lugares chamam-lhe as Novenas do Menino Jesus.  N\u00e3o obstante algumas dificuldades caracter\u00edsticas, parecem implantar-se e viver-se cada vez mais na nossa terra, embora, certamente, adaptando-se \u00e0s circunst\u00e2ncias e aos condicionalismos actuais. As Missas do Parto n\u00e3o ter\u00e3o o encanto e o fasc\u00ednio de outrora, quanto \u00e0 sua prepara\u00e7\u00e3o imediata, quanto \u00e0 forma de percorrer, a p\u00e9, longas dist\u00e2ncias de uma ou duas horas, cantando ao som dos instrumentos t\u00edpicos, como o raj\u00e3o, as castanholas e o machete, com o garraf\u00e3o \u00e0s costas, ou a garrafinha no bolso, mas a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Senhora do Parto, ou Senhora do \u00d3, essa permanece e cobra sempre grande entusiasmo e participa\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s.  A hora habitual das Missas do Parto tem sido antes da aurora nascer. Tem um simbolismo excelente, pois considera a Virgem Maria como a Aurora da Reden\u00e7\u00e3o, aquela que vem antes do Sol, que vem fazer sair das trevas da noite para entrar na luz do dia. Ela \u00e9 a aurora que prece o dia, e o seu filho, Jesus, o sol que dela nasce.  Hoje torna-se dif\u00edcil, se n\u00e3o imposs\u00edvel, onde h\u00e1 um p\u00e1roco para tr\u00eas par\u00f3quias, cumprir rigorosamente este hor\u00e1rio, pelo que em algumas Missas do Parto, o sol j\u00e1 ter\u00e1 entrado na igreja, ou, noutro caso, a noite incipiente tamb\u00e9m a acompanhar\u00e1.  Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 dist\u00e2ncias a percorrer, n\u00e3o se vai em romaria, mas em autom\u00f3vel. Mas nem por isso a devo\u00e7\u00e3o ser\u00e1 menor.  A liturgia recorda o papel da Senhora nesta espera do nascimento do Redentor: \u00c9 a semana das ant\u00edfonas do \u00d3, que fazem classificar a Virgem como a Senhora do \u00d3.  \u00ab\u00d3 sabedoria&#8230; vinde ensinar-nos o caminho da salva\u00e7\u00e3o\u00bb;  \u00ab\u00d3 chefe da Casa de Israel&#8230; vinde resgatar-nos com o poder do vosso bra\u00e7o\u00bb;  \u00ab\u00d3 Rebento da Raiz de Jess\u00e9&#8230; vinde libertar-nos, n\u00e3o tardeis mais\u00bb;  \u00ab\u00d3 Chave da Casa de David&#8230; vinde libertar os que vivem nas trevas e nas sombras da morte\u00bb;  \u00ab\u00d3 Sol nascente, esplendor da luz eterna e sol da justi\u00e7a, vinde iluminar os que vivem nas trevas e na sombra da morte\u00bb;  \u00ab\u00d3 Rei das na\u00e7\u00f5es e Pedra angular da Igreja&#8230;. vinde salvar o homem que formastes do p\u00f3 da terra\u00bb;  \u00ab\u00d3 Emanuel&#8230;. vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus\u00bb.  As Missas do Parto ainda hoje s\u00e3o celebradas a expensas dos s\u00edtios das freguesias ou de v\u00e1rios devotos.  O regresso a casa fazia-se sempre antes da hora do trabalho. Com a primeira Missa do Parto, come\u00e7avam, para os madeirenses, as festas da Quadra do Natal, segundo observa o Padre Pita Ferreira.  Mais do que a tradi\u00e7\u00e3o renovada e vivida, a prepara\u00e7\u00e3o espiritual para o Nascimento do Menino Jesus, do Salvador do Mundo, na poesia do pres\u00e9pio, est\u00e1 subjacente neste fervilhar de pessoas e comunidades durante estes dias que nos separam do Natal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caracter\u00edsticas na tradi\u00e7\u00e3o religiosa madeirense<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[246,267],"class_list":["post-15506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-liturgia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15506"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15506\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}