{"id":15459,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/organizacoes-religiosas-e-civis-pedem-proteccao-dos-direitos-dos-imigrantes-que-se-encontram-em-portugal\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"organizacoes-religiosas-e-civis-pedem-proteccao-dos-direitos-dos-imigrantes-que-se-encontram-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/organizacoes-religiosas-e-civis-pedem-proteccao-dos-direitos-dos-imigrantes-que-se-encontram-em-portugal\/","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00f5es religiosas e civis pedem protec\u00e7\u00e3o dos direitos dos imigrantes que se encontram em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>As migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o hoje um fen\u00f3meno de dimens\u00e3o global, com implica\u00e7\u00f5es cada vez mais importantes nos dom\u00ednios pol\u00edtico, econ\u00f3mico, social, cultural e religioso. Factores como a distribui\u00e7\u00e3o desigual da riqueza, guerra, desemprego, fome e degrada\u00e7\u00e3o ambiental for\u00e7am todos os dias milhares de pessoas a abandonar o seu pa\u00eds de origem em busca de um futuro melhor para si e as suas fam\u00edlias. Este fen\u00f3meno n\u00e3o \u00e9 novo mas tem crescido drasticamente: existem hoje 192 milh\u00f5es de migrantes legais em todo o mundo, dos quais 5 milh\u00f5es s\u00e3o portugueses. O n\u00famero de migrantes em situa\u00e7\u00e3o irregular \u00e9 dif\u00edcil de estimar com precis\u00e3o.  Todos estes indiv\u00edduos s\u00e3o considerados migrantes: os que s\u00e3o for\u00e7ados a deixar o seu pa\u00eds e os que o fazem voluntariamente; os que buscam uma vida melhor e os que apenas procuram uma vida diferente; os que disp\u00f5em de autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia e os que vivem na clandestinidade.  Defendemos a migra\u00e7\u00e3o legal, desde logo, pelo que equivale enquanto protec\u00e7\u00e3o do migrante, em todo o processo, desde o pa\u00eds de origem at\u00e9 ao pa\u00eds de acolhimento e eventual regresso. Os migrantes que arriscam em processos falaciosos de migra\u00e7\u00e3o irregular correm s\u00e9rios riscos de engano, explora\u00e7\u00e3o, sofrimento e at\u00e9, algumas vezes, perigo de vida. Est\u00e3o fora da protec\u00e7\u00e3o legal que lhes seria devida enquanto imigrantes regulares e s\u00e3o alvo f\u00e1cil das redes que abundam neste circuito que representa um dos neg\u00f3cios ilegais mais lucrativos e de baixo risco.  Em qualquer circunst\u00e2ncia, a dignidade da pessoa humana mant\u00e9m-se intoc\u00e1vel e deve ser protegida contra todas as adversidades, o que exige o reconhecimento de um n\u00facleo de direitos essenciais devidos a qualquer Pessoa, independentemente da sua situa\u00e7\u00e3o documental.  Uma tend\u00eancia recente que coloca novos desafios \u00e9 a feminiza\u00e7\u00e3o dos movimentos migrat\u00f3rios. Embora a migra\u00e7\u00e3o tenha um efeito positivo de criar oportunidades de subsist\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres, deixa-as tamb\u00e9m particularmente vulner\u00e1veis a abusos e explora\u00e7\u00e3o para fins laborais ou sexuais.  Em 18 de Dezembro de 1990 a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas adoptou a Conven\u00e7\u00e3o Internacional para a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e as Suas Fam\u00edlias. Em 2000 este dia foi proclamado o Dia Internacional dos Migrantes e desde ent\u00e3o tem constitu\u00eddo uma oportunidade para sensibilizar a comunidade internacional para a necessidade de proteger os direitos dos imigrantes e emigrantes em todo o mundo.  Os desafios colocados pelas migra\u00e7\u00f5es exigem respostas org\u00e2nicas e transversais baseadas na promo\u00e7\u00e3o e protec\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. Tal s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o conjunta dos governos, organiza\u00e7\u00f5es internacionais e organiza\u00e7\u00f5es de apoio da sociedade civil, incluindo as associa\u00e7\u00f5es das comunidades migrantes.  O Alto Comissariado para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas (ACIME), a Amnistia Internacional (AI), a Caritas Portuguesa (CP), a Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es (OCPM), a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM) e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para o Trabalho (OIT) aproveitam esta oportunidade para reiterar o seu empenho na promo\u00e7\u00e3o do cumprimento dos deveres e protec\u00e7\u00e3o dos direitos dos imigrantes que se encontram em Portugal e dos emigrantes portugueses na Uni\u00e3o Europeia e em outros pa\u00edses.  Lisboa, 16 de Dezembro de 2005<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o hoje um fen\u00f3meno de dimens\u00e3o global, com implica\u00e7\u00f5es cada vez mais importantes nos dom\u00ednios pol\u00edtico, econ\u00f3mico, social, cultural e religioso. 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