{"id":15446,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-luminosidade-do-pe-manuel-antunes-ainda-brilha\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-luminosidade-do-pe-manuel-antunes-ainda-brilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-luminosidade-do-pe-manuel-antunes-ainda-brilha\/","title":{"rendered":"A luminosidade do Pe. Manuel Antunes ainda brilha"},"content":{"rendered":"<p> primeiro dia do congresso internacional \u201cPe. Manuel Antunes \u2013 Interfaces da Cultura Portuguesa e Europeia\u201d recordou as virtudes do \u00abmestre da pedagogia\u00bb e o \u00abgigante da Brot\u00e9ria\u00bb  <!--more--> O\u201cEra um homem luminoso\u201d e \u201cdetentor de um pensamento universal\u201d \u2013 foi assim que Eduardo Franco, elemento da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica do Congresso \u201cPe. Manuel Antunes \u2013 Interfaces da Cultura Portuguesa e Europeia\u201d caracterizou o sacerdote jesu\u00edta que est\u00e1 no centro desta iniciativa, a decorrer em Lisboa. O Pe. Manuel Antunes, nascido na Sert\u00e3, em 1918 e falecido h\u00e1 20 anos, \u201cirradiava uma luz que toda a gente lhe reconhece e que ainda perdura nos seus escritos\u201d \u2013 disse este elemento \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. Um homem do pensamento universal \u2013 \u201cna linha do paradigma dos s\u00e1bios humanistas\u201d \u2013 que dominava \u201cv\u00e1rias \u00e1reas do saber e com uma compet\u00eancia extraordin\u00e1ria\u201d. Este sacerdote da Companhia de Jesus \u201c\u00e9 um dos modelos de s\u00e1bio\u201d no quadro do s\u00e9culo XX porque \u201cconseguia estar acima de todas as especializa\u00e7\u00f5es\u201d \u2013 refere Eduardo Franco. Uma das vertentes do \u00abmestre\u00bb era a pedagogia. \u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie de mito de pedagogo, todos os professores e alunos lhe reconhecem essa capacidade extraordin\u00e1ria\u201d \u2013 salientou o elemento da Comiss\u00e3o Cientifica. No anfiteatro da Faculdade de Letras dava aulas \u201cmagistrais\u201d e \u201cos alunos n\u00e3o adormeciam\u201d. Com as suas exposi\u00e7\u00f5es \u201cdeixava os alunos maravilhados\u201d e com o desejo de saber tanto como ele\u201d. Sendo um professor \u201cexigente\u201d, o Pe. Manuel Antunes fazia com que os \u201calunos subissem at\u00e9 ele\u201d porque \u201censinava um saber din\u00e2mico\u201d. Actualmente &#8211; revela Eduardo Franco \u2013 \u201cfazem falta professores como o Pe. Manuel Antunes\u201d.   <b>O gigante da \u00abBrot\u00e9ria\u00bb<\/b> \u201cSinto um enorme orgulho em ter atr\u00e1s de mim algu\u00e9m que construiu a \u00abBrot\u00e9ria\u00bb e levou o nome da revista a grande altura\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o Pe. Herminio Rico, director da revista Brot\u00e9ria, da companhia de Jesus. Quando come\u00e7ou como director da \u00abBrot\u00e9ria\u00bb, o Pe. Herm\u00ednio Rico escreveu que se \u201csentia como um an\u00e3o em cima de ombros de gigantes\u201d. O grande gigante desta revista \u201c\u00e9 sem d\u00favida o Pe Manuel Antunes\u201d \u2013 referiu o actual director que n\u00e3o chegou a conhecer o seu antecessor, homenageado durante tr\u00eas dias (15 a 17 de Dezembro) no Congresso Internacional: \u201cPe. Manuel Antunes \u2013 Interfaces da Cultura Portuguesa e Europeia\u201d, a decorrer na Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, Faculdade de Letras de Lisboa e na Sert\u00e3 (terra natal do sacerdote jesu\u00edta). O Pe. Herm\u00ednio Rico recorda os testemunhos ouvidos sobre o \u00abmestre\u00bb e afirma: \u201c\u00e9 um homem muito dif\u00edcil de qualificar\u201d. Um homem que \u201ctransborda ao seu tempo e onde trabalhava\u201d. E acentua: \u201ctransborda na \u00abBrot\u00e9ria\u00bb, na Faculdade de Letras e na sociedade portuguesa\u201d. De conhecimentos vastos \u201cdominava o passado e tinha uma enorme capacidade de ler o presente e adivinhar o futuro\u201d. Um modelo que \u201cnos inspira sempre a olhar para o futuro sem esquecer o passado\u201d.  Falecido h\u00e1 20 anos, o Pe. Manuel Antunes volta novamente \u00e0 ribalta mas \u201ctem esta projec\u00e7\u00e3o porque nunca foi esquecido\u201d. Um homem que \u201cutilizou mais de cem pseud\u00f3nimos\u201d. Uns para \u201cfugir \u00e0 censura\u201d outros porque \u201ca \u00abBrot\u00e9ria\u00bb era feita praticamente por ele\u201d \u2013 revelou o Pe. Herm\u00ednio Rico.  <b>\u00abO conciliador nato\u00bb<\/b>  \u201cEle sabia que a nossa humana hist\u00f3ria n\u00e3o tem em si o seu segredo nem o seu fim. Cristo e Marx n\u00e3o eram os antagonistas implac\u00e1veis mas duas express\u00f5es em dois planos diferentes\u201d \u2013 real\u00e7a Eduardo Louren\u00e7o na confer\u00eancia \u201cA vis\u00e3o da cultura portuguesa em Manuel Antunes\u201d integrada no congresso Internacional sobre este sacerdote jesu\u00edta, a decorrer em Lisboa, na Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian.  Na confer\u00eancia, lida por Ant\u00f3nio N\u00f3voa, da Universidade de Lisboa, o autor sublinha que a educa\u00e7\u00e3o religiosa do Pe. Manuel Antunes era \u201cfilosoficamente estruturada pelo Tomismo, desde Le\u00e3o XIII refer\u00eancia teol\u00f3gica privilegiada da Miss\u00e3o Cat\u00f3lica do Mundo\u201d E acrescenta: \u201ca sua fidelidade ao esp\u00edrito do Tomismo, ent\u00e3o em fase de releitura inovadora, nunca se desmentir\u00e1. Basta ler o excelente ensaio sobre o Tomismo e Marxismo\u201d. Depois de uma \u201cadolesc\u00eancia estudiosa\u201d e de tomar a decis\u00e3o de \u201centrar e ser aceite na mais exigente e discutida pelo mundo das nossas ordens religiosas\u201d \u2013 acentua Eduardo Louren\u00e7o \u2013, o sacerdote da Companhia de Jesus, falecido h\u00e1 20 anos, \u201cnunca privilegiou o aspecto apolog\u00e9tico das suas profundas convic\u00e7\u00f5es religiosas e metaf\u00edsicas\u201d. De uma curiosidade \u201cintelectual invulgar\u201d, o homenageado deste congresso que encerra no pr\u00f3ximo dia 17 de Dezembro, na Sert\u00e3, terra natal de Manuel Antunes, era \u201cum conciliador nato\u201d \u2013 defendeu o ensa\u00edsta Eduardo Louren\u00e7o.  <b>\u201cFigura singular na hist\u00f3ria da cultura portuguesa\u201d<\/b> \u201cH\u00e1 na teoria da cultura de Manuel Antunes uma marca de universalidade e de intemporalidade que, sem nunca se alhear da realidade do pa\u00eds nem a desvalorizar, lhe confere perfil singular no conjunto dos pensadores e historiadores da cultura portuguesa\u201d \u2013 defendeu Luis Machado de Abreu, professor da Universidade de Aveiro, no Congresso Internacional \u201cPadre Manuel Antunes \u2013 Interfaces da Cultura Portuguesa e Europeia\u201d, a decorrer na Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Ao fazer refer\u00eancia \u00e0 obra deste sacerdote jesu\u00edta, falecido em 1985, o conferencista salienta que h\u00e1 \u201cuma nota eminentemente teol\u00f3gica \u201cque a atravessa. \u201cH\u00e1 nela t\u00e3o s\u00e1bia economia na invoca\u00e7\u00e3o do nome de Deus que dir-se-ia contaminada de iconoclasmo\u201d De facto, se exceptuarmos os escritos de religi\u00e3o, teologia e espiritualidade que \u201cpreencher\u00e3o apenas um volume da Obra Completa, volume que n\u00e3o ser\u00e1 seguramente dos mais extensos, verificamos que nos demais, n\u00e3o havendo propriamente aus\u00eancia, prevalece o sil\u00eancio\u201d \u2013 refere o autor da confer\u00eancia \u201cA Cultura sob o ponto de vista da Filosofia\u201d .  Ao situar o homem como pessoa em perspectiva \u201contol\u00f3gica e universal\u201d, o Pe. Manuel Antunes executou \u201cum projecto de cultura em que se d\u00e1 visibilidade a alguma ruptura e a muito ideal e profecia. Rejeita sem ambiguidades o narcisismo, o esp\u00edrito de ortodoxia e de apolog\u00e9tica, o mercantilismo\u201d \u2013 finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>primeiro dia do congresso internacional \u201cPe. Manuel Antunes \u2013 Interfaces da Cultura Portuguesa e Europeia\u201d recordou as virtudes do \u00abmestre da pedagogia\u00bb e o \u00abgigante da Brot\u00e9ria\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[170,191,193,199,267],"class_list":["post-15446","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-aveiro","tag-economia","tag-educacao","tag-espiritualidade","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15446"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15446\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}