{"id":15437,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/entre-o-ja-e-o-ainda-nao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"entre-o-ja-e-o-ainda-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/entre-o-ja-e-o-ainda-nao\/","title":{"rendered":"Entre o \u00abj\u00e1\u00bb e o \u00abainda n\u00e3o\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal 2005 do Bispo de Angra <!--more--> A\u00ed est\u00e1 o Natal, com a for\u00e7a da tradi\u00e7\u00e3o. Vem como que \u00abembrulhado\u00bb com as luzes e as cores do com\u00e9rcio. Mas n\u00e3o deixa de marcar as nossas vidas. \u00abPorque a gra\u00e7a de Deus, fonte de salva\u00e7\u00e3o, manifestou-se a todos os homens\u00bb (Tito 2, 11). Gl\u00f3ria a Deus e paz na terra!   1. O Natal n\u00e3o \u00e9 simplesmente celebra\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio natal\u00edcio de Jesus. \u00c9 \u00abcomemora\u00e7\u00e3o\u00bb e, portanto, \u00abmem\u00f3ria\u00bb da presen\u00e7a misteriosa de Deus,  no \u00abhoje\u00bb da nossa vida. O Mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o de Deus, que celebramos no Natal, mais do que simples e r\u00e1pida \u00abvisita\u00bb, \u00e9 entrada definitiva e permanente do Filho de Deus feito Homem, na realidade da vida humana, na minha vida, tal como ela \u00e9, tamb\u00e9m na sua fragilidade. \u00abE o Verbo fez-Se homem e veio habitar connosco\u00bb (Jo 1, 14), assumindo completamente a condi\u00e7\u00e3o humana: em tudo igual a n\u00f3s, excepto no pecado. \u00c9 esta a Boa Not\u00edcia, que nos traz o Natal de Jesus. Nascendo na nossa carne, Ele acompanha-nos na luta da vida, com as suas luzes e sombras, sucessos e fracassos, alegrias e tribula\u00e7\u00f5es. S\u00e3o tamb\u00e9m para n\u00f3s, hoje, as palavras de S. Pedro: o Senhor n\u00e3o tardar\u00e1 em cumprir a Sua Promessa, de acordo com a qual \u00abesperamos novos c\u00e9us e uma nova terra, onde habita a justi\u00e7a\u00bb (2 Ped 3, 13).  2. Celebrar o Natal \u00e9, pois, dar corpo a esta esperan\u00e7a do \u00abj\u00e1\u00bb e \u00abainda n\u00e3o\u00bb do Reino de Deus, inaugurado com o Natal de Jesus. A demora do \u00abainda n\u00e3o\u00bb da Promessa n\u00e3o pode ofuscar a certeza do \u00abj\u00e1\u00bb do Reino em marcha no mundo, apesar de todas as contradi\u00e7\u00f5es e contrariedades da hist\u00f3ria. Por isso, fazemos festa nesta \u00e9poca natal\u00edcia. E ainda bem que podemos fazer festa. O que importa \u00e9 dar sentido e medida \u00e0 festa, fazer chegar a festa a todos, levar o esp\u00edrito da festa para a vida. N\u00e3o se pode construir o Reino de Deus, fugindo do mundo, mas inserindo-se nas lutas da vida em sociedade, como fermento que leveda a massa.    3. \u00c9 o que se espera dos crist\u00e3os, nesta situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, que atravessa o Pa\u00eds. Os Bispos portugueses fazem um forte apelo a todos os cat\u00f3licos, para que sejam parte activa na solu\u00e7\u00e3o da \u00abcrise\u00bb. Passa por aqui uma \u00abcidadania mais esclarecida, criteriosa, respons\u00e1vel, solid\u00e1ria\u2026 \u00abEstamos num momento, em que \u00e9 preciso real\u00e7ar as exig\u00eancias do bem comum, isto \u00e9, a preval\u00eancia do bem de toda a colectividade sobre interesses pessoais e corporativos\u2026 O contributo de todos para o desenvolvimento colectivo, faz de cada cidad\u00e3o protagonista das solu\u00e7\u00f5es, quer pagando os impostos justamente distribu\u00eddos, quer empenhando-se criativa e solidariamente no implementar de solu\u00e7\u00f5es\u00bb. Os pr\u00f3ximos tempos desafiam-nos \u00aba uma profunda mudan\u00e7a de mentalidades, a exigir est\u00edmulo a quem cria oportunidades, a requerer inven\u00e7\u00e3o de pronta solidariedade e a conduzir a uma op\u00e7\u00e3o pessoal pela sobriedade, terreno realista, contr\u00e1rio a promessas imposs\u00edveis\u00bb.   4. Apesar das dificuldades conhecidas e previstas, os nossos Bispos deixam-nos uma palavra de confian\u00e7a. \u00abAn\u00e1lises catastr\u00f3ficas sobre o Pa\u00eds e sobre a Uni\u00e3o Europeia em nada ajudam a serenidade e a generosidade, essenciais para construir o futuro. N\u00e3o tenhamos medo dos momentos dif\u00edceis, pois eles constituem, tantas vezes, alicerce de um futuro melhor\u00bb (CEP, Nota Pastoral, 2005\/3). Mas n\u00e3o basta vencer o medo. \u00c9 preciso ter a coragem da esperan\u00e7a, que nos compromete num caminho de exig\u00eancia e de austeridade. Bem na linha da hist\u00f3ria nova e diferente, que nasce em Bel\u00e9m. Essa hist\u00f3ria ainda se est\u00e1 a fazer. Como que vivemos as dores de um parto, que anuncia o nascimento de uma nova humanidade.  5. Entre o \u00abj\u00e1\u00bb e o \u00abainda n\u00e3o\u00bb da sua plena realiza\u00e7\u00e3o, os crist\u00e3os teimam em esperar, sentindo a obriga\u00e7\u00e3o de apressar os \u00abnovos c\u00e9us\u00bb e a \u00abnova terra\u00bb, colaborando activamente para construir uma sociedade conforme o des\u00edgnio de Deus e \u00e0 medida do homem. Com o profeta, atrevo-me a dizer aos cora\u00e7\u00f5es atribulados: \u00abTende coragem. N\u00e3o temais. A\u00ed est\u00e1 o vosso Deus\u2026, vem em pessoa salvar-nos\u00bb (Is 35, 4). Raz\u00e3o mais do que suficiente, para desejar a todos Boas Festas de Natal, com a certeza do \u00abhoje\u00bb da salva\u00e7\u00e3o de Deus, na hist\u00f3ria conturbada do nosso tempo.  <i>+ Ant\u00f3nio, Bispo de Angra<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal 2005 do Bispo de Angra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[169,267,314],"class_list":["post-15437","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-angra","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15437"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15437\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}