{"id":15408,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/jovens-de-todo-o-mundo-completarao-ultima-carta-de-frere-roger\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"jovens-de-todo-o-mundo-completarao-ultima-carta-de-frere-roger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jovens-de-todo-o-mundo-completarao-ultima-carta-de-frere-roger\/","title":{"rendered":"Jovens de todo o mundo completar\u00e3o \u00faltima carta de Fr\u00e8re Roger"},"content":{"rendered":"<p>Na tarde da sua morte, 16 de Agosto, o irm\u00e3o Roger chamou um irm\u00e3o e disse-lhe: \u00ab Toma nota\u2026\u00bb Houve um sil\u00eancio prolongado, enquanto tentava p\u00f4r o seu pensamento em palavras. Depois come\u00e7ou: \u00abNa medida em que a nossa comunidade criar na fam\u00edlia humana possibilidades para alargar\u2026\u00bb E parou, impedido pelo cansa\u00e7o de terminar a frase. Encontramos nestas palavras a paix\u00e3o que o habitava, mesmo na sua idade avan\u00e7ada. O que queria dizer com \u00abalargar\u00bb? Provavelmente: fazer tudo para tornar mais percept\u00edvel a cada um de n\u00f3s o amor que Deus tem para com todos os seres humanos sem excep\u00e7\u00e3o, para com todos os povos. Desejava que a nossa pequena comunidade iluminasse esse mist\u00e9rio, atrav\u00e9s da sua vida e de um humilde compromisso para com os outros. N\u00f3s, os irm\u00e3os, gostar\u00edamos de aceitar esse desafio, com todos aqueles que atrav\u00e9s do mundo procuram a paz. Nas semanas que precederam a sua morte, tinha come\u00e7ado a reflectir sobre a carta que seria publicada aquando do encontro de Mil\u00e3o. Tinha indicado certos temas e alguns dos seus textos que desejava retomar e trabalhar. Junt\u00e1mo-los, tais como se encontravam nesse momento, para constitu\u00edrem esta \u00abCarta por acabar\u00bb, traduzida em 57 l\u00ednguas. Ela \u00e9 como que uma \u00faltima palavra do irm\u00e3o Roger, que nos ajudar\u00e1 a avan\u00e7ar pelo caminho onde Deus \u00abalarga os nossos passos\u00bb (Sl 18, 37). Meditando esta Carta por acabar nos encontros que se realizar\u00e3o em 2006, quer em Taiz\u00e9, semana ap\u00f3s semana, quer noutros lados, em v\u00e1rios continentes, cada um poder\u00e1 procurar a forma de a concluir atrav\u00e9s da sua pr\u00f3pria vida. <i>Irm\u00e3o Alois<\/i>  <b>\u00abDeixo-vos a paz, dou-vos a minha paz\u00bb (1)<\/b> Que paz \u00e9 esta, que Deus d\u00e1? \u00c9 antes de mais uma paz interior, uma paz do cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 ela que permite lan\u00e7ar um olhar de esperan\u00e7a sobre o mundo, mesmo se ele \u00e9 tantas vezes dilacerado por viol\u00eancias e conflitos. Esta paz de Deus \u00e9 tamb\u00e9m um apoio para que possamos contribuir, muito humildemente, para a constru\u00e7\u00e3o da paz onde ela se encontra amea\u00e7ada. A paz mundial \u00e9 t\u00e3o urgente para aliviar o sofrimento, em particular para que as crian\u00e7as de hoje e de amanh\u00e3 n\u00e3o conhe\u00e7am a ang\u00fastia e a inseguran\u00e7a. No seu Evangelho, numa fulgurante intui\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Jo\u00e3o exprime quem \u00e9 Deus em tr\u00eas palavras: \u00abDeus \u00e9 amor.\u00bb (2) Basta compreendermos estas tr\u00eas palavras para podermos ir longe, muito longe. O que nos cativa nestas palavras? \u00c9 encontrar nelas esta certeza luminosa: Deus n\u00e3o enviou Cristo \u00e0 terra para condenar quem quer que seja, mas para que todo o ser humano se saiba amado e possa encontrar um caminho de comunh\u00e3o com Deus. Mas por que raz\u00e3o h\u00e1 pessoas que o amor deslumbra, que se sabem amadas, realizadas? Por que raz\u00e3o h\u00e1 outras que julgam ser desprezadas? Se cada um de n\u00f3s compreendesse: Deus acompanha-nos mesmo na nossa solid\u00e3o mais insond\u00e1vel. Ele diz a cada um de n\u00f3s: \u00ab\u00c9s precioso aos meus olhos, eu estimo-te e amo-te.\u00bb (3) Sim, Deus s\u00f3 pode dar o seu amor, a\u00ed se encontra todo o Evangelho. O que Deus nos pede e nos oferece \u00e9 que recebamos a sua infinita miseric\u00f3rdia. Que Deus nos ama \u00e9 uma realidade por vezes pouco acess\u00edvel. Mas quando descobrimos que o seu amor \u00e9 antes de tudo perd\u00e3o, o nosso cora\u00e7\u00e3o encontra sossego e acaba por transformar-se. Eis que nos tornamos capazes de confiar a Deus o que perturba o nosso cora\u00e7\u00e3o: encontramos ent\u00e3o uma fonte onde buscar nova vitalidade. Estaremos bem conscientes? Deus confia tanto em n\u00f3s que dirige a cada um de n\u00f3s um chamamento. O que \u00e9 esse chamamento? \u00c9 o convite a amar como ele nos ama. E n\u00e3o h\u00e1 amor mais profundo do que ir at\u00e9 ao dom de si pr\u00f3prio, por Deus e pelos outros. Quem vive de Deus escolhe amar. E um cora\u00e7\u00e3o decidido a amar pode irradiar uma bondade sem limites. (4) Para quem procura amar com confian\u00e7a, a vida enche-se de uma beleza serena. Quem procura amar e diz\u00ea-lo atrav\u00e9s da sua vida \u00e9 levado a interrogar-se sobre uma das quest\u00f5es mais prementes: como aliviar as penas e o tormento daqueles que est\u00e3o pr\u00f3ximo ou longe? Mas o que \u00e9 amar? Ser\u00e1 partilhar o sofrimento dos mais maltratados? Sim. Ser\u00e1 ter uma bondade infinita de cora\u00e7\u00e3o e esquecer-se de si pr\u00f3prio por causa dos outros, de forma desinteressada? Sim, certamente. E ainda: o que \u00e9 amar? Amar \u00e9 perdoar, viver reconciliados. (5) E a reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre uma Primavera da alma. Na pequena aldeia de montanha onde nasci, vivia muito pr\u00f3ximo da nossa casa uma fam\u00edlia numerosa, muito pobre. A m\u00e3e tinha morrido. Uma das crian\u00e7as, um pouco mais nova do que eu, vinha muitas vezes a nossa casa, gostava da minha m\u00e3e como se fosse a sua. Um dia soube que iam deixar a aldeia e, para ela, partir n\u00e3o fazia sentido. Como consolar uma crian\u00e7a de cinco ou seis anos? Era como se n\u00e3o tivesse a dist\u00e2ncia necess\u00e1ria para compreender essa separa\u00e7\u00e3o. Pouco antes da sua morte, Cristo assegura aos seus que receber\u00e3o uma consola\u00e7\u00e3o: enviar-lhes-\u00e1 o Esp\u00edrito Santo que ser\u00e1 para eles um amparo e um consolador, e ficar\u00e1 para sempre com eles. (6) No cora\u00e7\u00e3o de cada um n\u00f3s, ainda hoje ele murmura: \u00abNunca te deixarei s\u00f3, enviar-te-ei o Esp\u00edrito Santo. Mesmo que te encontres no mais profundo desespero, estarei perto de ti.\u00bb Acolher a consola\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo \u00e9 procurar, no sil\u00eancio e na paz, abandonar-nos nele. Ent\u00e3o, quando acontecimentos, \u00e0s vezes graves, acontecem, torna-se poss\u00edvel ultrapass\u00e1-los. Somos assim t\u00e3o fr\u00e1geis que precisemos de consola\u00e7\u00e3o? A todos acontece ser abalado por um prova\u00e7\u00e3o pessoal ou pelo sofrimento dos outros. Isso pode chegar at\u00e9 a p\u00f4r \u00e0 prova a f\u00e9 e a apagar a esperan\u00e7a. Reencontrar a confian\u00e7a da f\u00e9 e a paz do cora\u00e7\u00e3o exige por vezes que se seja paciente em rela\u00e7\u00e3o a si pr\u00f3prio. H\u00e1 um sofrimento que marca particularmente: o da morte de um pr\u00f3ximo de quem talvez necessit\u00e1ssemos para caminhar na vida. Mas eis que essa prova\u00e7\u00e3o pode conhecer uma transfigura\u00e7\u00e3o, abrindo-nos ent\u00e3o para uma comunh\u00e3o. A quem se encontra no limite da dor, pode ser dada uma alegria do Evangelho. Deus vem iluminar o mist\u00e9rio da dor humana, acolhendo-nos assim na sua pr\u00f3pria intimidade. E eis-nos colocados num caminho de esperan\u00e7a. Deus n\u00e3o nos deixa s\u00f3s. Permite avan\u00e7ar em direc\u00e7\u00e3o a uma comunh\u00e3o, essa comunh\u00e3o de amor que \u00e9 a Igreja, ao mesmo tempo t\u00e3o misteriosa e t\u00e3o indispens\u00e1vel\u2026 Cristo de comunh\u00e3o (7) concede-nos o dom imenso da consola\u00e7\u00e3o. Na medida em que a Igreja se torna capaz de trazer uma cura ao cora\u00e7\u00e3o comunicando o perd\u00e3o, a compaix\u00e3o, ela torna mais acess\u00edvel a plenitude de uma comunh\u00e3o com Cristo. Quando a Igreja sabe amar e compreender o mist\u00e9rio de todo o ser humano, quando incansavelmente escuta, consola e cura, torna-se o que ela \u00e9 no mais luminoso dela pr\u00f3pria: l\u00edmpido reflexo de uma comunh\u00e3o. Procurar reconcilia\u00e7\u00e3o e paz sup\u00f5e uma luta interior. N\u00e3o \u00e9 um caminho de facilidade. Nada de duradouro se constr\u00f3i na facilidade. O esp\u00edrito de comunh\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ing\u00e9nuo, \u00e9 cora\u00e7\u00e3o que se alarga, \u00e9 bondade profunda que recusa dar ouvidos \u00e0 desconfian\u00e7a. Para sermos portadores de comunh\u00e3o, ser\u00e1 que avan\u00e7aremos, nas nossas vidas, pelo caminho da confian\u00e7a e de uma bondade do cora\u00e7\u00e3o sempre renovada? Nesse caminho encontraremos por vezes contratempos. Lembremo-nos ent\u00e3o que a fonte da paz e da comunh\u00e3o est\u00e1 em Deus. Em vez de nos desanimarmos, invocaremos o seu Esp\u00edrito Santo sobre as nossas fragilidades. E, ao longo de toda a vida, o Esp\u00edrito Santo ajudar-nos-\u00e1 a retomar o caminho e a ir, de come\u00e7o em come\u00e7o, em direc\u00e7\u00e3o a um futuro de paz. (8) Na medida em que a nossa comunidade cria na fam\u00edlia humana possibilidades para alargar\u2026  (1) 1 Jo\u00e3o 14,27. (2) I Jo\u00e3o 4,8. (3) Isa\u00edas 43,4. (4) Aquando da abertura do conc\u00edlio dos jovens, em 1974, o irm\u00e3o Roger tinha dito: \u00abSem amor, para qu\u00ea existir? Porqu\u00ea continuar a viver? Com que finalidade? A\u00ed est\u00e1 o sentido da nossa vida: ser amados para sempre, at\u00e9 na eternidade, para que, por nosso lado, avancemos at\u00e9 morrer por amor. Sim, feliz quem pode morrer de amar.\u00bb Morrer de amar, isso queria dizer, para ele, amar at\u00e9 ao fim. (5) \u00abViver reconciliado\u00bb: no seu livro, Pressentes uma felicidade?, publicado quinze dias antes da sua morte, o irm\u00e3o Roger explicou mais uma vez o que estas palavras significavam para ele: \u00abPoderei aqui dizer mais uma vez que a minha av\u00f3 materna descobriu intuitivamente como que uma chave da voca\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica e que ela me abriu uma via de concretiza\u00e7\u00e3o? Depois da Primeira Grande Guerra mundial, ela desejava mais que tudo que ningu\u00e9m tivesse de tornar a viver o que ela tinha vivido: crist\u00e3os tinham lutado uns contra os outros na Europa, que eles pelo menos se reconciliassem para tentar impedir uma nova guerra, pensava ela. Ela provinha de uma velha corrente evang\u00e9lica mas, realizando nela pr\u00f3pria uma reconcilia\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou a ir \u00e0 igreja cat\u00f3lica, sem contudo romper com os seus. Marcado pelo testemunho da sua vida, e ainda bastante novo, encontrei, seguindo os seus passos, a minha pr\u00f3pria identidade de crist\u00e3o, reconciliando dentro de mim pr\u00f3prio a f\u00e9 das minhas origens com o mist\u00e9rio da f\u00e9 cat\u00f3lica, sem ruptura de comunh\u00e3o com quem quer que seja.\u00bb (6) Jo\u00e3o 14,18 e 16,7. (7) \u00abCristo de comunh\u00e3o\u00bb: o irm\u00e3o Roger j\u00e1 utilizou esta express\u00e3o quando acolheu o Papa Jo\u00e3o Paulo II em Taiz\u00e9, no dia 5 de Outubro de 1986: \u00abCom os meus irm\u00e3os, aquilo que esperamos todos os dias \u00e9 que cada jovem descubra Cristo; n\u00e3o Cristo isoladamente, mas o \u2018Cristo de comunh\u00e3o\u2019 presente em plenitude neste mist\u00e9rio de comunh\u00e3o que \u00e9 o seu Corpo, a Igreja. A\u00ed tantos jovens podem encontrar onde se empenhar toda a vida, at\u00e9 ao fim. A\u00ed tudo t\u00eam para se tornarem criadores de confian\u00e7a, de reconcilia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o somente entre eles, mas com todas as gera\u00e7\u00f5es, dos mais velhos at\u00e9 \u00e0s crian\u00e7as. Na nossa comunidade de Taiz\u00e9, seguir \u2018Cristo de comunh\u00e3o\u2019 \u00e9 como um fogo que nos queima. Ir\u00edamos at\u00e9 ao fim do mundo para procurar caminhos, para pedir, chamar, suplicar se preciso for, mas nunca de fora, mantendo-nos sempre no interior desta \u00fanica comunh\u00e3o que \u00e9 a Igreja.\u00bb (8) Estes quatro \u00faltimos par\u00e1grafos transcrevem de novo as palavras que o irm\u00e3o Roger disse no final do Encontro Europeu em Lisboa, em Dezembro de 2004. Foram as \u00faltimas palavras que pronunciou em p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na tarde da sua morte, 16 de Agosto, o irm\u00e3o Roger chamou um irm\u00e3o e disse-lhe: \u00ab Toma nota\u2026\u00bb Houve um sil\u00eancio prolongado, enquanto tentava p\u00f4r o seu pensamento em palavras. 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