{"id":154028,"date":"2019-11-14T17:59:44","date_gmt":"2019-11-14T17:59:44","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=154028"},"modified":"2019-11-14T17:22:32","modified_gmt":"2019-11-14T17:22:32","slug":"ninguem-pode-fechar-os-olhos-ao-sofrimento-da-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ninguem-pode-fechar-os-olhos-ao-sofrimento-da-siria\/","title":{"rendered":"Ningu\u00e9m pode fechar os olhos ao sofrimento da S\u00edria"},"content":{"rendered":"<p><em>A fundadora da Uni\u00e3o das Mulheres Sir\u00edacas, Nazira Goreya, disse que a inseguran\u00e7a e o genoc\u00eddio a acontecer na S\u00edria, onde a \u201cminoria crist\u00e3 est\u00e1 \u00e0 beira do exterm\u00ednio\u201d, tem consequ\u00eancias nas migra\u00e7\u00f5es e na Europa<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos da vossa ajuda e assist\u00eancia para estabilizar a S\u00edria para que o fluxo migrat\u00f3rio pare e, quem sabe, quem emigrou possa regressar, para que o povo s\u00edrio possa regressar ao seu pa\u00eds em vez de ser refugiado na Europa\u201d, afirmou Nazira Goreya numa entrevista conjunta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA e \u00e0 R\u00e1dio Renascen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Veio a Portugal e j\u00e1 se encontrou com alguns deputados, no parlamento, e com um respons\u00e1vel do minist\u00e9rio dos neg\u00f3cios estrangeiros. Como \u00e9 que correram os encontros?<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 fomos recebidos noutros parlamentos de outros pa\u00edses, e tamb\u00e9m no Parlamento Europeu. Em Portugal quem j\u00e1 nos recebeu compreendeu a situa\u00e7\u00e3o, sabe o que se passa na S\u00edria, mas n\u00e3o foram dados passos concretos. Espero conseguir isso, no futuro. Mas foram contactos positivos, as pessoas querem ajudar de alguma maneira, e mantemos a f\u00e9 na Europa e nos pa\u00edses europeus, para nos apoiarem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 que esperam de Portugal, das autoridades portuguesas?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s somos, antes de mais, crist\u00e3os s\u00edriacos. J\u00e1 fomos uma maioria na regi\u00e3o, mas hoje somos uma pequena minoria, que est\u00e1 a enfrentar um genoc\u00eddio. N\u00e3o somos s\u00f3 n\u00f3s, tamb\u00e9m outros, curdos, \u00e1rabes, outras minorias que vivem na regi\u00e3o t\u00eam enfrentado a mesma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Obviamente que acreditamos na humanidade, nos valores humanos. N\u00e3o acreditamos que o governo portugu\u00eas e os partidos pol\u00edticos, nem os outros pa\u00edses europeus, ir\u00e3o fechar os olhos e n\u00e3o perceber a dor e o sofrimento que estamos a viver como seres humanos na S\u00edria, e confiamos que o vosso governo de alguma forma ir\u00e1 intervir para fazer parar o que est\u00e1 a acontecer na S\u00edria.<\/p>\n<p>Confio que nos pr\u00f3ximos dias, nos encontros que ainda vou ter (noutros pa\u00edses) antes de regressar \u00e0 S\u00edria, mas tamb\u00e9m depois disso, ser\u00e3o tomadas decis\u00f5es por parte da comunidade internacional, do Parlamento Europeu e dos parlamentos nacionais de v\u00e1rios pa\u00edses, para parar a invas\u00e3o turca da S\u00edria, que ir\u00e3o impedir o presidente turco Erdogan de continuar a fazer o que est\u00e1 a fazer, com os grupos jihadistas, contra as minorias e o povo da S\u00edria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas, como \u00e9 que est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o no terreno? N\u00e3o acalmou, depois do cessar fogo? N\u00e3o est\u00e1 a ser cumprido?<\/strong><\/p>\n<p>Houve um cessar fogo acordado entre a Turquia e a R\u00fassia, mas n\u00e3o conduziu a uma acalmia. Fala-se de cessar fogo, mas continuamos a ser atacados por grupo jihadistas enviados pela Turquia para a regi\u00e3o, onde est\u00e3o a cometer crimes de guerra, decapita\u00e7\u00f5es e muitas outras atrocidades. Na \u00faltima semana, nos dois \u00faltimos dias em particular, a comunidade crist\u00e3 s\u00edriaca, que vive junto ao rio Jabur (afluente do rio Eufrates), tem estado debaixo de fortes ataques de artilharia lan\u00e7ados a partir da Turquia, e de ataques dos jihadistas por terra. E ali n\u00e3o h\u00e1 militares curdos, s\u00f3 a for\u00e7a militar s\u00edriaca (MFS), e j\u00e1 tivemos baixas. Nas \u00faltimas 24 horas v\u00e1rios jovens foram apanhados pelos jihadistas, dois sabemos que foram levados, mas n\u00e3o sabemos para onde, nem como est\u00e3o a ser tratados. Outros seis est\u00e3o em paradeiro &#8216;desconhecido&#8217;, n\u00e3o sabemos se conseguiram fugir, se est\u00e3o mortos, os corpos ainda n\u00e3o foram encontrados. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o grave.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sentem-se tra\u00eddos pelo presidente Trump e pelas for\u00e7as militares americanas, que deixaram a S\u00edria?<\/strong><\/p>\n<p>Dizer &#8216;tra\u00eddo&#8217; \u00e9 uma express\u00e3o forte, n\u00e3o quero expressar-me dessa forma. Mas n\u00e3o esperava que isto acontecesse. No in\u00edcio houve um acordo militar entre os Estados Unidos e as For\u00e7as Democr\u00e1ticas S\u00edrias (SDF), para a guerra contra o Daesh, no \u00e2mbito de uma coliga\u00e7\u00e3o internacional. N\u00e3o nos prometeram uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, os americanos foram muito claros quando disseram que estavam l\u00e1 para combater o Daesh, para apoiar a estabiliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Mas n\u00e3o esper\u00e1vamos, de todo, que as coisas se desenrolassem assim. A retirada militar deles foi um grande desapontamento.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Acredita que o regime s\u00edrio ir\u00e1 autorizar que a vossa regi\u00e3o (o cant\u00e3o de Jazira) tenha alguma vez autonomia?<\/strong><\/p>\n<p>O regime s\u00edrio n\u00e3o tem uma agenda para o futuro da s\u00edria, mas mesmo historicamente nunca houve interesse em discutir a quest\u00e3o. N\u00f3s sempre estivemos abertos a discutir o assunto com o regime, n\u00e3o \u00e9 segredo, porque sempre quisemos uma S\u00edria unida, mas com descentraliza\u00e7\u00e3o, com autonomia, sem depender unicamente de Damasco. Mas, o regime n\u00e3o reconhece nada disto, nem entende que tem de fazer mudan\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que os direitos das mulheres foram afetados pela guerra na S\u00edria e pelos recentes acontecimentos?<\/strong><\/p>\n<p>A guerra afetou-nos em alguns pontos tamb\u00e9m positivamente, porque ao ver a revolu\u00e7\u00e3o, n\u00f3s chamamos-lhe a revolu\u00e7\u00e3o das mulheres na S\u00edria.<\/p>\n<p>Durante a hist\u00f3ria da S\u00edria a mulher era oprimida, no geral n\u00e3o lhe era permitido expressar-se e tomar posi\u00e7\u00f5es na sociedade e no M\u00e9dio Oriente acontece o mesmo. E podemos ver que, pelo mundo, poucas s\u00e3o as mulheres em que lhes \u00e9 permitido ter posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas a revolu\u00e7\u00e3o abriu a porta \u00e0s mulheres para participarem a todos os n\u00edveis: a n\u00edvel social, cultural, pol\u00edtico, militar podemos ver as mulheres curdas e sir\u00edacas a ter as suas unidades de prote\u00e7\u00e3o, a lutarem pela sua dignidade e pelos direitos dos seus povos e pelos direitos dos seus filhos para que sejam iguais aos homens.<\/p>\n<p>Vemos que estamos hoje numa posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a o que nos permite estar aqui a falar e isto \u00e9 um empoderamento para as mulheres, que h\u00e1 algum tempo n\u00e3o seria poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A guerra afetou todos, mas para nos direitos das mulheres podemos ver um desenvolvimento positivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Antes de vir para Portugal estiveram no Parlamento Europeu. Como foi a rece\u00e7\u00e3o e que expetativas t\u00eam?<\/strong><\/p>\n<p>Mantivemos encontros com membros do Parlamento Europeu, a um n\u00edvel pessoal, e tamb\u00e9m num comit\u00e9 de direitos humanos no PE.<\/p>\n<p>A impress\u00e3o que tenho \u00e9 que a Uni\u00e3o Europeia e o Parlamento t\u00eam as m\u00e3os atadas e n\u00e3o podem mover-se como eu gostaria. S\u00e3o um grande ator mas n\u00e3o t\u00eam uma for\u00e7a militar para agir. Eles s\u00e3o mediadores, a tentar diplomaticamente, que grupos e pa\u00edses possam interferir de forma concreta.<\/p>\n<p>Mas obviamente espero que o PE, os seus membros percebam, assim como os pa\u00edses membros. O que se passa no M\u00e9dio Oriente n\u00e3o se circunscreve \u00e0quela \u00e1rea. Os problemas no M\u00e9dio Oriente interferem convosco, a inseguran\u00e7a no M\u00e9dio Oriente sentem-na diretamente aqui no Ocidente. No fluxo da migra\u00e7\u00e3o podem ver que os problemas acontecem.<\/p>\n<p>A minha esperan\u00e7a \u00e9 que nos ajudem a estabilizar a regi\u00e3o no M\u00e9dio Oriente, nos ajudem a encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para o M\u00e9dio Oriente, para prevenir a estabilidade europeia.<\/p>\n<p>Pensamos que voc\u00eas n\u00e3o o merecem tamb\u00e9m, queremos que vivam em paz, mas o que se passa na nossa terra tamb\u00e9m vos afeta e traz m\u00e1s coisas para voc\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00f3s precisamos da vossa ajuda e assist\u00eancia para estabilizar a S\u00edria para que o fluxo migrat\u00f3rio pare e, quem sabe, quem emigrou possa regressar, para que o povo s\u00edrio possa regressar ao seu pa\u00eds em vez de ser refugiado na Europa.<\/p>\n<p>Normalmente n\u00e3o digo isto e n\u00e3o quero diferenciar pessoas, quando falo \u00e9 em termos gerais, mas aqui quero ter a oportunidade de vos dizer que a minoria crist\u00e3 est\u00e1 a sofrer muito e muito seriamente mais do que outros grupos.<\/p>\n<p>A minoria crist\u00e3 est\u00e1 a tornar-se mais pequena ainda e parece que o genoc\u00eddio vai acabar connosco desta vez. As mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas v\u00e3o terminar connosco. Se n\u00e3o nos apoiarem, como crist\u00e3os, para que permane\u00e7amos no nosso pa\u00eds para que sejamos vis\u00edveis na agenda pol\u00edtica e na discuss\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para a S\u00edria, eu infelizmente, acredito, ser\u00e1 o fim do cristianismo na S\u00edria e no M\u00e9dio Oriente, no geral.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 a realidade. Outras comunidades s\u00e3o grandes o suficiente e v\u00e3o continuar a existir, mas n\u00f3s n\u00e3o. N\u00f3s seremos extintos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Depois de Portugal, qual o pr\u00f3ximo destino?<\/strong><\/p>\n<p>Vamos para a Alemanha, vamos falar com jornalistas e televis\u00f5es alem\u00e3s. Vamos tamb\u00e9m \u00e0 Su\u00e9cia, estou em conversa\u00e7\u00f5es com o parlamento da Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>\u00c9 importante falar publicamente nos media. No genoc\u00eddio de 1915 contra o povo arm\u00e9nio a aten\u00e7\u00e3o dos media foi pouca. Levou muitos anos para se conhecer e ainda hoje muitos europeus desconhecem o genoc\u00eddio que matou 2,5 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Mas o genoc\u00eddio de hoje, de 2014-2015, o que se est\u00e1 a passar \u00e9 de f\u00e1cil conhecimento, \u00e9 f\u00e1cil seguir atrav\u00e9s das redes sociais e dos media e \u00e9 importante para n\u00f3s estarmos nos media. \u00c9 importante dar conta do que est\u00e1 a acontecer para que as pessoas possam perceber o genoc\u00eddio que est\u00e1 a acontecer.<\/p>\n<p>Precisamos de parar esta mentalidade de genoc\u00eddios no M\u00e9dio Oriente. H\u00e1 um pedido para ver o Papa. Estamos \u00e0 procura de canais, mas queremos estar com o Papa enquanto l\u00edder religioso dos crist\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quando regressa \u00e0 S\u00edria?<\/strong><\/p>\n<p>O visto termina e o regresso acontecer\u00e1 no in\u00edcio de dezembro e at\u00e9 l\u00e1 quer encontrar-se com o m\u00e1ximo de pessoas poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fundadora da Uni\u00e3o das Mulheres Sir\u00edacas, Nazira Goreya, disse que a inseguran\u00e7a e o genoc\u00eddio a acontecer na S\u00edria, onde a \u201cminoria crist\u00e3 est\u00e1 \u00e0 beira do exterm\u00ednio\u201d, tem consequ\u00eancias nas migra\u00e7\u00f5es e na Europa<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":154006,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-154028","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=154028"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154028\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/154006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=154028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=154028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=154028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}