{"id":15387,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/certos-intrusos-ao-espirito-do-natal-cristao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"certos-intrusos-ao-espirito-do-natal-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/certos-intrusos-ao-espirito-do-natal-cristao\/","title":{"rendered":"Certos intrusos ao esp\u00edrito do Natal&#8230; crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por muito que procuremos estar em atitude de abertura aos mais diversos sinais da express\u00e3o da f\u00e9 e doutras vertentes sociais, o Natal veicula-se (com especial linguagem) atrav\u00e9s de um c\u00f3digo com raiz, matiz e significado crist\u00e3os. Mesmo que referindo-nos a uma envolv\u00eancia (mais ou menos nost\u00e1lgica), o esp\u00edrito do Natal faz-nos reportar, em viv\u00eancia mais profunda, ao nascimento de Jesus. No entanto, pelas mais d\u00edspares raz\u00f5es e at\u00e9 distor-\u00e7\u00f5es, o Natal tem-se vindo a tornar uma festa demasiado horizontalista, sendo mesmo cerceada, nalguns meios (escolar, comercial, desportivo ou \u00e9tico&#8230;) dos sinais tipicamente crist\u00e3os. \u00c9 sobre estes \u2018intrusos\u2019 ou at\u00e9 substitutos do essencial do nosso Natal, que tentaremos partilhar nesta reflex\u00e3o:  * Figuras supletivas Para al\u00e9m do uso e algum abuso do bonacheir\u00e3o \u2018Pai Natal\u2019 temos visto serem acrescentados outros ingredientes, tais como: a \u00e1rvore (seja pinheiro ou qualquer outra esp\u00e9cie arb\u00f3rea, tendencialmente plastificada e de razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o), as luzes (mais l\u00e2mpadas el\u00e9ctricas do que velas naturais, a treluzir, multicolores e diversificadas, razoavelmente baratas, compradas na loja mais atractiva), simula\u00e7\u00f5es de neve ou de ruralidade, subtilezas de festa e outros adere\u00e7os ao sabor da sensibilidade decorativa ou da moda reinante&#8230; em cada ano, embora a imagina\u00e7\u00e3o esteja a esgotar-se! Algumas destas substitui\u00e7\u00f5es podem envolver aspectos mais ou menos consent\u00e2neos com um certo esp\u00edrito natal\u00edcio, mesmo que envoltos numa linguagem esot\u00e9rica e nem sempre acess\u00edvel a todos. A \u2018\u00e1rvore de Natal\u2019 como figura\u00e7\u00e3o da \u2018\u00e1rvore da vida\u2019 e em correla\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e-natureza, enquanto refer\u00eancia \u00e0 \u00e1rvore do para\u00edso perdido ou esquecido. As \u2018luzes\u2019 (seja qual for a forma, de express\u00e3o que revistam) podem-nos recordar a din\u00e2mica de ilumina\u00e7\u00e3o que o baptizado recebeu no baptismo e a consequente vida irradiadora da luz de Deus neste mundo. No entanto, esta leitura cristianizada poder\u00e1 n\u00e3o estar claramente presente na mente e, sobretudo, no comportamento de muitos dos nossos contempor\u00e2neos. Desta forma a figura\u00e7\u00e3o supletiva como que precisar\u00e1 doutro aprofundamento para que n\u00e3o sintamos alguma desvirtua\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito do (verdadeiro) Natal crist\u00e3o. Com efeito, a M\u00e3e, no pres\u00e9pio, \u00e9 Maria e Cristo \u00e9 que \u00e9, de facto, a luz verdadeira na qual participamos como rosto de Deus, que brilha em n\u00f3s e atrav\u00e9s de n\u00f3s. Ser\u00e1 que algu\u00e9m se questiona sobre este ser luz para os outros, mesmo que as estrelas n\u00e3o brilhem refulgentes sempre e em toda a parte?  * Substitutos figurativos Temos sido, desde h\u00e1 algum tempo, como que metralhados por campanhas mais ou menos filantr\u00f3picas onde v\u00e3o pontificando certas figuras ten-dencialmente compreendidas por iniciados, onde a mensagem do Natal \u00e9 como que arranjada para fazer notar a onda e n\u00e3o o mar donde prov\u00e9m. A tal \u2018campanha sorriso\u2019 com que uma cadeia comercial est\u00e1 a repromover-se. Referimo-nos \u00e0 esbelta \u2018leopoldina\u2019, essa diva com sentimentos de sal-vadora auto-suficiente, benfazeja e sem r\u00f3tulo crente&#8230; mas (en)cantante e sedutora.  De facto, muitas das m\u00fasicas de teor natal\u00edcio parecem mais raps\u00f3dias com sabor duvidoso em vez de nos fazerem voltar o olhar, a mente e o cora\u00e7\u00e3o para Aquele que nos fez irm\u00e3os \u2013 de verdade e universalmente \u2013 pelo seu nascimento em condi\u00e7\u00e3o humana. Tal como dizia, h\u00e1 anos, um bispo: \u2018o Natal traz fraternidade, mas com dificuldade gera convers\u00e3o\u2019. Com efeito, nem que seja de forma distra\u00edda, n\u00e3o podemos deixar passar em claro aquilo que \u00e9 essencial na celebra\u00e7\u00e3o do Natal.  O ambiente musical \u2013 at\u00e9 nalguns concertos em locais de culto \u2013 tem, por vezes, mais uma tonalidade de dissipa\u00e7\u00e3o do que de ajuda espiritual ao encontro com o divino em n\u00f3s, nos outros, na Igreja, na natureza e em abertura ao pr\u00f3prio Deus.  Quantas vezes os brinquedos \u2013 esse novo culto sorvido avidamente pela sociedade de consumo \u2013 as prendas, mescladas com os presentes e certas formas de promo\u00e7\u00e3o do lazer, como que nos fazem desviar a aten\u00e7\u00e3o do que \u00e9 \u2013 na linguagem crist\u00e3 \u2013 essencial: a fam\u00edlia, a amizade, a partilha e mesmo a f\u00e9 celebrada em atitude comunit\u00e1ria. Mesmo que de forma residual n\u00e3o podemos perder de vista que os presentes \u2013 esse \u2018fazer-se presente\u2019 a quem nos oferecemos \u2013 mais do que as prendas \u2013 isso a que estamos presos por interesse ou conveni\u00eancia \u2013 s\u00e3o, afinal, uma forma de exercitarmos a aten\u00e7\u00e3o aos outros, tal como os magos, que abrindo os seus tesouros ofereceram presentes a Jesus. Ser\u00e1 que temos cultivado este sentido humano e crist\u00e3o daquilo que damos? Atendemos ao que damos ou a quem damos? Que espa\u00e7o t\u00eam os sinais crist\u00e3os \u2013 agora que somos confrontados com ataques s\u00f3rdidos e anti-crist\u00e3os \u2013 nos presentes que damos?  * \u2018Natal pela rua  \u2013 pres\u00e9pio para a vida\u2019 Eis um desafio com que, n\u00f3s crist\u00e3os, poder\u00edamos tentar remar contra certos intrusos \u2013 de conveni\u00eancia, de coniv\u00eancia ou de inconsci\u00eancia \u2013 atentat\u00f3rios do Natal de Jesus: n\u00e3o podemos enclaustrar hoje a Fam\u00edlia Sagrada; n\u00e3o podemos permitir que nos imponham outros sinais para al\u00e9m dos verdadeiros rostos da Sagrada Fam\u00edlia; n\u00e3o permitiremos que fa\u00e7am do pres\u00e9pio um resqu\u00edcio mais ou menos cultural de circunst\u00e2ncia&#8230; Meditando nas li\u00e7\u00f5es do pres\u00e9pio queremos expurgar certos intrusos do nosso Natal!   A. S\u00edlvio Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por muito que procuremos estar em atitude de abertura aos mais diversos sinais da express\u00e3o da f\u00e9 e doutras vertentes sociais, o Natal veicula-se (com especial linguagem) atrav\u00e9s de um c\u00f3digo com raiz, matiz e significado crist\u00e3os. Mesmo que referindo-nos a uma envolv\u00eancia (mais ou menos nost\u00e1lgica), o esp\u00edrito do Natal faz-nos reportar, em viv\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[206,267],"class_list":["post-15387","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-familia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15387\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}