{"id":15381,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bento-xvi-condena-terrorismo-e-fanatismo-religioso\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bento-xvi-condena-terrorismo-e-fanatismo-religioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bento-xvi-condena-terrorismo-e-fanatismo-religioso\/","title":{"rendered":"Bento XVI condena terrorismo e fanatismo religioso"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem para o Dia Mundial da Paz sublinha necessidade de \u00abverdade\u00bb <!--more--> Bento XVI condena de forma vigorosa o terrorismo e o fanatismo religioso na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz, hoje divulgada pela Santa S\u00e9, que se assinala a 1 de Janeiro de 2006. O texto leva como t\u00edtulo \u201cNa Verdade, a Paz\u201d e apresenta 16 pontos. Na primeira vez em que assina esta mensagem, o Papa reitera a \u201cfirme vontade da Santa S\u00e9\u201d de continuar a servir a causa da paz e reflecte em torno de dois conceitos fundamentais, a verdade e a mentira, lembrando o que aconteceu no s\u00e9culo XX, quando se \u201cmistificou\u201d a verdade em fun\u00e7\u00e3o de programas ideol\u00f3gicos e militares, com resultados tr\u00e1gicos. \u201cBasta pensar naquilo que aconteceu no s\u00e9culo passado, quando aberrantes sistemas ideol\u00f3gicos e pol\u00edticos mistificaram de forma programada a verdade, levando \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 supress\u00e3o de um n\u00famero impressionante de homens e mulheres, exterminando mesmo fam\u00edlias e comunidades inteiras\u201d, escreve. Sobre os actos terroristas, \u201cinspirados por um niilismo tr\u00e1gico e desconcertante\u201d e pelo \u201cfanatismo religioso, hoje frequentemente denominado fundamentalismo\u201d, o Papa condena \u201ca pretens\u00e3o de impor com a viol\u00eancia, em vez de propor \u00e0 livre aceita\u00e7\u00e3o dos outros, a pr\u00f3pria convic\u00e7\u00e3o acerca da verdade\u201d. Entre as preocupa\u00e7\u00f5es apresentadas na Mensagem est\u00e3o ainda a necessidade de um desarmamento nuclear, condenando os Governos que escondem armas nucleares, com a justifica\u00e7\u00e3o de garantir a seguran\u00e7a dos seus pa\u00edses. \u201cNuma guerra nuclear n\u00e3o haveria vencedores, apenas v\u00edtimas\u201d, alerta. \u201cA verdade da paz requer que todos \u2014 tanto os governos que de forma expl\u00edcita ou t\u00e1cita possuem armas nucleares, como os que pretendem consegui-las \u2014 invertam conjuntamente a marcha mediante op\u00e7\u00f5es claras e decididas, orientando-se para um progressivo e concordado desarmamento nuclear\u201d, refere a Mensagem. O Papa lamenta ainda o \u201caumento preocupante dos gastos militares e do com\u00e9rcio sempre pr\u00f3spero das armas\u201d, bem como a indiferen\u00e7a que envolve os processos de desarmamento, com grande preju\u00edzo para os pa\u00edses mais  pobres. Lembrando que a paz n\u00e3o pode ser apenas a aus\u00eancia de conflitos armados, a mensagem sublinha a import\u00e2ncia de se promoverem \u201ca verdade, a justi\u00e7a, a liberdade e o amor\u201d \u2013 direitos fundamentais das pessoas e dos povos. \u201cA paz apresenta-se ent\u00e3o de um modo novo: n\u00e3o como simples aus\u00eancia de guerra, mas como conviv\u00eancia dos diversos cidad\u00e3os numa sociedade governada pela justi\u00e7a, na qual se realiza tamb\u00e9m, na medida do poss\u00edvel, o bem de cada um deles\u201d, aponta. Bento XVI defende o papel central da ONU e das organiza\u00e7\u00f5es internacionais para a preven\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o de conflitos, pedindo que em caso de guerra seja aplicado o direito humanit\u00e1rio internacional. A mensagem aponta alguns sinais positivos, como a queda do n\u00famero de conflitos armados, desejando que se projecte um futuro de prosperidade para as popula\u00e7\u00f5es martirizadas \u201cda Palestina, a Terra de Jesus, e de algumas regi\u00f5es da \u00c1frica e da \u00c1sia\u201d. As quest\u00f5es da paz t\u00eam estado presentes desde o in\u00edcio do pontificado do Papa alem\u00e3o, algo vis\u00edvel j\u00e1 na escolha do nome Bento, como o mesmo faz quest\u00e3o de sublinhar: \u201cO nome que escolhi no dia da elei\u00e7\u00e3o para a C\u00e1tedra de Pedro, pretende indicar o meu convicto empenho a favor da paz. De facto, com ele quis fazer alus\u00e3o seja ao Santo Patrono da Europa, inspirador de uma civiliza\u00e7\u00e3o pacificadora no Continente inteiro, seja ao Papa Bento XV, que condenou a I Guerra Mundial como um \u00ab in\u00fatil massacre \u00bb empenhando-se para que fossem reconhecidas por todos as raz\u00f5es superiores da paz\u201d. Aos cat\u00f3licos em particular a Mensagem deixa um desafio, o de \u201cintensificar, em todas as partes do mundo, o an\u00fancio e o testemunho do \u00ab Evangelho da paz \u00bb, proclamando que o reconhecimento da verdade plena de Deus \u00e9 condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e indispens\u00e1vel para a consolida\u00e7\u00e3o da verdade da paz\u201d. \u201cIsto deve impelir os crentes em Cristo a fazerem-se testemunhas convictas de um Deus que \u00e9 inseparavelmente verdade e amor, colocando-se ao servi\u00e7o da paz numa ampla colabora\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica e com as outras religi\u00f5es e ainda com todos os homens de boa vontade\u201d, acrescenta o texto.  <B>Mensagem do Papa<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=26310\">\u2022 Na Verdade, a Paz<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem para o Dia Mundial da Paz sublinha necessidade de 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