{"id":153443,"date":"2019-11-08T15:34:34","date_gmt":"2019-11-08T15:34:34","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=153443"},"modified":"2019-11-10T10:01:05","modified_gmt":"2019-11-10T10:01:05","slug":"sociedade-familia-de-acolhimento-pode-ser-resposta-para-evitar-institucionalizacao-de-bebe-encontrado-num-caixote-do-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sociedade-familia-de-acolhimento-pode-ser-resposta-para-evitar-institucionalizacao-de-bebe-encontrado-num-caixote-do-lixo\/","title":{"rendered":"Sociedade: Fam\u00edlia de acolhimento pode ser resposta para evitar institucionaliza\u00e7\u00e3o de beb\u00e9 encontrado num caixote do lixo"},"content":{"rendered":"<p><em>Ana Sofia Marques, jurista na associa\u00e7\u00e3o Candeia, acredita que sociedade civil pode fazer a diferen\u00e7a na vida de crian\u00e7as em casas de acolhimento<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_153363\" aria-describedby=\"caption-attachment-153363\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/naom_5dc2de380b2e9.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-153363 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/naom_5dc2de380b2e9-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/naom_5dc2de380b2e9-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/naom_5dc2de380b2e9-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/naom_5dc2de380b2e9.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-153363\" class=\"wp-caption-text\">Foto: INEM<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 08 nov 2019 (Ecclesia) \u2013 Ana Sofia Marques, jurista na associa\u00e7\u00e3o Amigos Pra Vida, disse hoje que uma fam\u00edlia de acolhimento pode evitar a institucionaliza\u00e7\u00e3o do beb\u00e9 que foi encontrado por uma pessoa em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo, antes da concretiza\u00e7\u00e3o do processo de ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO mediatismo da situa\u00e7\u00e3o pode ser posto ao servi\u00e7o de outras crian\u00e7as. Espero que este beb\u00e9 encontre rapidamente a melhor resposta, mas h\u00e1 outros an\u00f3nimos que passam por circunst\u00e2ncias parecidas e n\u00e3o t\u00eam a sua situa\u00e7\u00e3o resolvida\u201d, explicou a jurista do projeto Amigos Pra Vida, da associa\u00e7\u00e3o Candeia, \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Judici\u00e1ria (PJ) deteve hoje de madrugada na zona de Lisboa uma mulher de 22 anos, presum\u00edvel m\u00e3e do rec\u00e9m-nascido encontrado na ter\u00e7a-feira num caixote do lixo em Lisboa; a jovem\u00a0 \u201cvivia em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias na via p\u00fablica\u201d, informa a PJ.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, o respons\u00e1vel pela unidade de cuidados intensivos neonatais do Hospital Dona Estef\u00e2nia disse que o rec\u00e9m-nascido \u201c\u00e9 um beb\u00e9 saud\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O projeto <a href=\"https:\/\/www.candeia.org\/amigos-pra-vida\/\">Amigos Pra Vida<\/a> \u201cangaria, seleciona, forma e acompanha adultos e fam\u00edlias volunt\u00e1rias que desejem estabelecer la\u00e7os de amizade com uma crian\u00e7a ou jovem que, viva numa casa de acolhimento residencial e possa beneficiar de uma rela\u00e7\u00e3o de amizade\u201d, pode ler-se na apresenta\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o no seu site.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 \u201ccriar uma plataforma onde adultos e fam\u00edlias se possam inscrever como volunt\u00e1rios; entidades competentes possam sinalizar crian\u00e7as e jovens que beneficiem desta rela\u00e7\u00e3o\u201d, tendo sempre o interesse da crian\u00e7a em primeiro lugar.<\/p>\n<p>A medida do acolhimento familiar est\u00e1 prevista na lei desde 1999, tendo havido uma altera\u00e7\u00e3o em 2015, que \u201crefor\u00e7ou a necessidade de as crian\u00e7as entre os 0 aos 6 anos serem acolhidas em fam\u00edlias antes de se pensar da possibilidade de coloca\u00e7\u00e3o em casas de acolhimento\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEsta \u00e9 uma necessidade acompanhada do ponto de vista cient\u00edfico porque se conhece o benef\u00edcio da integra\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as nas fam\u00edlias nos primeiros anos de vida e os preju\u00edzos emocionais que causa a sua institucionaliza\u00e7\u00e3o, por melhor que a institui\u00e7\u00e3o e os cuidadores sejam\u201d, sublinha Ana Sofia Marques.<\/p><\/blockquote>\n<p>A jurista explica haver \u201cvontade pol\u00edtica para que as IPSS se possam constituir como entidades reguladoras de fam\u00edlias de acolhimento\u201d, mas a realidade \u00e9 que apenas uma associa\u00e7\u00e3o no norte do pa\u00eds, \u00abMundos de Vida\u00bb, tem um acordo com a Seguran\u00e7a Social para esse efeito.<\/p>\n<p>\u201cA lei permite que outras IPSS possam fazer este enquadramento mas ainda n\u00e3o h\u00e1 da parte da Seguran\u00e7a Social a manifesta\u00e7\u00e3o de interesse nesse acordo\u201d, indica.<\/p>\n<p>Fora do distrito de Lisboa \u00e9 a Seguran\u00e7a Social que desempenha esse papel e na capital \u00e9 a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Lisboa, tendo lan\u00e7ado uma <a href=\"http:\/\/www.scml.pt\/pt-PT\/areas\/acao_social\/adocao_e_acolhimento_familiar#acolhimento_familiar\">campanha<\/a> com esse fim: \u201cEste enquadramento poderia ser disseminado pelo pa\u00eds e ainda n\u00e3o \u00e9\u201d, enquadra a jurista.<\/p>\n<p>Ana Sofia explica que se cada IPSS pudesse encarregar-se de cinco fam\u00edlias, encontrava-se uma resposta sem precedentes: \u201cSe cada IPSS que tem voca\u00e7\u00e3o e desenvolve trabalho nesta \u00e1rea, tiver uma equipa t\u00e9cnica para fazer este acompanhamento, os tribunais saber\u00e3o que contam com esta resposta\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuando se pergunta, na altura pr\u00f3pria do processo, se existe fam\u00edlia de acolhimento a resposta tem sido n\u00e3o. No momento em que isto for uma prioridade pol\u00edtica mas estiver tamb\u00e9m na consci\u00eancia das pessoas que est\u00e3o \u00e0 frente da decis\u00e3o dos processos, acredito que a sociedade civil se vai mobilizar para dar resposta. Quando \u00e9 uma necessidade mas que n\u00e3o \u00e9 querida por todos, as fam\u00edlias que se voluntariam n\u00e3o s\u00e3o muito bem tratadas\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>A entrevistada indica haver muito trabalho a fazer nas diferentes fases de um processo de ado\u00e7\u00e3o para que \u201cem poucos meses\u201d uma crian\u00e7a possa \u201cconhecer a sua fam\u00edlia\u201d, mas enquanto isso n\u00e3o acontece \u201cdeveria promover-se imediatamente a notifica\u00e7\u00e3o para saber se h\u00e1 uma fam\u00edlia de acolhimento dispon\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel indica que a disponibilidade de haver fam\u00edlias de acolhimento tem de surgir da sociedade civil, \u201cn\u00e3o do Estado\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs fam\u00edlias de acolhimento n\u00e3o surgem do Estado mas da sociedade civil: surgem da sua sensibiliza\u00e7\u00e3o e da sua vontade capacitada de ajudar\u201d, traduz Ana Sofia Marques.<\/p><\/blockquote>\n<p>A capacita\u00e7\u00e3o para ser fam\u00edlia de acolhimento \u00e9 trabalhada por entidades respons\u00e1veis e \u201cn\u00e3o pode ser um impulso de compaix\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de um discernimento familiar, de ver compet\u00eancia, avalia\u00e7\u00f5es e perceber se os objetivos s\u00e3o os certos com as entidades respons\u00e1veis a fazer o acompanhamento para a tomada de decis\u00e3o\u201d, traduz a jurista que enfatiza a import\u00e2ncia das fam\u00edlias \u201cquando uma crian\u00e7a entra no sistema\u201d institucional.<\/p>\n<p>A jurista afirma que as fam\u00edlias de acolhimento podem fazer a diferen\u00e7a na vida de uma crian\u00e7a que beneficia de rela\u00e7\u00f5es familiares ao inv\u00e9s de estar, no caso de beb\u00e9s, um ano, por vezes, numa casa de acolhimento enquanto se espera que o processo de ado\u00e7\u00e3o avance.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Sofia Marques, jurista na associa\u00e7\u00e3o Amigos Pra Vida, acredita 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