{"id":15316,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-igreja-na-cidade-dos-homens\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-igreja-na-cidade-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-igreja-na-cidade-dos-homens\/","title":{"rendered":"A Igreja na cidade dos homens"},"content":{"rendered":"<p>Encontro do bispo de Santar\u00e9m com os autarcas da diocese <!--more--> 1. Raz\u00f5es deste encontro. \u00c9 uma honra para a Diocese e um gosto para mim e para os meus colaboradores mais directos, receber t\u00e3o ilustres visitantes nesta antiga e austera Sala de Actos, lugar de celebra\u00e7\u00e3o de muitos eventos n\u00e3o s\u00f3 da Igreja como da sociedade, especialmente da cidade de Santar\u00e9m, que atrav\u00e9s de variados \u00f3rg\u00e3os ou associa\u00e7\u00f5es a requisita. \u00c8 o nosso sal\u00e3o nobre, com uma nobreza que vem dos muitos momentos solenes aqui comemorados e para a qual v\u00f3s contribuis tamb\u00e9m com a vossa apreciada presen\u00e7a. Este convite dirigido \u00e0s autoridades aut\u00e1rquicas para partilhar da alegria do nosso trig\u00e9simo anivers\u00e1rio da Diocese de Santar\u00e9m, tem um contexto e uma raz\u00e3o: Antes de mais agradecer e retribuir o acolhimento atencioso e cordial que tenho recebido da parte de todos v\u00f3s. Tenho como prop\u00f3sito, sempre que vou visitar as comunidades crist\u00e3s, ir cumprimentar as autarquias para manifestar o meu apre\u00e7o e reconhecimento a todos aqueles que s\u00e3o escolhidos pelos cidad\u00e3os para servir o bem p\u00fablico e desenvolver a qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es. Nestas visitas \u00e0s autarquias, sempre tenho recebido um tratamento muito gentil e cort\u00eas. A visita ajuda a estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o amistosa, cria la\u00e7os de estima, de di\u00e1logo e de colabora\u00e7\u00e3o em assuntos v\u00e1rios que interessam o bem das comunidades e que dependem de ambas as entidades &#8211; autarquias e Igreja. Nestes encontros tomamos consci\u00eancia de que estamos ao servi\u00e7o das mesmas pessoas. Somos respons\u00e1veis por cuidar de dimens\u00f5es diferentes mas tamb\u00e9m complementares dentro de uma vis\u00e3o global da qualidade de vida das pessoas e da sociedade. De facto, a qualidade de vida abrange n\u00e3o s\u00f3 a dimens\u00e3o econ\u00f3mica e pol\u00edtica mas igualmente a dimens\u00e3o \u00e9tica, a integra\u00e7\u00e3o e boa rela\u00e7\u00e3o social assente no respeito m\u00fatuo e na solidariedade, a dimens\u00e3o espiritual, alicerce s\u00f3lido e centro unificador de todas as outras. Descobrimos, desta forma, que temos algo em comum: Estamos ao servi\u00e7o das mesmas pessoas. A autoridade, que somos chamados a exercer, n\u00e3o \u00e9 um poder que nos torna privilegiados. \u00c9 um servi\u00e7o que exige disponibilidade e dedica\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel. Para al\u00e9m deste motivo pessoal, tenho conhecimento da colabora\u00e7\u00e3o institucional em v\u00e1rias \u00e1reas que tocam as par\u00f3quias e as autarquias, como: Restauro do patrim\u00f3nio, embelezamento dos adros, apoio a iniciativas de forma\u00e7\u00e3o juvenil, etc. Por isso, celebrando os trinta anos gostaria de associar a este momento festivo as autarquias para lhes manifestar a minha estima e apre\u00e7o pela forma sacrificada como se dedicam ao servi\u00e7o da sociedade, da qual a Igreja faz parte e na qual procura colaborar. Desta vontade nasceu este convite para um concerto na S\u00e9, Igreja que ocupa um lugar central em todas as par\u00f3quias: \u00c9 a Igreja M\u00e3e, onde s\u00e3o ordenados os presb\u00edteros e onde decorrem os principais acontecimentos da vida diocesana. Pens\u00e1mos num encontro informal e simultaneamente festivo que fosse um momento de conv\u00edvio, de melhor conhecimento m\u00fatuo, de cultura e que, deste modo, se tornasse ponto e partida para um di\u00e1logo sobre uma melhor parceria e articula\u00e7\u00e3o mais eficaz em v\u00e1rias esferas da vida social que nos s\u00e3o comuns. A solu\u00e7\u00e3o de alguns problemas ser\u00e1 mais beneficiada se houver melhor conjuga\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os como, por exemplo, no apoio aos necessitados, no socorro \u00e0s v\u00edtimas de calamidades (Deus n\u00e3o permita&#8230; mas \u00e0s vezes acontecem). V\u00e1rias \u00e1reas exigem mesmo entendimento e colabora\u00e7\u00e3o, como: o restauro, conserva\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio cultural; o cuidado da infra estruturas (adros, casas mortu\u00e1rias, espa\u00e7os para o Escutismo ou outros movimento juvenis); institui\u00e7\u00f5es de solidariedade; espa\u00e7os comunit\u00e1rios; etc. Um exemplo recente exemplifica as vantagens da colabora\u00e7\u00e3o: A exposi\u00e7\u00e3o de arte sacra sobre o Esp\u00edrito Santo no Semin\u00e1rio, em Santar\u00e9m. Nem a C\u00e2mara Municipal nem Igreja, s\u00f3 por si, isoladamente, teriam organizado esta iniciativa com a mesma qualidade e ades\u00e3o de visitantes.  2. Um relacionamento diferente. Esta colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje poss\u00edvel realizar-se sem confus\u00f5es. Alcan\u00e7\u00e1mos, na verdade, em rela\u00e7\u00e3o ao passado, uma atitude diferente no relacionamento entre a Igreja e o Estado. Muitas vezes, em tempos passados, estas Institui\u00e7\u00f5es estiveram de costas voltadas e mesmo em conflito. Possivelmente por circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas diferentes e por culpa de um lado e do outro. Actualmente alcan\u00e7\u00e1mos, a n\u00edvel social, eclesial e pol\u00edtico, maturidade democr\u00e1tica que nos permite respeitar, sem intromiss\u00f5es nem confus\u00f5es, as respectivas \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o e conjugar os nossos contributos diferentes para o desenvolvimento global da sociedade e da pessoa. Da parte da Igreja houve uma mudan\u00e7a profunda de atitude a partir de um acontecimento de que hoje celebramos o quadrag\u00e9simo anivers\u00e1rio: a 8 de Dezembro de 1965 celebrava-se a clausura do Conc\u00edlio Vaticano II que marcou uma viragem profunda em muitas atitudes da Igreja. Lembro resumidamente alguns aspectos que marcam um estilo novo:  a)- Uma atitude diferente para com a cultura moderna e as sociedades democr\u00e1ticas. Atitude de di\u00e1logo, solidariedade e colabora\u00e7\u00e3o. Na fidelidade \u00e0s origens do cristianismo, a Igreja abre as portas ao mundo, procura desempenhar a miss\u00e3o que recebera do Seu Senhor: Ser luz e fermento de um mundo melhor, sinal e instrumento de uni\u00e3o entre todos os homens, espa\u00e7o e fermento da fam\u00edlia universal das na\u00e7\u00f5es, sem divis\u00e3o de ra\u00e7as l\u00ednguas ou povos. O Conc\u00edlio promoveu igualmente o di\u00e1logo com a cultura e com as outras confiss\u00f5es crist\u00e3s e religiosas, dando aten\u00e7\u00e3o e apoio ao movimento ecum\u00e9nico. A introdu\u00e7\u00e3o do documento conciliar que aborda o papel da Igreja no mundo (Gaudium et Spes), manifesta bem a atitude de abertura e solidariedade: \u201cAs alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e ang\u00fastias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e dos aflitos, s\u00e3o tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as de todos os disc\u00edpulos de Cristo e n\u00e3o hoje nada verdadeiramente humano que n\u00e3o tenha resson\u00e2ncia em seu cora\u00e7\u00e3o\u201d (GS 1).  Esta mudan\u00e7a encontrou eco na sensibilidade dos respons\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es. O sinal mais not\u00f3rio foram as ex\u00e9quias do Papa Jo\u00e3o Paulo II com uma presen\u00e7a de l\u00edderes mundiais nunca vista at\u00e9 ent\u00e3o.  b)- No interno da Igreja operou-se tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a de imagem ou de modelo. Na fidelidade \u00e0s origens, passou-se do modelo societ\u00e1rio ao modelo comunit\u00e1rio: Enquanto no passado se destacava a Igreja como uma sociedade, hoje procura apresentar-se como \u201cCasa e escola de comunh\u00e3o\u201d que acolhe, que integra e cria la\u00e7os fraternos. Esta dimens\u00e3o adquiriu hoje uma import\u00e2ncia especial devido \u00e0s dificuldades de integra\u00e7\u00e3o das pessoas numa sociedade onde frequentemente faltam as ra\u00edzes e as refer\u00eancias  c)- Uma maior aten\u00e7\u00e3o e compromisso com o homem. O documento atr\u00e1s citado, (Gaudium et Spes), interpreta \u00e0 luz da centralidade de Cristo, a condi\u00e7\u00e3o do homem contempor\u00e2neo, a sua voca\u00e7\u00e3o e dignidade, assim como os \u00e2mbitos da sua vida: a fam\u00edlia, a cultura, a economia, a pol\u00edtica e a comunidade internacional. \u201cEsta \u00e9 a miss\u00e3o da Igreja ontem hoje e sempre: anunciar e dar testemunho de Cristo, para que o homem, todo o homem, possa realizar plenamente a sua voca\u00e7\u00e3o\u201d (Bento XVI, alocu\u00e7\u00e3o de 20 de Novembro de 2005).  d)- Autoridade como servi\u00e7o e n\u00e3o como poder. A autoridade merece-se, alcan\u00e7a-se pela dedica\u00e7\u00e3o, pelo apre\u00e7o pelas pessoas, pela compet\u00eancia. \u00c9 a autoridade pastoral, do pastor b\u00edblico que, segundo as palavras de Cristo, conhece pelo nome as ovelhas que lhe s\u00e3o confiadas e d\u00e1 a vida por elas. \u00c9 a autoridade do amor que se entrega ao servi\u00e7o. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos pastores da Igreja que as pessoas hoje esperam este estilo de autoridade merecida pelo servi\u00e7o. \u00c9 tamb\u00e9m, segundo me parece, das autoridades civis de quem muito exigem e a quem nem sempre compreendem.  3. Objectivos comuns: Subjacente \u00e0 atitude de di\u00e1logo e de colabora\u00e7\u00e3o, temos objectivos comuns que nos animam: A vida do homem com qualidade e o desenvolvimento global da sociedade. A consecu\u00e7\u00e3o destes objectivos comuns pode ter na base convic\u00e7\u00f5es e pedagogias diferentes. Permiti que refira brevemente algumas convic\u00e7\u00f5es da Igreja. \u00c9 uma base necess\u00e1ria para um di\u00e1logo comum. A arte e a cultura que a Igreja criou ao longo dos tempos constituem hoje um patrim\u00f3nio cultural que todos t\u00eam o direito de usufruir. S\u00e3o, por isso, uma \u00e1rea sobre a qual \u00e9 necess\u00e1rio o di\u00e1logo e a colabora\u00e7\u00e3o das autarquias e da Igreja. Subjacentes a este objectivo comum, podem estar convic\u00e7\u00f5es diferentes. Para n\u00f3s cat\u00f3licos, as obras de arte s\u00e3o express\u00e3o e ve\u00edculos de humanismo, da beleza e da harmonia. Na sua origem, como fonte criativa, est\u00e1 uma cultura, uma concep\u00e7\u00e3o de pessoa e de sociedade. A preocupa\u00e7\u00e3o da Igreja pelo humanismo (\u201cA Igreja \u00e9 perita em humanismo\u201d, como disse Paulo VI) \u00e9 consequ\u00eancia da f\u00e9 em Deus. Deus \u00e9 a medida do homem e o suporte do humanismo. A morte de Deus tem sido a morte do homem, como constatava um conhecido humanista, por sinal n\u00e3o crente. Face ao crescimento do bem-estar econ\u00f3mico e do progresso material verificamos a diminui\u00e7\u00e3o do humanismo. O mundo moderno mostra-se mais desumano (a economia acima da pessoa; solid\u00e3o dos idosos; desigualdades sociais; desconfian\u00e7a m\u00fatua; viol\u00eancia dom\u00e9stica; crescimento do ego\u00edsmo; tumultos nos arrabaldes de Paris). O mundo moderno parece um deserto (vazio de valores, \u00e1rido de humanismo). Deserto \u00e9 uma imagem b\u00edblica com actualidade. Muitas pessoas experimentam uma esp\u00e9cie de deserto (aridez e secura espiritual). \u201cH\u00e1 muitas formas de deserto explicava o Papa na primeira homilia: o deserto da pobreza, o deserto da fome e da sede, o deserto do abandono, da solid\u00e3o e do amor tra\u00eddo. Existe tamb\u00e9m o deserto da obscuridade de Deus, do vazio das almas que j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia da dignidade e do rumo do homem. Os desertos exteriores multiplicam-se no mundo porque se estenderam os desertos interiores. A miss\u00e3o pastoral da Igreja \u00e9 resgatar as pessoas do deserto e conduzi-las ao lugar da vida\u201d. (Bento XVI).  A vis\u00e3o do homem, que \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da cultura, condiciona decisivamente a educa\u00e7\u00e3o, a vida pessoal e social. Na origem de muitas crises da nossa sociedade, est\u00e1 uma vis\u00e3o reduzida do homem, como afirmava Jo\u00e3o Paulo II. O cristianismo gera um humanismo, uma concep\u00e7\u00e3o do homem. A B\u00edblia refere, a este prop\u00f3sito, o primeiro e o segundo Ad\u00e3o. Cristo \u00e9 o segundo Ad\u00e3o, o homem na plenitude da perfei\u00e7\u00e3o. Verdadeiro Deus e verdadeiro homem, como confessamos no Credo, Jesus Cristo \u00e9 Filho de Deus, de condi\u00e7\u00e3o divina e, simultaneamente, profundamente humano, como todos n\u00f3s. Em Cristo encontramos a perfei\u00e7\u00e3o e plenitude do humano. Assim compreendemos a afirma\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio: \u201cO mist\u00e9rio do homem s\u00f3 se esclarece no mist\u00e9rio do Verbo Incarnado\u2026 Cristo, o novo Ad\u00e3o manifesta plenamente o homem ao pr\u00f3prio homem e descobre-lhe a grandeza da sua voca\u00e7\u00e3o.\u201d (GS 22). A cultura actual, marcada pelo subjectivismo e pelo relativismo, asfixia o homem nos seus limites, deixa-o prisioneiro do seu ego\u00edsmo. O cristianismo abre o homem ao mist\u00e9rio, oferece raz\u00f5es e fundamento para a esperan\u00e7a. Promove o seu crescimento global, na aten\u00e7\u00e3o a todas as dimens\u00f5es da pessoa humana, destacando naturalmente a mais esquecida: a interioridade.   4. A Igreja comunidade que integra. A dignidade da pessoa est\u00e1 associada \u00e0 vida comunit\u00e1ria. Desde as origens, a uni\u00e3o fraterna e a partilha caracterizam a vida dos fi\u00e9is (Cf Act 2, 42-47). Hoje a integra\u00e7\u00e3o, sobretudo de imigrantes, tornou-se um problema. Nas sociedades de bem estar cresceu o individualismo e a solid\u00e3o, bem como a indiferen\u00e7a perante os outros. As pessoas, no entanto, anseiam por comunidades. Esta \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o importante da Igreja: acolher e integrar os indiv\u00edduos em comunidades. Faz parte integrante da sua miss\u00e3o religiosa. O sinal mais importante da f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 a reuni\u00e3o da eucaristia: Uma reuni\u00e3o festiva, transcendente, onde a rela\u00e7\u00e3o fraterna, a partilha, a beleza do canto, a alegria do encontro manifestam a originalidade do cristianismo.  Desculpem esta tend\u00eancia para a prega\u00e7\u00e3o. S\u00e3o tiques do of\u00edcio. Desejava apenas partilhar algumas convic\u00e7\u00f5es que s\u00e3o premissas para um melhor conhecimento m\u00fatuo e para um di\u00e1logo e colabora\u00e7\u00e3o transparentes. Agrade\u00e7o uma vez mais a vossa amabilidade e aten\u00e7\u00e3o prestada.  D. Manuel Pelino, Bispo de Santar\u00e9m Santar\u00e9m, 08 de Dezembro de 2005<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro do bispo de Santar\u00e9m com os autarcas da diocese<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[119,120,144,180,191,193,206,223,237,261,285,314],"class_list":["post-15316","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-arte-sacra","tag-bento-xvi","tag-concilio-vaticano-ii","tag-diocese-de-santarem","tag-economia","tag-educacao","tag-familia","tag-igreja-na-cidade","tag-joao-paulo-ii","tag-missoes","tag-patrimonio","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15316\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}