{"id":15203,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/diocese-do-algarve-presta-homenagem-a-d-marcelino-franco-falecido-ha-50-anos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"diocese-do-algarve-presta-homenagem-a-d-marcelino-franco-falecido-ha-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diocese-do-algarve-presta-homenagem-a-d-marcelino-franco-falecido-ha-50-anos\/","title":{"rendered":"Diocese do Algarve presta homenagem a D. Marcelino Franco, falecido h\u00e1 50 anos"},"content":{"rendered":"<p>Completa-se no pr\u00f3ximo dia 3 de Dezembro (s\u00e1bado) o cinquenten\u00e1rio do falecimento, ocorrido em Faro, de D. Marcelino Ant\u00f3nio Maria Franco, o algarvio que escutou o chamamento do Senhor e foi Pastor da Igreja do Algarve durante 35 anos. Uma efem\u00e9ride de um profundo simbolismo para esta Terra-M\u00e3e e para a sua Igreja diocesana e com o relevante significado do quotidiano pedido ao pedido de \u00abmuitas e santas voca\u00e7\u00f5es sacerdotais\u00bb. Em tempos particularmente dif\u00edceis para o Catolicismo em Portugal, os que se viveram em grande parte a partir de 1910, foram corajosamente enfrentados por uma pl\u00eaiade de bispos, sacerdotes, religiosos e leigos, que, suportando sacrif\u00edcios, inj\u00farias, falta de liberdade religiosa e outros desafios que lhes foram colocados souberam com f\u00e9, estoicismo e perseveran\u00e7a prosseguir a miss\u00e3o evang\u00e9lica. Entre eles ocupa um lugar muito especial, pelas posi\u00e7\u00f5es assumidas e pela forma como soube concretizar o esp\u00edrito de fidelidade ao Evangelho a figura de D. Marcelino, um Santo Pastor que o Pai deu aos seus filhos algarvios. Foi o saudoso prelado, quando ainda era o c\u00f3nego Franco, que face aos ditames legais de pregar em p\u00fablico o Evangelho criou em 1914 a \u00abFolha do Domingo\u00bb, seman\u00e1rio diocesano algarvio, para que a Boa Nova pudesse atingir todos os recantos da diocese e possu\u00edsse as oficinas tipogr\u00e1ficas (a Tipografia Uni\u00e3o, que hoje prossegue, n\u00e3o obstante \u00abventos e mar\u00e9s\u00bb) para que a mesma fosse imprensa e composta. Natural de Santa Maria de Tavira, o\u00adnde nasceu a 17 de Abril de 1871, frequentou o Semin\u00e1rio de S\u00e3o Jos\u00e9, em Faro, o\u00adnde concluiu o Curso Trienal. Foi ordenado presb\u00edtero a 13 de Novembro de 1893, sendo Bispo D. Ant\u00f3nio Mendes Belo (1884-1907). Ainda antes da sua ordena\u00e7\u00e3o j\u00e1 era prefeito do Semin\u00e1rio, em cujas fun\u00e7\u00f5es prosseguiu, bem como desempenhou o cargo de professor de Literatura e de Teologia e de vice-reitor, este por provis\u00e3o de 1905. Em 1897 foi apresentado como p\u00e1roco colado da par\u00f3quia de Ode\u00e1xere e em Outubro de 1901 foi provido como escriv\u00e3o da C\u00e2mara Eclesi\u00e1stica e nomeado por provis\u00e3o de 13 de Agosto de 1915, na v\u00e9spera da Festividade da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, pelo Bispo D. Ant\u00f3nio Barbosa Le\u00e3o (1907-1919), c\u00f3nego capitular do Cabido da S\u00e9 de Faro. Foi o Papa Bento XV (1914-1922), que em 1920, o nomeou Bispo da diocese do Algarve, sendo sagrado, \u00abcom solene pompa neste templo\u00bb em solen\u00edssima cerim\u00f3nia, com a presen\u00e7a das mais destacadas autoridades religiosas e civis, conforme o atestam para a posteridade as l\u00e1pides em m\u00e1rmore existentes de um e do outro lado do altar-mor na S\u00e9 Catedral. Presidiu \u00e0 sagra\u00e7\u00e3o de D. Marcelino, como Bispo do Algarve, o Cardeal-Patriarca de Lisboa D. Ant\u00f3nio Mendes Belo, sendo co-sagrantes D. Manuel Mendes da Concei\u00e7\u00e3o (Arcebispo de \u00c9vora) e D. Ant\u00f3nio Alves Ferreira (Bispo de Viseu). Foram 35 anos de intenso, prof\u00edcuo, vivido e participado Bispado, em que grangeou a estima, a amizade e a compreens\u00e3o da generalidade das gentes algarvias, que lhe dedicavam uma admira\u00e7\u00e3o muito afectiva. Nos \u00faltimos anos e devido \u00e0 precaridade da sua sa\u00fade teve como Bispo Coadjutor D. Frei Francisco Domingos Rendeiro, j\u00e1 falecido e que foi mais tarde Arcebispo de Coimbra, tendo-lhe sucedido tamb\u00e9m nos destinos da diocese do Algarve, a quando do seu falecimento, ocorrido em 3 Dezembro de 1955. Os restos mortais de D. Marcelino Franco encontram-se na cripta do altar-mor da S\u00e9 Catedral em Faro. Sufragando a alma do sempre lembrado algarvio que foi Bispo do Algarve, bem como a de todos os prelados da diocese que o Senhor chamou a Si, ser\u00e1 concelebrada a Eucaristia, presidida por D. Manuel Quintas (Bispo Diocesano) no pr\u00f3ximo dia 3 de Dezembro, na Casa de Retiros da diocese, em S\u00e3o Louren\u00e7o do Palmeiral (P\u00eara). Ao recordar a figura de D. Marcelino, fundador e primeiro director da \u00abFolha do Domingo\u00bb prestamos-lhe a nossa homenagem e evoca\u00e7\u00e3o neste cinquenten\u00e1rio da sua chamada ao Pai.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Completa-se no pr\u00f3ximo dia 3 de Dezembro (s\u00e1bado) o cinquenten\u00e1rio do falecimento, ocorrido em Faro, de D. Marcelino Ant\u00f3nio Maria Franco, o algarvio que escutou o chamamento do Senhor e foi Pastor da Igreja do Algarve durante 35 anos. 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