{"id":15145,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/ano-liturgico-e-um-verdadeiro-e-eficaz-guia-de-vida-crista\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"ano-liturgico-e-um-verdadeiro-e-eficaz-guia-de-vida-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ano-liturgico-e-um-verdadeiro-e-eficaz-guia-de-vida-crista\/","title":{"rendered":"Ano lit\u00fargico \u00e9 um verdadeiro e eficaz \u00abguia de vida crist\u00e3\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista ao padre Carlos Cabecinhas. <!--more--> No arranque de um novo ano lit\u00fargico, iniciado com o I domingo do Advento, fomos aprofundar um pouco este tema, numa entrevista com o padre Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, licenciado em Liturgia. Actualmente, este padre diocesano desempenha fun\u00e7\u00f5es na equipa formadora do Semin\u00e1rio Maior de Coimbra, sendo tamb\u00e9m director do Secretariado Diocesano de Pastoral Lit\u00fargica e M\u00fasica Sacra, e membro do Secretariado Nacional de Liturgia. Nesta pequena conversa, apresenta alguns dados hist\u00f3ricos e teol\u00f3gicos sobre esta forma de organiza\u00e7\u00e3o da liturgia anual da Igreja e testemunha-nos, tamb\u00e9m, o modo como vive pessoalmente essa organiza\u00e7\u00e3o e como ela pode ser \u201cpedag\u00f3gica\u201d para os fi\u00e9is.  <i>O Mensageiro &#8211; O que \u00e9, em termos pr\u00e1ticos, o ano lit\u00fargico? Pe. Carlos Cabecinhas &#8211;<\/i> O ano lit\u00fargico \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o, no decurso de um ano, de todo o mist\u00e9rio de Cristo. Toda a celebra\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 sempre celebra\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, mas tal celebra\u00e7\u00e3o estende-se, de forma diferenciada, aos v\u00e1rios momentos do ano. No dizer de um liturgista italiano, \u201co ano lit\u00fargico n\u00e3o \u00e9 uma ideia, mas uma pessoa, Jesus Cristo e o seu mist\u00e9rio realizado no tempo\u201d (Bergamini). Em termos pr\u00e1ticos, \u00e9 a forma como a Igreja nos prop\u00f5e celebrar Jesus Cristo, com momentos de particular intensidade. Tem a dura\u00e7\u00e3o de um ano solar, ao longo do qual nos vai sendo proposto todo um caminho de celebra\u00e7\u00e3o e aprofundamento do conte\u00fado fundamental da f\u00e9 crist\u00e3.   <i>OM &#8211; Historicamente, como se chegou \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do ano lit\u00fargico? CC &#8211;<\/i> \u00c9 claro que o ano lit\u00fargico n\u00e3o conheceu sempre a estrutura e organiza\u00e7\u00e3o que hoje apresenta. Num primeiro momento, a \u00fanica festa crist\u00e3 foi a P\u00e1scoa, celebrada, quer uma vez por semana, no Domingo, quer, de modo mais solene, uma vez por ano. Assim, a mais antiga festa crist\u00e3 \u00e9 o Domingo, \u201cP\u00e1scoa semanal\u201d. Partindo da\u00ed, passa a dar-se particular relevo \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o, uma vez por ano, da mesma festividade. Esta festa anual da P\u00e1scoa, celebrada com uma solene vig\u00edlia, est\u00e1 testemunhada desde o s\u00e9culo II. Esse n\u00facleo festivo, a vig\u00edlia, dar\u00e1 origem ao Tr\u00edduo Pascal e ao Tempo Pascal, os cinquenta dias que se seguem ao Tr\u00edduo. S\u00f3 posteriormente se estabeleceu um per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o: a Quaresma. J\u00e1 estava assim estruturado este ciclo festivo pascal quando, na segunda metade do s\u00e9culo IV, surgiu o ciclo natal\u00edcio. Para criar um certo paralelismo com o ciclo pascal, para a celebra\u00e7\u00e3o do Natal e da Epifania foi criado um tempo de prepara\u00e7\u00e3o: o Advento. Quer isto dizer que no s\u00e9culo V o ano lit\u00fargico j\u00e1 apresentava a configura\u00e7\u00e3o que hoje lhe conhecemos.  <i>OM &#8211; Como est\u00e1 estruturado o ano lit\u00fargico? CC &#8211;<\/i> Como se percebe pela breve apresenta\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, o ano lit\u00fargico tem tr\u00eas grandes ciclo: o ciclo pascal (Quaresma, Tr\u00edduo Pascal e Tempo Pascal), o ciclo natal\u00edcio (Advento e Tempo do Natal) e o Tempo Comum, isto \u00e9, os restantes momentos do ano lit\u00fargico que n\u00e3o pertencem a nenhum dos ciclos anteriores. \u00c9 claro que haveria ainda a referir o chamado \u201cSantoral\u201d, o calend\u00e1rio das celebra\u00e7\u00f5es da Virgem Maria e dos Santos, que atravessa todo o ano lit\u00fargico.  <i>OM &#8211; De todos esses tempos e ciclos, qual o principal momento do ano lit\u00fargico? CC &#8211;<\/i> O centro do ano lit\u00fargico, o seu momento mais importante, \u00e9 sem d\u00favida o Tr\u00edduo Pascal da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. No Tr\u00edduo, a celebra\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 a Vig\u00edlia Pascal. Toda a Quaresma orienta para a viv\u00eancia e celebra\u00e7\u00e3o deste Tr\u00edduo, e o Tempo Pascal mais n\u00e3o \u00e9 do que o prolongamento festivo dessa celebra\u00e7\u00e3o. Em segundo lugar, em termos de import\u00e2ncia, est\u00e1 a celebra\u00e7\u00e3o do Natal. Curiosamente, a n\u00edvel social, o Natal aparece como mais importante do que a P\u00e1scoa. Em terceiro lugar, destaco o Domingo, como celebra\u00e7\u00e3o semanal da P\u00e1scoa.  <i>OM &#8211; Qual lhe parece ser a sensibilidade dos fi\u00e9is para a viv\u00eancia do ano lit\u00fargico? CC &#8211;<\/i> O ano lit\u00fargico apresenta uma estrutura complexa, o que dificulta a sua percep\u00e7\u00e3o, por parte dos f\u00e9is, como unidade. Julgo que uma parte significativa dos crist\u00e3os n\u00e3o tem consci\u00eancia clara do \u201cano lit\u00fargico\u201d como unidade. As celebra\u00e7\u00f5es sucedem-se e a sua sequ\u00eancia \u00e9 conhecida, mas n\u00e3o se vai muito al\u00e9m disso. A consequ\u00eancia desta pouca percep\u00e7\u00e3o do ano lit\u00fargico como unidade \u00e9 a invers\u00e3o da ordem de import\u00e2ncia dos diversos momento. Um exemplo flagrante \u00e9 o do ciclo pascal: tem mais relevo a Quaresma, per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o, do que o Tempo Pascal; no pr\u00f3prio Tr\u00edduo Pascal, n\u00e3o \u00e9 raro ter igrejas cheias para a celebra\u00e7\u00e3o da morte do Senhor, em Sexta-Feira Santa, mas bem menos gente na Vig\u00edlia Pascal. Sinal desta insuficiente consci\u00eancia do ano lit\u00fargico como um todo org\u00e2nico \u00e9 o relevo dado a algumas \u201cdevo\u00e7\u00f5es\u201d, manifesta\u00e7\u00f5es de piedade popular, em detrimento dos momentos do ano lit\u00fargico. Contudo, esta insuficiente consci\u00eancia n\u00e3o impede que muitos crist\u00e3os vivam intensamente os momentos mais importantes do ano lit\u00fargico.  <i>OM &#8211; Que aspectos lit\u00fargicos e teol\u00f3gicos s\u00e3o enriquecidos pela organiza\u00e7\u00e3o do ano lit\u00fargico? CC &#8211;<\/i> O ano lit\u00fargico \u00e9, antes de mais, um modo de santifica\u00e7\u00e3o dessa dimens\u00e3o fundamental da nossa exist\u00eancia, que \u00e9 o tempo. \u00c9 um modo de tornar significativo, do ponto de vista crist\u00e3o, o ciclo do ano. Habitu\u00e1mo-nos a quantificar o tempo com reparti\u00e7\u00f5es matematicamente iguais (horas, minutos e segundos; dias, semanas, meses, anos). Nessa l\u00f3gica quantificadora, todas as horas s\u00e3o iguais, todos os dias t\u00eam a mesma dura\u00e7\u00e3o\u2026 O ano lit\u00fargico d\u00e1 \u201cqualidade\u201d a esse tempo, destacando alguns momentos; d\u00e1-lhes significado. Contudo, o ano lit\u00fargico tem tamb\u00e9m uma motiva\u00e7\u00e3o \u201cpedag\u00f3gica\u201d: a celebra\u00e7\u00e3o do mesmo Jesus Cristo num ou noutro momento permite-nos captar o sentido e aprofundar a inesgot\u00e1vel riqueza do Seu mist\u00e9rio, contemplado ora numa perspectiva, ora noutra.  <i>OM &#8211; Qual a sua experi\u00eancia de viv\u00eancia do ano lit\u00fargico? CC &#8211;<\/i> A pergunta parece-me vaga. De um modo geral, a minha experi\u00eancia \u00e9 a de que o ano lit\u00fargico \u00e9 um verdadeiro e eficaz \u201cguia de vida crist\u00e3\u201d: permite-me aprofundar a minha f\u00e9 e alimentar a minha vida espiritual; p\u00f5e-me em contacto com a Palavra de Deus e motiva o confronto da minha vida com ela, bem como uma \u201cleitura crist\u00e3\u201d dos acontecimentos da minha vida e do mundo que me rodeia; permite-me a saud\u00e1vel altern\u00e2ncia entre momentos de grande intensidade e momentos de maior distens\u00e3o.  <i>OM &#8211; Que conselhos daria a quem pretende viver de forma mais consciente o ritmo do ano lit\u00fargico? CC &#8211;<\/i> Precisamos de recuperar, antes de mais, a consci\u00eancia da unidade do ano lit\u00fargico e da rela\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios momentos entre si. A n\u00edvel pr\u00e1tico: prestar particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Palavra de Deus, \u00e0s leituras b\u00edblicas que a liturgia nos apresenta em cada tempo do ano lit\u00fargico, que \u00e9 sempre um elemento fundamental para uma s\u00e9ria viv\u00eancia dos v\u00e1rios momentos; deixar-se guiar pelos textos do Missal, que nos introduzem no esp\u00edrito de cada tempo; valorizar, a n\u00edvel pessoal e familiar, os diversos momentos festivos\u2026 A Liturgia das Horas oferece tamb\u00e9m uma grande riqueza de elementos que nos p\u00f5em em sintonia com o momento do ano lit\u00fargico que estamos a viver.  <i>OM &#8211; O Advento \u00e9 um tempo essencialmente de qu\u00ea? CC &#8211;<\/i> O Advento \u00e9 fundamentalmente um tempo de prepara\u00e7\u00e3o para o Natal, marcado pela espera, pela expectativa. As Normas Gerais sobre o Ano Lit\u00fargico apresentam o tempo do Advento como prepara\u00e7\u00e3o para o Natal, no qual se celebra a primeira vinda de Cristo, e como tempo de expectativa da vinda gloriosa de Cristo. N\u00e3o \u00e9 um tempo penitencial, como a Quaresma, embora os convites \u00e0 convers\u00e3o, nas palavra de Jo\u00e3o Baptista e do profeta Elias, se fa\u00e7am ouvir insistentemente. Tempo de convers\u00e3o, por ser tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a vinda do Senhor, \u00e9 marcado por\u00e9m pela \u201cpiedosa e alegre expectativa\u201d, segundo as referidas Normas. Os modelos dessa expectativa da vinda do Senhor s\u00e3o, precisamente, Jo\u00e3o Baptista e Maria, a m\u00e3e de Jesus. N\u00e3o h\u00e1 momento mais \u201cmariano\u201d no ano lit\u00fargico do que o Advento e o Tempo do Natal.  <i>OM &#8211; Como viver bem o advento? CC &#8211;<\/i> O Advento e o Natal t\u00eam sofrido um desgaste not\u00e1vel. De facto, o Advento crist\u00e3o come\u00e7a quando, h\u00e1 j\u00e1 muito tempo, se iniciou o grande \u201cadvento\u201d comercial. Um tempo de prepara\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o pela convers\u00e3o v\u00ea-se \u201cafogado\u201d em solicita\u00e7\u00f5es consumistas. Para viver bem o Advento ser\u00e1, pois, necess\u00e1rio cultivar a sobriedade em gastos natal\u00edcios, consoada e presentes\u2026 Viver bem o Advento ser\u00e1 concentrar-se no fundamental \u2013 a prepara\u00e7\u00e3o interior \u2013 dando ao acess\u00f3rio o seu lugar. A n\u00edvel lit\u00fargico, a viv\u00eancia do Advento est\u00e1 marcada pelo convite \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o para acolher o Senhor que vem, pela convers\u00e3o, e \u00e0 disponibilidade para a vontade de Deus, a exemplo de Maria, vontade que conhecemos sobretudo pela sua Palavra, a que importa dar lugar e aten\u00e7\u00e3o especial.  <i>Entrevista de Rui Ribeiro<\/i> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista ao padre Carlos Cabecinhas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[100,174,246,265,267,275,91],"class_list":["post-15145","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-advento","tag-diocese-de-coimbra","tag-liturgia","tag-musica","tag-natal","tag-pascoa","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15145"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15145\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}