{"id":150970,"date":"2019-10-11T17:04:19","date_gmt":"2019-10-11T16:04:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=150970"},"modified":"2019-10-18T23:32:15","modified_gmt":"2019-10-18T22:32:15","slug":"os-telefones-causam-dependencia-e-tristeza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/os-telefones-causam-dependencia-e-tristeza\/","title":{"rendered":"Os telefones causam depend\u00eancia e tristeza"},"content":{"rendered":"<p><em><span class=\"qu\" tabindex=\"-1\" role=\"gridcell\"><span class=\"gD\" data-hovercard-id=\"correiojoseluis@gmail.com\" data-hovercard-owner-id=\"120\">Jos\u00e9 Lu\u00eds Nunes Martins<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-150973\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/telefones_dependencia-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As consequ\u00eancias desta depend\u00eancia s\u00e3o enormes. N\u00e3o h\u00e1 peda\u00e7o nem recanto da nossa vida onde o telefone n\u00e3o esteja presente e n\u00e3o seja tido como algo de valioso.<\/p>\n<p>As tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o abrem portas, mas fecham muitas outras, algumas delas essenciais.<\/p>\n<p>Importa que aprendamos a manejar esta arma com sabedoria, a fim de que n\u00e3o sejamos v\u00edtimas da nossa ingenuidade.<\/p>\n<p>Chega a parecer que perdemos a capacidade de estar sozinhos, em sil\u00eancio, apenas a pensar&#8230; a lembrar ou a sonhar&#8230; Como se nos tivessem roubado o aqui e o agora. Precisamos de um aux\u00edlio que nos ajude a passar o tempo, como se o tempo fosse uma coisa m\u00e1 que importa combater. Como se o nosso eu fosse desagrad\u00e1vel e precis\u00e1ssemos de uma distra\u00e7\u00e3o que nos mantivesse longe dele. Uma esp\u00e9cie de tirano disfar\u00e7ado de melhor amigo!<\/p>\n<p>De tempos a tempos, vale a pena parar. Retirarmo-nos, pensarmos com paz no que queremos para n\u00f3s mesmos, em quais t\u00eam sido as ra\u00edzes das nossas escolhas e em quanto do que existe de adverso na nossa vida pode ser melhorado. Nisto, nem o topo de gama da tecnologia nos pode ajudar. N\u00e3o h\u00e1 p\u00e1gina da Internet nem aplica\u00e7\u00e3o que nos possa valer&#8230; Mas o bot\u00e3o onde se desliga o aparelho pode ajudar!<\/p>\n<p>As tecnologias podem dar-nos todas as informa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o determinam a forma como as devemos interpretar e valorizar. A nossa exist\u00eancia \u00e9 uma resposta ao que sucede \u00e0 nossa volta, n\u00e3o uma mera consequ\u00eancia das nossas circunst\u00e2ncias. Aprender a sentir, pensar, agir e reagir \u00e9 essencial se queremos ser felizes e viver os nossos dias cada vez melhor.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m nos conhece melhor do que n\u00f3s mesmos, ningu\u00e9m nos pode ajudar tanto como n\u00f3s pr\u00f3prios, s\u00f3 precisamos de oportunidades e de alguma pr\u00e1tica! Cada um de n\u00f3s tem um mundo dentro de si, montanhas, mares, desertos, selvas, plan\u00edcies, praias&#8230; e tudo o mais. Vale a pena viajar por l\u00e1. A p\u00e9 e de helic\u00f3ptero. Dando tanta aten\u00e7\u00e3o \u00e0s flores mais pequenas como aos horizontes mais largos. Conhecendo-nos. Criando-nos partindo do que j\u00e1 somos.<\/p>\n<p>Quantas conclus\u00f5es falta retirar das li\u00e7\u00f5es que a nossa vida j\u00e1 nos deu?<\/p>\n<p>Os telefones e os computadores n\u00e3o servem para nada disto. D\u00e3o-nos apenas novidades, mas quantas dessas not\u00edcias s\u00e3o mesmo importantes?<\/p>\n<p>A sede urgente por informa\u00e7\u00f5es atualizadas \u00e9 sinal de que estamos atentos ao mundo distante e aos outros ou&#8230; a fugir de n\u00f3s mesmos e daqueles que nos est\u00e3o pr\u00f3ximo?<\/p>\n<p>Sabemos o que os outros andam a fazer. E isso \u00e9 o que n\u00f3s fazemos!<\/p>\n<p>O mais importante n\u00e3o \u00e9 estarmos sempre em alerta m\u00e1ximo, mas conseguirmos viver de forma calma e em paz.<\/p>\n<p>Vendem-nos esperan\u00e7as de perfei\u00e7\u00e3o e n\u00f3s acreditamos mesmo que a felicidade est\u00e1 a tr\u00eas ou quatro cliques de dist\u00e2ncia, s\u00f3 t\u00eam de ser os certos&#8230; a angustiamo-nos porque nunca acertamos. Ser\u00e3o necess\u00e1rios imensos fracassos at\u00e9 que alguns percebam que a verdadeira alegria n\u00e3o brota de nenhum ecr\u00e3, por melhor que ele seja.<\/p>\n<p>Parece mais f\u00e1cil confessarmo-nos por tr\u00e1s de um teclado, mas porque ser\u00e1 que nessas alturas n\u00e3o sentimos falta do olhar e da presen\u00e7a do outro? Ser\u00e1 que nos torn\u00e1mos incapazes de ser humanos? Ou deix\u00e1mos de acreditar no amor dos outros?<\/p>\n<p>O amor \u00e9 muito mais do que o vis\u00edvel. Mais do que palavras ou imagens, \u00e9 invis\u00edvel e potente como o vento, que nada diz nem se deixa ver. Apenas sentir. Quando estamos presentes.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem passe os dias a tirar fotografias a si mesmo. Porqu\u00ea e para qu\u00ea? O que significa esta vontade de a-parecer? Ser\u00e1 fome de amor? Do verdadeiro ou s\u00f3 do aparente?<\/p>\n<p>Os telefones s\u00e3o muito obedientes, mas est\u00e3o sempre a seduzir-nos. Prometem trazer-nos o universo inteiro, mas, na verdade, roubam-nos o tempo e a aten\u00e7\u00e3o de que precisamos para viver o mundo que est\u00e1 \u00e0 nossa volta. S\u00e3o inteligentes, mas n\u00e3o devemos n\u00f3s ser mais inteligentes do que eles?<\/p>\n<p>S\u00e3o cada vez mais os que passam o tempo de cabe\u00e7a em baixo, n\u00e3o est\u00e3o a admirar a profundidade da vida, mas a olhar para um aparelho que nunca vai mais fundo do que a superf\u00edcie da realidade.<\/p>\n<p>Aproveitemos cada dia, porque cada dia \u00e9 uma vida!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Lu\u00eds Nunes Martins<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":103305,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-150970","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}