{"id":15089,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/exclusao-e-pobreza-em-dialogo-na-pastoral-universitaria\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"exclusao-e-pobreza-em-dialogo-na-pastoral-universitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/exclusao-e-pobreza-em-dialogo-na-pastoral-universitaria\/","title":{"rendered":"Exclus\u00e3o e pobreza em di\u00e1logo na pastoral universit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>No Ciclo de Di\u00e1logos sobre\u2026, organizados pela Pastoral Universit\u00e1ria do Porto, este ano inspirados na pergunta \u201cE quem \u00e9 o meu Pr\u00f3ximo?\u201d (Lc. 10,29), realizou-se no passado dia 10 de Novembro, na Funda\u00e7\u00e3o Eng.\u00ba Ant\u00f3nio de Almeida, uma confer\u00eancia sobre Exclus\u00e3o e Pobreza. Moderado pela Professora Leonor Vasconcelos, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, teve como conferencistas o Padre Agostinho Jardim, Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza e P\u00e1roco de freguesias da zona ribeirinha da cidade do Porto (S. Nicolau, Vit\u00f3ria) e o Soci\u00f3logo Jos\u00e9 Virg\u00edlio Borges Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que se tem dedicado \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o de trabalhos acad\u00e9micos sobre estas tem\u00e1ticas. Borges Pereira iniciou a sua interven\u00e7\u00e3o relativizando a gravidade do fen\u00f3meno da pobreza e da exclus\u00e3o social em Portugal. De facto, apesar da ideia generalizada que Portugal \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o pobre e com graves car\u00eancias sociais, o nosso pa\u00eds encontra-se na 27\u00aa posi\u00e7\u00e3o, em 177 pa\u00edses, no ranking do IDA (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano) da ONU que mede, sumariamente, \u201cas realiza\u00e7\u00f5es m\u00e9dias de um pa\u00eds em termos de esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida, n\u00edvel educacional, e rendimento real ajustado\u201d &#8211;  no fundo trata-se de um indicador do bem-estar humano. Contudo, apesar de \u00e0 primeira vista a posi\u00e7\u00e3o portuguesa parecer honrosa, encontrando-se nos considerados pa\u00edses \u201cde alto bem-estar humano\u201d, outros n\u00fameros apresentados por Borges Pereira fazem-nos reflectir sobre o que muito h\u00e1 ainda a fazer em Portugal nestas mat\u00e9rias que deviam, claramente, ser priorit\u00e1rias para o Estado \u2013 curiosamente, ou talvez n\u00e3o o P. Jardim aproveitou para relatar, no seu jeito ir\u00f3nico e contundente, a  extrema dificuldade que sentiu em conseguir que a Assembleia da Rep\u00fablica formasse uma comiss\u00e3o de reflex\u00e3o sobre o fen\u00f3meno da pobreza e da exclus\u00e3o: Quando o Abade da Ribeira tem de ir ao Parlamento tomar posi\u00e7\u00e3o pelos pobres\u2026 que mal vai a pol\u00edtica e os pol\u00edticos&#8230; comentou, em jeito de provoca\u00e7\u00e3o. A realidade para al\u00e9m do lugar que Portugal ocupa no IDA \u00e9 preocupante. Segundo o Di\u00e1rio de Not\u00edcias de 15 de Setembro, entre os  15 pa\u00edses que compunham a UE antes do alargamento, o nosso pa\u00eds \u00e9 aquele que maior n\u00edvel de pobreza  apresenta. Mais, desde 2003, altura em que ocup\u00e1vamos o 23\u00ba lugar, temos vindo a ser ultrapassados, tendo trocado recentemente de posi\u00e7\u00e3o com a Eslov\u00e9nia, pa\u00eds que s\u00f3 em 2005 aderiu \u00e0 UE. Os n\u00fameros s\u00e3o claros, conforme referiu Borges Pereira: cerca de 200 mil portugueses passam fome; 2 milh\u00f5es (um quinto da popula\u00e7\u00e3o) vivem no limiar da pobreza, tendo um rendimento dispon\u00edvel 60% abaixo da m\u00e9dia nacional. Em contrapartida 10% det\u00eam 30% da riqueza. Frios os n\u00fameros, como fria a nossa indigna\u00e7\u00e3o. Nas palavras do Soci\u00f3logo Borges Pereira \u2013  a sociedade portuguesa \u00e9 fechada e pouco actuante, \u00e9 necess\u00e1rio uma sociologia da den\u00fancia, habituamo-nos \u00e0 pobreza, a pactuar com ela, a justific\u00e1-la, o que se tornou j\u00e1 numa inscri\u00e7\u00e3o social. O ciclo di\u00e1logos  prosseguiu na quinta-feira, 17 com o tema dor e sofrimento (de que oportunamente daremos not\u00edcia) e ter\u00e1 as duas \u00faltimas sess\u00f5es no audit\u00f3rio da Reitoria da Universidade do Porto na quinta-feira, 24 e ter\u00e7a-feira, 29 (\u00e0s 21h30), com o tema Diferen\u00e7a e incultura\u00e7\u00e3o e Cren\u00e7a \u2013 n\u00e3o cren\u00e7a. Os primeiros dialogantes ser\u00e3o respectivamente: Rui Marques (Alto Comiss\u00e1rio para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas) e Fernando K\u00e1 (da Associa\u00e7\u00e3o Aguinenso); para a \u00faltima sess\u00e3o, os Professores Paulo Tunhas (da Universidade Fernando Pessoa) e Manuel Sumares (da Universidade Cat\u00f3lica).  <i>A. Bacelar<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Ciclo de Di\u00e1logos sobre\u2026, organizados pela Pastoral Universit\u00e1ria do Porto, este ano inspirados na pergunta \u201cE quem \u00e9 o meu Pr\u00f3ximo?\u201d (Lc. 10,29), realizou-se no passado dia 10 de Novembro, na Funda\u00e7\u00e3o Eng.\u00ba Ant\u00f3nio de Almeida, uma confer\u00eancia sobre Exclus\u00e3o e Pobreza. 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