{"id":150828,"date":"2019-10-11T07:00:38","date_gmt":"2019-10-11T06:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=150828"},"modified":"2019-10-11T18:03:39","modified_gmt":"2019-10-11T17:03:39","slug":"novos-itinerarios-de-fatima-procurar-criar-condicoes-para-peregrinar-em-contacto-com-a-natureza-e-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novos-itinerarios-de-fatima-procurar-criar-condicoes-para-peregrinar-em-contacto-com-a-natureza-e-a-historia\/","title":{"rendered":"Novos itiner\u00e1rios de F\u00e1tima procurar criar condi\u00e7\u00f5es para peregrinar em contacto com a natureza e a hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Na entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA e \u00e0 Renascen\u00e7a desta semana, falamos com Maria Calado, presidente da Dire\u00e7\u00e3o do Centro Nacional de Cultura, associa\u00e7\u00e3o com 1300 s\u00f3cios que vai a caminho dos 75 anos de exist\u00eancia. Na proximidade do 13 de outubro, Dia Nacional do Peregrino e da \u00faltima peregrina\u00e7\u00e3o internacional anivers\u00e1ria deste ano, na Cova da Iria, falamos dos \u2018Caminhos de F\u00e1tima\u2019, roteiros recentemente p\u00fablicos.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ag\u00eancia ECCLESIA)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Foto: Manuel Costa (ECCLESIA)<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-150830 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2209-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Come\u00e7amos a nossa conversa pelos novos roteiros dos \u2018Caminhos de F\u00e1tima\u2019. Estava na altura de atualizar a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sobre estes itiner\u00e1rios usados pelos peregrinos?<\/em><\/p>\n<p>Sim, estava na altura de o fazer. N\u00f3s come\u00e7amos este projeto em 1996, lan\u00e7ado pelo arquiteto Gon\u00e7alo Ribeiro Telles e a ent\u00e3o presidente Helena Vaz da Silva, procurando constituir itiner\u00e1rios que levassem a F\u00e1tima atrav\u00e9s de percursos de natureza, de cultura, como deve ser um verdadeiro itiner\u00e1rio cultural e espiritual. Produzimos um primeiro guiar, sobre o Caminho do Tejo, e estava, de facto, na altura de atualizar, at\u00e9 porque o projeto se foi desenvolvendo muit\u00edssimo. Neste momento temos j\u00e1 v\u00e1rios caminhos identificados e aprovados.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Que itiner\u00e1rios s\u00e3o estes?<\/em><\/p>\n<p>Estes tr\u00eas caminhos s\u00e3o o Caminho do Tejo, que vai de Lisboa para F\u00e1tima; Caminho da Nazar\u00e9, que une dois grandes santu\u00e1rios marianos, Nazar\u00e9 e F\u00e1tima; e o Caminho do Norte, que percorre todo o territ\u00f3rio desde o Rio Minho, desde Valen\u00e7a at\u00e9 F\u00e1tima. Temos mais alguns caminhos j\u00e1 a ser tratados e utilizados, como o Caminho do Mar, que vai de Cascais\u2026<\/p>\n<p>Mas estes tr\u00eas foram agora tratados, do ponto de vista dos conte\u00fados, de roteiros tem\u00e1ticos, jornadas tem\u00e1ticas, informa\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tamb\u00e9m um site, para al\u00e9m destas edi\u00e7\u00f5es, <a href=\"http:\/\/www.caminhosdefatima.org\/\">http:\/\/www.caminhosdefatima.org\/<\/a>, onde est\u00e1 toda esta informa\u00e7\u00e3o, desenvolvida, mais estruturada e com mapas georreferenciados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E que pode ser consultado.<\/em><\/p>\n<p>Pode ser consultado n\u00e3o apenas nos tr\u00eas idiomas dos roteiros \u2013 portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol \u2013 mas tamb\u00e9m em franc\u00eas; dentro de dias, ser\u00e1 poss\u00edvel tamb\u00e9m em alem\u00e3o e italiano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nestes Roteiros h\u00e1 um cruzamento entre os caminhos de F\u00e1tima e os de Santiago, sobretudo no \u2018Caminho do Norte\u2019. De que forma \u00e9 que estas duas realidades se podem potenciar?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 verdade. N\u00f3s aprendemos muito com os caminhos de Santiago, at\u00e9 porque o Centro Nacional de Cultura foi, logo no in\u00edcio, era membro do Comit\u00e9 Cient\u00edfico. Conseguimos aprender com aquele desenvolvimento do Caminho, na sua fase moderna, porque sempre foi um caminho hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>O Caminho de Santiago tem regras, de percurso, que n\u00f3s n\u00e3o temos, porque F\u00e1tima come\u00e7a com o autom\u00f3vel e, portanto, o nosso dever \u00e9 tentar afastar o mais poss\u00edvel das grandes vias de circula\u00e7\u00e3o e criar itiner\u00e1rios alternativos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>No meio da natureza, sobretudo?<\/em><\/p>\n<p>No meio da natureza, das pequenas aldeias, conhecendo o pa\u00eds, a realidade, tendo de facto um ambiente para peregrinar, que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o consigo pr\u00f3prio, com o mundo que o rodeia, e isso tem de ser com condi\u00e7\u00f5es que n\u00f3s criamos. O Caminho de Santiago tem essas carater\u00edsticas e, sempre que podemos, n\u00f3s fazemos coincidir os itiner\u00e1rios: no caso do Caminho do Norte, bastante; uma parte do Caminho do Tejo, tamb\u00e9m; e ser\u00e1 assim em grande parte dos Caminhos do Sul, que vierem a ser identificados, j\u00e1 aproveitando essa experi\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos peregrinos estrangeiros que nos contactam. N\u00f3s fomos agora para o italiano, por exemplo, porque &#8211; para al\u00e9m do ingl\u00eas, que \u00e9 uma l\u00edngua universal, e do espanhol, que \u00e9 uma l\u00edngua vizinha e tem essa rela\u00e7\u00e3o com estes itiner\u00e1rios que se aproximam \u2013 percebemos que h\u00e1 muitos italianos, que est\u00e3o habituados a fazer o Caminho de Santiago e outras vias, antigos caminhos, como a Via Franc\u00edgena, que atravessa toda a It\u00e1lia e vem das ilhas brit\u00e2nicas, com ramifica\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios contextos; h\u00e1 tamb\u00e9m uma Via Franciscana, h\u00e1 muito essa tradi\u00e7\u00e3o e, portanto, h\u00e1 um interesse enorme em fazer este percurso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>H\u00e1 um interesse crescente, por parte de estrangeiros?<\/em><\/p>\n<p>Estrangeiros, peregrinos, que querem fazer o caminho a p\u00e9. Isso \u00e9 muito interessante: querem faz\u00ea-lo todo ou uma parte. Com esta informa\u00e7\u00e3o, podem fazer as suas escolhas: se n\u00e3o conseguirem fazer as 17 jornadas do Caminho do Norte, podem fazer 5 ou 6\u2026 H\u00e1 experi\u00eancias muito interessante que nos chegam, era uma resposta que fazia falta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-148391 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-347x260.jpg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-510x382.jpg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-1080x810.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-1280x960.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-980x735.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1-480x360.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CNC_Roteiros-dos-Caminhos-de-F\u00e1tima-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/a>Quem fizer os Caminhos, seguindo os Roteiros, fica a conhecer muito da hist\u00f3ria do pa\u00eds?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9, praticamente. Por exemplo, o Caminho do Norte \u00e9 uma grande parte que se fica a conhecer do territ\u00f3rio portugu\u00eas e da Hist\u00f3ria, porque os caminhos, em si mesmos, s\u00e3o tem\u00e1ticos. N\u00f3s procuramos conceb\u00ea-los como verdadeiros itiner\u00e1rios culturais: t\u00eam um conceito, t\u00eam um tema; depois t\u00eam jornadas \u2013 que s\u00e3o os quil\u00f3metros aconselh\u00e1veis, para percorrer um dia, de acordo com as condi\u00e7\u00f5es de altitude, de dificuldade, etc. -, com um tema. Isso leva a conhecer a pr\u00f3pria realidade do pa\u00eds, n\u00e3o s\u00e3o apenas orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O Caminho do Tejo chama-se assim porque come\u00e7a no Tejo, sem d\u00favida, mas todo ele, at\u00e9 F\u00e1tima, est\u00e1 relacionado com esta grande via de comunica\u00e7\u00e3o, que faz parte da mem\u00f3ria, da geografia e da hist\u00f3ria do pa\u00eds; de Santar\u00e9m at\u00e9 \u00e0 Serra d\u2019Aire \u00e9 exatamente o percurso que fazia a liga\u00e7\u00e3o, desde \u00e9pocas ancestrais, entre o Tejo e o Litoral, h\u00e1 a\u00ed essa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Caminho da Nazar\u00e9 tamb\u00e9m n\u00e3o nos pareceu que pudesse ter outro t\u00edtulo, porque a Nazar\u00e9 era o grande santu\u00e1rio mariano da zona centro de Portugal, antes de F\u00e1tima, e tem a particularidade de ser um finisterra, de ser antigo, e tamb\u00e9m de fazer um percurso por algumas outras igrejas e santu\u00e1rios marianos.<\/p>\n<p>Cada um destes dias de caminhada tamb\u00e9m tem um tema, tem uma refer\u00eancia orientadora. No Tejo, o primeiro \u00e9 o estu\u00e1rio; no segundo dia, esteiros e valadas, portanto, o percurso em que se v\u00e3o conhecendo os esteiros; depois no cora\u00e7\u00e3o da Lez\u00edria; no interior, \u00e9 \u00e0 sombra das oliveiras, come\u00e7a a paisagem a mudar, antes de entrar nas serras, sobretudo na Serra d\u2019Aire, onde se enquadra F\u00e1tima.<\/p>\n<p>Na Nazar\u00e9, passa-se pelos antigos coutos de Alcoba\u00e7a, as antigas terras de Cister, e a passagem tamb\u00e9m para a Serra d\u2019Aire, que \u00e9 aqui marcante.<\/p>\n<p>O do Norte, que s\u00e3o 17 jornadas, tem temas relacionados com a hist\u00f3ria, com o territ\u00f3rio, com a mem\u00f3ria, por terras do Alto Minho, para come\u00e7ar. S\u00e3o v\u00e1rios t\u00edtulos que correspondem \u00e0 identidade daquele tro\u00e7o, que se percorre e que se aconselha a conhecer.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos, sempre que poss\u00edvel, junto de um lugar emblem\u00e1tico, e terminamos num espa\u00e7o importante, pr\u00f3ximo de uma igreja, porque sendo um itiner\u00e1rio cultural e religioso, valorizamos essa coincid\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para ir a um s\u00edtio, agrad\u00e1vel e funcional, tem de ser tamb\u00e9m pr\u00f3ximo daquilo que o peregrino faz no seu percurso ou que o turista quer conhecer.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A dimens\u00e3o religiosa \u00e9 muito valorizada neste trabalho, naturalmente.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 muito valorizada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este projeto foi apoiado pelo Turismo de Portugal e pelo Santu\u00e1rio de F\u00e1tima\u2026 J\u00e1 tiveram rea\u00e7\u00f5es aos novos roteiros?<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1. O Santu\u00e1rio \u00e9 um parceiro de sempre e o Turismo de Portugal tamb\u00e9m, numa rela\u00e7\u00e3o que se foi intensificando. Fizemos uma candidatura a um dos programas que existem e, dentro dessa candidatura aprovada, desenvolvemos este projeto, que se traduz n\u00e3o apenas nestes pequenos livros, que nos acompanham em viagem, mas tamb\u00e9m em sites, incluindo o \u201c<a href=\"https:\/\/www.pathsoffaith.com\/pt-pt\">Caminhos da F\u00e9<\/a>\u201d, do Turismo de Portugal, com uma dimens\u00e3o mais abrangente.<\/p>\n<p>Temos tido um bom feedback, chegam v\u00e1rios pedidos de informa\u00e7\u00e3o, os roteiros est\u00e3o a ser distribu\u00eddos amplamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Para quem estiver interessado, onde \u00e9 que os Roteiros podem ser adquiridos?<\/em><\/p>\n<p>Fizemos uma ampla distribui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das autoridades regionais de Turismo (Centro, Norte, Lisboa e Vale do Tejo). Quem, individualmente, nos pedir, encontra no Centro Nacional de Cultura e, se nos contactar, encontramos maneira de enviar, j\u00e1 temos enviado v\u00e1rios. Podem tamb\u00e9m ter essas informa\u00e7\u00f5es todas no site (caminhosdefatima.org). O que \u00e9 interessante \u00e9 que o site tamb\u00e9m permite ter acesso ao conte\u00fado pleno a cada um destes roteiros, atrav\u00e9s de PDF, podem folhear, abrir, utilizar toda a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam tido uma sa\u00edda enorme e estamos quase a chegar ao fim da edi\u00e7\u00e3o. Veremos, depois, o que vamos fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-150832 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2251.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o forte da associa\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima, j\u00e1 que a ideia de cria\u00e7\u00e3o do Centro Nacional de Cultura nasceu na sequ\u00eancia de uma peregrina\u00e7\u00e3o ao Santu\u00e1rio, a 13 de maio de 45, tinha a II Guerra Mundial acabado poucos dias. Nessa altura sentiu-se a necessidade de criar um espa\u00e7o de reflex\u00e3o, como um \u201cclube de intelectuais\u201d para o debate de ideias. Nos dias de hoje, continua a cumprir esse objetivo de promover a reflex\u00e3o e o debate?<\/em><\/p>\n<p>Eu penso que sim, continua, \u00e9 um espa\u00e7o de reflex\u00e3o, de debate, de encontro. Claro que se foi reformulando e ampliando na sua miss\u00e3o, sempre mantendo a coer\u00eancia. No in\u00edcio, havia o objetivo de fazer a liga\u00e7\u00e3o internacional, era essa a aspira\u00e7\u00e3o, com uma liga\u00e7\u00e3o permanente aos intelectuais europeus \u2013 na altura, sobretudo, aos intelectuais da cultura francesa; isso n\u00e3o foi t\u00e3o r\u00e1pido como se desejava, mas foi muito importante.<\/p>\n<p>Depois houve aquele grande ciclo dos anos 60, com a presid\u00eancia de Sophia de Mello Breyner, de Francisco Sousa Tavares, de Ant\u00f3nio Al\u00e7ada Baptista. \u00c9 o per\u00edodo dos cat\u00f3licos progressistas, com a import\u00e2ncia que tem a Cultura, com uma verdadeira dimens\u00e3o internacional. Recebeu, por exemplo, a Sociedade Portuguesa de Escritores, quando ela \u00e9 extinta: \u00e9 muito a nossa miss\u00e3o, acolher, desenvolver projetos \u2013 que hoje nos parecem t\u00e3o inocentes, mas que na altura n\u00e3o foram nada f\u00e1ceis de desenvolver.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m essa rela\u00e7\u00e3o com a revista \u2018O Tempo e o Modo\u2019, de Ant\u00f3nio Al\u00e7ada Baptista, que foi t\u00e3o importante, e no local onde foi a Editora Moraes temos hoje o nosso caf\u00e9, no Chiado. Procuramos assumir essas mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>A partir do 25 de abril de 74, naturalmente, a dimens\u00e3o pol\u00edtica imediata era a menos importante. Viramo-nos para esta nova dimens\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o da Cultura, os itiner\u00e1rios culturais, as parcerias internacionais. Temos um conjunto de v\u00e1rios projetos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A defesa do patrim\u00f3nio cultural portugu\u00eas, a divulga\u00e7\u00e3o do papel da cultura portuguesa no mundo, e a rela\u00e7\u00e3o com outras culturas, s\u00e3o objetivos do CNC, que tem feito isso atrav\u00e9s de exposi\u00e7\u00f5es, de publica\u00e7\u00f5es, de cursos de forma\u00e7\u00e3o, de viagens de estudo de \u00e2mbito cultural e de col\u00f3quios\u2026 quais s\u00e3o as iniciativas que atraem mais p\u00fablico?<\/em><\/p>\n<p>As iniciativas com s\u00f3cios s\u00e3o muito espec\u00edficas e t\u00eam sempre um interesse enorme: s\u00e3o os passeios regulares, a que n\u00f3s chamamos \u2018Passeios de domingo\u2019, inspirados num livro de Jos\u00e9 R\u00e9gio, mas que s\u00e3o durante a semana, ao s\u00e1bado, ao domingo. Temos uma grande viagem anual, dos \u201cPortugueses ao encontro da sua hist\u00f3ria\u201d, sempre a um lugar no mundo onde a cultura portuguesa esteve e est\u00e1 presente: n\u00e3o \u00e9 apenas ver o passado, \u00e9 ir ao encontro das nossas mem\u00f3rias, ir ao encontro da cultura dos outros, no passado e no presente.<\/p>\n<p>Todos os anos organizamos um grande encontro de escritores americanos com escritores portugueses, o \u2018Disquiet\u2019, um t\u00edtulo inspirado no Fernando Pessoa, com uma organiza\u00e7\u00e3o americano. Este ano foram 110 escritores, durante uma semana, que trabalharam de manh\u00e3 nos seus temas e \u00e0 tarde tiveram workshops com escritores portugueses.<\/p>\n<p>Temos o Pr\u00e9mio Helena Vaz da Silva, que \u00e9 um pr\u00e9mio de comunica\u00e7\u00e3o da cultura e do patrim\u00f3nio, que este ano \u00e9 atribu\u00eddo diretamente a Fabiola Gianotti, diretora do CERN, por um j\u00fari internacional. \u00c9 a primeira vez que \u00e9 entregue a uma mulher e a uma cientista.<\/p>\n<p>Estamos tamb\u00e9m com a gest\u00e3o do centen\u00e1rio da Sophia de Mello Breyner, que \u00e9 uma figura muito cara; com a edi\u00e7\u00e3o das obras do Eduardo Louren\u00e7o, de quem gerimos tamb\u00e9m o site oficial.<\/p>\n<p>Temos vindo a fazer uma aposta muito grande nos processos de comunica\u00e7\u00e3o, sobre as novas formas e vias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Est\u00e3o bastante presentes na internet\u2026<\/em><\/p>\n<p>Exatamente. Temos o nosso site institucional, o <a href=\"http:\/\/www.e-cultura.pt\">E-cultura<\/a>, com uma agenda; acabamos de abrir o <a href=\"https:\/\/www.e-chiado.pt\/category\/agenda\/\">E-Chiado<\/a>, j\u00e1 com agenda, que ter\u00e1 tamb\u00e9m conte\u00fados fixos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E mant\u00e9m o Blogue, um espa\u00e7o de discuss\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o cultural onde se podem ler cr\u00edticas a exposi\u00e7\u00f5es, filmes e espet\u00e1culos, com publica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de v\u00e1rios autores\u2026<\/em><\/p>\n<p>Mantemos o <a href=\"https:\/\/e-cultura.blogs.sapo.pt\/\">blogue<\/a> (<em>Raiz e Utopia<\/em>), que \u00e9 muito importante, com v\u00e1rios temas, onde os teatros t\u00eam sempre uma import\u00e2ncia grande.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Com uma publica\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de v\u00e1rios autores, sobre espet\u00e1culos, livros\u2026<\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o muito ativos no blogue, o doutor Duarte Ivo Cruz, o doutor Guilherme d\u2019Oliveira Martins, membro da nossa Dire\u00e7\u00e3o. Trabalhamos bastante com escolas, com munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Temos desenvolvido a \u00e1rea da Cultura Solid\u00e1ria, que quer trabalhar com pessoas que t\u00eam alguma necessidade especial. A partir de uma certa fase, somos todos n\u00f3s\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Atribui\u00e7\u00e3o de bolsas, tamb\u00e9m?<\/em><\/p>\n<p>Bolsa Criar Lusofonia, Bolsa Jovens Criadores, sim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-150833 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/IMG_2259.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Os \u2018Passeios de domingo\u2019 foram abertos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos com defici\u00eancia visual e auditiva\u2026<\/em><\/p>\n<p>Os nossos passeios s\u00e3o abertos e isso \u00e9 muito importante, porque \u00e9 \u00fatil para todos. N\u00f3s aprendemos tamb\u00e9m a ver de outro modo, \u00e9 muito interessante ir ver um monumento e estar a perceber qual \u00e9 o tipo de pedra pelo toque; se a madeira \u00e9 ex\u00f3tica, se veio do Brasil no s\u00e9culo XVIII, ou se \u00e9 madeira de cerejeira, nogueira, aqui do continente, porque tem uma temperatura diferente. Isso \u00e9 extraordin\u00e1rio. N\u00f3s n\u00e3o temos s\u00f3 o olhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 uma partilha e uma aprendizagem para todos.<\/em><\/p>\n<p>Temos de habituar-nos a conhecer o mundo e a interagir com os outros atrav\u00e9s dos v\u00e1rios sentidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O Centro Nacional de Cultura tem nesta altura dois cardeais como s\u00f3cios &#8211; D. Manuel Clemente e D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a\u2026 <\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma honra para n\u00f3s. Pessoalmente \u00e9 uma honra, porque ainda por cima D. Manuel Clemente foi meu colega de curso, na Faculdade de Letras. \u00c9 uma honra termos duas figuras de grande refer\u00eancia e que, de facto, t\u00eam uma import\u00e2ncia na Igreja e na lideran\u00e7a mundial, pelo exemplo que representam, pela compet\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>S\u00e3o s\u00f3cios h\u00e1 muitos anos? S\u00e3o s\u00f3cios ativos?<\/em><\/p>\n<p>O D. Jos\u00e9 Tolentino \u00e9 um s\u00f3cio ativo, sempre, mesmo agora continuamos a pedir-lhe coisas, \u00e9 extraordin\u00e1ria a sua capacidade, penso que \u00e9 uma honra, porque ele verdadeiramente atua no campo da cultura e da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, liter\u00e1ria; D. Manuel Clemente agora pode menos, mas foi s\u00f3cio ativo e sempre que \u00e9 preciso estamos em contacto.<\/p>\n<p>Penso que \u00e9 um prest\u00edgio tamb\u00e9m para o Centro Nacional da Cultura, desculpem-me a imod\u00e9stia, mas \u00e9 uma honra para n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Qualquer pessoa pode ser s\u00f3cia do Centro Nacional de Cultura?<\/em><\/p>\n<p>Qualquer pessoa pode ser s\u00f3cia. N\u00f3s temos v\u00e1rios n\u00edveis de s\u00f3cios, segundo os estatutos de 1952; temos uns per\u00edodos de inscri\u00e7\u00e3o, ao longo do ano, mas n\u00e3o somos sequer muito r\u00edgidos nisso. H\u00e1 um conjunto mais reduzido de s\u00f3cios efetivos, que s\u00e3o os que podem participar diretamente nos \u00f3rg\u00e3os de gest\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. H\u00e1 os s\u00f3cios honor\u00e1rios, que al\u00e9m de personalidades, s\u00e3o tamb\u00e9m entidades, como o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima.<\/p>\n<p>\u00c9 o Santu\u00e1rio, em si mesmo, pela import\u00e2ncia que tem na matriz da nossa cultura, porque \u00e9 um espa\u00e7o de arte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E de arte ao ar livre?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 um museu de arte p\u00fablico. \u00c9 extraordin\u00e1rio. No fim de cada roteiro h\u00e1 essa refer\u00eancia ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima como lugar de f\u00e9 e espa\u00e7o de arte.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que a arte entre nas nossas vidas, sempre foi. Desde a constru\u00e7\u00e3o do Santu\u00e1rio, houve sempre encomenda a artistas de qualidade, at\u00e9 \u00e0 contemporaneidade: podemos ir fazer a F\u00e1tima um percurso de hist\u00f3ria de arte do s\u00e9culo XX e XXI, em Portugal e n\u00e3o s\u00f3, com grandes artistas de refer\u00eancia, como c\u00e9lebre pres\u00e9pio de Jos\u00e9 Aur\u00e9lio, Siza Vieira, Clara Men\u00e9res que recentemente nos deixou, Jos\u00e9 Rodrigues, Leopoldo de Almeida, Eduardo Nery e tantos outros artistas em toda aquela diversidade, desde os vitrais \u00e0s esculturas, passando pela pintura e os relevos. \u00c9, de facto, um espa\u00e7o de arte, e \u00e9 importante, porque a arte comunica-nos a beleza, \u00e0s vezes de uma forma muito simples.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que as pessoas que v\u00e3o a F\u00e1tima se lembrem que est\u00e3o num espa\u00e7o de beleza e que podem conhecer ainda mais, e ir visitar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O Centro Nacional de Cultura procura chegar aos jovens? Tem havido uma renova\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p>Tem havido essa renova\u00e7\u00e3o: os jovens n\u00e3o pagam joia, por exemplo. Temos tamb\u00e9m alguns programas para av\u00f3s e netos, mas h\u00e1 sobretudo uma camada mais jovem, de muitos t\u00e9cnicos, professores, pessoas de v\u00e1rias \u00e1reas profissionais, que t\u00eam vindo a mudar um bocadinho o perfil do s\u00f3cio, o que \u00e9 muito positivo, no Centro Nacional de Cultura, porque s\u00e3o novas sugest\u00f5es, novos temas, novos interesses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/image15699230052535.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-150834 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/image15699230052535-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/image15699230052535-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/image15699230052535-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/image15699230052535.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>O Centro Nacional de Cultura vai fazer 75 anos em 2020. O que \u00e9 que j\u00e1 se est\u00e1 a preparar em termos comemorativos?<\/em><\/p>\n<p>Vai haver uma figura central, que \u00e9 Gon\u00e7alo Ribeiro Telles, s\u00f3cio logo dos primeiros corpos gerentes, podemos dizer fundador, atual presidente da mesa da Assembleia geral e um inspirador para todos n\u00f3s como ativista cultural, em todos os sentidos. Haver\u00e1 outros temas, como as mulheres do Centro Nacional de Cultura, porque elas tiveram uma import\u00e2ncia muito grande, desde Sarah Afonso, Sophia de Mello Breyner, Helena Cidade Moura, Helena Vaz da Silva \u2013 e estou a falar s\u00f3 das que tiveram cargos diretivos.<\/p>\n<p>N\u00e3o vamos criar muitas coisas novas, mas vamos consolidar muitos destes projetos existentes e abri-los mais a novas dimens\u00f5es: novos itiner\u00e1rios culturais, na \u00e1rea liter\u00e1ria, por exemplo. O tema dos itiner\u00e1rios culturais \u00e9 qualquer coisa que faz parte da nossa identidade, porque n\u00f3s vamos sempre com um tema, quando vamos a um local, porque o mesmo local pode ser visto com diversos olhares e nunca fica esgotado. Vamos trabalhar bastante neste dom\u00ednio dos itiner\u00e1rios.<\/p>\n<p>Vamos trabalhar mais as nossas plataformas de comunica\u00e7\u00e3o, como o site dedicado a Ant\u00f3nio Al\u00e7ada Baptista, que vai ser desenvolvido.<\/p>\n<p>Temos v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es sediadas no nosso espa\u00e7o, o que \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o, sempre foi, e h\u00e1 outras institui\u00e7\u00f5es com que trabalhamos, n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel de entidades e organismos p\u00fablicos. Queremos continuar a batalhar pela cultura, porque a cultura e a arte s\u00e3o redentoras.<\/p>\n<p>A cultura \u00e9 uma dimens\u00e3o humana, a par da \u2018natura\u2019, a nossa base\u2026 Se n\u00e3o somos homens e culturais, n\u00e3o somos homens e mulheres ativas. E a cultura, privilegiando a dimens\u00e3o da mem\u00f3ria hist\u00f3rica e da cria\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea: iremos editar obras, serigrafias ligadas aos roteiros de viagens. N\u00e3o temos valorizado tanto a parte visual e este ano vamos editar algumas obras; geralmente s\u00e3o artistas pl\u00e1sticos, nossos s\u00f3cios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA e \u00e0 Renascen\u00e7a desta semana, falamos com Maria Calado, presidente da Dire\u00e7\u00e3o do Centro Nacional de Cultura, associa\u00e7\u00e3o com 1300 s\u00f3cios que vai a caminho dos 75 anos de exist\u00eancia. Na proximidade do 13 de outubro, Dia Nacional do Peregrino e da \u00faltima peregrina\u00e7\u00e3o internacional anivers\u00e1ria deste ano, na Cova [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":150831,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[359,207],"class_list":["post-150828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-cultura","tag-fatima"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150831"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}