{"id":15019,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/rostos-de-fe-na-cidade\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"rostos-de-fe-na-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/rostos-de-fe-na-cidade\/","title":{"rendered":"Rostos de F\u00e9 na Cidade"},"content":{"rendered":"<p>\u00abEspa\u00e7o Sagrado\u00bb em debate <!--more--> Inserida na din\u00e2mica resultante do ICNE, decorreu esta semana na Faculdade de Arquitectura da Universidade T\u00e9cnica de Lisboa a Confer\u00eancia sobre o tema \u201cCasas de Deus. Identidades do Espa\u00e7o Sagrado\u201d. Especialistas da \u00e1rea juntaram-se a representantes crist\u00e3os, isl\u00e2micos e judaicos para uma reflex\u00e3o sobre a conceptualiza\u00e7\u00e3o e o uso dos seus espa\u00e7os de culto. O arquitecto Pedro Janeiro, um dos promotores do evento, refere \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que o desafio era \u201cconstruir ci\u00eancia\u201d. \u201cAs faculdades, enquanto organismos aut\u00f3nomos, s\u00e3o p\u00f3los de conhecimento e de liberdade e por isso discutimos abertamente quest\u00f5es que nunca tinha visto discutidas\u201d, relata. O balan\u00e7o do encontro \u00e9 \u201cmuito positivo\u201d e deixa desafios para o futuro. \u201cTemos de perceber que a Arquitectura n\u00e3o \u00e9 o objecto, mas a disciplina, aquilo que est\u00e1 entre mim e o objecto arquitect\u00f3nico\u201d, sublinha Pedro Janeiro. Para este arquitecto, h\u00e1 caminhos abertos para o debate quando se olha para alguns espa\u00e7os <i>sagrados<\/i> \u201camplos, sob o ponto de vista religioso, onde qualquer pessoa pudesse ter contacto com o sobrenatural, independentemente da sua religi\u00e3o\u201d. A s\u00e9rie de confer\u00eancias promovidas em v\u00e1rias universidades, aquando do ICNE, deixa muito satisfeita a directora do Servi\u00e7o Diocesano da Pastoral Universit\u00e1ria em Lisboa, Helena Neves. Para esta respons\u00e1vel, era importante \u201ctrabalhar com as pessoas da casa\u201d para poder manter esta din\u00e2mica de encontro e de debate. \u201cJ\u00e1 h\u00e1 ideias para continuar\u201d, assegura \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. O ciclo encerra-se este s\u00e1bado, no Instituto Superior T\u00e9cnico, com uma confer\u00eancia sobre o tema \u201cO terramoto de 1755 e o sentimento religioso\u201d, promovida pelo Departamento de Engenharia Civil.  <b>\u201cCasas de Deus\u201d<\/b> <i>Sinagoga<\/i> J\u00e1 no Juda\u00edsmo, as sinagogas (Beit Haknesset) s\u00e3o uma casa de reuni\u00e3o e de assembleia da comunidade. A passagem do Templo \u00e0 sinagoga marca uma transforma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do papel do indiv\u00edduo no rito: a ora\u00e7\u00e3o substitui os sacrif\u00edcios animais e os sacerdotes s\u00e3o substitu\u00eddos pelo \u201cminian\u201d, o colectivo de dez homens necess\u00e1rios \u00e0 ora\u00e7\u00e3o colectiva. A Sinagoga torna-se tamb\u00e9m num espa\u00e7o polivalente destinada simultaneamente \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, ao estudo e \u00e0 reuni\u00e3o da Comunidade.  A Sinagoga de Lisboa &#8220;Shaar\u00e9 Tikv\u00e1&#8221; (Portas da Esperan\u00e7a) tem uma origem marcada pela Carta Constitucional de 1826, a qual reconhecia o Catolicismo como a \u00fanica religi\u00e3o oficialmente permitida aos portugueses, remetendo os outros cultos para o foro privado dos estrangeiros. O terreno para edificar a &#8220;Shaar\u00e9 Tikv\u00e1&#8221; teve de ser comprado em nome de pessoas particulares e a pr\u00f3pria Sinagoga, inaugurada em 1904, obrigatoriamente constru\u00edda sem fachada para a rua. <i>Igrejas<\/i> As igrejas e capelas cat\u00f3licas que se edificaram na cidade de Lisboa desde o II Conc\u00edlio do Vaticano (1961-1965), mostram um verdadeiro surto construtivo que merece, s\u00f3 por si, a nossa aten\u00e7\u00e3o. A igreja do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 apresentada como o s\u00edmbolo m\u00e1ximo destas mudan\u00e7as, al\u00e9m de v\u00e1rias outras igrejas novas de muito elevado interesse, que s\u00e3o a prova viva do esfor\u00e7o que o Conc\u00edlio realizou para atingir um novo entendimento da vida da Igreja e do seu papel na sociedade em que est\u00e1 inserida. A acentua\u00e7\u00e3o do car\u00e1cter de servi\u00e7o comunit\u00e1rio da comunidade crist\u00e3, a valoriza\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, a preponder\u00e2ncia da reuni\u00e3o da assembleia, tudo isto leva ao ensaio de novos esquemas e conceitos na constru\u00e7\u00e3o religiosa. A utiliza\u00e7\u00e3o de materiais tradicionalmente considerados como menos nobres (o bet\u00e3o, o vidro) e o primado da funcionalidade nas edifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o apenas a face vis\u00edvel de um fen\u00f3meno de renova\u00e7\u00e3o em Portugal. Nestas igrejas, os cat\u00f3licos v\u00e3o celebrar, virar-se para Deus, receber a Palavra e o P\u00e3o. Os espa\u00e7os interiores s\u00e3o marcados por estes dinamismos relacionais, verticais (para Deus) e horizontais (para o outro), incarnando as express\u00f5es da f\u00e9 crist\u00e3 e as tentativas de a viver nos nossos dias. <i>Mesquita<\/i> A Mesquita de Lisboa foi edificada na rua da Mesquita, (Bairro Azul), perto da Pra\u00e7a de Espanha. \u00c9 de tipo oriental com a sala de ora\u00e7\u00e3o ampla, dominada por uma c\u00fapula, e Minarete (torre) com rampa exterior. Foi constru\u00edda entre 1979 e 1985 (Arquitectos A. M. Braga e J.P. Concei\u00e7\u00e3o) com ajuda de um grupo numeroso de pa\u00edses isl\u00e2micos, o empenho da Comunidade Isl\u00e2mica de Lisboa e da C\u00e2mara Municipal de Lisboa que cedeu o terreno. Possui finalidades religiosas e tamb\u00e9m sociais de apoio aos mu\u00e7ulmanos.  A Mesquita constitui para os crentes mu\u00e7ulmanos lugar de ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o individual e colectiva e um espa\u00e7o de descanso, conv\u00edvio e partilha social. Sendo simbolicamente muito importante para os mu\u00e7ulmanos, este edif\u00edcio n\u00e3o tem regras arquitect\u00f3nicas totalmente padronizadas, mas h\u00e1 algumas regularidades e alguns elementos obrigat\u00f3rios &#8211; entre eles os elementos que permitem assinalar a direc\u00e7\u00e3o de Meca (a denominada \u201cQibla\u201d).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abEspa\u00e7o Sagrado\u00bb em debate<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[172,283],"class_list":["post-15019","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-braga","tag-pastoral-universitaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15019\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}