{"id":150116,"date":"2019-10-04T07:00:25","date_gmt":"2019-10-04T06:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=150116"},"modified":"2019-10-04T10:36:25","modified_gmt":"2019-10-04T09:36:25","slug":"missao-temos-de-dar-lugar-a-rebeldia-da-juventude-padre-adelino-ascenso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missao-temos-de-dar-lugar-a-rebeldia-da-juventude-padre-adelino-ascenso\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o: \u00abTemos de dar lugar \u00e0 rebeldia da juventude\u00bb \u2013 Padre Adelino Ascenso"},"content":{"rendered":"<p><em>Presidente dos IMAG (Institutos Mission\u00e1rio Ad Gentes) diz que, como nas \u00e1rvores, a Igreja precisa de levar um \u00ababan\u00e3o\u00bb para fazer cair as \u00abfolhas secas\u00bb.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Na entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA e \u00e0 Renascen\u00e7a desta semana, o sacerdote da Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova indica que \u00e9 necess\u00e1rio avaliar o Ano Mission\u00e1rio, que termina no dia 20 de outubro, para valorizar o que foi feito e \u00abpor o dedo na consci\u00eancia\u00bb pelo que ficou por fazer. O padre Adelino Ascenso incentiva ao di\u00e1logo inter-religiosa, desafia a \u201ccal\u00e7ar as sand\u00e1lias\u201d e partir para as \u201cperiferias culturais e religiosas\u201d<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_150117\" aria-describedby=\"caption-attachment-150117\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-150117 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_1985-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-150117\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Paulo Rocha (Ag\u00eancia ECCLESIA)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Na abertura deste M\u00eas Mission\u00e1rio Extraordin\u00e1rio, que j\u00e1 estamos a viver, o Papa afirmou que &#8220;a omiss\u00e3o \u00e9 o contr\u00e1rio da miss\u00e3o&#8221;. O que \u00e9 que esta afirma\u00e7\u00e3o diz do Ano Mission\u00e1rio proposto pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa?<\/em><\/p>\n<p>Eu concordo 100% com aquilo que diz o Papa Francisco! \u00c9 um pouco o que eu denomino a \u2018m\u00edstica da avalia\u00e7\u00e3o\u2019: \u00e0s vezes somos um pouco pobres na avalia\u00e7\u00e3o e, quando avaliamos, normalmente avaliamos aquilo que fizemos, mas esquecemo-nos de avaliar aquilo que n\u00e3o fizemos. E isso \u00e9 &#8211; l\u00e1 est\u00e1 &#8211; o \u2018pecado por omiss\u00e3o\u2019, aquilo que deix\u00e1mos de fazer. E penso que isso \u00e9 fundamental, \u00e9 talvez o mais importante. Mais importante do que aquele pouco que se foi fazendo \u2013 e sublinho este pouco que se foi fazendo ao longo do Ano Mission\u00e1rio \u2013, o mais importante, talvez, \u00e9 aquele muito que deixamos de fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E que ainda \u00e9 poss\u00edvel fazer?<\/em><\/p>\n<p>Ainda \u00e9 poss\u00edvel fazer, porque o Ano Mission\u00e1rio e a nossa vida mission\u00e1ria n\u00e3o termina agora, somos batizados e enviados, e isso \u00e9 para toda a nossa vida. Este ano 2018\/2019 \u00e9 apenas um sinal que deve transpor-nos para 2020, 2021 e por a\u00ed fora. Isto n\u00e3o se pode esgotar num ano, nem se pode esgotar num \u00fanico m\u00eas. Portanto, sublinharia novamente a necessidade de fazermos uma correta avalia\u00e7\u00e3o, pormos o dedo na consci\u00eancia e pensarmos, refletirmos sobre aquilo que cada um de n\u00f3s deixou de fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Na abertura deste M\u00eas Mission\u00e1rio Extraordin\u00e1rio o Papa disse esperar que seja ocasi\u00e3o para anunciar o Evangelho &#8220;com ousadia e criatividade&#8221; e que haja uma \u201csacudidela que nos provoca a ser ativos no bem\u201d e n\u00e3o &#8220;not\u00e1rios da f\u00e9\u201d, mas \u201cmission\u00e1rios&#8221;. At\u00e9 que ponto o Ano Mission\u00e1rio trouxe esta ousadia, esta criatividade e este esp\u00edrito mission\u00e1rio?<\/em><\/p>\n<p>Eu diria que no contexto da avalia\u00e7\u00e3o deveria ter trazido mais.<\/p>\n<p>Ainda esta manh\u00e3 acordei, abri a janela e deparei-me com \u00e1rvores que tinham muitas folhas, folhas secas, principalmente folhas amarelas, e comecei a refletir precisamente naquilo que o Papa Francisco disse, que \u00e9 necess\u00e1rio abanar as comunidades cat\u00f3licas&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_150121\" aria-describedby=\"caption-attachment-150121\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-150121 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2073.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-150121\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Dar uma \u201csacudidela\u201d\u2026<\/em><\/p>\n<p>Uma sacudidela, o que \u00e9 mais forte ainda, sacudir as comunidades cat\u00f3licas. Eu olhei para aquelas \u00e1rvores com folhas e pensei que podem ser encaradas como uma met\u00e1fora da Igreja. H\u00e1 muitos animais, muitos seres vivos, muitos p\u00e1ssaros, que se recolhem nessa \u00e1rvore, mas h\u00e1 muitas folhas amarelas e muitas folhas secas. Se a Igreja for abanada, se levar um aban\u00e3o, ent\u00e3o essas folhas secas cair\u00e3o. E n\u00f3s ainda temos na Igreja muitas folhas secas que devem cair. Sempre foi assim, mas esse &#8216;sempre foi assim&#8217; j\u00e1 n\u00e3o funciona. \u00c9 necess\u00e1rio darmos possibilidade a novos rebentos, e para isso \u00e9 necess\u00e1rio que muitas folhas secas caiam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o permanecemos \u201cnot\u00e1rios da f\u00e9\u201d, e n\u00e3o mission\u00e1rios?<\/em><\/p>\n<p>Pois&#8230; \u00e9 uma boa observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 do Papa Francisco\u2026<\/em><\/p>\n<p>Exatamente. Talvez ainda n\u00e3o sejamos verdadeiramente mission\u00e1rios, porque a nossa identidade de miss\u00e3o, essa consci\u00eancia da nossa identidade, talvez ainda n\u00e3o esteja cinzelada no nosso cora\u00e7\u00e3o. E enquanto n\u00e3o estiver cinzelada no nosso cora\u00e7\u00e3o talvez n\u00e3o sejamos totalmente mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O documento de lan\u00e7amento deste Ano Mission\u00e1rio, da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, definiu v\u00e1rios objetivos. Um deles consistia em que todas as dioceses criassem centros mission\u00e1rios, que houvesse grupos mission\u00e1rios nas par\u00f3quias, laborat\u00f3rios mission\u00e1rios e c\u00e9lulas paroquiais de evangeliza\u00e7\u00e3o. De tudo isto, o que \u00e9 que foi feito, o que \u00e9 que falhou mais?<\/em><\/p>\n<p>Nalgumas dioceses j\u00e1 havia essas c\u00e9lulas mission\u00e1rias, noutras foram criadas e noutras n\u00e3o. N\u00e3o me compete a mim criticar as raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o ter\u00e3o sido criadas. Penso que a autocr\u00edtica \u00e9 fundamental e deve partir de mim pr\u00f3prio: &#8216;o que \u00e9 que eu deixei de fazer?&#8217; E depois cada um deve p\u00f4r o dedo na consci\u00eancia, fazer uma autocr\u00edtica sobre o que \u00e9 que deixou de fazer.<\/p>\n<p>Realmente, para que haja essas c\u00e9lulas, tem de haver uma verdadeira reconfigura\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o, e essa reconfigura\u00e7\u00e3o, esse \u00edmpeto mission\u00e1rio, s\u00f3 pode sair do nosso interior se, primeiro, a miss\u00e3o em si, a identidade de miss\u00e3o, estiver cinzelada no nosso cora\u00e7\u00e3o. Portanto, s\u00e3o de louvar as c\u00e9lulas mission\u00e1rias que foram criadas. N\u00e3o vou nomear ningu\u00e9m para n\u00e3o estar aqui com favoritismos, mas h\u00e1 casos, lugares onde essas c\u00e9lulas foram criadas com bastante subst\u00e2ncia e outros onde ter\u00e3o ainda de ser criadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>D. Ant\u00f3nio Couto, bispo de Lamego, e tamb\u00e9m mission\u00e1rio da Boa Nova, avaliando este Ano Mission\u00e1rio e os objetivos a que se prop\u00f4s, disse que chumbar\u00edamos todos\u2026<\/em><\/p>\n<p>Sim, talvez chumb\u00e1ssemos todos, at\u00e9 porque a miss\u00e3o, o sermos verdadeiramente mission\u00e1rios \u00e9 algo muito exigente. O sermos crist\u00e3os \u00e9 algo muito exigente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser crist\u00e3o sem ser mission\u00e1rio?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>H\u00e1 uma mudan\u00e7a de paradigma que \u00e9 necess\u00e1rio fazer?<\/em><\/p>\n<p>Precisamente! Porque a\u00ed est\u00e1 a nossa identidade de crist\u00e3os, a nossa identidade de mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Dar testemunho tamb\u00e9m \u00e9 muito importante. O documento da CEP para este Ano Mission\u00e1rio desafiou todos na Igreja &#8211; bispos, padres, di\u00e1conos, consagrados, leigos em geral &#8211; a fazerem a experi\u00eancia da miss\u00e3o. Isso aconteceu em n\u00famero suficiente?<\/em><\/p>\n<p>Nunca \u00e9 suficiente. Mas, tamb\u00e9m aqui, \u00e9 de louvar o grande entusiasmo de muitos leigos que partiram, que partem e que partir\u00e3o em miss\u00e3o. Por vezes s\u00e3o experi\u00eancias muito breves, mas uma experi\u00eancia de miss\u00e3o, mesmo que seja breve, deixa sempre um sinal inapag\u00e1vel. E isso \u00e9 muito bom, \u00e9 algo que tem acontecido e que continuar\u00e1 a acontecer, espero eu, cada vez mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_150120\" aria-describedby=\"caption-attachment-150120\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-150120 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2054-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-150120\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Igreja em sa\u00edda e em di\u00e1logo<\/strong><\/p>\n<p><em>Quando falamos de miss\u00e3o, mesmo quem n\u00e3o \u00e9 cat\u00f3lico, pensa em sa\u00edda, em partir para fora. Os dados oficiais apontam para um crescimento das miss\u00f5es, nomeadamente no exterior.<\/em><\/p>\n<p>Sim. \u00c9 muito importante, porque exige que descalcemos as pantufas e calcemos as sand\u00e1lias e \u00e9 muito bom sairmos do nosso conforto. Mas, a miss\u00e3o \u00e9 muito mais do que isso, a miss\u00e3o \u00e9 a Igreja em sa\u00edda, como n\u00e3o se cansa de apelar o Papa Francisco, que estejamos em atitude de sa\u00edda, que fundamentalmente \u00e9 sair de n\u00f3s pr\u00f3prios, do nosso ego\u00edsmo, do nosso conforto, do nosso mundo pequenino. Porque o mundo \u00e9 muito mais vasto, muito maior e mais fascinante do que por vezes imaginamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>At\u00e9 que ponto o di\u00e1logo inter-religioso \u00e9 espa\u00e7o para a Igreja sair e espa\u00e7o de encontro?<\/em><\/p>\n<p>O di\u00e1logo inter-religioso come\u00e7a precisamente pelo di\u00e1logo, pelo encontro entre pessoas de diversas religi\u00f5es. E, para que haja esse encontro, \u00e9 necess\u00e1rio que a pessoa saia de si pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Um destes dias estava a ler uma entrevista dada por um bispo indiano que dizia, relativamente aos problemas que tem havido entre hindus e crist\u00e3os na \u00cdndia: \u201ca chave para uma rela\u00e7\u00e3o amistosa entre n\u00f3s \u00e9 a escuta\u201d. Quando entramos no campo do di\u00e1logo inter-religioso temos que ir predispostos \u00e0 escuta, uma escuta com os ouvidos do cora\u00e7\u00e3o. Isto nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, porque por vezes, com a nossa sede de ensinarmos aquilo que sabemos, acabamos por calar o outro, por n\u00e3o escutar. Partir da escuta para o di\u00e1logo inter-religioso \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A presen\u00e7a de cada vez mais estrangeiros em Portugal, turistas por um lado, mas tamb\u00e9m imigrantes e at\u00e9 refugiados, que temos acolhido, exige que a Igreja tamb\u00e9m repense a sua miss\u00e3o c\u00e1 dentro?<\/em><\/p>\n<p>Sim, ter\u00e1 de repensar. Entrando no mundo dessas pessoas, de quem vem de outras culturas, de outras religi\u00f5es, estamos precisamente a ir \u00e0s periferias culturais e religiosas, de que fala o Papa Francisco. E a Igreja tem de ir a essas periferias, n\u00e3o pode ficar fechada no seu casulo.<\/p>\n<p>Quando eu era pequeno vivia numa aldeia. De manh\u00e3, quando me levantava, ia caminhar pelo campo e via os carac\u00f3is que arrastavam a sua casa por um muro ou um ramo. Ao brincar com eles tocava nas suas \u2018antenas\u2019, muito ao de leve. E o que \u00e9 que acontecia? O caracol encolhia-se na sua casca, na sua \u2018casa\u2019. N\u00f3s somos assim muitas vezes: quando somos tocados nas nossas \u2018antenas\u2019 culturais e religiosas por algo que \u00e9 completamente diferente, em vez de escutarmos, de irmos ao encontro dessa pessoa com o cora\u00e7\u00e3o aberto, com as janelas e as portas abertas para que entre um vento e caiam as folhas secas, recolhemo-nos nas nossas denominadas seguran\u00e7as, e isso impede qualquer tipo de di\u00e1logo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nas suas inten\u00e7\u00f5es de ora\u00e7\u00e3o para outubro, o Papa pede que se reze pelas periferias culturais e religiosas. Pode ser um programa para este M\u00eas Mission\u00e1rio Extraordin\u00e1rio?<\/em><\/p>\n<p>Pode ser um programa n\u00e3o s\u00f3 para este m\u00eas de outubro, mas para toda a nossa vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 uma atitude?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma atitude! Se a Igreja n\u00e3o partir para essas periferias culturais e religiosas, acaba por se tornar num aut\u00eantico museu. O Papa Francisco usa esse termo e diz em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 juventude: \u201cuma Igreja na defensiva, que perde a humildade, que deixa de escutar, que n\u00e3o permite ser questionada, perde a juventude e transforma-se num museu\u201d. E n\u00f3s n\u00e3o podemos permitir que isso aconte\u00e7a! Por isso, trata-se de uma atitude para qualquer crist\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Em Portugal, como j\u00e1 referimos, o voluntariado mission\u00e1rio tem crescido: h\u00e1 mais jovens e adultos a fazer miss\u00e3o, que at\u00e9 pedem licen\u00e7as sem vencimento no local de trabalho, e h\u00e1 mais fam\u00edlias a fazer miss\u00e3o, levando os filhos. Estes dados est\u00e3o a ser valorizados pela Igreja Cat\u00f3lica em Portugal?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma pergunta dif\u00edcil\u2026 Talvez n\u00e3o estejam a ser suficientemente valorizados&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_150122\" aria-describedby=\"caption-attachment-150122\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-150122 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Ag\u00eancia-ECCLESIAMC_2090.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-150122\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Mas, s\u00e3o um sinal muito positivo&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Muito positivo, mas talvez ainda n\u00e3o suficientemente conhecido. Talvez seja necess\u00e1rio que esses dados, esses testemunhos sejam mais conhecidos \u2018ad intra\u2019 e \u2018ad extra\u2019, portanto, tamb\u00e9m dentro da pr\u00f3pria Igreja. Mas s\u00e3o dados muito positivos, s\u00e3o um sinal de uma Igreja um pouco diferente, um pouco rejuvenescida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E s\u00e3o sinal tamb\u00e9m de que ser mission\u00e1rio hoje \u00e9 diferente?<\/em><\/p>\n<p>Diria que a ess\u00eancia \u00e9 a mesma. Mas, na pr\u00e1tica tem de ser diferente, porque \u00e9 necess\u00e1rio sempre um exerc\u00edcio de incultura\u00e7\u00e3o, particularmente quando nos encontramos com o outro, que \u00e9 diferente de n\u00f3s, e que naturalmente nos perturba nos nossos par\u00e2metros culturais e religiosos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Essas diferen\u00e7as e mudan\u00e7as culturais est\u00e3o na origem de um processo de reconfigura\u00e7\u00e3o das congrega\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, incluindo das voca\u00e7\u00f5es leigas, tendo em conta que o n\u00famero de voca\u00e7\u00f5es est\u00e1 a diminuir. Na Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova, e noutras congrega\u00e7\u00f5es, que reconfigura\u00e7\u00e3o est\u00e1 em curso?<\/em><\/p>\n<p>Ter\u00e1 de haver uma reconfigura\u00e7\u00e3o quase radical. N\u00f3s n\u00e3o podemos \u2018chorar as cebolas do Egipto\u2019! As voca\u00e7\u00f5es s\u00e3o o que s\u00e3o: em Portugal praticamente n\u00e3o temos voca\u00e7\u00f5es, e falo agora pela Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova. Mas, a Igreja n\u00e3o se esgota na Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Para o bem e para o mal, dir\u00edamos&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Para o bem e para o mal!<\/p>\n<p>Mas, requer-se uma nova configura\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m os institutos t\u00eam de ser abanados! Tamb\u00e9m muitas folhas secas t\u00eam de cair e temos de avan\u00e7ar noutras dire\u00e7\u00f5es: temos de valorizar muito mais as voca\u00e7\u00f5es leigas, as voca\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias, e outros tipos de voca\u00e7\u00e3o diferentes daquele tradicional, do sacerdote mission\u00e1rio ou da consagrada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O padre Adelino Ascenso j\u00e1 falou por duas vezes na necessidade de abanar as \u2018folhas secas\u2019 que existem no interior da Igreja. Que folhas secas s\u00e3o essas? Estamos no outono&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Uma \u00e9 a que o Papa Francisco refere na express\u00e3o \u201csempre foi assim\u201d. \u00c9 muito dif\u00edcil tomar novas atitudes, \u00e9 muito dif\u00edcil darmos lugar aos novos rebentos que querem ocupar o lugar dessas folhas secas.<\/p>\n<p>Estamos a valorizar muito a juventude, e bem! Mas, por vezes temos medo de dar lugar \u00e0 juventude, \u00e0 sua rebeldia. Penso que a\u00ed devemos ser muito bem abanados, sacudidos, para que possamos dar lugar \u00e0 rebeldia da juventude. A juventude tem de ser rebelde, a juventude \u00e9 exigente! E quando n\u00f3s n\u00e3o exigimos e transformamos um evento em algo soft para atrair a juventude, a juventude vem, sim, mas o que \u00e9 que fica? N\u00e3o fica nada.<\/p>\n<p>A juventude exige que n\u00f3s lhe d\u00eamos c\u00f4dea, n\u00e3o miolo, porque eles t\u00eam bons dentes! Necessitam de c\u00f4dea! E n\u00f3s precisamos de ser fortemente abanados para que tenhamos a coragem de dar c\u00f4dea aos jovens, respeitar a sua rebeldia, mas avan\u00e7armos para onde o Esp\u00edrito j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 nossa espera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Tamb\u00e9m quando se pensa a miss\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na miss\u00e3o. Por vezes corremos o grande risco de deixar o Esp\u00edrito, porque o Esp\u00edrito j\u00e1 l\u00e1 est\u00e1 \u00e0 nossa espera. E os nossos medos impedem-nos de ir ao encontro do Esp\u00edrito, que est\u00e1 \u00e0 espera&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Miss\u00e3o no Jap\u00e3o o Papa Francisco<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>O padre Adelino foi mission\u00e1rio no Jap\u00e3o e temos de falar, a fechar a nossa conversa, da visita que o Papa vai fazer a esse pa\u00eds, em novembro deste ano. Considera importante esta visita do Papa?<\/em><\/p>\n<p>Considero muito importante! N\u00e3o ser\u00e1 s\u00f3 um est\u00edmulo para os cat\u00f3licos japoneses, que s\u00e3o 0,34% da popula\u00e7\u00e3o de 128 milh\u00f5es (mais ou menos 440 mil), mas tamb\u00e9m para os cerca de 400 mil cat\u00f3licos de outras nacionalidades, para os bispos das 16 dioceses, para os outros crist\u00e3os (que s\u00e3o 1% da popula\u00e7\u00e3o, na totalidade) e para o pa\u00eds em si. Porque o Papa vai com uma mensagem de paz, e sabemos que felizmente este Papa tamb\u00e9m \u00e9 muito apreciado e muito respeitado por gente que n\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 Igreja, e isso \u00e9 um fator muito importante. Portanto, estou muito feliz pelo Papa ir finalmente ao Jap\u00e3o, porque j\u00e1 se falava nisso h\u00e1 v\u00e1rios anos. Penso estar l\u00e1, numa viagem muito curta, mas quero ver se vou a Nagasaki.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>H\u00e1 mission\u00e1rios portugueses da Sociedade Mission\u00e1ria Boa Nova no Jap\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Neste momento temos tr\u00eas mission\u00e1rios: dois portugueses e um mo\u00e7ambicano. O mo\u00e7ambicano foi para o Jap\u00e3o h\u00e1 dois anos e meio, teve dois anos de estudo de japon\u00eas e no segundo ano de estudo j\u00e1 tinha um trabalho pastoral.<\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #d9d4d4;\" border=\"0\" cellspacing=\"10\" cellpadding=\"10\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">Os Mission\u00e1rios da Boa Nova constituem uma Sociedade Mission\u00e1ria de padres e Irm\u00e3os, fundada em Portugal em 1930 pelo Papa Pio XI. Trabalham em Mo\u00e7ambique desde 1937, em Angola e no Brasil desde 1970, na Z\u00e2mbia desde 1980,\u00a0e no Jap\u00e3o desde\u00a01998<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente dos IMAG (Institutos Mission\u00e1rio Ad Gentes) diz que, como nas \u00e1rvores, a Igreja precisa de levar um \u00ababan\u00e3o\u00bb para fazer cair as \u00abfolhas secas\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":150120,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[630],"tags":[107,261],"class_list":["post-150116","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-animag","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150116"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150116\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}