{"id":149930,"date":"2019-10-02T12:16:10","date_gmt":"2019-10-02T11:16:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=149930"},"modified":"2019-10-02T12:16:10","modified_gmt":"2019-10-02T11:16:10","slug":"agir-pelo-trabalho-digno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/agir-pelo-trabalho-digno\/","title":{"rendered":"Agir pelo Trabalho Digno"},"content":{"rendered":"<p><em>LOC\/MTC<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O mundo vive tempos de desassossego e instabilidade e a situa\u00e7\u00e3o do mundo laboral n\u00e3o\u00a0 caminha no melhor sentido para os trabalhadores ter condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho dignos se n\u00e3o lutarem por isso.<\/p>\n<p>O Movimento Mundial de Trabalhadores Crist\u00e3os de que a LOC\/MTC (Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os) \u00e9 membro, tem vindo, desde h\u00e1 alguns anos, a incentivar todos os seus Movimentos, a desenvolver em todo o mundo, a\u00e7\u00f5es de esclarecimento e lutas pela defesa do Trabalho Digno, principalmente por ocasi\u00e3o do dia <strong>7 de Outubro, declarado o Dia Internacional pelo Trabalho Digno, <\/strong><\/p>\n<p>A OIT-Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, que este ano comemora o seu Centen\u00e1rio, tem atuado na defesa da solidariedade e da dignidade dos trabalhadores e identifica desafios, com os quais concordamos, de que para haver um futuro com trabalho digno, \u00e9 imprescind\u00edvel um plano de desenvolvimento centrado nas pessoas, com garantia universal de emprego e de prote\u00e7\u00e3o social que inclua todo o tempo de vida.<\/p>\n<p>O Futuro do Trabalho e o Trabalho Digno s\u00e3o temas da maior atualidade a que a OIT tem dado a maior aten\u00e7\u00e3o e de onde ressalta alguma esperan\u00e7a como se pode ver no documento que tornou publico em Janeiro deste ano e onde se pode ler:<\/p>\n<p>\u201cNovas for\u00e7as est\u00e3o a transformar o mundo do trabalho. As transi\u00e7\u00f5es implicadas nesta evolu\u00e7\u00e3o pedem que se tomem medidas en\u00e9rgicas. In\u00fameras oportunidades nos esperam para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, expandir as op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis e reverter os estragos causados pelas desigualdades em todo o mundo. No entanto, nada disso ocorrer\u00e1 atrav\u00e9s de si mesmo. Sem essas medidas en\u00e9rgicas, iremos para um mundo em que se aprofundar\u00e3o as desigualdades e as incertezas existentes\u201d.<\/p>\n<p>O Papa Francisco na Laudato si, n\u00ba 127, afirma: \u201cA realidade social do mundo atual exige que, acima dos limitados interesses das empresas e duma discut\u00edvel racionalidade econ\u00f3mica se continue a perseguir como priorit\u00e1rio o objetivo do acesso ao trabalho para todos\u201d.<\/p>\n<p>Nas Linhas de Orienta\u00e7\u00e3o aprovadas em Junho passado no XVII Congresso da LOC\/MTC afirma-se: \u201cque os trabalhadores t\u00eam direito a poder planificar a sua vida para al\u00e9m do trabalho. A flexibilidade e a precariedade bloqueiam qualquer projeto de vida a m\u00e9dio ou longo prazo, porque o trabalho marca e determina a vida pessoal, familiar e social. Tem a ver com o afeto com o desenvolvimento da intelig\u00eancia, com a capacidade de acolher as fraquezas, com a maturidade, com a constru\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, com decis\u00e3o de ter ou n\u00e3o filhos, com o relacionamento familiar, com a constru\u00e7\u00e3o da democracia, com a participa\u00e7\u00e3o na sociedade, com a cultura\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 por tudo isto, necess\u00e1rio sublinhar algo muito importante: esta configura\u00e7\u00e3o do trabalho que resulta do modelo de flexibilidade, n\u00e3o \u00e9 algo natural ou que tenha surgido por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, fruto de decis\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f3micas e empresariais. Com frequ\u00eancia se nos apresentam as situa\u00e7\u00f5es atuais do trabalho como resultado espont\u00e2neo da din\u00e2mica econ\u00f3mica \u00e0 qual as pessoas, as institui\u00e7\u00f5es, as pol\u00edticas laborais t\u00eam que se adaptar \u2013 da\u00ed as reformas! E, n\u00e3o o fazer, \u00e9 estar \u201cfora da realidade\u201d!<\/p>\n<p>Mas na verdade n\u00e3o \u00e9 nada disso. A atual situa\u00e7\u00e3o do trabalho foi-se construindo atrav\u00e9s de um conjunto de decis\u00f5es pol\u00edticas e, em especial, de uma muito determinada orienta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas laborais. A conce\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e9 um problema pol\u00edtico fundamental, de dimens\u00e3o nacional, mas sobretudo internacional e n\u00e3o uma esp\u00e9cie de fatalidade natural inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>O modelo econ\u00f3mico hoje dominante, n\u00e3o \u00e9 justo, n\u00e3o \u00e9 equitativo nem coloca todas as pessoas no centro das suas preocupa\u00e7\u00f5es e este \u00e9 dos seus defeitos essenciais.<\/p>\n<p>O poder pol\u00edtico que nos governa, tem que estar mais atento ao que se passa no mundo do trabalho e tomar medidas que incentivem o maior envolvimento dos trabalhadores na vida das empresas e n\u00e3o continue capturado pelo capital dominante, como tem acontecido.<\/p>\n<p>O Estado tem que ser forte no exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es essenciais: concretamente a prote\u00e7\u00e3o social, a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o, e a seguran\u00e7a. Que regule e controle o poder econ\u00f3mico e especulativo e garanta a justi\u00e7a tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>E, por fim, para ser digno o trabalho tem de organizar-se a partir do respeito pela dignidade, e como consequ\u00eancia, a partir da responsabilidade e dos direitos inerentes \u00e0 dignidade das pessoas. As pol\u00edticas laborais devem ter aqui o seu alicerce. Quando n\u00e3o o fazem atingem gravemente o ser humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LOC\/MTC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":107044,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-149930","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149930\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/107044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}